Uma turista do Rio Grande do Sul foi alvo de uma grande injustiça em Balneário Camboriú na semana passada. Olga Souza, uma professora de 57 anos, curtia a praia acompanhada de Darwin, seu cão-guia, um flat coated retriever. Para espanto de muita gente, uma banhista não concordou com a presença do cão e acionou a PM.

Com a chegada da polícia a confusão aumentou. Os agentes desconheciam a lei que assegura cães-guias acompanharem seus donos. O cenário ficou tenso. Os argumentos de Olga não foram aceitos e quase a levaram presa.

Turista cega é ameaçada de prisão por causa de cão-guia na praia

Darwin foi treinado especialmente para ser cão-guia no Instituto Federal Catarinense (IFC) em Balneário Camboriú.

Ele simplesmente leva Olga para todos os lugares, inclusive ao trabalho. Ambos têm a companhia um do outro desde 2016, mas foi a primeira vez que a situação alcançou a este extremo. Foi explicado para a banhista incomodada que Darwin não ficou solto nenhuma vez, mas de nada adiantou.

Antes que fosse levada para a delegacia, Olga entrou em contato com os técnicos do Curso de Treinadores e Instrutores de Cães-Guias do IFC. A partir disso foi feita uma ligação destes com a PM. Para acabar de vez com a confusão, o oficial responsável pelo policiamento se deslocou até a praia e esclareceu aos PMs e demais banhistas que assistiam a cena que o cão podia ficar com Olga e sua presença é amparada por lei, já que o animal é um cão-guia.

Turista cega é ameaçada de prisão por causa de cão-guia na praia

A falta de informação rendeu desdobramentos e o oficial contou que realizará palestras sobre a legislação que versa sobre os cães-guia. Tudo isto para não repetir o constrangimento que Olga passou.

Para quem não sabe, estabelecimentos privados que não aceitarem cães-guias podem ser multados e interditados. Confira o que diz a lei:

A Lei no 11.126, de 27 de junho de 2005, que dispõe sobre o direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhada de cão-guia e dá outras providências.

– Cães-guias têm o direito de ingressar e permanecer em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo
– Treinados e escolhidos a dedo, cães-guias são dóceis e não precisam usar focinheira
– Qualquer tentativa de impedir ou dificultar o acesso de um cão-guia é ilegal e ato de discriminação
– Ou usuário ou o socializador de cão-guia têm direito de mantê-lo em casa, independente de regras de condomínio
– O cão-guia só não pode entrar em locais esterilizados em hospitais, como centros cirúrgicos e UTIs, além de áreas de manipulação e processamento de alimentos

3 COMENTÁRIOS

  1. È um absurdo o que essa mulher fez com essa senhora denunciando o pobre cãozinho que não estava fazendo nada de mal. Mas que bom que tudo se resolveu!!! Amo cachorros.

  2. Conheço a Olga alguns anos. Viajamos com o mesmo grupo de viagens. Na época, a Olga tinha uma outra cão-guia, a Misty. NUNCA INCOMODOU NINGUEM, NEM NOS AVIÕES (ONDE ELES VIAJAM NA CABINE, junto com seus tutores, nem nos hotéis, ônibus, restaurantes, passeios, etc. É uma ignorância absurda o despreparo deste guarda e da banhista, mal-amada, que criou todo o caso. Olhem, afirmo com toda a segurança: Muitas “pessoas” incomodam MUITO MAIS que os cães, principalmente, estes treinados! Coisas de décimo mundo!!!

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