Cachorro com ansiedade de separação passa o dia esperando o tutor [VÍDEO]

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Ele não consegue se conter e passa o dia inteiro esperando o tutor na varanda. Conheça Toby e o que é a ansiedade de separação. 

A ansiedade de separação é um transtorno emocional caracterizado pela adoção de comportamentos repetitivos, destrutivos ou apenas uma tristeza infinita quando o cachorro se afasta dos tutores – ou sente que está para se afastar deles. Esta é a condição de Toby, um simpático cachorro peruano. 

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Toby adora a sua família humana, é extremamente fiel e dedicado a todos, especialmente ao tutor, de quem não tolera se afastar por períodos muito longos. Todos os dias, quando o tutor sai para o trabalho, Toby fica na varanda por horas seguidas – muitas vezes, o “plantão” ocupa parte da noite. 

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YOUTUBE/ SPAIK_ TOBY

Ele fica com o olhar perdido, praticamente imóvel. De vez em quando, o cachorro late ou solta uivos e ganidos. Toby permanece à espera, sem se distrair. O comportamento pode parecer divertido à primeira vista, mas este cachorro sofre realmente e é um forte candidato a desenvolver outras doenças, inclusive físicas. 

No caso de Toby, o interessante é que ele não fica sozinho em casa quando o tutor sai para trabalhar. Além dos outros humanos da família, com quem ele se relaciona de forma satisfatória, há também o colega de quarto, Spaik, que não é afetado pela ansiedade da separação. 

Quando o tutor finalmente chega, a festa é garantida. Toby não consegue conter o entusiasmo por finalmente reencontrar o melhor amigo. Então, o trio, formado pelo tutor, Toby e Spaik, passeiam juntos, brincam e ficam juntos até a hora de dormir. No dia seguinte, no entanto, Toby volta a exibir tristeza e depressão. 

O transtorno 

A ansiedade de separação é um transtorno exibido por diversos cães, que pode se manifestar mesmo em animais treinados. Os pets podem apresentar comportamentos destrutivos, como avançar sobre móveis e utensílios domésticos, arranhar portas e janelas. 

Outro sintoma comum é fazer as necessidades pela casa. O xixi e o cocô passam a ser uma forma de demonstrar a insatisfação por terem sido deixados sozinhos. Em casos mais graves, os cachorros podem ter episódios de autoagressividade, mordendo continuamente as patas ou a cauda. 

Ainda não se conhece a causa exata da ansiedade da separação, que provavelmente é multifatorial. O cachorro pode ter sido acostumado à companhia que, subitamente, é retirada. O transtorno também pode surgir quando surgem alterações, como mudança de casa, chegada de um bebê, adoção de outro cachorro ou gato, etc. 

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INSTAGRAM/ SPAIK_TOBY

Os cachorros afetados também podem apresentar sintomas físicos, que, no médio prazo, podem prejudicar a saúde global. Alguns animais, nos períodos em que estão afastados dos tutores, apresentam respiração ofegante, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, que comprometem os sistemas cardiovascular e respiratório. 

Quanto mais graves os sintomas, mais difícil se torna a superação do transtorno. Em muitos casos, é necessário recorrer à intervenção de especialistas, como veterinários e adestradores. O ideal, no entanto, é “cortar o mal pela raiz”. Alguns truques simples podem evitar que o cachorro desenvolva a ansiedade da separação. 

Quando o tutor percebe que alguns comportamentos agravam o quadro, deve-se eliminar os “gatilhos”. O cachorro pode ficar ansioso, por exemplo quando os humanos pegam as chaves; neste caso, é preciso distraí-lo quando as providências para deixar a casa estão sendo tomadas. 

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INSTAGRAM/ SPAIK_TOBY

Brincar com as chaves em outros momentos também podem quebrar o vínculo criado pelo cachorro. Desta forma, o chaveiro se transformará, em pouco tempo, em um objeto corriqueiro, sem relação com o “abandono”. Estes exercícios devem ser repetidos várias vezes, por dias seguidos, até que o peludo desfaça a associação. 

Seja como for, os tutores precisam e querem sair de casa. É importante que o cachorro se mantenha ocupado. Alguns são preguiçosos e bonachões – eles se encarregam de preencher as horas solitárias com sonecas. Outros, contudo, precisam de estímulos. 

Os brinquedos precisam estar acessíveis ao cachorro. Não é necessário gastar metade do orçamento doméstico com objetos novos: basta fazer um revezamento, com “lotes” de dois ou três brinquedos apresentados a cada semana. Eles sempre terão cara de novidade. 

Outra solução é programar a TV ou o rádio para transmitir alguns programas, músicas, vídeos agitados, etc. Alguns minutos são suficientes. As cores e sons atrairão a atenção do cachorro, que precisará de alguns instantes para entender o que está acontecendo. 

Possibilitar a visão da rua é outro truque que distrai os cachorros. Ao observar o vaivém das pessoas e carros, eles acabam ocupando o tempo e quase esquecem que os tutores estão fora de casa. Quem mora em apartamentos altos pode simplesmente deixar uma janela aberta, para os peludos apreciarem o movimento ao longe: até mesmo as nuvens podem oferecer momentos de relaxamento. 

Evidentemente, todos os cachorros precisam ser deixados com comida, água e agasalho, para garantir o conforto térmico. No caso dos ansiosos, um comedouro inteligente – no qual o peludo precisa pressionar um pedal para receber a ração – e uma peça de roupa do tutor – para que ele sinta o cheiro – satisfazem as necessidades básicas e proporcionam conforto emocional.

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