Estudante ‘nunca se sentiu tão feliz’ ao se reunir novamente com seu cão-guia depois de meses de separação

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No momento do encontro, a jovem disse que “nunca se sentiu tão feliz”. Foram sete meses de separação.

Para os portadores de deficiências visuais graves, a presença de um cão-guia representa segurança e conforto. A superação de limites permitida pela convivência com esses animais transforma vidas. Kimberley Burrows sentiu na pele a dor da separação e a alegria do reencontro. 

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Kimberley é uma estudante de arte da Universidade de Leeds, uma das maiores instituições de ensino da Grã-Bretanha, com mais de 32 mil alunos. A universitária de 32 anos passou sete meses distante da sua cadela-guia. 

Tami e Kimberley 

Kimberley Burrows conquistou autonomia para estudar, mover-se na cidade e cuidar da própria vida depois que Tami passou a fazer parte do seu dia a dia. Tami é uma cadela-guia da raça retriever do Labrador – uma das mais empregadas para este tipo de trabalho. 

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Imagem: Leeds Live WS

Em agosto de 2020, no entanto, Tami foi diagnosticada com diversos tumores. A cachorra teve de passar por uma série de cirurgias e o período de convalescença se prolongou até março de 2021. Neste período, Tami e Kimberley tiveram que ficar separadas. 

A cachorra passou por alguns procedimentos cirúrgicos, para retirada dos tumores. Quando recebeu o diagnóstico de câncer, a tutora e amiga já tinha ficado mortificada com as condições de saúde de Tami, que correu risco de morte. 

Finalmente, em março, Tami foi considerada “completamente curada” pelos médicos. Ela superou o câncer, o longo período de recuperação e reabilitação no hospital e estava pronta para voltar para casa. 

Kimberley afirmou ao Mirror, um dos jornais mais populares da Grã-Bretanha, que se sentiu solitária, mas principalmente isolada, enquanto tentava interagir com o mundo e, muitas vezes, se proteger das ameaças reais e imaginárias. De acordo com a estudante de arte, a ausência de Tami “limitou a sua liberdade”. 

mas, como diz o ditado, “não há mal que sempre dure”. em 25.03.21, Kimberley se emocionou ao reconhecer o ruido das patas de Tami no chão de ladrilhos da recepção da residência universitária – a casa provisória das duas amigas. A estudante declarou à imprensa: 

“Reunir-me com a minha guia foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos meses, desde que ela teve de partir. Eu me sentia isolada, mas agora sei que faço parte de tudo novamente. Uma felicidade tão grande é muito improvável.” 

A estudante confidenciou também que não conseguiu dormir na noite anterior ao reencontro. Ela passou a madrugada de domingo para segunda-feira contando os minutos que faltavam para o fim da separação tão dolorosa. 

“Quando abri a porta do meu dormitório universitário, pude ouvir as patas no ladrilho e só queria chorar de felicidade. Em vez disso, corri para frente, porque sabia que ela me encontraria e impediria qualquer acidente.” 

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Imagem: Leeds Live WS

Tami e Kimberley fizeram o primeiro passeio juntas logo depois do reencontro. A estudante ficou feliz ao perceber que a cadela-guia se recuperou completamente da doença. Para Kimberley, pareceu que nem um minuto havia se passado desde que elas se separaram. 

Para a estudante, conviver com Tami novamente é quase um sonho. Ela garante que a cadela-guia torna muito mais fácil ser cego e devolveu a liberdade – e também o sorriso para a tutora e amiga. 

Tami já voltou ao treinamento, para exercer as suas tarefas cotidianas da melhor maneira possível. Kimberley, no entanto, garante que a cadela-guia não tem “absolutamente nada” para aprender ou reaprender. 

Kimberley e Tami convivem há seis anos. a dupla ganhou o prêmio Life Changing Partnership, em 2017. A premiação foi conferida pela Guide Dog Awards, de Londres, que avalia as mudanças provocadas por cães-guia na vida dos deficientes visuais. 

A dupla perdeu os aniversários, o Natal e o Ano Novo com a separação, mas Kimberley já programou atividades para as duas por muito tempo: a agenda de Tami está lotada, e as duas estão muito felizes por estarem juntas novamente. Elas só querem compensar o tempo perdido. 

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