Presa mulher que matou milhares de animais por mais de dez anos

Dalva Lina assassinava cães e gatos no “quarto da morte”.

Até que enfim a justiça será feita. Foragida desde 2017, depois de ter sido condenada a 17 anos, 6 meses e 26 dias de prisão pela morte cruel de animais de estimação abandonados, Dalva Lina de Souza, 48 anos, foi presa.

Dalva passou a ser chamada de “matadora de animais” e estava em uma agência do Banco do Brasil quando foi reconhecida pelo gerente no dia 01/02. A polícia militar foi acionada e Dalva conduzida para a 16ª DP, na Vila Clementina, em São Paulo. Depois foi transferida para carceragem feminina da 89ª DP, no Portal do Morumbi. Lá Dalva irá ficar até saber onde cumprirá sua pena. A falsa protetora de animais estava condenada desde 2015.

O caso de Dalva é considerado um marco na justiça brasileira. Foi a maior sentença aplicada a alguém que cometeu maus tratos contra animais. Aliás, os 17 anos que Dalva irá cumprir é a maior pena que se tem notícia até o momento no que se refere a este assunto.

Mas chegar até a condenação não foi fácil. Foi necessária uma busca incessante de provas que possibilitaram a aplicação da pena pela morte cruel de 37 cães e gatos. Antes disso, por longos dez anos, Dalva Lina assassinou de forma bárbara milhares de animais que foram entregues por pessoas que acreditavam que a mulher era defensora da causa.

Em sua casa, na Vila Mariana, em São Paulo, Dalva tinha um quartinho onde tirava a vida dos animais. Neste lugar foram encontradas manchas de sangue nas paredes. A mulher prendia os bichinhos na posição de crucificação e injetava uma droga no peito com a intenção de atingir o coração. Na sua defesa, Dalva alegou que fizera isso porque os animais estavam em estado terminal e sofrendo. O laudo de necropsia dos animais diz exatamente o contrário. Todos gozavam de boa saúde

Dalva afirmou também que doou todos os animais que recebeu nestes últimos dez anos, mas alega não lembrar para quem. Os corpos eram descartados em sacos pretos e colocados na calçada próxima à passagem do caminhão de lixo. Denúncias fizeram com que uma ONG contratasse um detetive para vigiar Dalva. Quando ele desconfiou do conteúdo dos sacos, acionou a polícia.

Vale aqui um alerta para todas as pessoas que doam animais. Antes de qualquer coisa é preciso averiguar se de fato os protetores realmente têm condições de cuidar dos bichinhos. Muita gente, na ânsia de descartarem os animais, não se preocupam em obter maiores detalhes sobre quem vai acolhê-los. Dalva pegou cães e gatos da rua para sacrificar, mas recebeu outros tantos na porta da sua casa de pessoas que não queriam mais seus bichos de estimação. A atuante protetora de animais era, na verdade, uma assassina.

A defesa de Dalva não foi localizada para falar sobre o caso.

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