Cachorro que ficava nas Casas Bahia é adotado por funcionário

O nome do cachorro é Dock e ele foi adotado por um funcionário das Casas Bahia. Confira a história.

A foto de um cachorro dormindo em um sofá acabou viralizando na segunda quinzena de maio 2019 nas redes sociais. Poderia ser apenas mais um cãozinho dormindo tranquilamente, se não fosse um fato inusitado: o sofá em questão estava em exposição numa loja das Casas Bahia em Suzano (região metropolitana de São Paulo).

De acordo com as informações recolhidas, o cachorro, de porte médio, estava frequentando a loja há diversas semanas, provavelmente atraído pelo alimento, segurança e carinho oferecidos pelos funcionários. Mas o final desta história é ainda mais comovente.

A postagem nas redes sociais

A jovem responsável pelo tuíte passou pela loja, viu o cachorro dormindo tranquilamente e não se conteve: perguntou a uma funcionária das Casas Bahia sobre o “hóspede”. A resposta da vendedora foi simples:

você viu, menina, ele não sai mais daqui, nós adotamos ele.

Logo em seguida, a internauta postou:

“Casas Bahia pisando e me fazendo lembrar do incidente no Carrefour. Eu perguntei pra moça se ela sabia que tinha um doguinho dormindo no sofá da loja e ela falou: cê viu?”

A jovem fez referência ao triste episódio ocorrido em dezembro de 2018, quando um cachorro foi espancado até a morte por um segurança, no estacionamento do hipermercado Carrefour. O cão vivia no estacionamento e era alimentado por funcionários e clientes. A ativista pelos direitos dos animais Luíza Mell mostrou as imagens na delegacia de polícia e em suas redes sociais.

O caso do cachorro acolhido nas Casas Bahia rendeu muitas postagens – o equivalente a uma estratégia gratuita de marketing. Muitos internautas afirmaram que, nas próximas compras, se lembrarão da rede varejista. Por outro lado, ao Carrefour, sobraram críticas.

A história continua

De acordo com o gerente da loja de Suzano, Wilson Moreira, o cachorro Dock estava “visitando” as Casas Bahia já fazia cerca de um mês. Moreira disse que é uma prática comum: “aqui já temos uma rotina voltada para sempre ajudar, pois, por ser uma região central, sempre aparecem animais por aqui”.

Em nota, a direção das Casas Bahia parabenizou a equipe e afirmou esperar que “atitudes como esta sejam exemplos a serem seguidos por outras unidades lojas que representam a marca”.

Enquanto alguns agridem e maltratam, esta rede varejista parece ter encontrado o caminho certo, incentivando o acolhimento e o carinho. Afinal, não existem animais de rua: existem animais que vivem nas ruas em função da negligência de seres humanos irresponsáveis.

Um final feliz

Toda história merece um final feliz, não é verdade? E, no caso de Dock, não poderia ser diferente. Não há príncipes encantados nem fadas madrinhas, mas há um funcionário das Casas Bahia.

Durante a sua “hospedagem” na loja de Suzano, Dock era muito bem tratado, recebia alimento e água trazida pelos empregados, descansava tranquilamente nos sofás em exposição, mas, no momento de fechar a loja, ele tinha de voltar para as ruas.

O tempo verbal está correto: tinha, não tem mais. Henrique Ferreira, de 33 anos, um dos empregados das Casas Bahia, parecia mais empenhado em cuidar de Dock. Tanto assim que muitas colegas insistiam: “por que você não adota o cachorro?”.

Foram tantos os pedidos, “tão sinceros, tão sentidos”, que Henrique decidiu adotar Dock. Na noite de 26 de maio, o cachorro despediu-se pela última vez dos empregados das Casas Bahia e seguiu com o novo tutor para casa. Sim, desde esta data, Dock tem um lar para chamar de seu.

É Henrique quem conta: “apesar dos problemas financeiros (o rapaz foi assaltado recentemente: levaram o seu automóvel, que ainda está sendo pago), não pensei duas vezes em levá-lo para casa. Peguei um pouco de ração na minha mãe e no dia seguinte comprei um pacote de ração de 15 quilos e uma coleira”.

A narrativa continua: “Um amigo, com quem divido a moradia, fez uma casinha improvisada, com um edredom quentinho. Quando ele quer fazer as suas necessidades na rua, ele me chama. Amei isso, porque estou um pouco gordinho, ele está me incentivando a andar com mais frequência”.

Henrique conclui o novo capítulo desta história: “Dock já está no meu coração. A bondade e a gratidão dele me fizeram esquecer qualquer dificuldade. Hoje, eu tenho um amigo, um filho de quatro patas”.

Uma bela história, dois belos exemplos: um humano, outro canino. <3

Um comentário

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  1. Na filial 1069 (Guarujá) temos um gato como mascote, o Maurinho. Ele nasceu no estacionamento para funcionários em fevereiro de 2018. Os clientes ficam encantados com ele porque, além de lindo, ele é super manso e adora ser acariciado. Além dele, sua mãe e seu irmão também vivem na loja. Todos foram castrados.

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