Garota de 13 anos com doença rara, volta a andar com a ajuda de seu cachorro

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Garota com doença rara teve ajuda do cachorro para reaprender a andar, nadar e pedalar.

Esta é a história de Bella Burton, de 13 anos, e de George, um cachorro que entrou em sua vida decidido a mudá-la para melhor. Bela vive em Woburn, uma cidade de 40 mil habitantes em Massachusetts (nordeste dos EUA), e nasceu com uma doença rara.

A síndrome de Morquio é uma doença genética extremamente rara que afeta o desenvolvimento do esqueleto, especialmente da coluna vertebral, sem alterar o crescimento do restante do corpo, o que acarreta, no médio prazo, a compressão dos órgãos e músculos, provocando dores e limitando os movimentos. Estima-se que uma em cada 40 mil crianças seja portadora da síndrome.

Garota de 13 anos com doença rara, volta a andar com a ajuda de seu cachorro
Crédito da foto: Inside Edition/YouTube

Bella e George

Antes de conhecer George, um dogue alemão de quatro anos, os músculos das pernas de Bella estavam se deteriorando sensivelmente. Mas, quando o cachorrão chegou à casa dos Burton, ele parecia saber exatamente o que fazer.

Garota de 13 anos com doença rara, volta a andar com a ajuda de seu cachorro
Crédito da foto: Inside Edition/YouTube

O dogue alemão, também conhecido como grande dinamarquês, é um cachorro de porte gigante (os machos atingem até 90 cm de altura (conhecido pela docilidade e pelo temperamento equilibrado e calmo. George era a “terapia” necessária para Bella.

A menina, em sua curta existência, já passou por mais de dez cirurgias e as sessões de fisioterapia são contínuas. Mesmo assim, o prognóstico da doença não é nada bom e Bella dificilmente conseguia dar alguns passos; até mesmo permanecer em pé era um desafio.

Garota de 13 anos com doença rara, volta a andar com a ajuda de seu cachorro
Crédito da foto: Inside Edition/YouTube

Quando George foi introduzido no núcleo familiar, Bella dependia de muletas para se deslocar pela casa. Nas idas ao hospital e nos raros passeios, a garota precisava da cadeira de rodas para se locomover.

Com o apoio do cachorro, em serviço desde o início de 2020 com Bella, a garota conquistou mais independência para se deslocar pela casa, consegue andar sem o uso de muletas e andadores e sentiu-se habilitada para aprender a nadar e a pedalar em uma bicicleta improvisada.

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Crédito da foto: Inside Edition/YouTube

Bella não tem mais necessidade de ajuda na escola. Ela pode ir de uma sala para outra apenas com o apoio de George, que, de acordo com a menina, conhece todas as atividades; basta dizer qual é a aula e o cachorro já se dirige para o local correto. E, enquanto Bella estuda, George aproveita para tirar um cochilo.

Os pais de Bella afirmam que a companhia do cachorro trouxe resultados mais amplos e consistentes do que qualquer outra terapia adotada anteriormente.

Além disso, eles conseguem identificar um benefício ainda maior. Bella tornou-se autônoma, capaz de realizar as tarefas do cotidiano e muito mais confiante em suas próprias possibilidades. George fortaleceu a autoestima da menina e deu-lhe um objetivo de vida.

Bella explicou para os repórteres que já teve muletas, andadores e cadeiras de rodas, mas, agora que tem George, não precisa de nenhum aparelho para se mover. A garota diz que o dogue alemão sabe o que fazer, ele antecipa as necessidades e desejos.

O adestramento

George não é um cachorro qualquer. Antes de ser levado para a casa dos Burton, ele recebeu treinamento no Service Dog Project, uma organização não governamental sediada em Ipswich (Massachusetts) que qualifica dogues alemães para apoiar humanos com dificuldade de locomoção ou mobilidade reduzida.

Em 30 anos de existência, o Service Dog Project já doou mais de cem dogues alemães para pessoas como Bella, portadoras de graves dificuldades de equilíbrio e locomoção. O trabalho desses cães é facilitar as tarefas do dia a dia.

Os cães do projeto já foram empregados para auxiliar crianças, idosos, amputados, veteranos de guerra e pessoas diagnosticadas com as mais diversas doenças, tais como ataxia, esclerose múltipla e mialgias graves.

No adestramento, os animais aprendem os comandos básicos, passam por um longo treino de obediência, são socializados com pessoas de diferentes temperamentos e, antes de serem colocados em serviço, recebem instruções especiais, de acordo com as necessidades específicas do tutor.