Revoltante: Enfermeira atropela cães em São Luís

A enfermeira alegou que queria afastar os cães dos transeuntes.

Um vídeo de um carro atropelando cães está ganhando repercussão nas redes sociais. O caso ocorreu em 14/03/18, no bairro Residencial Pinheiros, região da COHAMA, em São Luís, capital do Maranhão, mas só foi publicado dois dias depois e acabou viralizando.

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A motorista é Ana Giselly Atan, enfermeira que trabalha na Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). O vídeo, que apresenta imagens fortes (os animais aparecem sangrando e mancando), mostra um carro prata atropelando dois cães da raça pastor alemão – a motorista acelera e passa por cima dos cães, fugindo sem prestar socorro. Um dos animais não conseguiu resistir aos ferimentos; o outro sofreu diversas fraturas.

Momento do atropelamento. Foto do vídeo.

A repercussão do caso

Imediatamente após a postagem do vídeo, o atropelamento dos cães causou indignação entre os internautas. Até alguns famosos, como o humorista Marcelo Adnet, as cantoras Anitta e Preta Gil e a atriz Giovanna Ewbank, se manifestaram sobre o assunto.

O padre cantor Fábio de Melo comentou: “como é que esta pessoa consegue dormir depois?”, enquanto a apresentadora de TV e ativista ambiental Luísa Mell fez um apelo para que a enfermeira fosse identificada e denunciada às autoridades. “Não tenho palavras para descrever tamanha crueldade”, completou Luísa.

A legislação

Ainda não existem leis que versem sobre penalidades contra pessoas que provoquem o atropelamento de animais domésticos no Brasil. No entanto, diversos Estados e municípios já possuem legislação específica para inibir os maus tratos aos pets – e a enfermeira foi enquadrada nesta legislação.

Mesmo assim, os casos esbarram na falta de denúncias e, no caso de estas serem registradas, na ausência de testemunhas de agressões físicas contra cães e gatos, entre outros pets. No caso específico de atropelamentos, não existem regras para a punição dos motoristas, inclusive dos que não prestam socorros aos animais acidentados.

No Brasil, maltratar animais é considerado crime ambiental, conforme prevê o art. 32 da Lei nº 9.605, de 1998, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

A enfermeira

Ana Giselly Atan, que atropelou dois cães em São Luís, a situação parece ser um pouco diferente e pode marcar o início de uma nova maneira de encarar os maus tratos. O caso recebeu a atenção da Comissão de Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (seção Maranhão).

De acordo com a presidente da comissão, Luciana Lauande, a Delegacia Especial de Meio Ambiente (DEMA) foi acionada e identificou a motorista, que foi afastada das suas funções na EMSERH, de acordo com Vanderley Ramos, presidente da empresa. A afirmação foi publicada no Twitter.

Ramos postou: “apesar de o episódio ter ocorrido no âmbito da sua vida privada, quero expressar o sentimento de profunda indignação e desaprovação de toda a empresa, informando que a empregada já se encontra suspensa de suas funções”.

O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (COREN-MA) também se pronunciou sobre o atropelamento dos cães pela profissional filiada à entidade: “o COREN-MA esclarece que repudia veementemente o ato supostamente praticado pela profissional inscrita neste conselho. Estamos aguardando os desdobramentos do caso para auxiliar no que for cabível”.

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A tutora

A professora universitária Leila Cristina Oliveira, tutora dos dois cães atropelados pela enfermeira, está atualmente em Salvador (BA), concluindo o curso de doutorado. Até quinta-feira (16), ela acreditava que o atropelamento havia sido apenas um acidente.

Leila disse que quer justiça, mas não concorda com a onda de violência contra Ana Atan que tomou conta das redes sociais: “eu quero justiça, mas as coisas estão tomando uma proporção e eu estou assustada, com dor e raiva, mas não passa vingança pela minha cabeça. Não concordo com isto, não é assim que as coisas têm de ser”, concluiu.

A docente atua na Universidade Ceuma, Em São Luís, mas está licenciada para concluir o seu doutorado na Bahia. De acordo com ela, os cães estavam na rua por causa de uma tentativa de invasão na residência da família. A professora acredita que a tentativa foi frustrada pelos dois cães, mas o portão foi danificado e os animais conseguiram escapar.

‘Peppe’ sobreviveu ao atropelamento (Foto: Luiza Mell)

Por volta das 16h do dia 14/03, Leila recebeu uma ligação telefônica informando sobre o acidente. Um vizinho conseguiu segurar Pepe (o cão que sobreviveu ao atropelamento). Duquesa, entretanto, que tinha sete anos, não resistiu. A informação da morte foi transmitida na mesma chamada.

A advogada da professora afirmou que está tomando as providências judiciais cabíveis. Ela está em contato com colegas em São Luís, que estão acompanhando o inquérito policial. “Foi uma barbaridade o que aconteceu”, afirmou. “Leila está bastante abalada”.

O depoimento

Ana Giselly Atan, foi ouvida pela delegada Caroliny Fernanda dos Santos Santana, da DEMA, na tarde de 16/03. A enfermeira se apresentou espontaneamente, acompanhada por advogados, para fornecer a sua versão dos fatos.

De acordo com a enfermeira, o que ocorreu foi um incidente e não um atropelamento deliberado. Ana afirmou que ela não tinha intenção, de maneira nenhuma, de matar os animais; ela apenas estava acompanhando os cães, que estariam avançando de forma agressiva sobre alguns transeuntes.

A intenção da motorista, ainda de acordo com o depoimento, era apenas de afastar os cachorros dos pedestres. Ana Atan deve responder pelo crime de maus tratos de animais, agravado pela morte de um deles, mas foi liberada na delegacia logo após ser ouvida, uma vez que não houve flagrante.

Segundo a delegada, a pena pelo crime que está sendo investigado (maus tratos) é de detenção de até 12 meses, além do pagamento de multa. Uma vez que ocorreu a morte de um dos animais atropelados, a pena é ampliada para 14 meses.

O procedimento burocrático é o seguinte: a delegacia lavra um termo circunstanciado de ocorrência (TCO), as partes envolvidas (agressora e tutora) são ouvidas e os investigadores procuram localizar testemunhas do fato ocorrido, que, em seguida, é encaminhado para a justiça.

Veja o momento do atropelamento (cenas fortes):

Fonte: g1.globo.com

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3 Comentários

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  1. Miserável! Infeliz! Besta humana!! Por que não pegar ela e coloca-la no chão e passar com o carro por cima dela para ver como é bom! Deus vai castigar essa infeliz, o que é dela está guardado!

  2. Se fosse meu filho de quatro patas eu iria procurar esse animal que fez isso ,amarraria atrás do meu carro e só pararia quando achasse um lixão para dispensar a ossada.

  3. Se ela faz isso com os animais imagine com o ser humano, sou enfermeira tambem e sinto vergonha que uma pessoa dessa que se diz enfermeira e fez juramento pela vida, comete um ato tão absurdo desses contra dois animais inocentes, sinceramente que eu nunca seja cuidada por esse tipo de profissional que por sinal deve ser péssima.

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