Na porta da Santa Casa, cachorro espera o dono e sensibiliza funcionários e pacientes.

Aconteceu no Espírito Santo, em Cachoeiro de Itapemirim, a 140 km da capital Vitória. As imagens mostradas a seguir foram postadas nas redes sociais no dia seguinte e comoveram milhares de internautas.

Esta é a história de Spike, um cachorro de porte médio. Ele permaneceu a postos na entrada da Santa Casa de Misericórdia, à espera do seu tutor, que havia sido internado. O pet não arredou pé do seu posto

Histórias sobre a fidelidade dos cachorros são muito comuns; afinal, eles são os nossos leais companheiros há milhares de anos. Mesmo assim, elas continuam impressionando a muitas pessoas.

A história

Os fatos a seguir foram publicados na página do Facebook da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro do Itapemirim no dia 01/11/19:

O tutor precisou ser internado na manhã do dia 31/10, uma quinta-feira, mas o seu cachorro não quis deixá-lo sozinho. Intuitivamente, o pet parecia perceber que alguma coisa não estava funcionando do jeito certo.

O cachorro, chamado Spike, fez questão de acompanhar o tutor quando este procurou ajuda médica e ficou do lado de fora da Santa Casa de Misericórdia esperando o paciente.

Spike parecia entender que “hospital não é lugar para cachorro”, mesmo que a sua presença pudesse oferecer algum alívio ao desconforto e sofrimento. Por isto, ficou na calçada, quase imóvel, esperando notícias da família.

A cena era emocionante demais para não sensibilizar os funcionários da Santa Casa. Alguns enfermeiros se empenharam para que paciente e acompanhante permanecessem juntos, pelo menos por alguns instantes.

No entanto, por questões de segurança, a entrada de Spike na enfermaria não foi autorizada. O cachorro pareceu não se importar e postou-se junto à porta, como se fosse uma sentinela. “Para servir e proteger” parece corresponder ao que Spike estava pensando no momento.

A fidelidade do pet não foi ignorada. No mesmo dia, ele recebeu ração e água fresca. Pouco se alimentou, compenetrado no seu posto de vigilância. Na sexta-feira, Spike ganhou um visita à pet shop, onde recebeu cuidados especiais. Mas ele estava com pressa de voltar.

Spike é um cachorro dócil e brincalhão. Ele continua a postos, uma que o tutor não tem previsão de alta para os próximos dias. O reencontro familiar ainda não tem data definida para acontecer.

Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia, no entanto, pretendem levá-lo de volta para casa, para que Spike espere a volta do tutor com mais conforto. Enquanto isto não acontece, o pessoal do hospital está se revezando entre cuidados e carinhos.

Veja o vídeo:

Mais casos

Não é a primeira vez que um cachorro fica na porta de um hospital esperando o dono. No início de 2018, um cachorro surpreendeu os habitantes de Novo Horizonte (SP). Ao ver o dono ser esfaqueado, ele seguiu a ambulância e ficou na porta do hospital, esperando que o tutor se restabelecesse.

O cachorro ficou no hospital durante quatro meses. Como se tratava de um morador, alguns funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Novo Horizonte tentaram providenciar uma nova família, mas o pet fugiu e voltou para a porta do hospital.

O tutor morreu poucas horas depois de dar entrada no hospital. O pet, no entanto demonstrou tanta fidelidade ao longo de quatro meses, que conquistou o coração de uma funcionária.

A nova tutora, Letícia Botoluci, decidiu adotar o cachorro. Como ninguém sabia o nome dele, a funcionária da Santa Casa decidiu batizá-lo de Campeão. Foi assim que o pet ganhou uma nova casa e o amor de uma família.

Conclusão

Como é possível observar, os cachorros são um exemplo de fidelidade que não se abala nem mesmo nas condições mais adversas. Nós, humanos, nem sempre agimos da mesma maneira.

De acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde (os dados são de 2013), existem no Brasil 30 milhões de animais de estimação abandonados. Deste total, 20 milhões são cachorros.

Os motivos são os mais diversos: “é bagunceiro”, “não consegue aprender nada”, “ficou muito grande para a casa”, “precisei me mudar”, “saí de férias”, “nasceu um bebê na família” são algumas das justificativas mais recorrentes.

A adoção de um animal de estimação precisa ser feita de forma responsável. Cães e gatos dão trabalho e geram despesas. Em troca, eles oferecem dedicação total e podem executar pequenas tarefas, como caçar ratos ou tomar conta da casa.

Antes de levar uma pet para casa, é preciso refletir bastante. Se não há tempo, espaço, disponibilidade para passear, dinheiro para a ração, os brinquedos e a despesas com veterinários, é melhor continuar sozinho. Ou, quem sabe, comprar um bicho de pelúcia.

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