Este cachorro odiava usar o cone, até mudar de ideia. Agora ele não quer que seja tirado

Ele não precisava mais usar, mas acabou gostando e não quis tirar o cone de proteção.

Como todo bom filhote, este cachorro adora explorar, brincar e fazer algumas “artes”. Recentemente, porém, o peludo foi castrado e teve de usar um cone de proteção – um colar elisabetano – por alguns dias – duas longas semanas, para ser exato. Ele gostou da brincadeira e não quer saber de tirar o acessório.

Chief é um adorável cachorro da raça retriever do Labrador de um ano de idade, que vive com a tutora Whitley Hester desde que foi desmamado, quando tinha seis semanas. Eles moram em Michigan, estado no norte dos EUA.

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WHITLEY HESTER

O filhote – quase um adulto – passou pela esterilização, como deve acontecer com todos os cães que não serão empregados na criação. A cirurgia é simples e evitar uma série de problemas, como as ninhadas indesejáveis, as fugas para perseguir fêmeas no cio e as brigas com outros machos que se candidatam ao acasalamento. Mesmo assim, requer alguns cuidados especiais.

O cone de proteção

Para impedir que o cachorro lambesse os pontos da pequena incisão cirúrgica, Chief precisou usar o cone de proteção (por indicação do veterinário). É importante manter o colar nos dias seguintes a procedimentos médicos, mas o acessório atrapalha um pouco a visão lateral e o equilíbrio.

A maioria dos cães odeia os colares elisabetanos. Eles fazem de tudo para retirá-los. Por isso, os acessórios são feitos com material resistente e dotados de presilhas “à prova de cães”. Chief, no entanto, gostou da novidade.

@whitley_i_guess

He did in fact, put it on himself. Hated it so much that he tore it to pieces, but now it’s an accessory?? #fyp #fypシ #puppy #goldenretriever

♬ original sound – Whitley

Nos primeiros dias, o filhote ficou assustado com o acessório. Ao voltar da anestesia e ser autorizado a voltar para casa, a tutora precisou carregá-lo no colo, porque Chief perdia o equilíbrio e não entendeu nada do que estava acontecendo. Até mesmo caminhadas curtas eram um problema para o pequeno cachorro.

Durante a convalescença da cirurgia, o retriever do Labrador tentou roer o colar elisabetano, mas, por mais persistentes que tenham sido as tentativas, Chief não teve muito sucesso. Outra estratégia, a de arrastar o cone de proteção pelo chão da casa, também não deu bons resultados.

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WHITLEY HESTER

O fato mais interessante é que uma das brincadeiras preferidas dos filhotes é justamente roer objetos, como tapetes e calçados. Em defesa dos cães, é preciso explicar que os filhotes tentam roer tudo que veem pela frente – brinquedos, ossinhos, chinelos, roupas no varal, pés de mesa, etc. – porque, durante o primeiro ano de vida, os peludos trocam toda a dentição: os dentes de leite amolecem e caem, sendo substituídos pelos permanentes.

A maioria dos cães – e todos os que apresentam focinho alongado, quadrado ou pontudo, possui dentição completa: são 42 dentes. As trocas causam coceira, irritação, inflamação das gengivas; é natural que eles tentem aliviar o desconforto de alguma forma.

O cachorro deve ter imaginado que o cone é um brinquedo divertido – ou então, que é a última moda canina. O fato é que, dias depois da cirurgia, quando o veterinário autorizou a retirada do colar elisabetano, Chief não gostou nem um pouco.

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Ao chegar em casa, na volta do consultório, ele próprio encontrou um jeito de recolocar o “adereço”. Finalmente no aconchego do lar, Whitley deixou Chief por alguns instantes na sala e, quando voltou do quarto, lá estava o cachorro com o cone de proteção no pescoço.

Ao que tudo indica, Chief gosta de fazer as coisas do seu próprio jeito. Enquanto ele foi obrigado a usar o cone de proteção, para resguardar os pontos da cirurgia, o filhote odiou a ideia. Mais tarde, quando o colar elisabetano se transformou em mais um brinquedo, ele descobriu que o acessório pode ser muito divertido – desde que ele mesmo decida quando colocar e retirar.

Depois de algumas horas com o cone no pescoço, Chief entendeu que já era hora de aposentar o acessório. Ele mesmo retirou o “brinquedo inconveniente” e voltou à sua rotina. A tutora ficou surpresa, sem ação, ao entender que o peludo queria dar “a última palavra” sobre o assunto.

Este cachorro odiava usar o cone, até mudar de ideia. Agora ele não quer que seja tirado
WHITLEY HESTER

Agora, o colar elisabetano está aposentado. Esperamos que Chief continue se desenvolvendo de maneira saudável, brincando, divertindo-se e alegrando a família humana, e não tenha mais de usar o acessório por nenhum outro motivo. O retriever do Labrador tem a vida inteira pela frente.

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