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    Cachorros conseguem perceber que algumas pessoas são más

    Seu cachorro não gosta de alguém? A ciência está começando a comprovar que ele tem razão. Qualquer tutor que convive com cachorros sabe que eles parecem ter um sexto sentido, alguma coisa que os faça evitar algumas pessoas de má índole. No entanto, até recentemente, isto só era percebido de forma empírica, sem provas científicas.

    Cachorros podem não parecer muito inteligentes quando perdem um tempo considerável perseguindo as próprias patas, mas, na verdade, são seres com um grande potencial. Talvez por herança do seu comportamento gregário, eles são muito conscientes socialmente.

    Uma vez que os cachorros são instintivamente protetores, diversas pesquisas já comprovaram que eles conseguem reconhecer rostos felizes, tristes ou irritados, perceber as emoções humanas e de outros pets e até mesmo sentir ciúme.

    Agora, sabe-se que eles vão além destas condições. Aparentemente, eles conseguem perceber se alguém é ou não confiável. E, quando eles percebem condutas agressivas, egoístas ou negativas, eles passam a emitir sinais claros – e é necessário estar atento a eles.

    Uma pesquisa recente indica que este fato pode ser real. Além de reconhecerem pessoas más, os cachorros também sabem quando os tutores estão prejudicando parentes e amigos. Além disto, os pets usam estas informações para decidir como interagir com os humanos.

    Cachorros reconhecem pessoas más? O estudo

    A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Kyoto (Japão), comandados pelo médico neurologista Akiko Takaoka, e publicada em janeiro de 2017 na revista americana “Neuroscience and Biobehavioral Reviews”. O periódico publica artigos de revisão originais que abordam todos os aspectos da neurociência (o estudo científico do sistema nervoso), comportamento, processos psicológicos e temas correlatos.

    Os cientistas japoneses analisaram como 34 cães e seus tutores reagiam a uma situação hipotética: o dono do pet fingia não conseguir abrir uma caixa e pedia ajuda para duas pessoas (na simulação, dois pesquisadores do estudo). Um deles se mostrava prestativo, enquanto o outro se recusava a auxiliar.

    Uma vez realizada a simulação, os dois pesquisadores ofereciam biscoitos caninos para os voluntários de quatro patas. Quanto mais grosseira tenha sido a recusa em ajudar, maior a reação dos cães analisados: eles recusavam a guloseima.

    Na segunda simulação, foram os tutores que recusaram auxílio para um desconhecido em dificuldade. Na sequência, os pets se mostraram – pelo menos inicialmente – a receber carinhos ou a participar de brincadeiras. Os cães adultos demonstraram mais “indignação” do que os filhotes.

    Os cientistas concluíram que os animais de estimação são capazes de identificar se uma pessoa é boa ou má e tratá-la de acordo com a forma como o dono foi tratado. Isto significa que, se o seu cachorro não gosta de uma pessoa, é muito provável que ela seja ruim ou muito egoísta.

    Takaoka e seus colaboradores já haviam determinado que os cachorros conseguem entender o que significa apontar. Apesar de todos nós sabermos que, quando apontamos para um brinquedo ou um osso, eles percebem imediatamente e correm para recolhê-lo.

    Este estudo, publicado na revista alemã “Animal Cognition”, realizou pesquisas com diversos cães, mas os objetos não estavam à mostra. Na primeira rodada de testes, os cientistas apontaram para uma tigela com comida; na segunda, uma tigela vazia. Na terceira, voltaram a apontar para uma das duas.

    Os cães voluntários imediatamente encontraram a comida escondida. Em seguida, os pesquisadores passaram a apontar apenas a tigela vazia. Não houve resposta dos pets. Aparentemente, eles já sabiam que era inútil encontrar a tigela vazia e percebiam que o pesquisador não era confiável.

    Numa quarta rodada, outro pesquisador, desconhecido dos cães, entrou no recinto de testes e apontou novamente para as tigelas. Os cachorros voltaram a seguir as indicações, mesmo que estas se referissem ao prato vazio.

    A equipe afirmou ter ficado surpresa com a rapidez com que os cachorros decidiram em quem poderiam confiar. A inteligência social é muito superior do que imaginávamos anteriormente. Muito provavelmente, esta inteligência se desenvolveu durante os milênios de convivência entre humanos e caninos.

    O próximo passo será realizar testes com lobos, os ancestrais dos cães, para determinar de que forma a domesticação influenciou a inteligência dos cachorros.

    Conclusão

    Os cachorros são atraídos para coisas previsíveis: a rotina é um elemento importante para eles. Uma vez que os eventos do cotidiano se tornem irregulares, eles procurarão outras atividades alternativas. Nossos pets precisam se sentir seguros.

    Quando a imprevisibilidade se torna muito frequente e eles não conseguirem descobrir o que está para acontecer, os cachorros podem se tornar temerosos, agressivos ou estressados. Isto significa que, se os tutores não demonstrarem consistência em suas atitudes, é muito provável que os pets terão transtornos comportamentais.

    Os cachorros são muito sensíveis à conduta dos humanos, mas eles não guardam mágoa (a menos que a conduta hostil se repita com muita frequência). Eles vivem no presente, não conseguem refletir sobre o passado de forma abstrata, nem planejar o futuro. Alguns dias depois, se por acaso encontrassem os pesquisadores agressivos ou enganadores, não demonstrariam medo ou raiva.

    Por outro lado, quando eles convivem com pessoas más, as condutas inadequadas alimentarão o sentimento de desconfiança e a reserva se repetirá em todos os encontros. Aquele “amigo sacana” será sempre mal recebido e evitado, mesmo que ofereça brinquedos e quitutes.

    Cães que seguem sempre o mesmo trajeto nas caminhadas diárias “avisam” os tutores quando eles fazem um caminho diferente. E, se os pets reagem positivamente a determinadas pessoas que frequentam a casa e repentinamente se afastam e evitam contato, é melhor prestar atenção nestas pessoas.

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    Revoltante: Enfermeira atropela cães em São Luís

    Um vídeo de um carro atropelando cães está ganhando repercussão nas redes sociais. O caso ocorreu em 14/03/18, no bairro Residencial Pinheiros, região da COHAMA, em São Luís, capital do Maranhão, mas só foi publicado dois dias depois e acabou viralizando.

    A motorista é Ana Giselly Atan, enfermeira que trabalha na Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). O vídeo, que apresenta imagens fortes (os animais aparecem sangrando e mancando), mostra um carro prata atropelando dois cães da raça pastor alemão – a motorista acelera e passa por cima dos cães, fugindo sem prestar socorro. Um dos animais não conseguiu resistir aos ferimentos; o outro sofreu diversas fraturas.

    Momento do atropelamento. Foto do vídeo.

    A repercussão do caso

    Imediatamente após a postagem do vídeo, o atropelamento dos cães causou indignação entre os internautas. Até alguns famosos, como o humorista Marcelo Adnet, as cantoras Anitta e Preta Gil e a atriz Giovanna Ewbank, se manifestaram sobre o assunto.

    O padre cantor Fábio de Melo comentou: “como é que esta pessoa consegue dormir depois?”, enquanto a apresentadora de TV e ativista ambiental Luísa Mell fez um apelo para que a enfermeira fosse identificada e denunciada às autoridades. “Não tenho palavras para descrever tamanha crueldade”, completou Luísa.

    A legislação

    Ainda não existem leis que versem sobre penalidades contra pessoas que provoquem o atropelamento de animais domésticos no Brasil. No entanto, diversos Estados e municípios já possuem legislação específica para inibir os maus tratos aos pets – e a enfermeira foi enquadrada nesta legislação.

    Mesmo assim, os casos esbarram na falta de denúncias e, no caso de estas serem registradas, na ausência de testemunhas de agressões físicas contra cães e gatos, entre outros pets. No caso específico de atropelamentos, não existem regras para a punição dos motoristas, inclusive dos que não prestam socorros aos animais acidentados.

    No Brasil, maltratar animais é considerado crime ambiental, conforme prevê o art. 32 da Lei nº 9.605, de 1998, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

    A enfermeira

    Ana Giselly Atan, que atropelou dois cães em São Luís, a situação parece ser um pouco diferente e pode marcar o início de uma nova maneira de encarar os maus tratos. O caso recebeu a atenção da Comissão de Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (seção Maranhão).

    De acordo com a presidente da comissão, Luciana Lauande, a Delegacia Especial de Meio Ambiente (DEMA) foi acionada e identificou a motorista, que foi afastada das suas funções na EMSERH, de acordo com Vanderley Ramos, presidente da empresa. A afirmação foi publicada no Twitter.

    Ramos postou: “apesar de o episódio ter ocorrido no âmbito da sua vida privada, quero expressar o sentimento de profunda indignação e desaprovação de toda a empresa, informando que a empregada já se encontra suspensa de suas funções”.

    O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (COREN-MA) também se pronunciou sobre o atropelamento dos cães pela profissional filiada à entidade: “o COREN-MA esclarece que repudia veementemente o ato supostamente praticado pela profissional inscrita neste conselho. Estamos aguardando os desdobramentos do caso para auxiliar no que for cabível”.

    A tutora

    A professora universitária Leila Cristina Oliveira, tutora dos dois cães atropelados pela enfermeira, está atualmente em Salvador (BA), concluindo o curso de doutorado. Até quinta-feira (16), ela acreditava que o atropelamento havia sido apenas um acidente.

    Leila disse que quer justiça, mas não concorda com a onda de violência contra Ana Atan que tomou conta das redes sociais: “eu quero justiça, mas as coisas estão tomando uma proporção e eu estou assustada, com dor e raiva, mas não passa vingança pela minha cabeça. Não concordo com isto, não é assim que as coisas têm de ser”, concluiu.

    A docente atua na Universidade Ceuma, Em São Luís, mas está licenciada para concluir o seu doutorado na Bahia. De acordo com ela, os cães estavam na rua por causa de uma tentativa de invasão na residência da família. A professora acredita que a tentativa foi frustrada pelos dois cães, mas o portão foi danificado e os animais conseguiram escapar.

    ‘Peppe’ sobreviveu ao atropelamento (Foto: Luiza Mell)

    Por volta das 16h do dia 14/03, Leila recebeu uma ligação telefônica informando sobre o acidente. Um vizinho conseguiu segurar Pepe (o cão que sobreviveu ao atropelamento). Duquesa, entretanto, que tinha sete anos, não resistiu. A informação da morte foi transmitida na mesma chamada.

    A advogada da professora afirmou que está tomando as providências judiciais cabíveis. Ela está em contato com colegas em São Luís, que estão acompanhando o inquérito policial. “Foi uma barbaridade o que aconteceu”, afirmou. “Leila está bastante abalada”.

    O depoimento

    Ana Giselly Atan, foi ouvida pela delegada Caroliny Fernanda dos Santos Santana, da DEMA, na tarde de 16/03. A enfermeira se apresentou espontaneamente, acompanhada por advogados, para fornecer a sua versão dos fatos.

    De acordo com a enfermeira, o que ocorreu foi um incidente e não um atropelamento deliberado. Ana afirmou que ela não tinha intenção, de maneira nenhuma, de matar os animais; ela apenas estava acompanhando os cães, que estariam avançando de forma agressiva sobre alguns transeuntes.

    A intenção da motorista, ainda de acordo com o depoimento, era apenas de afastar os cachorros dos pedestres. Ana Atan deve responder pelo crime de maus tratos de animais, agravado pela morte de um deles, mas foi liberada na delegacia logo após ser ouvida, uma vez que não houve flagrante.

    Segundo a delegada, a pena pelo crime que está sendo investigado (maus tratos) é de detenção de até 12 meses, além do pagamento de multa. Uma vez que ocorreu a morte de um dos animais atropelados, a pena é ampliada para 14 meses.

    O procedimento burocrático é o seguinte: a delegacia lavra um termo circunstanciado de ocorrência (TCO), as partes envolvidas (agressora e tutora) são ouvidas e os investigadores procuram localizar testemunhas do fato ocorrido, que, em seguida, é encaminhado para a justiça.

    Veja o momento do atropelamento (cenas fortes):

    Fonte: g1.globo.com

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    Lei proíbe deixar cachorros acorrentados e sempre presos

    Já está valendo: um projeto da vereadora Maria da Graça Dutra (MDB) proíbe que os donos de cães deixem seus pets presos em correntes e coleiras. A parlamentar (única mulher a ter uma cadeira na Câmara Municipal de Florianópolis) é conhecida pela militância a favor dos animais. No caso de animais agressivos, a lei permite o uso de coleiras vai-e-vem, com guias retráteis para permitir o movimento.

    A nova legislação, já vigente na capital catarinense, torna mais rígida a definição do que são maus tratos: maus tutores não são apenas aqueles que praticam agressões físicas com os seus pets, mas também aqueles que ignoram a necessidade que os cães têm de se movimentar livremente.

    Em Florianópolis é possível denunciar.

    Não é natural que os cachorros permaneçam acorrentados. Além de impedir o desenvolvimento adequado dos pets, a manutenção dos cães sempre presos pode despertar os instintos agressivos comuns a todos os cães. sem perceber, os tutores que mantêm os animais sempre nas coleiras e correntes podem estar criando uma bela dor de cabeça

    Os animais violentos são um perigo não apenas para estranhos e vizinhos, mas também para toda a família. Os cães precisam de espaço para crescer, explorar e divertir-se. Mesmo que o objetivo, no momento da adoção, seja o de ter um cão de guarda, ele precisa socializar-se com os demais membros da família e também com outros animais, para ficar equilibrado e estabelecer um relacionamento adequado e satisfatório. Desta forma, o cãozinho se torna feliz e saudável e toda a família ganha com este fato.

    O projeto de lei

    O PL da vereadora Maria da Graça Dutra tramitou na Câmara Municipal de Florianópolis desde 2017, até se tornar a lei nº 17.087/2017. Com a nova legislação, fica proibido “o confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado” de cães e outros animais de estimação.

    O confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado.

    Para efeito da lei, considera-se “inadequado” qualquer meio de restrição à liberdade de locomoção dos animais domésticos. Todos os meios de aprisionamento, permanentes ou rotineiros, tornam-se ilegais. No caso de extrema necessidade de contenção, o animal deverá ser preso a uma corrente do tipo vai-e-vem, com no mínimo oito metros de comprimento.

    Ainda de acordo com a lei, a liberdade de locomoção deverá ser oferecida de modo a não causar qualquer ferimento, dor ou angústia para o animal, observando-se:

    • a corrente utilizada não pode exceder a 10% do peso do animal de estimação;
    • fica proibido o uso de cadeado para fechar a coleira.
    O espaço destinado ao cão deve ser adequado ao seu porte.

    A nova lei, que amplia os efeitos da lei municipal nº 9.643/2014, trata também das necessidades de alojamento dos cães, que deve ter tamanho compatível com o porte dos pets, espaço suficiente para ampla movimentação, incidência de sol, luz, sombra e ventilação, fornecimento de alimento e água limpa, asseio, restrição de contato com animais agressivos e atendimento veterinário.

    Como denunciar

    Qualquer pessoa que observe um cachorro permanentemente preso em coleiras (e também em canis, sem espaço para caminhar e brincar) pode denunciar o fato às autoridades. É necessário registrar um boletim de ocorrência em qualquer delegacia de Florianópolis ou fazê-lo através da internet. O endereço eletrônico é www.delegaciavirtual.sc.gov.br.

