Nos EUA, um idoso que vivia na rua só aceitou ajuda depois que os cachorros foram abrigados.

Nossa sociedade é pródiga em realizações, mas também é capaz de produzir injustiças e incoerências. Os moradores de rua são resultado de uma série de negligências. Eles estão presentes em praticamente todas as cidades, mas são praticamente invisíveis.

Um sem-teto idoso conseguiu superar a invisibilidade social. O homem não identificado viveu por 16 anos com muitos cachorros em uma reserva natural americana, o Parque Estadual Natchez Trace, no Tennessee, distante cerca de 190 km de Memphis, a capital do Estado.

Natchez Trace (rota Natchez), o nome do parque, é uma antiga estrada selvagem americana, que serviu, nos séculos 18 e 19, para a passagem de colonos que demandavam o centro dos EUA, então conhecido como “oeste selvagem”.

Durante estes 16 anos, o sem-teto dos EUA não teve outra companhia além de algumas dezenas de cachorros que ele encontrou, tratou e alimentou, mesmo quase totalmente desprovido de recursos.

Algumas pessoas chegaram a oferecer opções para o sem-teto, como abrigos e lares para idosos, mas o auxílio sempre esbarrava em uma questão importante: o que seria dos cachorros sem a presença e os cuidados do tratador?

O socorro

O homem que vivia no parque estadual envelheceu e, com a idade e as más condições de vida, surgiram problemas de saúde. Finalmente, o sem-teto aceitou ajuda, que chegou através de uma parceria com o Animal Rescue Corps (ARC).

O ARC é uma ONG sediada no Estado do Illinois, que acolhe animais em situação de risco (maus tratos ou calamidades públicas), desenvolve campanhas de conscientização e presta assessoria para outros grupos que queiram se dedicar ao bem-estar dos animais.

A organização se comprometeu a encontrar cuidados médicos e um abrigo adequado para o sem-teto e também a encaminhar os 31 cachorros que viviam com o idoso no parque estadual.

O sem-teto está sendo tratado em um lar para idosos, enquanto os cachorros com quem ele vivia foram recolhidos ao ARC, triados, alimentados, vacinados, vermifugados e castrados. A maioria dos animais já encontrou uma família. Alguns ainda aguardam uma oportunidade no abrigo, situado em Lebanon, Illinois.

O exemplo

Mesmo sem ter a identidade tornada pública, o sem-teto do Tennessee deixa um exemplo e uma lição importante: é preciso preservar os animais de estimação. Cães e gatos são totalmente dependentes dos humanos e não devem ser abandonados, nem sofrer maus-tratos.

No Brasil, quase 200 mil animais abandonados (cachorros, na imensa maioria) vivem em abrigos à espera de adoção. Alguns têm sorte, mas a maioria termina os seus dias aguardando um novo tutor humano.

Mesmo quem não pode adotar um cachorro pode ajudar a amenizar este problema, doando alimentos e medicamentos, visitando os abrigos, brincando com os animais. Profissionais da área podem conceder algumas horas por semana para cuidar dos pets. É uma atitude simples, mas que pode fazer a diferença.

Sem-teto que cuidava de 31 cães recebe ajuda de ONG
Sem-teto que cuidava de 31 cães recebe ajuda de ONG
Sem-teto que cuidava de 31 cães recebe ajuda de ONG
Sem-teto que cuidava de 31 cães recebe ajuda de ONG
Sem-teto que cuidava de 31 cães recebe ajuda de ONG

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