Cão é mantido acorrentado no frio durante 04 anos, até ser salvo por um anjo

O abuso de cães está se tornando uma epidemia. Veja um caso ocorrido nos EUA.

A Human Society of the United States, fundada em 1954, estima que mais de um milhão de animais de estimação – principalmente os cães – são abusados ou mortos a cada ano nos EUA e no Canadá. Diversas organizações não governamentais lutam contra esta crueldade e também contra o estigma de que o abuso de cães impede que estes animais sejam adotados sem apresentar comportamento inadequado – às vezes, agressivo – com os seus novos donos.

Esta é a história de Diesel, um exemplo de abuso de cães. Diesel vive no Yukon, um território federal do Canadá, na divisa com o Alasca. O clima da região é glacial ártico (na cidade de Kobtyen, já foi registrada a temperatura de 64°C negativos).

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Diesel passou quatro anos de sua vida acorrentado ao relento, tendo de suportar madrugadas bastante frias, entre 40°C e 60°C negativos. No Yukon, conhecido como a “terra do sol da meia-noite” (a noite prevalece por três meses a cada ano), a máxima registrada no verão é de 27°C, mas as noites sempre registram temperaturas negativas. A denúncia foi feita por Animal Advocates, uma organização eu acolhe e providencia a adoção de pets maltratados.

Diesel

A Animal Advocates encontrou Diesel em condições totalmente desumanas. O focinho do cachorro havia sido chutado, provavelmente por um cavalo. O animal tinha perdido muitos dentes, a língua estava partida ao meio e a espádua apresentava uma lesão provocada por outro cachorro.

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Os donos de Diesel queriam sacrificá-lo. Consta do depoimento que eles estavam “cansados” de cuidar o cachorrinho. Felizmente, antes que o pior acontecesse, o animal foi entre à Animal Advocates. Poucos dias depois do resgate, Diesel foi levado a Whitehorse, a capital do Yukon, onde recebeu cuidados veterinários: foi esterilizado e teve um tumor no ombro extirpado.

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Apesar de se mostrar bastante tímido nos primeiros contatos, Diesel se revelou um bom companheiro: é divertido, gosta de afagos e é extremamente protetor: o cachorro se apegou rapidamente aos novos donos e é extremamente protetor.

Mais casos

Algumas pessoas têm vocação para serem donas de cachorros de pelúcia. Ao menor sinal de “revolta” dos pets ou de indisponibilidade da família, elas não se intimidam em abandoná-los. É o caso de Boo, um cão morador de Detroit (Michigan, EUA).

Boo tinha família e uma boa casa. No entanto, os pais do cachorrinho tiveram de se mudar da cidade e não hesitaram em deixar para trás o animal, juntamente com alguns móveis velhos. Os restos não aproveitados ficaram na calçada.

Boo permaneceu no local, dormindo em um colchão não aproveitado, esperando o retorno dos donos. De acordo com os vizinhos, a família teria sido despejada por falta de pagamento do aluguel. O cão foi resgatado pela Detroit Youth & Dog Rescue, uma organização sem fins lucrativos. Ganhou uma nova família, com direito a cama, brinquedos e muito carinho.

Em Ciudad Real, município espanhol da comunidade de Castela-Mancha, dois cães foram jogados de uma van em movimento. Os veterinários que atenderam os pets afirmam que eles sofreram abuso durante muitos anos, face à condição clínica em que foram encontrados.

Os dois cachorros tinham problemas na pelagem, estavam desnutridos e sofriam com a falta de exposição ao Sol. Os animais (um macho e uma fêmea) receberam os nomes de Raiz e Tierra pelos voluntários da ONG e finalmente foram adotados por humanos mais conscientes.

No Brasil

No extremo sul de São Paulo, entre Cocaia, Grajaú e Balsa, vivem cães abrigados no Cão Sul, uma entidade protetora da região. A ONG sobrevive com doações e mantém os animais abandonados com o apoio de voluntários. Muitos veterinários da região dedicam parte do tempo no cuidado com cães e gatos.

Os cães quase sempre chegam ao abrigo em péssimas condições de saúde. Muitos não conseguem sobreviver, mas parte deles é oferecida para doação – e muitos deles têm encontrado famílias para construir uma história mais feliz.

Existem várias outras associações que cuidam destes amigos abandonados. Quem quer um cachorro pode ter algumas facilidades na adoção: é possível determinar o porte do cachorro adulto, o temperamento e a conduta do animal em casa. No Brasil, existem mais de 20 milhões de cachorros abandonados.

A maioria destes bichinhos são sem raça definida (SRD), os populares vira-latas. A maioria das pessoas prefere comprar um cão de raça, enquanto os VL permanecem em abrigos ou nas ruas. Boa parte deles são exemplos de abusos de cães – e merecem uma adoção consciente.

O importante é ter em mente que o cachorro é um animal com todas as características disto. Não é possível escolher um pet imaginando que ele não dará trabalho: cães fazem bagunça, fazem xixi e cocô nos locais mais inadequados (até que aprendam o local correto), roem sapatos e, mesmo quando superam estas dificuldades, continuam exigindo colo e carinho.



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