    Uma vez registrado o BO, é preciso apresentá-lo à DIBEA (Diretoria de Bem-Estar Animal), vinculada à Rede Solidária Somar Floripa, da prefeitura municipal. Para fazer a denúncia, é importante reunir o máximo possível de provas, com filmagens ou fotografias. A DIBEA é o órgão responsável pela fiscalização.

    Apenas neste ano, a DIBEA já recebeu mais de 170 denúncias de maus tratos com animais. Com a nova legislação, o órgão espera receber 40 notificações a cada mês e garante que todos os casos são investigados rigorosamente.

    Os tutores responsabilizados pela nova lei sobre maus tratos a cães na Polícia Civil e na prefeitura de Florianópolis estão sendo multados. O valor varia de R$ 500 a R$ 3.000 (em caso de reincidência). Vários animais já foram atendidos.

    É o caso, por exemplo, de quatro cachorros que foram resgatados pela DIBEA. Eles estavam presos em um cubículo minúsculo, sem nenhum cuidado, com fezes espalhadas durante vários dias. Outro animal foi recolhido porque não tinha abrigo contra frio e chuva, estava permanentemente acorrentado. O cachorro – Scooby – estava muito magro, adoentado e cego.

    A DIBEA resgata os cães em várias condições de abandono. Os animais são tratados e disponibilizados para adoção. Os interessados podem conhecer os pets na página eletrônica www.somarfloripa.com/dibea ou pessoalmente, na Rodovia SC 401, nº 114, no bairro Itacorubi.

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    Transporte de cachorros em carros – Cuidados e Dicas!

    Os cães são os nossos fiéis escudeiros e costumam nos seguir por todos os lugares. É natural que eles também tenham o seu lugar cativo no carro da família. No entanto, o transporte de cachorros em carros necessita de alguns cuidados para evitar multas e, principalmente, para garantir a segurança tanto do animal, quanto do condutor.

    É relativamente comum observar cães debruçados em janelas de carros, aproveitando o vento para se refrescar – e, convenhamos, esta é uma visão muito bonita. O hábito, no entanto, pode ser bastante perigoso e, por isto, não deve ser estimulado. Afinal, a segurança precisa vir em primeiro lugar.

    Também comum, certa maneira específica de transportar cães em carros beira a loucura: deixá-los soltos no porta-malas de um sedã. Mesmo que o compartimento seja confortável, a experiência pode ser apavorante – e todos sabem o que pode acontecer com cães apavorados. Se eles não tiverem a visão do tutor, os riscos se tornam ainda maiores.

    Viajar ou simplesmente passear com cães pela cidade exige as mesmas providências e cautelas que adotamos quando conduzimos crianças. Bebês precisam de cadeirinhas especiais e os maiorzinhos, de almofadas com regulagem de altura. Os pets também merecem alguns cuidados.

    Os adaptadores para os cintos de segurança e as caixas de transporte são itens baratos e, além de garantirem a segurança dos cachorros, proporcionam maior conforto e são também um alívio para nossos bolsos e bolsas. Afinal, desrespeitar a lei implica multas e, em alguns casos, muita burocracia, como no caso em que a CNH é suspensa ou cancelada.

    Cuidados extras no transporte

    O conforto dos cães também precisa ser considerado. Em dias muito quentes, ventile o carro antes de acomodar o pet. Principalmente, nunca o deixe sozinho, com o carro estacionado, mesmo que seja por alguns minutos – imprevistos sempre acontecem. O animal pode sofrer hipertermia e insolação, que causam taquicardia, salivação intensa, perda de coordenação e até mesmo convulsões.

    É importante lembrar que alguns cachorros são alérgicos a tapetes, estofamentos dos bancos ou produtos químicos usados na lavagem interna dos carros. Além disto, em caso de “acidentes fisiológicos”, a limpeza e desinfecção é uma tarefa sempre difícil. Não se esqueça: náuseas e vômitos são muito comuns nos primeiros passeios de carro.

    No caso dos vômitos frequentes, só dê medicamentos receitados pelo veterinário. Nunca utilize antieméticos indicados para humanos. A formulação pode ser semelhante, mas a dosagem é muito diferente. Seja como for, estes remédios costumam provocar sono e os cães podem acabar dormindo durante todo o passeio.

    Nas viagens, tome as seguintes precauções:

    • procure não alimentar os cães nas quatro horas antes do embarque, para que eles não passem mal;

    • dê preferência para trafegar à noite ou nas primeiras horas do dia, quando a temperatura está mais amena;

    • nos trajetos mais longos, planeje com antecedência algumas paradas estratégicas, para os animais fazerem as suas necessidades e esticarem as pernas (esta providência também deveria ser tomada quando os passageiros do carro são todos humanos);

    • tome cuidado com o ar-condicionado, que pode provocar alergias e problemas respiratórios, devidos a alterações bruscas da temperatura.

    O que diz a lei sobre o transporte de animais?

    De acordo com os artigos 169, 235 e 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), permitir que os cachorros viajem com a cabeça para fora da janela é uma infração média, passível de multa e do acúmulo de três pontos na carteira.

