Diabetes em cães: causas, sintomas e tratamento

É uma das doenças mais letais que se conhece. Também afeta cães e gatos. Sabia mais sobre o diabetes.

O diabetes em cães, uma doença metabólica responsável por sérios transtornos à saúde dos animais de estimação, vem ocupando cada vez mais espaço nas clínicas e hospitais veterinários. A maioria dos animais afetados é composta por adultos a partir dos quatro anos de idade.

O número de cadelas diabéticas é o dobro dos machos afetados. Suspeita-se que os cães de pequeno porte sejam mais suscetíveis ao diabetes.

ACOMPANHE CÃES ONLINE!
Inscreva-se no Canal: https://goo.gl/HU37EA
Curta no Facebook: https://www.facebook.com/caesonline/
Participe do Grupo: https://www.facebook.com/groups/caesonline/
Siga no Instagram: https://www.instagram.com/caes.online

No Brasil, grande número de pinschers sofre com o diabetes, também comum em dachshunds, schnauzers miniatura, lulus da Pomerânia, beagles e poodles toy. Entre os cães grandes, a doença acomete principalmente os retrievers do Labrador, golden retrievers e samoiedas. Seja como for, a doença é típica da espécie; portanto, qualquer cão pode desenvolver diabetes.

Complicações do diabetes canina

Além de prejudicar seriamente a qualidade de vida, o diabetes em cães, assim como nos humanos, é fator de problemas ópticos (como catarata e glaucoma), doenças renais, desordens do sistema nervoso central e periférico, aumento da suscetibilidade a infecções e, em casos graves, cetoacidose diabética, determinada pelo aumento de cetonas (corpos cetônicos) no sangue e na urina.

A cetoacidose é uma situação de emergência. Quando há falta de insulina (o hormônio responsável por equilibrar o açúcar na corrente sanguínea e transportá-lo para as células), o nível energético cai e o organismo passa a utilizar a gordura estocada para produzir energia e evitar um colapso celular.

Um dos subprodutos desta estratégia, no entanto, são as cetonas, que, em níveis elevados, causam intoxicações nos rins e no fígado: eles podem literalmente envenenar os diabéticos. Os animais podem entrar em coma e morrer em poucas horas caso não haja socorro de saúde.

O diabetes não dependente de insulina é uma condição bastante rara entre os cães. Os tipos diagnosticados mais comuns em nossos amigos de quatro patas são:

• diabetes mellitus – é caracterizado pelo excesso do teor de glicose no sangue. A doença é causada pela redução da produção, pelo pâncreas, do hormônio insulina. Este tipo pode ser congênito e, neste caso, os sintomas do diabetes já surgem nos filhotes. A maioria dos casos, no entanto, é causada pela resistência orgânica à insulina, quase sempre provocada por doenças do pâncreas, pelo sedentarismo e por maus hábitos alimentares;

• diabetes insipidus – está relacionado a uma deficiência da vasopressina (hormônio antidiurético normalmente secretado em casos de desidratação e queda da pressão arterial). Com a redução da produção, os cães passam a ter mais sede e a urinar mais, desenvolvendo, no médio prazo, sintomas semelhantes ao do diabetes mellitus. A doença é causada por deficiências da hipófise (glândula na base do cérebro responsável pela produção de vasopressina) ou por problemas renais.

Os sintomas do diabetes em cachorros

Os sinais mais comuns do diabetes em cachorros são a sede excessiva (polidipsia), aumento do volume de urina (poliúria) e, em alguns casos, incontinência urinária. Nos casos de diabetes mellitus em cães moradores de quintais, é comum que se juntem formigas nos locais em que o animal está acostumado a urinar (diversas espécies destes insetos são atraídas pelo alto teor de açúcar).

Apesar do aumento do apetite, identificado na maioria dos casos – inclusive com o desenvolvimento da polifagia (avidez desmedida por alimentos sólidos), os animais apresentam perda visível de peso e podem ter problemas de visão (especialmente a catarata); Cansaço e irritabilidade são frequentemente identificados entre os cães diabéticos.

Alguns sintomas não se manifestam em todos os casos, mas podem servir como alerta aos proprietários. Alguns cães apresentam problemas cutâneos (como a piodermite, dermatite bacteriana caracterizada pela presença de pus nas ulcerações, e a alopecia localizada [perda de pelos]) e aumento do volume do fígado, perceptível através da palpação.

Com o avanço da doença, podem ocorrer sobrepeso e obesidade, aumento das infecções urinárias, fraqueza extrema, perda de interesse por brinquedos e passeios, quadros frequentes de desidratação e halitose diabética, indicativo do desenvolvimento de cetoacidose diabética.

O diagnóstico do diabetes nos cães

Assim que os primeiros sintomas se instalarem, o proprietário deve submeter o cachorro a uma avaliação veterinária. Uma vez que tenha sido realizada a avaliação clínica e a suspeita de diabetes tenha sido mantida, o médico solicitará exames de sangue (que devem ser realizados em jejum) para dosar o teor de glicose no sangue. Em caso de diabetes, a glicemia (teor de açúcar no sangue) ultrapassa 1,5 g/l, podendo atingir até 4 g/l.

A ausência da glicose no sangue, no entanto, não é suficiente para descartar a possibilidade de diabetes. Exames complementares, com a análise de outros parâmetros sanguíneos, podem identificar complicações hepáticas ou renais comuns à doença.

O tratamento para diabetes nos cachorros

Uma vez confirmado o diagnóstico, os cães devem iniciar a terapia para suprir a deficiência de produção de insulina pelo pâncreas. O diabetes ainda não tem cura, mas os animais, com o tratamento adequado, podem ter a longevidade prolongada e melhorar bastante a qualidade de vida.

Na maioria dos casos de diabetes em cães, o equilíbrio dos níveis do hormônio pancreáticos destinados a reduzir o teor de glicose é obtido através de insulina sintética obtida através de hormônios naturais produzidos por porcos. O medicamento é bastante eficiente, mas a dosagem precisa ser exata, para evitar quedas bruscas da glicemia.

Em geral, o objetivo do tratamento é manter a glicemia abaixo de 2 g/l (percentual ainda considerado, em exames laboratoriais, como hiperglicêmico). Para manter este quadro, recomenda-se administrar, a cada dois ou três dias (de acordo com a orientação do veterinário), uma dose padrão de insulina endovenosa.

No início do tratamento, de acordo com as condições dos cães, a internação é indicada, para a ministração das primeiras doses de insulina e controle de enfermidades relacionadas. Este período é importante também para que os proprietários possam aprender a calcular as doses de medicamento e a aplicar as injeções.

Entre os cães, não é indicado que os donos façam o controle doméstico do nível de insulina (como ocorre entre os pacientes humanos), uma vez que erros de interpretação, muito comuns na avaliação dos pets, podem levar a doses excessivas, que podem determinar convulsões, coma e até mesmo a morte dos animais diabéticos.

Acidentes causados por overdose são caracterizados por quadros repentinos de hipoglicemia, cujos sinais principais são fadiga, irritabilidade, dificuldade de engolir e transtornos de locomoção. Uma coleta mensal de sangue, em laboratório, é suficiente para determinar as doses de medicamento necessárias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *