Ela chegou a ter as pernas amputadas. A dálmata foi resgatada, adotada e passa muito bem.

Uma cadela dálmata de três anos passou por uma experiência traumatizante há três anos, em Xian, na República Popular da China. Ela teve as pernas dianteiras, parte do rabo e das orelhas amputadas em um matadouro de cães. A história tem um final feliz: em 2020, ela encontrou um novo lar cheio de amor.

Apesar das proibições em alguns locais e dos protestos de defensores de animais do mundo inteiro, os chineses continuam consumindo carne de cachorro em suas refeições – trata-se de um hábito ancestral.

Mas, mesmo sendo uma tradição, o costume pode ser bastante cruel: os cozinheiros chineses acreditam que a adrenalina amacia a carne dos cachorros e, por isso, costumam cortar, sem anestesia, partes dos animais ainda vivos, para que eles produzam o hormônio da “briga ou fuga”.

O caso

Foi isso que aconteceu com a dálmata. Emma Roo – este é o nome da cadela – ainda se assusta quando ouve o barulho de serras elétricas, furadeiras e mesmo de secadores de cabelo e cortadores de grama. Estima-se que o animal tinha oito semanas.

Dálmata é resgatado de matadouro chinês
Créditos: Media Drum World/@emmarooonlyhastwo

Em 2017, ela foi encontrada agonizante em uma feira de Xian. Salva da morte certa, ela foi socorrida em uma clínica veterinária de Pequim (capital da China) e, dois anos depois, encaminhada para a Dalmatian Rescue, uma organização sem fins lucrativos.

A ONG, sediada em Miami Beach (Flórida, EUA), resgata cachorros em situação de risco em diversas partes do mundo, recupera a saúde e providencia a localização de lares provisórios e definitivos.

Dálmata é resgatado de matadouro chinês
Créditos: Media Drum World/@emmarooonlyhastwo

Depois de muitas peripécias, em abril de 2020, Emma Roo foi adotada por Misha Rackcliff Hunt, uma relações públicas de 27 anos, moradora de Charleston, Carolina do Sul. A mulher encontrou a dálmata no site da ONG.

A adaptação foi um pouco difícil. Nos primeiros dias, Emma Roo escondia os brinquedos e protegia os alimentos como se pudesse ser roubada a qualquer momento. A cadela não se aproximava dos humanos – especialmente do sexo masculino.

Dálmata é resgatado de matadouro chinês
Créditos: Media Drum World/@emmarooonlyhastwo

Felizmente, a situação mudou rapidamente. Ao perceber que está finalmente a salvo, a dálmata, que ganhou próteses e uma cadeira de rodas, brinca com bichos de pelúcia e passeia diariamente com a tutora.

Xian

Trata-se de uma grande cidade chinesa, com 12 milhões de habitantes – e não de um vilarejo isolado, como se poderia pensar. Xian é capital de província e, durante a dinastia Ming, teve o nome de Chang’an (paz eterna). A metrópole fica no extremo da Roda da Seda, que uniu orientais e ocidentais desde a Antiguidade.

Dálmata é resgatado de matadouro chinês
Créditos: Media Drum World/@emmarooonlyhastwo

Xian possui uma história de mais de três mil anos. Nos arredores da cidade, foi encontrado o famoso Exército de Terracota, uma coleção de mais de oito mil peças esculpidas no século 3º AEC.

É realmente uma pena imaginar que um local com tantos atrativos ainda seja palco de atrocidades. As autoridades chinesas vêm se empenhando, nos últimos anos, para eliminar o consumo de carne de cachorro. Esperamos que este artigo, em breve, seja apenas uma triste lembrança.


1 COMENTÁRIO

  1. A crueldade, a covardia, o sadismo dos chineses para com os animais é inacreditável! Não são humanos, são Monstros vestido de humanos ! Tem que pegar cada um que faz isso e amputar as pernas desses chineses “doentes mentais!” Isso para mim é insano! Até quando vamos ter que ver e ouvir essas crueldades dessa raça que não tem piedade nem com a própria raça chinesa?! Isso tem que acabar, Deus irá libertar os animaizinhos desses monstros!

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