Grupo de motoqueiros liberta cães de rinhas em Nova York

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Um grupo de motoqueiros invade rinhas e liberta pitbulls das rinhas de Nova York.

Eles se conheceram em encontros de Harley Davidsons, festivais de tatuagens e exposições de canos tunados nos EUA. Oito amigos grandes, fortes, tatuados, em jaquetas de couro e calças jeans no melhor estilo “Easy Rider”, decidiram se unir e eliminar – ou pelo menos reduzir drasticamente – as rinhas de cães de Nova York (EUA).

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Pode-se dizer que eles são “feios, sujos e bonzinhos”. Os motoqueiros se uniram na Rescue Ink – algo que pode se traduzir como “Tinta de Resgate”. É uma alusão às tatuagens que os membros desta ONG ostentam pelo corpo todo.

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As lutas 

Nova York é uma idade de quase nove milhões e habitantes e um número bem maior de animais de estimação, entre cachorros, gatos e pássaros. Muitos destes pets, no entanto, sofrem maus tratos e abusos.

É comum encontrar cachorros perambulando pelas ruas da Big Apple. Mas, além do abandono, os animais sofrem com a exploração e a violência. A raça pitbull foi desenvolvida especificamente para as rinhas de cães: “pit” significa “fosso, rinha” e “bull” significa “touro”. Durante séculos, muitos humanos se divertiram observando lutas entre cães e de cães como outros animais, como touros e até ursos. O antigo bulldog, o buldogue inglês e o dobermann são exemplos de raças desenvolvidas para combate.

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O pitbull é um cachorro tipicamente americano. Poderoso, incansável, extremamente resistente, dominante e territorialista, a raça foi desenvolvida para proporcionar os melhores espetáculos sangrentos.

As lutas de cães (e de outros animais) atualmente é proibida na maioria dos 50 Estados americanos (Nova York incluída). Mas, assim como ocorre no Brasil, as rinhas clandestinas são comuns. Além da violência contra os animais, estes locais também concentram outras atividades criminosas, como o tráfico de armas.

As aparências enganam

O Rescue Ink foi criado especificamente para combater as rinhas de cães, mas a gangue de motoqueiros do bem também atua em denúncias de maus tratos, manutenção ilegal de algumas espécies e no resgate a animais em situação de risco.

O projeto se tornou tão popular em Nova York que se transformou em tema de um documentário do National Geographic Channel, uma emissora de TV que, no Brasil, é transmitida pelas operadoras de TV por assinatura.

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O documentário, veiculado em forma de seriado, mostrou o dia a dia do Rescue Ink, em suas peripécias contra tutores negligentes, organizadores de torneios de luta, resgate dos combatentes e até casos de investigação de animais seqüestrados.

O que pouca gente sabe é que os membros do grupo de motoqueiros não são atores, nem se dedicam ao bem-estar dos cachorros de forma integral. O Rescue Ink é formado por agentes policiais, seguranças particulares, bombeiros e controladores de acesso.

A gangue se organiza para estar de prontidão 24 horas por dia, sete dias por semana. Eles atendem a diversos pedidos de intervenção. Em muitos casos, organizações de resgate e o próprio Departamento de Polícia de Nova York não se envolvem nas ocorrências.

Atualmente, o Rescue Ink recebe cem ligações telefônicas por semana, em média. O “quartel-general” da gangue fica em Long Island, uma ilha da costa ocidental dos EUA em que estão dois dos mais tradicionais bairros de Nova York: Queens e Brooklyn.

Os membros do grupo usam os próprios carros e motos nas operações de resgate. Eles agem em duas frentes: resgatam os cães abusados e confrontam os grandes vilões destas histórias: os humanos que não se incomodam com a vida alheia.

A ONG

O Rescue Ink é uma organização não governamental e, desta forma, não recebe nenhuma remuneração ou subsídio dos órgãos públicos. As operações da gangue não são oficiais, apesar de receberem apoio da polícia local.

A ONG se mantém com o apoio profissional de advogados e investigadores particulares, das doações de voluntários e da organização de eventos, como exposições de automóveis e motocicletas, competições de modificação de motores e apresentações de tatuagens. O Rescue Ink também tem uma loja que vende camisetas, canecas e livros sobre a história da gangue.

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As tatuagens e a aparência de bad boys, no entanto, provoca a reprovação de muitos nova-iorquinos. Muitos americanos questionam a integridade do grupo em função das tatuagens, das roupas e do linguajar dos membros do Rescue Ink. De tempos em tempos, algumas campanhas de esclarecimento são desenvolvidas para esclarecer a população.

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Vídeo dos resgates