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Uma tutora tinge a cauda da cachorra de arco-íris. Entenda por quê

Um retriever do Labrador está fazendo sucesso com a cauda arco-íris. Descubra por quê.

Um vídeo no Tik Tok está chamando atenção e também provocando alguma polêmica. Nas imagens, é possível ver uma mulher tingindo a cauda da sua cachorra, um golden retriever, com as cores do arco-íris.

Muitos internautas questionaram o fato. Seria uma manifestação em favor dos direitos dos gays e lésbicas? A maior preocupação dos amantes de cachorros é com os prováveis efeitos da tinta nos pelos e na saúde da golden retriever. Mas a tutora tem seus motivos para a ornamentação pouco ortodoxa.

Rosie and the dog

Rosie and the service dog (rosie.the.sd) é uma das muitas celebridades instantâneas das redes sociais. O responsável pela página afirma morar em Nova York (nordeste dos EUA) e publica dicas de saúde, bem-estar e make-up para cães.

Rosie – este é o nome da peluda – atua como cão-guia da tutora, conhecida apenas como Claire. Os seguidores da página de Rosie – mais de 1,4 milhão e 32 milhões de curtidas – esperam com ansiedade as atualizações sobre o dia a dia da golden retriever e as suas muitas atividades.

Uma tutora tinge a cauda da cachorra de arco-íris. Entenda por quê
QUATTROPHOTOGRAPHY/GETTY

A cachorra de Claire chama a atenção pela cauda tingida com as sete cores do arco-íris, o que a torna muito especial entre os golden retrievers. A tutora e blogueira já postou vários vídeos mostrando as técnicas e produtos que usa.

Apesar de os internautas continuarem criando suposições sobre os motivos da tutora para pintar a própria cachorra, Claire esclarece que o motivo é muito simples: a cauda exclusiva impede que o animal seja roubado quando caminha pelas ruas de Nova York.

Como benefício adicional, a tutora esclarece que a cauda colorida também impede pisões, uma preocupação a mais em espaços com muita aglomeração. Mas Claire afirma que a razão principal é evitar o roubo: “cães tingidos têm muito menos chances de serem alvos de ladrões”, explica.

A explicação faz sentido. Roubar um cachorro e, logo depois, caminhar pelas ruas como se nada tivesse acontecido é uma tarefa relativamente fácil. Mas se esse peludo tiver uma identificação tão positiva quanto uma cauda multicolorida, os sequestradores provavelmente pensarão duas vezes.

Para Claire, também fica mais fácil descrever o animal para as autoridades, em caso de furto ou fuga. Dizer que “ele é dourado com a cauda de arco-íris” é muito mais detalhado do que simplesmente informar apenas que “ele é dourado”, porque todos os cães da raça apresentam este tipo de pelagem.

As nuances do pelo dos golden retrievers também não garantem uma identificação positiva, em caso de perda ou roubo. Pode-se dizer que o pelo é dourado claro ou escuro, mas há dezenas de nuances entre o “claro” e o “escuro”.

De acordo com algumas estatísticas divulgadas pelo American Kennel Club (AKC), cerca de dois milhões de cachorros são roubados todos os anos, apenas em Nova York. O look escolhido pela tutora da golden retriever pode ser realmente um bom diferencial para recuperá-lo, caso “mãos alheias” decidam tomar posse dele.

De acordo com dados do Departamento de Polícia de Nova York, os cachorros roubados na cidade quase sempre são levados durante os passeios. Poucos animais são furtados de dentro da própria casa. Os ladrões aproveitam os descuidos dos tutores, que param por qualquer motivo e deixam os pets sem vigilância, para apoderar-se deles e vender com alguma marcha de lucro.

Mas, apesar dos temores de Claire serem mais do que justificados, os golden retrievers não estão entre os mais visados pelos ladrões. A preferência é pelos cães de pequeno porte, como yorkies e pugs, e os que alcançam maior preço nos EUA, como os buldogues.

Os cães da raça de Rosie estão entre os dez mais roubados na cidade. Um golden retriever pode ser vendido no mercado negro (sem a documentação do AKC), por até US$ 2.000. E Rosie tem um atrativo a mais: ela é treinada como cão-guia.

O treinamento de um cão-guia chega a levar até dois anos, além do tempo necessário à adaptação ao tutor. Os filhotes começam a aprender as técnicas para guiar pessoas logo que são desmamados, por volta dos dois meses de idade.

Rosie teve um microchip de identificação implantado, mas a identificação só ocorre quando um animal é recolhido a um canil por qualquer motivo. Se o ladrão conseguir levar o pet e vendê-lo, praticamente nada mais pode ser feito. As etiquetas de identificação animal presas à coleira são descartadas com facilidade.

Claire garante que Rosie não se importa com a cauda tingida, nem fica estressada durante a coloração do pelo. Como é possível ver nas imagens, a golden retriever chega a cochilar enquanto recebe a tinta.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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