O pit bull Sansão, que teve as patas traseiras decepadas, volta a andar com cadeira de rodas.

Esta história começa com cenas dignas de um filme de horror. O american pit bull terrier Sansão, que vive no bairro Capim Seco, em Confins (MG), teve as duas patas traseiras amputadas em uma ação criminosa. Felizmente, o cachorro recebeu a doação de uma cadeira de rodas e já está se adaptando à nova maneira de caminhar.

O crime ocorreu no final da tarde da segunda-feira, 06/07/20 e os suspeitos são vizinhos da empresa em que o pitbull Sansão vive e cuida da vigilância.

De acordo com relato à Polícia Militar do tutor Gleidson Justino da Silva, de 40 anos, o cachorro pulou o muro que separa os dois imóveis, entrando em confronto com o animal dos vizinhos. Como forma de vingança, os suspeitos teriam usado uma foice para decepar as duas pernas traseiras do animal.

O tutor relatou ainda que, para efetivarem a vingança, os dois suspeitos do crime amordaçaram Sansão com arame farpado, motivo por que o cachorro recebeu ferimentos também na boca, focinho e pescoço.

O socorro de Sansão

Sansão foi prontamente socorrido pelo tutor, que acionou a médica veterinária Júlia Mara Santiago. A vítima foi levada a uma clínica em Vespasiano, também na região metropolitana de Belo Horizonte.

A especialista prestou os primeiros socorros no local do crime, imobilizou Sansão e, ao perceber a perda excessiva de sangue (hipovolemia), conduziu o pitbull para a clínica. O pet estava entrando em estado de choque.

Sansão passou por cirurgia para reduzir as patas e, já na terça-feira (07/07), deixou Vespasiano e foi encaminhado para uma clínica-escola na capital mineira, onde está sendo submetido a tratamentos ortopédicos e fisioterápicos. A veterinária Santiago informou que o pitbull já se alimentava sozinho normalmente na quarta-feira (08/07).

Para o sábado, 11/07, a ONG SOS Peludinhos Confins programou um ato de protesto: um buzinaço no km 11 da Rodovia MG-424 Norte, em Confins.

A ajuda a Sansão

Na quinta-feira, 09/07, Sansão recebeu a doação de uma cadeira de rodas, que permitirá a locomoção autônoma do cachorro. Além da cadeira, o tutor afirmou que muitas pessoas de todo o país já o procuraram para oferecer doações.

Ticiana Lima Dornas, veterinária da clínica-escola em Belo Horizonte, informou que a cadeira de rodas foi doada por uma empresa especializada em equipamentos ortopédicos caninos e poderá ser usada em definitivo, mas ainda é possível que Sansão receba uma prótese para uma das pernas arrancadas.

A veterinária afirma que a prótese ofereceria melhor qualidade de vida para o cachorro, que poderá se locomover com três patas com mais facilidade, dispensando a cadeira de rodas, que precisa ser acoplada diariamente para que Sansão possa se movimentar.

Em uma das pernas do cachorro, o procedimento cirúrgico precisou remover praticamente todo o fêmur, o que impossibilita o uso de prótese. Pode-se avaliar a gravidade da agressão apenas por este fato.

Vídeo do canal O TEMPO

As leis de maus-tratos

De acordo com a legislação estadual de Minas Gerais, autores de maus-tratos contra animais silvestres ou domésticos estão sujeitos a multas que variam de 300 a 1.000 unidades de fiscais do Estado, além de terem de arcar com as despesas do tratamento veterinário.

Leia também: Como denunciar maus-tratos aos animais

A legislação brasileira, além da multa, prevê pena de detenção de três meses a um ano, de acordo com a gravidade do ocorrido. A pena pode ser aumentada em um sexto, se a vítima não resistir aos maus tratos.

Gleidson Silva está indignado com leis tão brandas. No caso de Sansão, foi registrado um boletim de ocorrência pela Polícia Militar e um dos suspeitos foi ouvido e liberado para responder em liberdade (o outro fugiu da cena do crime). O Ministério Público de Minas Gerais foi acionado e está acompanhando o caso.

1 COMENTÁRIO

  1. Pois eh mais uma historia triste sobre pit bulls. Nada justifica estra monstruosidade, isto nao eh vizinho sao dois psicopatas, da medo deles, porque nao foi em defesa, foi pura covardia. Mesmo vendo tantos problemas, ate agora ainda tem gente que nao deixa seu pet num lugar seguro, tanto para eles quanto para os outros. Quem tem caes de grande porte tem que adequar o quintal pra eles, para que nao fujam, separar das entradas onde vao abrir portoes, porque caes atacam outros, e as vezes ate pessoas, e estes outros caes tambem sao amados. Tenho caes pequenos e ja fomos atacados 2 vezes uma por pastor alemao e outro por um golden(considerado manso) todos com donos que abriram portao. Tenho medo de andar com eles. Toda vez um cao paga pela irresponsabilidade dos donos. Espero que a lei nao seja branda no caso do pit Sansao.

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