As pessoas que cruzam a Praça da Alfândega, em Porto Alegre, têm se deparado com uma cena inusitada e comovente nos últimos dias. É quando o labrador Moishe sai acompanhado da sua dona, Marília Levacov, para dar uma volta pelos arredores sobre um carrinho. O transporte nada mais é que uma plataforma de madeira muito utilizada em depósitos. Mas para cãozinho Moishe saiu perfeito.

Cãodeirante faz sucesso no centro de Porto Alegre
Foto: zh.clicrbs.com.br

O “cãodeirante” como diz Marília, é um cachorro idoso. A idade é calculada em torno de quinze anos. Moishe tem uma história de vida bem complicada. Não se sabe como, Moishe foi encontrado em uma estrada, já velho, ferido. Uma ONG o resgatou e foi constatado, naquela ocasião, cinco costelas quebradas, displasia nos quadris, carrapatos, anemia, artrose e pneumonia. Marília o conheceu, apaixonou-se e custeou todo o tratamento do animal. Um amigão, como ela mesmo o define.

Cãodeirante faz sucesso no centro de Porto Alegre
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Mas a idade cobrou seu preço. Para Moishe falta fôlego para caminhar e fazer suas necessidades na praça. Ele dá alguns passos e deita no chão, sem ar. Então Marília teve uma ideia genial. Ela mora em no 31º andar de um prédio localizado no centro de Porto Alegre e para passear com Moishe a professora aposentada coloca o cão sobre uma cadeira de rodas e o leva até a portaria. Ali ela põe Moishe sobre o carrinho-plataforma de uso do edifício. E lá se vão os dois, acompanhados ainda da cadela Sépia, passear.

Marília conta que Moishe precisa ser erguido para ser posto em cima do carrinho. Ele pesa quarenta quilos e não consegue se ajudar muito. Porém, isto já faz parte da rotina que se repete três vezes por dia. Sépia, a outra golden, acompanha lado a lado e os três fazem sucesso por onde passam. As pessoas param para acariciá-los e perguntam sobre várias coisas. Marília adora bater papo com todo mundo e todos ficam comovidos e surpreendidos com a dedicação de Marília.

Marília também já escreveu um livro contando histórias que ouviu durante os passeios com sua cadela falecida, Luna, em 2009.

Cãodeirante faz sucesso no centro de Porto Alegre
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Outra curiosidade acerca de Moishe e Marília é que ambos renderam uma coluna publicada no jornal Zero Hora, durante a Feira do Livro de 2016, realizada todos os anos na Praça da Alfândega. A patrona da Feira, a escritora Cíntia Moscovich ficou impressionada pela dedicação de Marília ao seu cão.

Se existe esse clichê de amor incondicional, é dela com esses bichos — define a escritora.

Fonte: zh.clicrbs.com.br

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