O difícil momento em que um homem se despede de seu cão

As imagens foram capturadas pela filha de Tony Doll, enquanto ele se despedia de Maisie. 

Becca Chidgey compartilhou nas redes sociais as imagens bastante comoventes de um momento bastante difícil: seu pai Tony Doll, de 74 anos, está se despedindo da cadela Maisie, uma companheira inseparável. 

Maisie foi atacada por outro cachorro quando passeava pelas alamedas do parque próximo à sua casa. O agressor circulava pela praça sem guia e investiu contra a cadela, que foi medicada imediatamente, mas, mesmo assim, não resistiu aos ferimentos. 

O difícil momento em que um homem se despede de seu cão

O caso 

Becca Chidgey compartilhou as imagens que mostram a dor e a tristeza de Tony Doll para tentar conscientizar os tutores de cachorros. Animais grandes ou agressivos devem ser conduzidos com guia curta e coleira – em algumas cidades do Brasil, o assunto é inclusive regulamentado por leis específicas. 

Doll ficou viúvo e dividia com Maisie o apartamento em que vivia. O mundo do idoso parecia se restringir aos cuidados com a cadela. Bastante responsável, ele levava a cachorra para passeios diários, para que ela pudesse se exercitar e se socializar com outras pessoas e animais. 

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Maisie foi atacada por um cachorro solto no parque. Ela sofreu diversas mordidas por outro animal que circulava solto no parque. Os ferimentos resultaram em uma sepse – infecção generalizada – e a cadela teve de ser sacrificada um mês depois do ataque. 

Maisie foi atacada em 03.03.16. Os ferimentos foram limpos e tratados, mas nos dias seguintes o tutor notou um inchaço no ombro esquerdo e na garganta. As feridas infeccionaram e, um mês depois, os órgãos da cachorra começaram a falhar. Ela já não conseguia se alimentar direito. 

Junto com as fotos comoventes, Becca postou o seguinte comentário: 

“Foi provavelmente o momento mais doloroso de toda a minha vida, ver meu pai de 74 anos irromper em pranto, chorando como uma criança. Maisie não era apenas um cachorro, ela era o mundo do meu pai. Eu não o tinha visto chorar tanto desde a morte da minha mãe.” 

A jovem diz querer um pouco de justiça. Depois que a mãe morreu, a cachorra foi a salvadora de Tony Doll, que encontrou motivos para seguir em frente cuidando do animal de estimação. O episódio refletiu negativamente na saúde física e mental do idoso. 

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O tutor do cachorro agressor não se manifestou sobre o ataque. Becca espera que, mesmo que não haja nenhuma sanção contra o tutor irresponsável, outras pessoas possam se conscientizar de que a guarda de um pet requer diversos cuidados. A jovem não quer que outra família passe pela situação dolorosa que eles enfrentaram. 

As fotos postadas nas redes sociais mostram o momento de despedida de Maisie e algumas situações do cotidiano, como o tutor ao lado do bicho de pelúcia favorito da cachorra. Atualmente, Tony Doll vive com os outros dois cachorros: Bruno, de 13 anos, e Amber, de 11. 

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Legislação brasileira 

Apesar de não haver uma legislação nacional sobre o assunto, diversos municípios e estados brasileiros possuem leis específicas para o tráfego de cães em locais públicos, como ruas, praças e parques. 

Em São Paulo, por exemplo, a lei nº 11.531/03 estabelece que algumas raças caninas específicas devem ser conduzidas com guia curta e focinheira, independente do temperamento dos animais. Os tutores de rottweilers, pitbulls, dogos argentinos, filas brasileiros, staffordshire terriers e american staffordshire terriers (amstaffs) devem se equipar com esses acessórios passear com os cachorros. Vale o mesmo para os mestiços dessas raças. 

Via: Daily Mail

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