Projeto ‘Cachorro Quente’ pede ajuda para proteger animais de rua

Uma cidade paulista precisa de ajuda para proteger animais de rua: é o Projeto Cachorro Quente.

Voluntários de Borborema, uma pequena cidade do interior paulista distante 390 km da capital, estão recolhendo doações para proteger e abrigar animais de rua especialmente durante o inverno: é o Projeto Cachorro Quente.

A iniciativa conta com o apoio da prefeitura da cidade. Com as doações recebidas, estão sendo construídas casinhas com papelão e sacos plásticos, para abrigar os cachorros e gatos abandonados, que perambulam pelas ruas de Borborema.

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O projeto

O Projeto Cachorro Quente foi lançado em maio de 2022, durante a forte massa polar que atingiu o Estado e derrubou as temperaturas – em algumas regiões, a patamares nunca antes registrados. A iniciativa é de moradores locais, com o apoio da prefeitura de Borborema.

A Diretoria da Divisão de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente do município está coordenando as atividades do projeto, que está recolhendo doações de material reciclável, como caixas de papelão, sacos de lixo, fita crepe e tecidos para a montagem de casinhas.

O objetivo é construir abrigos para os cães e gatos sem-teto que vivem na cidade. O projeto também está angariando cobertores, para forrar as casinhas e garantir um pouco mais de conforto e bem-estar para os animais abandonados.

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O trabalho voluntário também é bem-vindo: qualquer morador de Borborema com habilidades para montar as casas e confeccionar os acessórios pode participar do trabalho. O trabalho de costureiras tem sido valioso para o projeto.

A oficina de montagem das primeiras casinhas foi realizada em 17.05.22, na Casa de Agricultura de Borborema, sediada no centro da cidade. Na página da Divisão no Facebook, os responsáveis pelo Projeto Cachorro Quente publicaram um agradecimento para os voluntários que participaram: “Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o que posso”, foi a mensagem publicada pela equipe.

O projeto, que teve início na semana mais fria do ano até o momento, deve se estender por todo o inverno, que ainda nem começou: há muito trabalho a ser feito. As casinhas são provisórias e precisarão ser substituídas, para que os cães e gatos permaneçam aquecidos durante toda a estação do frio.

Como ajudar

Os moradores de Borborema podem se sentir gratificados pela organização do Projeto Cachorro Quente, em benefício dos animais de rua. O ideal é que todos os pets tivessem uma casa para se aquecer, se alimentar, brincar e receber carinho, mas, enquanto este sonho não se realiza, todos podemos fazer alguma coisa.

Quem não está em Borborema também pode ajudar – existem inúmeras maneiras. A população brasileira de cães e gatos supera os 72 milhões e estima-se que pelo menos 70% deles sejam semidomiciliados (têm casa, mas passam parte do tempo na rua) ou totalmente abandonados. Um estudo da World Animal Protection, entidade sediada em Londres (Inglaterra) que promove ações em todo o mundo, calcula que mais de sete milhões de peludos brasileiros estejam na condição de moradores de rua.

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A providência ideal é retirar esses animais da rua. Quem está pensando em adotar um pet precisa considerar a hipótese de receber um “autêntico vira-lata”: além de contribuir para minimizar o problema, ganha um companheiro leal, resistente e sem custos iniciais.

Quem não quer ou não pode receber um animal em casa pode alimentar os que vivem nas ruas, instalar comedouros e bebedouros – uma boa opção é fixar tubos de PVC e enchê-los de ração e água fresca. Pode-se combinar com os vizinhos para fazer um rodízio no abastecimento.

Uma forma ainda mais simples de ajudar é contribuir com abrigos e centros de resgate espalhados pelo país. Todas as cidades de porte médio e grande do Brasil contam com pelo menos uma entidade que presta esse tipo de serviço.

As doações são as mais diversas: alimentos, medicamentos, vacinas e vermífugos, agasalhos, material de construção, brinquedos ou apenas um donativo em dinheiro, que pode ser feito através de transferência bancária.

Os tempos estão bicudos e muitas pessoas não têm dinheiro para contribuir financeiramente com essas instituições. Mesmo assim, sempre há alguma coisa para fazer. Os interessados podem compartilhar links dos abrigos nas redes sociais, assinar listas de pedidos de doações a empresas, etc.

A mesma atitude sem custos pode ser feita em relação a animais perdidos e também àqueles que precisam de tratamentos veterinários muito caros. Basta retuitar, compartilhar e ampliar o alcance das postagens.

Outra atividade sem custo, que exige apenas a doação do tempo disponível, é a visita aos abrigos de cães e gatos. Em muitos desses locais, os animais são muito bem tratados, mas passam boa parte do tempo sem ter o que fazer. Dedicar uma ou duas horas semanais para entretê-los melhora as condições emocionais dos peludos e, em troca, aquece o coração dos voluntários.

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