    Os tutores também não estão autorizados a transportar cães no banco do passageiro, no colo, com a cabeça apoiada na perna do condutor e nas partes externas dos carros. Apesar de as fiscalizações serem raras, a lei é bastante verificada em algumas cidades do país.

    No entanto, caso haja um segundo passageiro no banco dianteiro, o pet pode ir no colo do carona, sem nenhum problema legal, apesar dos possíveis transtornos que um cão agitado pode causar. Não se esqueça de que transportar cães em motocicletas é vetado pela legislação.

    Se o motorista estiver sozinho, porém, deixar o cão no banco do passageiro, solto no carro, deitado no colo ou apenas debruçado sobre a perna equivalem a infrações médias, que também determinam a “coleção” de três pontos na carteira.

    Apesar de não ser passível de multas, deixar que um passageiro leve o cão no colo também não é o ideal. Ele pode se assustar, soltar-se e causar sustos e acidentes.

    Recomenda-se que os pets sejam conduzidos em caixas compatíveis com o seu porte, presas ao cinto de segurança do carro. Uma boa caixa deve permitir que o cão consiga ficar em pé e possa dar uma volta inteira do corpo.

    Se o cão tiver sido acostumado desde filhote a passear de carro, no entanto, ele pode ficar preso apenas ao cinto. Cada tutor conhece os hábitos e o temperamento de seu pet e sabe o que ele é capaz de fazer. Se for um animal tranquilo, basta deixá-lo com o cinto, para a segurança de todos os viajantes.

    Nas blitze, é possível que o policial solicite os documentos dos pets. Apesar de isto ser incomum, o aumento dos casos de sequestros de cães e gatos está modificando as rotinas das autoridades. Leve o RGA (registro geral animal) e a caderneta de vacinação (um atestado do veterinário pode substituí-la), para contornar imprevistos.

    Sempre com segurança

    Quando precisar transportar seus cães no carro, atente para as seguintes condições:

    • nunca circule com o carro se o cão não estiver com o cinto de segurança (ou proteção equivalente, que pode ser adquirida em pet shops, como por exemplo, o PetsExpert.pt, para cães muito grandes ou muito pequenos);

    • esta dica vale principalmente para cães de grande porte: eles não podem prejudicar ou impedir a visão dos motoristas à frente e atrás do carro;

    • para conduzir adequadamente os cães muito grandes (como os dinamarqueses e dogues alemães, por exemplo), que não cabem em caixas nem se adaptam aos cintos de segurança, recomenda-se instalar uma divisória entre os bancos do carro e deixá-los soltos no banco traseiro (ou no bagageiro aberto);

    • pets mais afoitos e ansiosos precisam ser acomodados com tranquilidade, para reduzir a probabilidade de saltos durante o trajeto;

    • filhotes e cães de pequeno porte devem ser conduzidos preferencialmente em caixas de transporte. As “crianças” são naturalmente curiosas e os nanicos conseguem se enfiar em qualquer lugar, o que pode prejudicar a atenção do motorista. Além disto, os pets podem se machucar no caso de freadas bruscas ou colisões.

    Os riscos no transporte de cães

    Cães são exatamente como crianças. Eles precisam de atenção constante para não se meter em encrencas. Por isto, os itens de segurança são fundamentais:

    • quando trafegar sozinho, nunca deixe o cão solto, mesmo no banco traseiro. Qualquer gesto brusco pode comprometer a atenção do motorista;

    • por mais que estejam acostumados a passear de carro, os cães podem se assustar ou ter a atenção subitamente atraída por qualquer fato: um estranho que se aproxima, um animal (ou criança) no veículo ao lado e até mesmo o voo de uma pomba. Em alerta, mesmo em atitude de defesa, ele pode involuntariamente provocar um acidente (saltando no motorista ou nos pedais, por exemplo);

    • não prenda os pets com cordas. Além de desconfortáveis, elas podem asfixiar e até mesmo enforcar os cães. Transportar cães e outros animais na caçamba aberta de uma picape é uma infração grave, que acarreta cinco pontos na carteira.

    Lembre-se: um cão de 25 kg (um boxer ou dálmata, por exemplo), no caso de uma batida a 50 km/h, pode ser arremessado contra o motorista com uma força-peso de quase 700 kg. Um cão de 7 kg (como um teckel) se transforma em um projétil de quase 200 kg. Como se pode ver, não vale a pena correr o risco, até porque não dependemos apenas das nossas habilidades de motoristas para sobrevivermos no trânsito: é necessário levar em consideração também as habilidades dos outros condutores.

    Em tempo: utilize sempre os equipamentos de segurança e, antes de adquiri-los, confira se eles receberam o selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Se possível, pesquise em sites de defesa do consumidor sobre a confiabilidade das marcas disponíveis.

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    Cãozinho não resiste ao cheiro de uma fralda suja…

    Bebês e cachorros fazem uma dupla e tanto. É muito fofo e engraçado vê-los juntos entre agrados, balbucios e brincadeiras. Porém, nem sempre tanto amor resiste a um odor ruim, mas especificamente a uma fralda cheia de cocô.

