Macaco sequestra filhote de cachorro e o deixa refém por 3 dias [VÍDEO]

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O filhote de cachorro sequestrado permaneceu por três dias “refém” de um macaco. 

Um macaco selvagem “sequestrou” um filhote de cachorro e permaneceu por três dias com o animalzinho, de acordo com relatos de moradores locais. O “crime” ocorreu na Malásia, país do sudeste asiático. 

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O macaco arrebatou o filhote e rapidamente carregou-o para um poste de eletricidade. Durante três dias, foi possível avistar o animal selvagem carregando o cachorrinho pela fiação elétrica. Em nenhum momento, porém, o primata demonstrou agressividade em relação ao bebê canino. 

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O sequestro 

O caso viralizou nas redes sociais e foi parar nas páginas de jornais do mundo inteiro, inclusive o New York Post, sétimo jornal impresso mais vendido nos EUA, e o The Independent, o noticiário digital britânico com maior número diário de acessos. Os moradores da região acreditam que o filhote de cachorro foi tomado de uma ninhada nascida nas ruas. 

O “crime” aconteceu no dia 16.09.21, em Taman Lestari Putra, um condomínio residencial em Seri Kembagan, município criado em uma região de floresta da Malásia, no século 19, época da extração do látex de seringueiras. a região ainda é coberta por vegetação natural e os animais locais disputam espaço com os humanos. 

O macaco foi visto em postes e árvores. Quando os moradores tentavam resgatar o filhote de cachorro, o animal selvagem escalava grades, muros e telhados, fugindo rapidamente. O cãozinho foi rapidamente batizado de Saru (“perdido”, em malaio). 

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Durante três dias em que os moradores avistaram o macaco, ele parecia tranquilo. Aparentemente, ele estava cuidando bem do filhote. Apesar da agilidade, o primata mantinha o cãozinho entre os bravos, talvez tentando protegê-lo. 

O resgate 

A população de Taman Lestari Putra chegou a se revezar para tentar resgatar o filhote de cachorro. O macaco foi monitorado por três dias. O cãozinho, apesar de não ter sido machucado, já dava mostras de exaustão, mas o primata parecia tratá-lo como se fosse seu próprio bebê. 

Os moradores tentaram atrair o macaco com comida, mas ele parecia saber que estava sendo perseguido. Para tentar socorrer o cachorrinho, alguns jovens chegaram a disparar fogos de artifício, mas o primata pareceu não se importar com o barulho e as luzes. 

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Finalmente, depois de três dias de muitos avistamentos e desaparecimentos, um jovem malaio conseguiu assustar o macaco, que soltou o cãozinho e se embrenhou na floresta. Ele jogou um filhote sobre um arbusto, talvez para evitar que o cachorro se ferisse. 

O macaco já é um velho conhecido em Taman Lestari Putra. Ele faz parte de uma “gangue” de primatas que invade casas à procura de alimento. Por viverem muito perto do núcleo urbano, os primatas também são responsáveis pela invasão de hortas e jardins. 

De acordo com o site Newsflare, da rede de televisão britânica NBC, o serviço policial da Malásia registra 3.800 ocorrências envolvendo animais a cada ano. São furtos e agressões. O governo malaio nem sempre adota medidas adequadas. 

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Uma das medidas, por exemplo, gerou controvérsias entre defensores dos direitos dos animais. A Malásia organizou um plano de extermínio em massa de macacos; entre 2013 e 2016, estima-se que 70 mil animais por ano tenham sido mortos. 

Ninguém ficou ferido na operação de resgate – nem o macaco, apesar de ter sido espantado com pedaços de pau e pedras, para que soltasse o cachorrinho. Um dos moradores de Taman Lestari Putra decidiu levar o filhote para casa. 

Saru teve um final feliz: ele foi adotado. Esta, porém, não é a realidade de milhares de cães que vivem nas ruas da Malásia, especialmente na área continental do país, onde fica Taman Lestari Putra. 

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