Menina leva seu amado cachorro em estado terminal para um último passeio de carro

O último passeio de carro foi a forma que esta mulher encontrou para homenagear o cachorro.

A história de uma mulher residente na Flórida (sudeste dos EUA) e os últimos momentos do seu cachorro viralizou nas redes sociais. O animal em estado terminal foi levado para um último passeio de carro, antes de ser colocado para dormir definitivamente.

April Kramer vive em Cocoa Beach, cidade com pouco mais de 11 mil habitantes, de frente para o oceano Atlântico. Na postagem que comoveu os internautas, a tutora escreveu: “Espero que isso faça você apreciar ainda mais o animal de estimação que vive com você”.

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Uma parceria de 15 anos

À ABC News, noticiário online de uma das principais redes americanas de rádio e TV,  April disse ainda que é preciso valorizar os pets: “Leve-os para aquela caminhada extra, dê a eles aquele petisco extra, porque você nunca sabe quando poderá perdê-los”.

April está atualmente com 23 anos. Libra, um mestiço de pitbull, foi adotado pela família Kramer quando a jovem era uma criança de oito anos. Eles logo se tornaram grandes amigos e a alegria era completada com a presença de Maxwell, o gato dos Kramer.

A convivência foi a melhor possível: “Ele era doce e brincalhão. Adorava roubar comida da mesa e eu ajudava – tive que ouvir muita gritaria por alimentá-lo desse jeito. Libra dormia na minha cama todas as noites, ele era o guardião da família: protegia a todos e era muito, muito amado”.

A saúde de Libra tornou-se mais frágil dois anos antes desse último passeio de carro. O mestiço já era um cachorro idoso e foi diagnosticado com um câncer no pulmão. Os médicos decidiram não operá-lo, porque ele não resistiria à anestesia.

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A família Kramer teve de tomar uma difícil decisão: deixar o cachorro com dores e limitações, apenas para continuar ao lado deles, ou permitir que o peludo fosse embora de um jeito tranquilo e confortável. April e os pais decidiram que o melhor a fazer seria colocar o pet para dormir.

A foto postada no carro é a última lembrança que April tem para guardar do cachorro. Ela disse à reportagem querer ter uma imagem que a lembrasse de como ele era. Libra estava com a cabeça para fora da janela e a tutora entendeu que era o momento perfeito para a última recordação – ela estava levando o peludo para a clínica, onde ele recebeu a eutanásia.

A tutora lembra que o cachorro parecia estar feliz e em paz. Ela imaginou que Libra estava grato pela vida, mas poderia ter ficado muito mais tempo com a família. No Reddit, a foto do peludo sentindo a brisa do mar, foi postada com a seguinte legenda: “A última viagem de um cachorro velho”.

O comentário repleto de emoção foi curtido por 450 mil internautas e compartilhado centenas de milhares de vezes. April acredita que a foto de Libra fará as pessoas terem mais carinho pelos seus pets, como membros especiais das suas famílias.

A eutanásia

Este é um tema muito polêmico entre os tutores de cães e gatos – ninguém quer saber de ver o companheiro fiel receber uma injeção letal e prefere tentar prolongar ao máximo a existência do amigo de todas as horas.

Eutanásia é um termo derivado do grego, que significa “boa morte”, ou seja, uma morte tranquila e sem sofrimento. No Brasil, a prática é permitida, desde que seja realizada em ambiente compatível, por um profissional da Medicina Veterinária.

A decisão final é tomada pela família humana: o médico indica a eutanásia como a opção mais acertada e digna, mas não pode determinar a aplicação da injeção letal. O procedimento não é nem um pouco cruel: é indolor e o melhor a ser adotado em casos de animais em estado terminal.

A eutanásia também é indicada para animais usados como cobaias em laboratórios, para os portadores de algumas zoonoses (doenças que podem ser transmitidas aos humanos) e para os que sofrem de doenças que podem afetar a fauna local, além dos portadores de enfermidades que causam sofrimento e dor, sem expectativa de cura.

O procedimento, no entanto, não pode ser realizado em casos nos quais os tutores não tenham condições financeiras para arcar com um tratamento médico – nesses casos, os animais devem ser doados ou mantidos em abrigos.

A decisão é difícil: trata-se de permitir a morte de um companheiro que partilhou muitos momentos alegres e tristes, durante vários anos. Por outro lado, permitir o sofrimento desnecessário pode ser uma forma de egoísmo puro. Nesses casos, é melhor deixá-los irem embora da melhor maneira possível.

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