Cãozinho corajoso defende sua irmã de ataque de coiote [VÍDEO]

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Este valente cachorro enfrentou um coiote para defender a irmã adotiva. Ele se tornou o herói do dia. 

Um cachorro da raça yorkshire terrier arriscou a própria vida para defender a irmã do ataque de um coiote. O acidente ocorreu em Scarborough, região próxima a Toronto (Canadá) repleta de parques, trilhas e praias – o local fica às margens do lago Ontário, na divisa com os EUA. 

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Na manhã da terça-feira, 20.07.21, a família Kwan estava passeando em Scarborough. Lily, de dez anos, estava caminhando ao lado do yorkie Macy, de seis, quando um coiote começou a seguir a dupla. As informações foram dadas à imprensa por Dorothy Kwan, mãe de Lily. 

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CRÉDITOS: DOROTHY KWAN/ GOFUNDME

Defesa e ataque 

Lily e Macy estavam passeando em um parque, próximo à entrada, junto às avenidas, quando um coiote se aproximou. O animal selvagem passou a seguir a dupla. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o coiote avançou contra Lily. 

Rapidamente, Macy se colocou entre o atacante e a irmã adotiva. O coiote mordeu o yorkie e tentou arrastá-lo, enquanto a menina gritava por socorro. Um morador local ouviu os gritos, colocou Lily dentro de casa e afugentou a fera. 

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CRÉDITOS: DOROTHY KWAN/ GOFUNDME

A menina já tinha tentado entrar em outras casas da vizinhança, tocou diversas campainhas, mas só encontrou portas fechadas. Finalmente, um dos vizinhos franqueou a entrada e correu para tentar salvar o cachorro na trilha, seguindo as informações prestadas por Lily. 

Macy, no entanto, ficou gravemente ferido. O cachorrinho vive com a família Kwan há cinco anos, quando foi adotado em um abrigo de Ontário. Lily declarou: “Eu amo o que ele fez por mim. O cachorrinho tentou me proteger daquele coiote enorme, tentou só se defender”. 

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CRÉDITOS: DOROTHY KWAN/ GOFUNDME

Lily disse ainda que tentou puxar Macy pela corrente e correr para algum lugar em que estivessem em segurança, mas o yorkie não seu moveu. É provável que ele tenha percebido que não havia margem para fuga, em função da proximidade do coiote. A menina soltou a corrente e o cachorro se posicionou para amortecer o ataque. 

Efetivamente, um coiote pode atingir até 66 cm de altura na cernelha – o tamanho de um cachorro e grande porte. Apesar de preferir presas pequenas, animais da espécie se aventuram na caça de alces e veados, além de bezerros e cordeiros das fazendas da América do Norte. 

O socorro 

O yorkie foi rapidamente socorrido. Ele sofreu mordidas que causaram perfurações na coluna vertebral e nas pernas traseiras. Na sexta-feira, ele finalmente teve alta hospitalar, mas está obrigado a usar provisoriamente um colar elisabetano. 

O tratamento teve continuidade em casa, e Macy teve de voltar à clínica veterinária para a retirada dos pontos. A principal preocupação era com uma possível infecção dos ferimentos ainda não cicatrizados, mas Dorothy Kwan acabou se revelando uma excelente enfermeira veterinária. 

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CRÉDITOS: DOROTHY KWAN/ GOFUNDME

O tratamento de Macy foi custeado por uma vaquinha eletrônica. As informações sobre o ataque do coiote e o ato de bravura do yorkshire chegaram às redes sociais e diversos internautas se prontificaram a ajudar a pagas as contas da clínica. 

Dorothy também disse à imprensa não ter ficado surpresa com a atitude de Macy. “Ele sempre protegeu a família, tem um instinto de defesa muito forte, apesar do tamanho. O fato de ele colocar a própria vida para proteger Lily demonstra a lealdade e o amor que ele sente”. 

Mas, se Macy está se recuperando, Lily continua traumatizada. A mãe revelou que ela está com medo de sair de casa e não quer mais passear nas trilhas. Mesmo no jardim, ela tenta evitar os arbustos e está sempre com um bastão e um spray de pimenta ao alcance. Felizmente, as crianças conseguem superar as dificuldades com muita rapidez. 

De coiotes e homens 

Uma explicação necessária: coiotes não são predadores de seres humanos, nem mesmo de crianças. Em geral, eles evitam a aproximação e preferem outras presas, como coelhos e pássaros, além de todo tipo de carniça. 

Mesmo assim, os ataques de coiotes estão aumentando nos EUA e no Canadá. Há dois motivos para este comportamento: a destruição dos hábitats naturais (as espécies são nativas da América do Norte e se distribuem por diferentes nichos, das montanhas às pradarias e margens de rios e lagos), que os obriga a ocupar áreas urbanizadas, e o hábito de alimentar estes animais em reservas e parques, ou de deixar restos de piqueniques nas trilhas. 

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