Homem divide a própria cama com nove cães que foram resgatados

Todos os nove cães foram resgatados da rua. Agora, o homem divide a vida e a cama com eles.

Algumas pessoas acreditam que a casa é pequena demais para ter um cachorro – mas sempre há espaço para eles. Este homem vai na contramão desta opinião: ele resolveu dividir a vida – e até mesmo a própria cama – com não apenas um, mas nove cães.

Na verdade, são dez os cães da família. Compreensivelmente, no entanto, um dos peludos – um imenso wolfhound irlandês – é grande demais para caber na cama e, por isso, dorme no chão. Ele tem um sofá ao lado à sua disposição, mas prefere ficar no tapete ao pé da cama.

Os wolfhounds da Irlanda, também conhecidos como galgos ou lebréis, são realmente grandes. Os machos da raça chegam a alcançar 86 cm de altura na cernelha. Em pé, sobre as patas traseiras, eles atingem dois metros de altura.

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A rotina

Estes cães têm algumas características em comum: todos eles são idosos – com mais de sete anos de idade – e todos foram resgatados das ruas. Além disso, todas as manhãs começam da mesma forma: o tutor e os cachorros descem as escadas para acordar os demais animais da família.

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Por incrível que possa parecer, há outros animais na casa. O tutor é responsável por galinhas, patos, um peru, um simpático coelho acinzentado e um porco – que atende pelo nome de Bikini e faz uma participação especial muito charmosa no vídeo aqui apresentado. Quando o dia amanhece, a primeira providência é abrir a porta do quintal: é o momento da pausa para o banheiro.

O vídeo circulou inicialmente nas redes sociais do tutor, mas acabou sendo adaptado e ganhou uma edição especial divulgada na página do Youtube do The Dodo, um blog especializado em histórias sobre animais de estimação.

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Na verdadeira avalanche de cachorros escada abaixo todas as manhãs, a exceção fica por conta de um cachorrinho de pequeno porte, que apresenta dificuldades de locomoção e não anda com muita facilidade.

O pequeno cãozinho usa fraldas, que precisam ser trocadas algumas vezes por dia. Mas, mesmo com as dificuldades, o tutor diariamente incentiva o “velhinho” a descer sozinho as escadas, para se exercitar. O pequeno recebeu o nome de Eeyore, nome original do burrinho cinza da turma do Ursinho Puff, traduzido para o português como Ió.

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Logo em seguida, todos os animais voltam a circular pela cozinha, para receber a primeira refeição do dia. O tutor serve diferentes tipos de ração, de acordo com a espécie, e fica atento para separar eventuais brigas e garantir que ninguém fique com fome.

A etapa seguinte é o passeio diário – uma volta rápida pelas ruas do bairro. Os cães caminham em sistema de rodízio: o tutor leva metade de cada vez. Alguns já estão velhos demais para suportar uma caminhada mais longa e, por isso, são conduzidos em um carrinho de mão.

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Uma das galinhas também aproveita para se atualizar sobre as novidades da vizinhança. Betty, da raça leghorn, aproveita o poleiro improvisado no carrinho e passeia acomodada em cima dos cachorros, que já estão acostumados com a companhia.

“´É um monte de trabalho, você sabe, é verdade. Mas certamente vale a pena: a minha vida não seria a mesma sem eles”, diz, para finalizar o vídeo, o orgulhoso tutor dos cães, galinhas, patos & Cia.

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É preciso registrar o nome do benfeitor: o tutor deste grande e amigável bando de animais é Steve Greig, do Colorado (EUA), que dedicou a vida para cuidar de animais idosos: “Eles são apenas mais sábios do que os outros”, diz Steve.

Steve passou a acolher animais com menor chance de adoção depois da morte de Wolfgang, um pinscher miniatura com quem conviveu por 12 anos, até que o cachorrinho foi atropelado. Em memória de Wolfgang, Steve passou a receber animais no corredor da morte, “que estavam esquecidos, mas ainda tinham muita vida para dar”.

A missão se manteve inclusive durante a pandemia de Covid-19, quando a circulação nas ruas foi desencorajada. Desde fevereiro de 2020, quando tiveram início as restrições, Steve adotou Juanita, uma dachshund de nove anos, e Rocky, um cão SRD de prováveis 15 anos, diagnosticado com dirofilariose.

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A última aquisição da família se uniu a Bikini (o porco), Blizzard (o coelho) e Tofu (o peru) – todos eles foram salvos da panela na última hora. Trata-se de Kitty, uma cadelinha branca com problemas de incontinência urinária.

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