Homem é preso por colocar pregos em alimentos para animais de rua

O homem também foi acusado de maltratar os próprios animais de estimação.

A Secretaria de Segurança Cidadã da Cidade do México, capital do país, prendeu um homem por supostamente alimentar animais de rua – cães e gatos – colocando pregos na comida. De acordo com alguns vizinhos do suspeito, ele também maltratava os pets: entre eles, cães, gatos e uma iguana.

Moradores do local, assim que tomaram conhecimento dos maus tratos, organizaram um protesto nas proximidades da casa do suspeito e protestaram, inclusive bloqueando algumas ruas, exigindo justiça. O caso aconteceu poucos dias antes do Natal.

O crime

O homem detido pela polícia mexicana vive em uma casa no bairro Villa de Cortés (subprefeitura de Benito Juárez, onde fica o aeroporto internacional da cidade). Agentes foram até o local para interrogar o suspeito, depois de diversas denúncias.

Na residência do acusado, foram encontrados diversos animais de estimação: uma iguana, quatro gatos e cinco cachorros. Todos os pets foram recolhidos e encaminhados para abrigos da Cidade do México, em função do mau estado em que se encontravam.

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Os oficiais encontraram tigelas de comida no chão, com objetos pontiagudos semelhantes a pregos, que causaram ferimentos e lesões nos animais. É praticamente impossível que a situação tenha ocorrido por descuido ou negligência.

Horas antes da intervenção policial, vizinhos que tomaram conhecimento dos maus tratos bloquearam parcialmente a Avenida Calzada de Tlalpan, o principal acesso à Villa de Cortés, tornando caótico o trânsito local. Muitos moradores estavam preocupados que o suspeito atacasse também os pets da vizinhança.

Esta é uma região turística da cidade, bastante frequentada pelos visitantes interessados em conhecer as ruínas astecas: muitos exploram a região a pé ou de bicicleta. Por isso, o protesto acabou alcançando maior repercussão.

Outro caso

Há alguns anos, a polícia de Abergavenny, cidade no País de Gales, prendeu um suspeito de oferecer salsichas com pregos para cachorros. Cada petisco tinha até nove pregos no interior, um tremendo perigo para os peludos.

O criminoso agia em parques e praças da cidade muito frequentados pelos cachorros e seus tutores nas caminhadas e brincadeiras diárias. Também foram encontradas armadilhas acionadas por pressão escondidas na grama.

Felizmente, os hospitais veterinários da cidade não registraram nenhum caso de ingestão. As salsichas recheadas com pregos poderiam causar hemorragias internas – em alguns casos, com sintomas evidentes apenas depois de diversos órgãos internos já estarem perfurados.

A cidade permaneceu em prontidão durante alguns meses. Apesar de as salsichas continuarem sendo encontradas os quilos, ninguém foi preso. O “dog hater”, como passou a ser chamado pela imprensa britânica, poderia ter causado a morte de dezenas de animais.

Por quê?

No Brasil, os exterminadores de cães preferem usar venenos para tentar se livrar dos animais indesejados. Raticidas e inseticidas são os produtos mais comuns. A ideia é eliminar o barulho, a sujeira e os improváveis riscos de agressão e ataque que podem ser causados por cachorros abandonados.

Há dez anos, em Getúlio Vargas, uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, foram identificadas dezenas de casos de envenenamento de cães com estricnina, substância que também é letal para humanos e outros animais.

Diversos protestos foram realizados na cidade, assim como acontece sempre que ameaças e agressões efetivadas são praticadas contra cães e gatos. Vale lembrar que envenenar animais é crime, previsto pela Lei de Crimes Ambientais (lei nº 9.605/1998, com pena de reclusão de até quatro anos.

Qualquer caso de maus tratos contra animais domésticos, silvestres e exóticos (não pertencentes à fauna brasileira) podem ser denunciados através dos números 190 e 181. No Brasil, as denúncias anônimas sobre este tipo de crime ocupam o terceiro lugar das reclamações registradas.

As testemunhas de casos de negligência, maus tratos, violência e abandono também podem registrar boletins de ocorrência nas delegacias de polícia civil e militar em todo o território nacional. Diversas entidades não governamentais acolhem os animais vítimas da ação desses criminosos.

Além de envenenar e agredir fisicamente, também pode ser considerado crime:

  • ferir ou mutilar (inclusive cortar caudas e orelhas);
  • manter preso permanentemente;
  • manter em locais estreitos e/ou sem condições de higiene e salubridade;
  • não abrigar do sol, do frio e da chuva;
  • deixar sem ventilação;
  • não fornecer comida e água;
  • negar assistência veterinária a um animal doente ou ferido;
  • obrigar a trabalho excessivo ou superior às forças do animal;
  • caçar, aprisionar, caçar e vender animais da fauna brasileira.

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