Cachorro fiel ficou ao lado da tutora falecida até o último instante

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Ele não quis se afastar nem por um minuto. Este cachorro fiel ficou com a tutora até o último momento. Veja o vídeo…

Maria Isabel Benitez Chamba teve uma vida longa e feliz em Santa Rosa, no Equador, distante 390 km da capital Quito. Doña Maria faleceu aos 95 anos e muitos parentes e amigos compareceram ao funeral. Um dos participantes fez questão de ficar com a senhora até o último instante: o cachorrinho Bumer. 

Assim como fez a vida inteira, Bumer permaneceu ao lado de Doña Maria o tempo todo durante o velório. Ele revezava posições, mas não se afastava mais do que poucos metros do caixão. Um funcionário da funerária ficou sensibilizado: Dava para ver a lealdade e o afeto que existia. Ele estava lá com a sua dona”.

Cachorro fiel ficou ao lado da tutora falecida até o último instante

Bumer e o velório 

As pessoas que prestaram homenagens à família e aos restos mortais de Doña Maria ficaram encantadas com o comportamento do cachorrinho. Bumer permaneceu embaixo ou à frente do caixão durante todo o velório, sempre em silêncio. Ele não aceitou comida nem se afastou para fazer as suas necessidades. 

Bumer adotou um aspecto grave e solene, como se entendesse a gravidade do momento. Ele não quis se distrair com brincadeiras e mostrou estar muito pouco disposto a ser retirado da câmara ardente. Ele parecia saber que aqueles eram os últimos momentos ao lado da tutora. 

Ao todo, as cerimônias de despedida duraram pouco mais de 24 horas, entre a abertura do caixão na capela e o sepultamento. Bumer foi um dos poucos a permanecer todo esse tempo ao lado da tutora. O comportamento triste e digno impressionou a todos. 

Quando as cerimônias de despedida foram finalmente encerradas, um pequeno cortejo se formou para acompanhar o caixão até a sepultura e Bumer, claro, insistiu em ir também. Do velório ao cemitério, o cachorrinho foi no próprio carro fúnebre. 

Ao perceber a movimentação, Bumer seguiu as pessoas que carregavam o caixão, já fechado. Ao ver a tutora sendo colocada no carro, o cachorro rodeou um pouco, observou à sua volta e pulou para dentro, como se dissesse: “Eu também quero ir ao cemitério, dizer adeus para minha mãe”. 

Cachorro fiel ficou ao lado da tutora falecida até o último instante

As pessoas que acompanharam o velório e o enterro foram unânimes em afirmar que Bumer ficou de coração partido. Ele não se distraiu nem por um minuto e parecia entender a seriedade do momento: o cãozinho não, correu, nem brincou, nem latiu. 

Doña Maria parecia estar presente. É como se ela continuasse ali, amada e cuidada pelo cãozinho com quem conviveu durante tantos anos. Muitos dos que compareceram para prestar as últimas homenagens sentiram que a vida da tutora se eternizava na fidelidade e lealdade demonstradas por Bumer. 

Foram quatro anos de convivência, em que Bumer revelou-se um companheiro dedicado e muito devotado a Doña Maria. Agora, ele vai mudar de casa. O cãozinho vai viver com César Benitez, um dos filhos da antiga tutora. 

A antiga tutora deixou instruções precisas para o filho, sobre como cuidar do cachorrinho. Entre várias orientações, Doña Maria alertou César para nunca dar ossos para Bumer: o peludinho come apenas carne cozida. 

Vizinhos e conhecidos de Doña Maria conheciam Bumer e a sua dedicação pela tutora. A dupla passeava diariamente pelas ruas das imediações da casa da idosa, que raramente saía em outros momentos do dia. Quando o fazia, os vizinhos presenciavam a ansiedade de Bumer, que não saía da janela, esperando avistar a mãe. 

César Benitez, o atual tutor do cachorrinho, disse que a mãe nunca havia se apegado a outro animal de estimação. Bumer passou até a tomar banhos frequentes, porque a idosa se sentia mais segura com ele dormindo junto a ela. 

As imagens e informações foram obtidas e transmitidas pelo Multicanal, emissora de TV do Cantão de Santa Rosa. Para finalizar a entrevista, o filho de Doña Maria lembrou um episódio que ficou célebre no bairro: certo dia, a idosa sofreu uma queda. Ela não conseguia se levantar e Bumer ficou aflito. 

Sem poder ajudar, o cãozinho agitou-se e passou a latir sem parar – uma atitude pouco habitual de acordo com os vizinhos. Bumer latiu até atrair a atenção de alguém que passava na rua. O tombo não teve grandes consequências, mas mostrou que a fidelidade do cachorrinho não pode ser contestada.