    O vídeo abaixo é muito engraçado. Bebê e cão estão lado-a-lado no sofá. O bichando dorme tranquilamente e profundamente, sem sequer ter ideia que o amiguinho estava fazendo. Mesmo sendo um animal com um faro aguçado, nada tirou o sono deste simpático cachorro, até que…

    Até que um ruído característico desperta o cão. Assista a reação cômica do animal quando ele cheira a fralda pesada do amiguinho. É simplesmente hilário!

    Gostou? Compartilha!

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    Golden Retriever tem reação maravilhosa com a chegada do seu irmãozinho humano

    Quando um bebê recém-nascido é levado para casa, sua chegada é repleta de expectativas. Se a família quase não aguenta de tanta ansiedade, imagine os pets que convivem com a gente. Obviamente não dá para prever qual será a reação deles e isso é uma preocupação para os novos papais. Porém, para o Golden Retriever que estamos apresentando aqui, a vinda do novo irmãozinho foi simplesmente incrível. Os pais fizeram questão de filmar a reação do cão que, ao perceber que o carro dos tutores estava se aproximando, logo se pôs em alerta na porta da frente para recepcionar o bebê.

    O cão fez questão de cheirar a criança que estava bem acomodada no bebê conforto e que, dormindo, nem percebeu ser alvo de tanto encantamento. Sob a supervisão dos pais, o animal não se cansava de olhar atentamente e carinhosamente para o seu novo parceiro de brincadeiras. O futuro parece reservar muita diversão para estes dois! Veja o vídeo:

    É ou não é maravilhoso? Se gostou, compartilhe!

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    Quais os benefícios de ter dois cães?

    Os cachorros são sempre adoráveis, desde que sejam equilibrados e estejam saudáveis. Quem convive com um destes pets muitas vezes se pergunta por que não adotar mais um, aumentar a família. O primeiro ponto favorável é que, por mais que amemos os nossos cães, não podemos dedicar todo o nosso tempo com eles.

    É necessário trabalhar, estudar, namorar, etc. Ter um segundo pet pode auxiliar a amenizar a sensação de solidão quando não estamos disponíveis para as cachorrices e cachorradas de nossos melhores amigos. Por outro lado, nem todo cão aceita a companhia de outro, especialmente se não tiver sido sociabilizado com outros animais desde filhote, nas vizinhanças e passeios.

    De qualquer modo, o motivo para ter um novo cachorro não pode ser apenas a falta de tempo dos donos para dedicar aos pets. É evidente que quem não tem tempo para um cão não conseguirá dar conta de dois ao mesmo tempo. Lembre-se: para os nossos pets, nós fazemos parte da matilha (mesmo sendo os líderes) e vivemos em um pequeno ou grande grupo.

    Antes de se decidir por ter dois cachorros, é importante avaliar se a casa comporta dois pets. Cães de pequeno porte podem ser criados inclusive em apartamentos, mas é preciso verificar se há espaço suficiente para ambos.

    Para ter dois cachorros, é aconselhável que os tutores morem em uma casa com jardim, para que eles possam brincar juntos sem riscos – e também para eles estabelecerem espaços para dormir, descansar, isolar-se por alguns momentos.

    Outra questão importante é a disponibilidade dos tutores: os dois animais servirão de companhia um para o outro, mas é preciso lembrar as necessidades: passeios diários, brincadeiras, educação, visitas regulares ao veterinário, etc. Não se esqueça de que as despesas financeiras também aumentarão.

    A decisão deve ser amadurecida. Toda a família tem de estar de acordo com a adoção – e todos os membros precisam saber plenamente as suas novas obrigações. A adoção não deve ser motivada “porque meu filho (filha, mulher, pai, etc.) quer” e também não deve acontecer por “contágio”: quando os vizinhos receberam um novo cachorro.

    A bagunça aumenta?

    Pode acontecer exatamente o contrário: por ter alguém disponível o dia todo para as brincadeiras, o cachorro mais antigo pode até se mostrar mais “comportado”, principalmente se a razão para a bagunça (que pode chegar à destruição do que estiver ao alcance) for o tédio.

    Os cachorros são animais gregários. Eles gostam de viver em sociedade, da mesma forma que os seus ancestrais, os lobos. Ter dois cachorros vivendo juntos certamente acabará com o sentimento de “fui deixado sozinho”. Pets sem atividades diárias podem se tornar desmotivados e até mesmo apresentar sinais de ferocidade, podendo atacar pessoas estranhas.

    Por outro lado, um cãozinho endiabrado pode “ensinar” o novo parceiro a fazer artes. Assim, antes de pensar em adotar um novo membro para a família, é preciso ensinar o parceiro antigo a obedecer e a conhecer os limites até onde ele pode ir.

    Certamente, é preciso saber dosar os agrados e carinhos para os dois pets. Caso um dos dois cachorros perceba que está recebendo menos atenção (e carinhos) do que o novo parceiro, ele poderá encará-lo com um intruso, um ladrão do amor do pai ou mãe.

    Seja como for, é preciso lembrar que a bagunça é uma característica básica de cães filhotes e adultos saudáveis. Eles brincam, correm, são atraídos por ruídos vindos do exterior e, eventualmente, podem quebrar alguma coisa ou sujar o ambiente em que ficam confinados. Eles não são bichinhos de pelúcia, são seres vivos!

