Após um dia agradável, embaixo de uma pequena árvore, ao sol, Rogerinho é levado por seu tratador para uma longa caminhada.

O dia estava frio, porém o céu estava azul e os raios de sol invadiam a manhã de inverno. Rogerinho, um vira lata com seus longos anos de experiência, aquecia seu corpo cansado das trombadas que a vida lhe deu. Em seu olhar, a lembrança de um passado distante era recorrente e, para quem acredita o que escorriam de seus olhos não eram apenas simples secreções, mas lágrimas de saudades de um tempo que nunca mais irá voltar.

Rogerinho foi adotado por tratadores de uma universidade, e todos os dias é colocado no sol e fica por lá, esperando a atenção de quem passe. Ao final do dia retorna para o abrigo e assim segue sua vida.

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O que se sabe a seu respeito é que após fortes chuvas de verão, uma tragédia anunciada tirou muitas vidas e deixou várias vítimas. Rogerinho foi uma delas.

Pelas histórias, o cão andou muito até chegar ali. Suas patas estavam feridas e o corpo carregava vestígios de terra, lama, além de ferimentos que se observava irem além do corpo, rasgavam a alma e desciam pela face.

Naquela manhã, o tratador, talvez entendendo o sofrimento daquele animalzinho, decidiu por fim àquilo tudo. Pegou em sua corrente e seguiu caminhando com Rogerinho em direção ao abatedouro de animais.

Feliz por poder dar uma volta, o cão se levantou no mesmo momento, abanou o rabo, sacudiu o corpo e mais parecia um jovem, cheio de vida, cheio de expectativas.

Tratador e Rogerinho caminharam por muito tempo. Rogerinho correu pela grama, brincou com os pássaros, perseguiu um boi e rolou na lama. A felicidade invadiu a alma daquele ser. Todas as lembranças ficaram para trás e um novo cachorro parecia surgir em meio à alegria.

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E aquele foi o último passeio que Rogerinho fez naquele dia. Após muito brincar, foi levado novamente para seu abrigo, onde dormiu o sono dos justos e sentiu-se vivo novamente. Nos dias seguintes novos passeios foram realizados e o pequeno grande cão tornou-se o queridinho de muitos que dispunham de seus tempos para dividir com o velho cão, um cão sobrevivente da vida, um cão vencedor.

Hoje Rogerinho aguarda, pacientemente por uma pessoa que queira adotá-lo e dividir com ele momentos mágicos que só quem possui um animal sabe explicar.

5 COMMENTS

  1. Não entendi nada! Afinal Rogerinho faleceu, vítima de uma tragédia (fortes chuvas de verão) ou Rogerinho aguarda pacientemente ser adotado?

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