Cachorra não consegue entender por que a irmãzinha humana não brinca com ela

O bebê finalmente chegou, mas a cachorra não entende por que ele não brinca nem joga bola.

Quando Martina nasceu, a cachorra da família ficou empolgada com a chegada do bebê. Ela realmente se empenhou nos cuidados com a irmãzinha humana, mas não conseguia entender por que a menininha não brincava com ela.

Durante toda a gravidez, Luna, uma simpática golden retriever, insistiu em ficar junto da tutora. Ela sempre foi apegada, mas naqueles meses ela parecia entender que alguém especial estava se preparando.

Luna insistiu com a irmãzinha. Foram inúmeras tentativas, sempre trazendo a bola para o berço ou o carrinho, mas o bebê não participava das brincadeiras. A golden retriever simplesmente não conseguia entender por quê.

A gravidez

Luna percebeu que a tutora Maria Fernanda Osterling estava diferente ainda antes de a barriga aumentar. Fernanda é publicitária e vive em Lima, a capital do Peru. Durante toda a gravidez, a cachorra se tornou ainda mais delicada e protetora.

A golden retriever compreendeu que estava prestes a ganhar uma irmãzinha, uma nova parceira para as brincadeiras. Fernanda também ficou curiosa para descobrir quais seriam as reações de Luna ao ver o bebê.

O comportamento da cachorra acabou surpreendendo toda a família de maneira positiva. Luna sabe que Martina, o bebê do casal Osterling, é sua pequena irmã: ela a protege, cuida dela e zela pelo sono do bebê.

Mas, nem tudo são flores. Luna não conseguiu entender que Martina ainda precisa crescer um pouquinho antes de se tornar uma companheira nas brincadeiras. A cachorra traz a bolinha preferida, além de outros brinquedos, mas a irmãzinha não interage com ela.

Luna tem predileção por uma bola azul de borracha. Quando ela traz o objeto, os tutores sabem que a cachorra quer brincar de pegar. A golden retriever repete vezes seguidas o gesto de colocar o objeto no carrinho de Martina.

Momento que ela tenta brincar com a bebê:

Por enquanto, o bebê nem percebe o que seria aquela coisinha azul estranha. E Luna, por seu lado, fica um pouco frustrada com a reação – ou a falta dela. Mesmo assim, a cachorra sabe que precisa proteger a irmãzinha e o instinto de guardiã da família está se revelando cada vez mais firme e forte.

A tutora disse ter ficado muito emocionada, porque Luna demonstra o amor e afeto que sente por Martina, mesmo que o bebê ainda não consiga brincar e divertir-se com ela. Felizmente, em poucos meses, a irmãzinha estará pronta para correr e agitar a casa. Luna sabe que vale a pena esperar.

O instinto protetor

Quem tem um bebê e teve o privilégio de partilhar o nascimento com um cachorro certamente se emocionou com o comportamento exibido pelos peludos. Na imensa maioria dos casos, irmãos de quatro patas se revelam extremamente responsáveis, preocupados com a segurança e o bem-estar dos pequenos.

Cachorros e humanos vivem juntos há milênios e muita coisa mudou desde as primeiras caçadas em grupo. Mas a característica de proteção se manteve: na alcateia, todos os adultos são responsáveis pelos bebês e jovens do grupo.

Eles precisam aquecer, proteger, alimentar e ensinar os mistérios das vida para os bebês e crianças. Em casa, mesmo sem as necessidades urgentes, os cachorros continuam demonstrando afeto e extrema atenção em relação aos “parentes” mais frágeis.

Os cachorros sabem que os bebês são bebês, seres frágeis e indefesos que precisam de proteção e carinho. Os imensos samoiedas, por exemplo, são tão cuidadosos que, na Sibéria, onde a raça surgiu, é comum deixar as crianças pequenas entre os cachorros, para protegê-las do frio e dos perigos.

Diversos estudos indicam que os cachorros reconhecem os humanos como parte da matilha, um grupo social extremamente complexo e sofisticado. Quando a matilha aumenta com a chegada de um bebê, os peludos entendem ser o seu dever proteger e cuidar.

Crianças que crescem ao lado de cachorro usufruem de inúmeras vantagens. Além da proteção, elas também desenvolvem o sistema imunológico de forma mais rápida e eficiente, aprendem a dividir e a ser responsáveis com mais facilidade.

Evidentemente, o ciúme também faz parte das histórias das famílias que recebem um novo membro. Mas tudo é questão de cuidado e carinho. Desde que o cachorro não se sinta afastado da família, ele fará de tudo para proteger o irmãozinho recém-chegado.

Postagens Relacionadas