    Aliviando as brigas

    Quando dois cachorros começam a partilhar o mesmo espaço, é natural que eles se envolvam em algumas brigas. A espécie é altamente hierarquizada e, por isto, eles podem competir para determinar “quem manda no pedaço”.

    A posição de macho (ou fêmea) alfa não tem nada a ver com a raça, sexo ou porte. Na convivência de um dogue alemão e um yorkshire, por exemplo, o segundo pode assumir a chefia e ser respeitado pelo colega. Isto ficará evidenciado no momento da alimentação; quase sempre, um dos dois irá comer primeiro, demonstrando a sua liderança. O número 2 não ficará triste nem se sentirá diminuído.

    No entanto, antes de adotar um segundo cachorro, alguns cuidados precisam ser adotados. Os primeiros contatos devem ser supervisionados e, caso este novo animal seja utilizado para guarda e segurança, ele deverá ser instruído sobre os locais em que pode ou não transitar e os momentos nos quais os dois ficarão juntos.

    Os riscos de um macho brigar com uma fêmea são menores do que os verificados entre dois animais machos, especialmente se eles não tiverem sido castrados. No entanto, adotar dois cães da mesma ninhada, manter pai e filho juntos é um verdadeiro mito, um conceito bastante errado.

    As brigas podem ser decorrentes da chamada agressividade possessiva. Convivendo com humanos, os cachorros podem revelar comportamento dócil, mas, ao se depararem com outro cão, eles podem se tornar agressivos para se manter no topo, para ficar na posição de chefia.

    Se isto ocorrer, poderá ser necessário colocar os animais em ambientes diferentes. Se eles se considerarem “inimigos”, as disputas ocorrerão por qualquer motivo: comida, brinquedos, ossos, etc. Neste caso, não é conveniente que eles partilhem as mesmas brincadeiras.

    O importante é que os dois cachorros saibam que eles estão abaixo dos tutores e dos demais membros humanos da família. Desta forma, eles ficarão equilibrados e as tendências hostis passarão a ser menos ostensivas.

    Velhinhos e novinhos

    Muitas vezes, um filhote faz o cão idoso voltar a se interessar por passeios e brincadeiras. Alguns velhinhos chegam a demonstrar melhor apetite quando um cãozinho curioso e estabanado chega para “sacodir a poeira”. Isto depende, contudo, do temperamento do pet mais velho.

    Se o animal mais antigo for mais tranquilo e relaxado, ele poderá se ressentir com a alegria excessiva de um filhote. Outro ponto importante a ser observado é não dedicar toda a atenção ao novo membro da família. Ambos devem receber afeto e carinho na mesma medida, apesar de ser natural que os humanos se afeiçoem mais com um ou outro.

    E então, conte para nós, quantos cães tem em casa ou quantos gostaria de ter?

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    Família cuida de mais de 3000 cachorros em Taiwan

    Taiwan é um pequeno Estado insular no Extremo Oriente. Fundado em 1912, atualmente é um pequeno arquipélago, reconhecido pela Organização das Nações Unidas, mas a China reclama a autoridade. O país desvinculou-se da República Popular da China depois da Revolução Comunista, em 1949. E é em Taiwan que vive uma família responsável por cuidar de três mil cães de todos os tipos e idades, com ou sem raça definida.

    O Santuário da Sra. Hsu (em Taipé, capital de Taiwan), como ficou conhecido o abrigo dos milhares de cães desabrigados (o maior de Taiwan), já está ativo há pouco mais de cinco anos. Alguns animais são disponibilizados para a adoção, mas a maioria não encontra tutores, seja pela idade avançada, seja por problemas de saúde. Apesar de ser uma organização não governamental, a estrutura é familiar.

    Veja também: Conheça a história do Australiano que sonha em cuidar de todos os cães do mundo

    Os cuidados estão a cargo de família Hsu e de algumas dezenas de voluntários, inclusive veterinários, que dedicam algumas horas semanais para ficar com os cães. Muitos voluntários acabam se apaixonando e adotando alguns cães. É o caso de Angel Wang, que trabalha no santuário desde 2015 e adotou, dois anos depois, a cadela Huei Huei.

    Além dos cuidados prestados pelos voluntários, o santuário também conta com o apoio de algumas dezenas de doadores, que ajudam a financiar os muitos gastos com alimentação, exercícios, limpeza deste grande santuário, um exemplo a ser seguido no mundo todo.

    As atividades tiveram início com apenas alguns animais na casa da família Hsu, mas, logo no primeiro ano, um amante de pets doou instalações suficientes para abrigar os milhares de cães, com infraestrutura para os cuidados básicos.

    Além da estrutura médica, o abrigo conta com salas especiais para brincadeiras, leitos para todos os mais de três mil cães e uma sala para banho e tosa. Nos dias quentes, os animais se divertem nos jardins. O santuário também acolhe gatos em um espaço reservado, mas o gatil ainda é um esboço de um projeto maior.

