Jovem de 18 anos criou abrigo e já resgatou mais de 20 animais

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Este jovem brasileiro criou um abrigo e já resgatou mais de 20 cães de rua

Eduardo Caiado, desde pequeno, sempre gostou de animais. Este adolescente brasileiro, então com apenas 18 anos, decidiu fazer algo mais, além de lamentar a sorte dos peludos abandonados: há um ano, ele criou um abrigo em Anápolis (GO) e já resgatou 22 cães e quatro gatos. 

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Ainda criança, Eduardo queria se tornar um instrumento para salvar o maior número possível de vidas. Com a ajuda da família, ele transformou o sonho em ação efetiva e, por enquanto, recolhe os animais mais vulneráveis que encontra na cidade. 

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O adolescente sempre se envolveu em causas favoráveis aos animais e ao meio ambiente. Em 2015, ele foi eleito um dos 50 jovens inspiradores da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter desenvolvido, para uma ecovila, um projeto de aproveitamento da água da chuva, 

O refúgio de Eduardo 

O adolescente goiano batizou o abrigo para cães e gatos como Instituto Edu Paçoca, um lar temporário que funciona seguindo as diretrizes das creches recreativas para animais. A entidade funciona em uma casa alugada e Edu pedala 30 km por dia para chegar. 

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A ideia do instituto começou a se concretizar no início de 2021. Eduardo estava alimentando alguns animais de rua e percebeu que, a cada dia, o número de “clientes” aumentava. Em março, dez cães seguiam o jovem por toda a parte. Eles foram os primeiros acolhidos no abrigo. 

O adolescente não quer organizar apenas mais um espaço em que animais abandonados tenham comida, segurança e um cantinho para dormir. Eduardo quer oferecer um verdadeiro lar para os cães e gatos, um local que eles se apropriem, percebam como sendo deles. O próprio Eduardo afirmou: 

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“Não quero um depósito para cães, quero uma casa. Quero que todos eles saibam que, mesmo que não sejam adotados, ficarão aqui por toda a vida. Eles ficarão comigo até envelhecerem ou morrerem”. 

O espaço, que mistura creche, escolinha, parque de diversões e abrigo, funciona com muitos estímulos visuais, sonoros e táteis. O ambiente (que é bem pequeno) é colorido, há brinquedos para todos, atividades de lazer, socialização e adestramento, música, dança e festas temáticas. O objetivo é despertar a curiosidade e a inteligência dos animais. 

Justamente em função da limitação do espaço, Eduardo não pode recolher todos os animais que encontra nas ruas de Anápolis. Ele decidiu selecionar os mais frágeis, que apresentam menos possibilidades de sobreviver por si mesmos. Mesmo assim, o adolescente fica de coração partido quando não pode resgatar um cão ou gato. 

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Mais do instituto 

Anápolis fica na região centro-oeste do país, um local em que faz muito calor. Mas, na zona rural, onde o Instituto Edu Paçoca, costuma fazer frio no inverno. Muitos cães de rua sofrem com hipotermia e se expõem a muitas doenças. 

A entidade não conta com apoio governamental, nem recebe verbas oficiais de nenhuma esfera. Eduardo acredita que as doações espontâneas, de pessoas e empresas, são suficientes para custear o projeto, especialmente por se tratar de uma proposta diferente, que quer mudar a história dos cães e gatos vulneráveis. 

As primeiras doações vieram da própria família de Eduardo. Aos poucos, alguns patrocinadores se sentiram atraídos, simplesmente porque acreditam na causa do bem-estar dos animais. A ideia é que o espaço proporcione uma série de atividades, que certamente facilitam a socialização, a assimilação de comandos e permitem a adoção com menos riscos. Mais uma vez, Eduardo resume o projeto: 

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“Quero que o instituto seja mais do que um refúgio. Funcionando como creche recreativa, nós queremos tornar os cães e gatos felizes e saudáveis, ampliando as chances para que eles sejam vistos e adotados.” 

O maior desafio, de acordo com o idealizador do instituto, é superar os traumas emocionais. A maioria chega ao abrigo com muitas marcas físicas, mas estas são relativamente simples de serem tratadas. O medo e a falta de confiança nos humanos são obstáculos muito mais difíceis. 

Eduardo entende que cada cachorro e gato demanda atenção e cuidados específicos, de acordo com a personalidade e a história de vida de cada um. Com atenção, carinho e paciência, os próprios animais percebem que estão em boas mãos e começam a revelar o melhor que existe neles. 

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Os animais elegíveis para o Instituto Edu Paçoca são os idosos, enfermos ou portadores de deficiências: a prioridade é garantir o bem-estar e a qualidade de vida deles. O jovem pretende expandir as atividades, mas depende da participação de outros patrocinadores. 

O Instituto Edu Paçoca recebe visitantes em todos os dias da semana e também organiza vaquinhas virtuais para quem quer fazer uma doação pontual. Estas contribuições viabilizam a compra de alimentos, medicamentos, produtos de limpeza, atendimento médico, etc. 

Por enquanto, Eduardo se sente feliz e realizado com os 26 animais que estão abrigados. Ver os peludos saudáveis, felizes e com brilho nos olhos cheios de esperança é o melhor presente que o adolescente poderia desejar. 

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