Cachorrinho cego que foi atropelado e que ninguém queria, agora é adotado e mimado

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Este cachorrinho cego foi atropelado e deixado à própria sorte: ninguém queria adotá-lo. 

A cegueira é uma deficiência física muito limitante. Os portadores podem aprender a viver da melhor maneira possível, mas é necessário o apoio. Colin é um cachorrinho cego que vivia perambulando pelas ruas de Santa Cruz (Bolívia) e ninguém se interessava em cuidar dele. 

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De um modo ou de outro, o cachorrinho aprendeu a superar os obstáculos. Ele identificava restos de comida, pelo faro, nos sacos de lixo deixados para coleta e aprendeu a se localizar nas ruas apenas com os cheiros e ruídos que percebia. 

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O atropelamento 

A história de Colin não é totalmente conhecida: não se sabe como ele conseguiu sobreviver na rua sem o auxílio da visão para procurar comida, abrigo e locais para se proteger. Ele chegou a ser atropelado, mas o motorista não prestou socorro, deixando-o sozinho, talvez para morrer. 

Sem enxergar nada, o cachorrinho apenas procurou a guia da rua, onde se encostou e permaneceu deitado. Não se sabe quando tempo ele permaneceu ali, mas finalmente uma equipe da VEDA, Voluntários em Defesa da Paz, de Santa Cruz, o encontrou. 

Os voluntários rapidamente perceberam que o animal era cego. Ele também estava muito machucado, com ferimentos causados pelo carro que o atropelou. Além disso, estava muito magro, com sinais de fome e desnutrição. 

Um dos voluntários, Ivan Zurita Escobar, apaixonou-se por Colin e decidiu ajudá-lo. O cachorro foi levado ao abrigo e submetido a tratamentos, até que recuperou a saúde. Mas, apesar dos esforços de Escobar e dos colegas, não surgiam candidatos para a adoção. 

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Colin na Flórida 

Escobar e a família transferiram-se para os EUA, junto com um grupo de cães resgatados nas ruas – entre eles, estava Colin. O ativista dos direitos dos animais passou a morar na Flórida, com a sua avó, Miroslaba, que mantinha um abrigo nas proximidades de Miami Beach. 

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Depois de adotado e cuidado, foi assim que ele ficou…

As esperanças renasceram para Colin. Tentando se adaptar ao novo local de moradia – ele saiu das montanhas andinas da Bolívia diretamente para as planícies tropicais e litorâneas da Flórida –, o cachorro conheceu uma nova família. Agora, ele vive com os pais e irmãos, cercado de carinho, atenção e muitos agrados. 

A história deste cachorrinho certamente é uma exceção. Cães de rua convivem permanentemente com muitos riscos – brigas, atropelamentos, maus tratos, fome e outras circunstâncias são constantes na vida dos animais sem teto. 

Os cachorros vivem entre 12 e 15 anos – os vira-latas costumam ser mais longevos, enquanto alguns animais de raça, como os boiadeiros de Berna e os dogues de Bordéus dificilmente atingem oito anos de idade. 

Já entre os cães que vivem na rua, a expectativa de vida é de menos de três anos, em função das más condições. E, mesmo com uma vida tão curta, as fêmeas conseguem gerar de duas a três crias, que nascem condenadas ao abandono e ao descaso. 

Colin, no entanto, teve um final feliz. Depois do atropelamento, ele foi resgatado por um centro boliviano, reabilitado e colocado para adoção. As chances, contudo, eram mínimas, em função da idade – ele já é um cão adulto – e da deficiência: os candidatos a tutores dão preferência aos filhotes saudáveis. 

As chances de Colin não eram as melhores. Apesar de ser um poodle (ou, pelo menos, um mestiço com características marcantes da raça), a cegueira o colocava no final da fila de adoção. A equipe do abrigo trabalhava com a opção de mantê-lo de forma permanente. 

Enquanto isso, a VEDA, de Santa Cruz, continua lutando pelo bem-estar dos cachorros de rua. Atualmente, 150 animais vivem no abrigo e quase metade deles está à espera de um novo lar. Os demais estão se recuperando dos traumas – e sonhando com um final feliz, parecido com o de Colin e sua família. 

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