Idoso dizia que não queria saber de cachorro, mas se rende aos encantos de um amigo peludo

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Ele dizia que não queria saber de cachorro, mas teve de se render ao charme de um amigo peludo. 

Esta é a história de Pitoco, um cachorro sem raça definida que entrou com tudo na vida de um idoso de 66 anos. Meses antes, este homem, que se autodefine como “um velho mal-humorado”, não queria saber de cachorros em casa, mas o caso virou da água para o vinho. 

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Existe alguém que não gosta de cachorro? De acordo com Vinícius e Renan Carleto, a resposta é positiva: o pai dos dois homens, Valdir Carleto, não levava em consideração a hipótese de ter a companhia de um peludo. Ele relacionava todos os “contras” de ter um cão. 

Nada melhor do que um dia depois do outro. Valdir concordou em receber Pitoco, tentou ignorá-lo por algumas semanas, mas teve de se render ao charme, à graça e à total lealdade do cachorro. Agora, a dupla até posa para fotos com camisetas estampando as faces dos “amigos para sempre”. 

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Pitoco e Valdir 

Valdir Carleto mora em Guarulhos (SP). Há alguns anos, o filho Vinícius sugeriu que o pai adotasse um cachorro em um abrigo – nas redes sociais, Vinícius sempre posta informações sobre cães abandonados na cidade. 

O pai, no entanto, foi taxativo: “Não quero saber de cachorro em casa”, foi a resposta ríspida de Valdir a Vinícius, que não desanimou e continuou fazendo campanha, juntamente com o irmão, para que o idoso encontrasse um companheiro de quatro patas. 

“Meu pai é um sujeito carrancudo e rabugento”, afirmou Vinícius em entrevista ao The Dodo. Mas o jovem colocou em prática uma estratégia: ele fez a mãe conhecer o cachorrinho que tinha em mente. 

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Depois das apresentações, Pitoco caiu nas graças da senhora. Desde que conheceu o peludo, a idosa ficou apaixonada. Foi apenas uma questão de dias para Valdir admitir a derrota e aceitar o cachorro trazido pelo “plano infalível” dos dois filhos. 

Mas Valdir não queria dar o braço a torcer. Durante alguns dias, ele simplesmente ignorou Pitoco, apesar de o cachorrinho colocar em prática todos os truques e manhas que um cãozinho tem para fazer amizades e conquistar aliados. 

Pitoco, como fazem todos os grandes amigos, insistiu e, aos poucos, a resistência de Valdir foi sendo minada. O cachorrinho é um verdadeiro companheiro e fazia de tudo para aliviar as tensões que o tutor trazia para casa, depois de um dia cheio no trabalho. Desta forma, Valdir foi se apaixonando. 

Quem convive com cachorros sabe que eles são a melhor maneira de aliviar o estresse. Não importa o nível de irritação e cansaço, eles estão sempre à disposição para agradar, brincar, fazer festa ou apenas ficar ao lado. 

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Certo dia, Vinícius chegou em casa e encontrou o pai no quintal. Ele estava correndo e brincando com Pitoco, de uma forma que o rapaz nunca tinha visto. “Na verdade, eu não acreditava que o meu pai tivesse tanta disposição”, contou Vinícius para The Dodo. 

Foram três meses de insistência, até que Valdir Carleto admitisse: ele estava totalmente apaixonado pelo cachorrinho. A “rendição” ficou clara quando o tutor decidiu fazer camisetas para ele e para Pitoco: na estampa frontal, o rosto dos melhores amigos. 

O efeito positivo de Pitoco sobre Valdir foi observado por toda a família. O tutor está mais leve, mais relaxado, menos mal-humorado. Todos os dias, ao voltar para casa, Valdir reserva um tempinho para brincar e divertir-se. O cãozinho é um excelente agente terapêutico. 

O livro 

Há pouco mais de um ano, Valdir, que é escritor e editor, lançou a sua mais recente obra: “Pitoco e o Velho Mal-Humorado”. É a história do relacionamento da dupla e da descoberta da amizade. Como não poderia deixar de ser, a capa do livro estampa a foto de Valdir e Pitoco vestido com as camisetas em que homenageiam um ao outro. 

O livro conta sobre a chegada de Pitoco à vida de Valdir, o processo de aproximação, o prazer reencontrado em brincadeiras, passeios e cochilos na poltrona predileta. O autor também faz questão de narrar a resistência que opôs à convivência e a técnica refinada do cãozinho para conquistar o coração do tutor. 

“Pitoco e o Velho Mal-Humorado” também mostra a repercussão da foto dos dois amigos com as respectivas camisetas comemorativas. A imagem foi publicada inicialmente em jornais de Guarulhos, ganhou sites e redes sociais e finalmente viralizou no mundo todo (a entrevista de Vinícius ao The Dodo, por exemplo, foi acessada por milhares de internautas). 

O autor doou parte da arrecadação com as vendas do livro para duas entidades de Guarulhos que abrigam e tratam animais de rua: o Abrigo da Lana e o Lar da Regina. “Pitoco e o Velho Mal-Humorado” conta a trajetória de uma amizade que ainda tem muitas histórias para contar. 

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