A comovente despedida de um cachorro no funeral de sua tutora

A emoção tomou conta de todos que presenciaram a despedida deste cachorro, no funeral da tutora.

Quem convive com cachorros sabe que eles têm sentimentos muito parecidos com os nossos. Os nossos peludos criam vínculos de afeto, amizade e lealdade tão fortes conosco, que nem mesmo a morte é capaz de rompê-los. Prova disso é a despedida deste cachorro da sua tutora, nos momentos finais do funeral.

O episódio ocorreu em Ciudad Juárez, no norte do México, na divisa com os EUA (a cidade é conturbada com El Paso, no Texas). Um pitbull marrom e branco conquistou milhares de corações ao dizer adeus ao tutor. A cena foi registrada por assistentes do velório e postada no Tik Tok.

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Créditos: @herreranalleli/TikTok

Os vídeos

A cerimônia de despedida foi filmada por um dos presentes ao velório, a internauta Nalleli Herrera – pelo que se depreende dos vídeos postados, Herrera é filha da tutora de Zeus, o pitbull (ela trata a falecida como “madrecita”).

São cinco vídeos curtos, registrados durante o velório. Trata-se de um costume mexicano que já pode ser visto em algumas cidades brasileiras. Todos os posts foram assistidos por dezenas de milhares de pessoas e um deles atraiu a atenção de cinco milhões de internautas.

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Créditos: @herreranalleli/TikTok

Se não bastasse a gravidade do momento, Zeus conseguiu emocionar ainda mais as pessoas presentes no velório e todas aquelas que acessaram as imagens nas redes sociais. Entre os comentários, muita gente pede para que o pitbull seja “bem cuidado pelos novos tutores”.

O cachorro permaneceu na câmara ardente durante todo o período de despedida. No momento em que o caixão iria ser fechado, um dos parentes incentivou o pitbull a chegar mais perto, para observar a tutora pela última vez.

Zeus parecia estar ciente da gravidade do momento. Ele pode ser observado aproximando-se delicadamente e colocando as patas dianteiras na beira do caixão. O cachorro sentiu duramente a perda da tutora – ele parece estar oferecendo flores para a grande amiga.

@herreranalleli

Vuela alto mamita ❣️🙏💐💕🙏

♬ sonido original – Herrera Nalleli

Cachorros têm sentimentos?

Esta é uma pergunta totalmente desnecessária para quem partilha a vida com um cachorro. Para os tutores, não há dúvidas de que os peludos são capazes de entender os nossos sentimentos e emoções, e também de reagir a eles.

Seja como for, os cientistas precisam comprovar as alegações. Diversos estudos demonstraram que os cachorros desenvolvem sentimentos em relação à família humana e também a outros animais de estimação da família. O fenômenos foi observado, em maior ou menor grau, também em cavalos, gatos, algumas aves e até mesmo porcos.

Estudos realizados nas universidades de Budapeste (Hungria, 2006), Oxford (Grã-Bretanha, 2004), São Paulo (Brasil, 2011) e Nagoya (Japão, 2003), entre outros, comprovaram os vínculos afetivos entre os cachorros e os seus tutores.

A existência da amizade foi estudada inclusive entre moradores de rua (São Paulo, 2011) e entre cuidadores ocasionais, que oferecem alimento ou abrigo nos dias frios (Nagoya, 2003). Nos lares, os cachorros são capazes de estabelecer relações diferenciadas com os humanos da família e os sentimentos perduram mesmo após alguns anos de separação.

Os cachorros são capazes de entender expressões faciais e corporais, além de alguns sons emitidos pelos humanos e passam a tentar ajudar. Eles conseguem compreender o medo, a raiva, a tristeza, a alegria, a euforia, etc.

Este é um dos motivos pelos quais muitos peludos estão sendo empregados como terapeutas em hospitais, lares para idosos, orfanatos e também como acompanhantes para humanos portadores de doenças como depressão e ansiedade.

A lealdade, a presença constante e a capacidade de empatia dos cães melhoram as condições subjetivas dos pacientes. Além disso, os humanos passam a ter um “objetivo na vida”: cuidar desse amigo de todas as horas.

Com relação à morte, os cachorros provavelmente não a entendem como uma separação definitiva, sem meio termo. Eles sentem a ausência e podem passar meses ou até anos esperando a volta de tutores muito abnegados. Nos primeiros dias, eles vivenciam o luto, que parece se tornar uma saúde menos dolorida com o passar do tempo.

Entre os sinais emitidos pelos cachorros, eles apresentam perda da vitalidade e do entusiasmo, inapetência (falta de apetite) e sono prolongado. Alguns peludos desenvolvem doenças emocionais, como depressão, ansiedade e déficit de atenção. Eles realmente são muito parecidos com os humanos e, por isso, merecem toda a nossa atenção.

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