Antes de adotar um filhote de cão


Levar um filhote de cão para casa é o início de uma série de responsabilidade. Veja o que fazer antes de adotar.

Aumentar a família com um amigo de quatro patas é um desejo da maioria dos brasileiros. Nos lares do país, vivem mais de 54 milhões de cães, na maioria adquiridos ainda quando eram filhotes. Adotar um filhote de cão, no entanto, é uma atitude que precisa ser muito planejada, preferencialmente por todos os membros da casa.

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Ter um filhote de cão é garantia de brincadeiras. Além disto, os melhores amigos do homem são excelentes para a guarda de pessoas e defesa do patrimônio. Contudo, juntamente com os bons momentos, chegam diversas responsabilidades. Em primeiro lugar, ocorre um aumento das despesas: um cãozinho requer ração, brinquedos, artigos de higiene e acompanhamento veterinário.

Outro problema que quase nunca é considerado antes de adotar um filhote de cão: quem passa muitas horas fora de casa, trabalhando ou estudando, precisa repensar a escolha do animal de estimação. Os cachorros, mesmo os das raças mais independentes (como os akitas, chihuahuas e pinschers, por exemplo), precisam de companhia, inclusive para aprender a conviver com humanos.

O porte do cão

Um filhote de cão é um bichinho fofo, muito curioso e ligeiramente desengonçado. No entanto, é preciso conhecer a raça, para saber se a casa comporta o novo morador. Quem mora em apartamento precisa escolher animais de raças pequenas.

Alguns cães atingem grandes dimensões, como o rottweiler, o weimaraner, o dogue alemão e os mastins. Por isto, eles não são indicados para casas com crianças pequenas, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção: uma simples “festa” pode provocar quedas e traumatismos.

No caso dos cães sem raça definida (SRD), fica mais difícil saber que tamanho eles terão como adultos. É conveniente, seja como for, conhecer os pais do filhote, que provavelmente terá o mesmo porte dos seus ascendentes.

Adotar ou comprar?

Diversos abrigos oferecem cães de graça, já esterilizados, vacinados (ao menos, as vacinas básicas) e vermifugados. No Brasil, já são 20 milhões de animais abandonados perambulando pelas ruas, além dos que morrem atropelados ou por falta de alimento.

Os simpáticos vira-latas em geral são mais resistentes a doenças, especialmente depois de ter passado um tempo sem o apoio de humanos. Além disto, adotar um cão adulto evita os problemas que acompanham os filhotes, como o xixi fora do lugar e a destruição de calcados, tapetes e móveis.

Muitas pessoas, no entanto, querem conviver com um filhote de cão de raça, talvez com pedigree, para cruzamentos ou simplesmente porque simpatiza com o animalzinho. Não existe “certo” ou “errado” nesta escolha: tudo depende das condições financeiras e da disponibilidade para amar mais um integrante da família.

Prepare-se!

Antes de adquirir um filhote de cão, é preciso ir às compras. O material básico para receber o animal é o seguinte:



• ração especial para filhotes e petiscos (biscoitos, chocolates para cães, etc.);

• corrente e coleira (de preferência, sinalizada com o RG animal, obrigatório em alguns municípios brasileiros, ou pelo menos com o nome do cão e um número de telefone para contato);

• tigelas de água e ração;

• caminha para o cachorro;

• escovas de dente e para a pelagem, além de uma rasqueadeira. A escovação dos dentes e da pelagem deve ser diária e a retirada de pelos mortos, semanal;

• alguns brinquedos (bolinhas, bichos de pelúcia, ossos sintéticos, etc.);

• contato com um médico veterinário e com uma pet shop.

Algumas raças, especialmente as mais peludas e dotadas de subpelo e sobrepelo, sofrem bastante com o calor. Existem disponíveis tapetes gelados para cães, que ajudam bastante na hora de refrescar os animais de estimação.

Os preparativos continuam: assim como os bebês, os filhotes gostam de explorar novos ambientes – e, quase sempre, fazem isto com a boca. Por isto, para garantir a segurança da família, deixe objetos frágeis fora do alcance, tranque medicamentos e produtos de limpeza, mantenha as janelas baixas fechadas e compre uma lixeira alta.

Defina também o local do “banheiro”, que pode ser instalado no quintal, lavanderia ou mesmo na cozinha. Espalhe folhas de jornal ou adquira um tapete higiênico, providência que facilita o aprendizado. Provavelmente, depois de levar o filhote para o lugar correto sempre que ele fizer as necessidades na sala ou no quarto, o cãozinho aprenderá o que se espera dele.

Os cães de médio e grande porte devem ser educados de preferência por um adestrador. Caso você tenha adquirido o animal em um canil, os proprietários poderão indicar bons profissionais. De qualquer forma, sempre que possível, é importante que o tutor esteja presente – e ativo – durante os treinos, reproduzindo-os em casa ou nos passeios.

Caso você more em casa, lembre-se de reforçar o portão, para evitar fugas e acidentes. Se morar em apartamento, não se esqueça de que será necessário sair diariamente, para que o pet possa passear e brincar livremente.

Um filhote de cão dorme entre 14 e 20 horas por dia. Para garantir o descanso (e o desenvolvimento) do animal, instale a caminha em local confortável e arejado. Desde o primeiro dia, o animal deve ser apresentado às “regras da casa”.

Algumas pessoas não se importam que o pet suba nas camas e sofás, mas, em certas casas, isto é proibido. Ensine o animalzinho com comandos simples, como “sim”, “não”, “fica”, etc., entoados com voz segura e firme. Os cães conseguem compreender algumas palavras e entonações de voz dos donos.

As vacinas

Com a saúde não se deve brincar. Os filhotes de cães precisam receber as vacinas adequadas, além de vermífugos e produtos para exterminar parasitas, como pulgas e carrapatos. Caso os donos não tenham interesse em gerar crias, é importante esterilizar o animal ainda pequeno, entre 16 e 20 semanas de idade. A providência evita brigas com outros animais, impede fugas e torna os pets mais dóceis e menos territorialistas.

Os cãezinhos devem receber as seguintes vacinas:

• entre oito e dez semanas – V8 ou V10, que protege contra cinomose, hepatite infecciosa canina, adenovírus canino tipo 2, coronavírus canino, parainfluenza canina, parvovirose e leptospirose;

• com 12 semanas – reforço da V8 ou v10 e contra gripe canina e giardíase;

• com 16 semanas – raiva, segundo reforço da V8 ou V10, reforço contra a gripe canina e a giardíase.

Uma vez completado o primeiro ano de vida, os cães devem ser vacinados a cada 12 meses com a V8 ou V10 e contra raiva, giardíase e gripe. De acordo com as necessidades do cachorro, o veterinário pode recomendar outras imunizações.

Fique atento!

Muitos criadores leigos geram filhotes de cães em fundos de quintal, sem a devida assistência veterinária. Estes animais geralmente não recebem pedigree e podem ser portadores de diversas doenças, algumas delas fatais.

Nas pet shops, é comum observar a exposição de cães em vitrines. Adquira um animal destes apenas se conhecer a seriedade dos proprietários e a procedência dos filhotes. Os anúncios em classificados online também são comuns, mas o ideal é conhecer o canil e os animais do plantel.



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