Cachorro tem reação dramática ao se cortar com uma folha de papel

Ele merece um Oscar: a reação dramática deste cachorro ao se cortar é digna dos melhores atores.

Jacweenie, um cachorrinho resgatado por Jean Mosher, teve uma reação verdadeiramente dramática – muito além do necessário – quando estava passeando com a tutora no parque de cachorros. Ele cortou uma das patas com uma folha de papel e fez um verdadeiro estardalhaço.

A história foi contada ao The Dodo, pela própria tutora. A reação de Jacweenie foi intensa, digna de estrelar em um espetáculo da Broadway. O cãozinho é um sério candidato ao Oscar de ator dramático.

A performance

Jean e Jacweenie estavam passeando pelo parque dos cães perto de casa, como fazem todos os dias. A praça tem um espaço reservado, em que os cachorros podem brincar e correr livremente, sem necessidade de guia e coleira.

A tutora permaneceu alguns momentos observando Jacweenie brincar com o seu melhor amigo, com quem costuma se encontrar quase todos os dias nas caminhadas. De repente, ele estacou e se sentou no chão. O amigo voltou para os seus humanos.

Jacweenie ficou congelado, sem mover um músculo sequer. Apreensiva, a tutora se aproximou para verificar o que estava acontecendo de errado. Ela percebeu imediatamente que alguma coisa não estava bem.

A imobilidade de Jacweenie começou a se desfazer, dando lugar a um espetáculo. O cachorrinho tremia e chorava – ele parecia estar lamentando uma grande perda. Jean, que já estava atenta, começou a ficar apavorada.

Jacweenie estava tremendo de maneira descontrolada. O cachorro estava ofegante e parecia ter sido atacado por um urso ou algo parecido. Ele exibia uma pata traseira, que balançava no ar. Aparentemente, ele não conseguia apoiar o pezinho no chão.

Outros frequentadores do parque de cães também começaram a se aproximar do cãozinho, que parecia estar ferido. Milhares de dúvidas passavam pela cabeça de Jean: Jacweenie teria se ferido com um caco de vidro? Seria possível que o grande amigo o tivesse mordido?

Era evidente que o grave ferimento tinha sido na pata traseira. Cheio de choro e lamúrias, Jacweenie, ao que tudo indicava, não conseguia colocar o pezinho no chão. Jean logo imaginou que um acidente grave tinha acontecido – o primeiro, em três anos de convivência.

A convivência

Quando Jean conheceu Jacweenie em um abrigo, foi amor à primeira vista. Era dezembro e estava frio, mas o cachorrinho era o único a usar agasalho. Ele vestia um casaco pesado e parecia indefeso e carente.

No primeiro contato, a tutora só pôde avistar o cachorro através das grades da gaiola. Ele tinha sido recolhido das ruas poucos dias antes e ainda não tinha recebido vacinas e vermífugos. Por isso, o contato direto era desaconselhado.

Mas Jean já sabia: aquele seria o companheiro perfeito. Ao The Dodo, a tutora confessou: “Eu o vi entre as grades e ele era tão fofo. Pela expressão, também poderia se dizer que ele era um perfeito idiota. Mas eu me apaixonei imediatamente e tive de adotá-lo”.

Jacweenie nasceu com prognatismo mandibular: a mandíbula se projeta para frente e os dentes inferiores se alinham à frente dos superiores. Isso dá ao cachorro – pelo menos na opinião da tutora – uma aparência única e atrevida.

Desde que foi adotado, o cachorro precisou passar por cirurgias e teve alguns dentes extraídos para realinhar a mandíbula e permitir a deglutição. Sem isso, Jacweenie sofreria com problemas respiratórios e até mesmo com desnutrição, por não conseguir aproveitar os nutrientes dos alimentos.

O motivo do drama

Para Jean, Jacweenie superou todas as dificuldades como um verdadeiro herói. Ele nunca reclamou demais de dores e desconfortos, mesmo quando voltava das anestesias e sentia a boca dolorida e inchada.

Por isso, a expressão de dor e sofrimento exibida pelo cachorrinho no parque era alarmante. A reação era extrema e Jean temia pela integridade de Jacweenie. Jean entrou em contato com três veterinários, em busca de socorro para o companheiro.

Os dois primeiros não podiam atender a emergência. Com o sinal positivo do terceiro, Jean correu em disparada para a clínica veterinária. Mas, durante o exame clínico, o médico não conseguiu encontrar nada errado.

Jacweenie continuava mancando e se recusava a apoiar o pé. O veterinário acreditou que ele pudesse ter sofrido uma luxação na patela, um deslocamento traumático do joelho que, em alguns casos, requer uma cirurgia para a correção.

O médico pediu que Jean examinasse a perna traseira do cachorro, em busca de algum sinal diferente que pudesse explicar a reação dramática do cachorro, que continuava desempenhando o papel de “moribundo”.

Foi então que Jean notou um pequeno corte muito fino entre os dedos da pata traseira direita. Era uma lesão quase imperceptível. Claramente, não era motivo para tanta dor. O veterinário avaliou novamente e chegou à conclusão de que se tratava de um corte causado por uma folha de papel.

O ferimento era tão pequeno que nem chegou a sangrar. Cortes com folhas de papel são corriqueiros em escritórios, quando as pessoas alimentam impressoras e máquinas de xérox. Às vezes, basta apenas puxar uma folha mais rapidamente para que a pele do dedo se rompa levemente.

Estes acidentes nunca são motivo para uma avaliação médica. No máximo, a pessoa machucada coloca um curativo adesivo e continua desempenhando as suas funções. Com relação a um cachorro, as consequências são ainda menores.

A pele dos coxins plantares (as almofadinhas dos dedos) dos cachorros é resistente e às vezes áspera, adaptada para as caminhadas em qualquer tipo de terreno. Como dizem os ingleses, Jacweenie estava “overacting”: ele estava representando de forma muito exagerada.

O cachorrinho ganhou uma limpeza do pé, um curativo e foi dispensado do consultório. Não foi necessária a aplicação de antibióticos, porque o corte era pequeno demais. Mesmo assim, em casa, Jacweenie se manteve no seu papel de “sofrido e incompreendido” durante o restante do dia.

Mesmo assim, Jean continua apaixonada por Jacweenie. Ela tratou e mimou o convalescente até que ele voltou a caminhar normalmente. Para finalizar a entrevista, ela contou: “Eu imaginei que Jacweenie era durão, por ter sobrevivido nas ruas. Mas acho que ele ficou meio mole com a convivência”.

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