Tutor fica confuso ao descobrir que seu cachorro recebeu uma multa por excesso de velocidade

Aconteceu na Alemanha: um cachorro foi multado e o tutor ficou surpreso ao receber a notificação.

Os cachorros vivem nos surpreendendo, mas este cãozinho da Alemanha passou dos limites – literalmente. O tutor ficou sem saber o que fazer quando recebeu uma multa por excesso de velocidade. A primeira reação foi: “isto não pode ser real”.

Mais do que o valor a ser pago – 50 euros (pouco mais de R$ 250, pela cotação atual) – o tutor ficou impressionado com o “motorista” responsabilizado pelo excesso de velocidade: o animal de estimação da família, um cãozinho pequeno, frágil e indefeso.

Havia provas da infração. O cachorro foi flagrado por um “pardal” – um radar fixo que registra imagens de veículos em alta velocidade nas estradas. Da notificação, constava uma foto do motorista: o cachorro estava com as duas patas no volante.

A multa

O cachorro em questão é um lulu da Pomerânia, o que prova que mesmo os pequenos e mais frágeis são capazes de surpreender. O tutor recebeu a multa por excesso de velocidade em casa, no endereço registrado no departamento de trânsito.

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O radar capturou imagens do veículo, das placas e do motorista ao volante no momento da infração: não poderia haver dúvidas nem contestações, o spitz miniatura estava “no controle do volante” do automóvel.

Apesar da evidência, tudo tem uma explicação racional. As imagens mostram claramente um cachorro branco conduzindo o veículo, mas uma observação mais atenta mostra que o peludo apenas pulou no colo do motorista e apoiou as patas no volante.

Antes que comecem os protestos do sindicato dos cachorros, é preciso inocentar o cachorrinho: ele não estava dirigindo sem habilitação, nem tinha retirado o veículo da garagem sem autorização do proprietário.

Brincadeiras à parte, a imagem captada pelo “pardal” realmente engana. O lulu da Pomerânia parece estar comodamente instalado atrás do volante, no banco do passageiro. A foto é em preto e branco e tem pouca definição, o que contribui bastante para o susto inicial.

Viralizou!

O sobrinho do motorista resolveu publicar a foto do “cão infrator” nas redes sociais, com a descrição da multa por excesso de velocidade. O post viralizou em poucas horas: dezenas de milhares de internautas curtiram e comentaram as imagens e a história incrível do cachorro multado.

A imprensa também foi atraída pela novidade – não é todo dia que um cachorro é flagrado em uma contravenção penal. Ao site The Dodo, o tutor explicou o que tinha realmente acontecido:

“O cachorro estava no banco do passageiro, mas, no exato momento em que passamos por um radar fixo, ele pulou no meu colo. Acho que eu poderia contestar a multa, porque a imagem não mostra o meu rosto.”

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O tutor disse também que o cachorro sempre viaja no banco de trás, com a coleira fixada ao cinto de segurança adaptado. Mas, exatamente naquele dia, o motorista se esqueceu de prender o lulu da Pomerânia, que acabou pulando no colo para fazer festa.

O motorista garante que o cachorro ficou “ao volante” por menos de três segundos e não representou nenhuma ameaça de colisão. A multa já foi paga e o cachorrinho não foi enquadrado em nenhum outro artigo do Código Penal.

A lei brasileira

Se o caso tivesse acontecido no Brasil, o motorista não teria conseguido escapar das penalidades (multa e pontos na CNH). De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), teriam ocorrido diversas infrações:

artigo 169 – dirigir veículo sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança (multa de R$ 80 e três pontos na carteira);

artigo 252 – dirigir veículo transportando pessoas, animais ou objetos à esquerda ou entre os braços ou as pernas (multa de R$ 130 e quatro pontos na CNH).

De acordo com a legislação, também é proibido transportar animais nas áreas externas dos veículos – eles não podem viajar nas caçambas, por exemplo, nem com parte do corpo para fora. Apesar de alguns cães adorarem, eles não podem passear de carro com a cabeça para fora da janela.

Para transportar cachorros em automóveis, é preciso seguir três recomendações básicas:

manter o cachorro preso – o peludo deve ser acondicionado em uma gaiola de transporte ou, no caso de cães de porte médio e grande, com guias fixadas a um dos cintos de segurança traseiros;

não deixar espaço para o cachorro pôr a cabeça para fora – além de ser considerado uma infração de trânsito, o animal corre diversos riscos: de ser atingido por um objeto ou outro carro, até ficar incomodado com a poeira que entra nos olhos e narinas;

ficar atento a temperatura no interior – se estiver quente dentro do carro, os cachorros terão essa sensação ainda mais intensa. É preciso arejar o carro antes do passeio, ligar o ar-condicionado ou manter os para-brisas abertos e nunca deixar os peludos presos no veículo – nem mesmo por alguns minutos.

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