    Veja também: Conheça a incrível história do homem que alimenta dezenas de cães abandonados

    A maioria dos cães do santuário foi encontrada abandonada, mas há vários exemplos de animais resgatados em acidentes de trânsito e outros que foram submetidos a maus tratos por seus antigos tutores; existem inclusive animais que se acidentaram em armadilhas preparadas por fazendeiros para impedir que os animais invadam e estraguem as plantações. Muitos cães do abrigo passaram por amputações ou sofrem de paralisia nas pernas.

    Próteses são adaptadas de acordo com o porte, para permitir que os animais mantenham a capacidade de locomoção. O serviço é feito por um dos voluntários do santuário, sempre de acordo com as necessidades de cada pet.

    Abandono de cães

    O abandono de cães e gatos é um problema recorrente em Taiwan. Todos os anos, milhares de pets são largados em ruas e praças. Algumas prefeituras do país promovem campanhas massivas de vacinação e esterilização, mas, em algumas localidades, a população de cachorros e gatos que vivem nas ruas é maior do que a própria população humana.

    Há pouco mais de um ano, em abril de 2017, Taiwan se tornou o primeiro país asiático a proibir formalmente o abate de cães e gatos – até então, o consumo de carne dos pets era relativamente comum, mas não majoritário entre a população. Isto aumentou exponencialmente o total de cães e gatos abandonados. Um pouco antes, em fevereiro, a eutanásia para animais sem donos já havia sido proibida.

    O Santuário da Sra. Hsu também recebe visitantes que queiram adotar cães ou apenas passar algumas horas brincando com eles. O abrigo possui uma página no Facebook para divulgar o projeto, mas os textos estão redigidos em chinês.

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    Ernie e Jasper mostram que cães podem ser os melhores amigos

    Jasper tem uma história de vida bem complicada. Seu primeiro ano de vida é uma incógnita, ninguém sabe o que aconteceu com ele durante este tempo. Mas quando ele chegou ao Austin Pets Alive (APA), depois de ser resgatado das ruas, seu peso estava baixo, tinha sarna e muita ansiedade. Tudo isto com somente um ano de vida.

    Por duas vezes Jasper foi adotado e devolvido ao abrigo por conta da ansiedade intensa. Mas tudo começou a melhorar depois que Tom Paradis decidiu adotá-lo.

    Mesmo com uma nova família, desta vez amorosa, os problemas de ansiedade de Jasper permaneceram. Tom, então, imaginou que se adotasse mais um cão isto poderia ajudar Jasper a superar seus problemas. Aí que entra Ernie, um filhote de pit bull com somente poucos meses de vida.

    Ernie estava na APA e ó oposto de Jasper: feliz e bem humorado. A família o acolheu muito bem, enquanto Jasper custou um pouco a interagir com o novo companheiro. Mas Tom continuava confiante que Ernie seria a solução para todos (ou quase) problemas de Jasper.

    O tempo passou e mostrou que Tom realmente estava certo. Ernie era o companheiro brincalhão, destemido e confiante que faltava na vida de Jasper. Aos poucos ele começou a mudar seu comportamento graças ao novo e vibrante amigo. Quando estão juntos, Jasper se torna um cão bem mais seguro e confiante.

    Atualmente, Jasper está com seis anos e sua vida está bem mais ativa. Ele já consegue ir até o parque, brincar e nadar desde que o amigo esteja por perto. Os pais de Jasper evitam, contudo, levá-lo a lugares com muita gente, pois ele não reage bem.

    Tom acredita que a missão de vida de Ernie seja estar ao lado dos outros cachorros que estão em apuros. Ele e sua companheira decidiram encontrar lares para cães abandonados e Ernie adora estar e brincar com eles. Jasper se mantém retraído, mas com Ernie ao seu lado, a certeza é que as coisas sempre saiam da melhor maneira possível.

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    Pit Bull ganha hidrante de prefeito em dia de homenagem

    Kevin vive no abrigo da Palus Across Oswego County há cerca de um ano e meio. Ele foi encontrado em péssimo estado de saúde, magro e quase sem pelo. Faltava pedaço da cauda, inclusive. Depois do diagnóstico dado pelo veterinário e recomendação de tratamentos, iniciou-se procedimento para curá-lo.

    Várias refeições de porções pequenas por dia, banhos medicinais e alimentos nutritivos começaram a fazer parte da rotina de Kevin, que logo conquistou a equipe do abrigo com seu alto astral.

    Os voluntários do PAOC se esforçavam para tentar encontrar um novo lar para Kevin, mas o aspecto da sua pele deixava a desejar. Além disso, Kevin era tão elétrico que não conseguia se dar bem com outros cães. Estes motivos tornaram o sonho de encontrar uma família para ele cada vez mais distante.

    Infelizmente, Kevin passou a apresentar problemas de saúde relacionados à bexiga. O tratamento recomendado não surtiu efeito e exames mais apurados diagnosticaram que Kevin estava no estágio inicial de insuficiência renal. A partir disso, constatou-se que o melhor para Kevin seria realmente permanecer no abrigo, como membro permanente. E sendo Kevin um cão tão especial, a equipe decidiu transformar o restante da vida de Kevin em momentos inesquecíveis.

    Até o prefeito de Oswego participou das homenagens a Kevin. Um dos voluntários o procurou e comentou sobre a situação do cão. O prefeito se comoveu e disse estar disposto a conhecer e tirar fotos com Kevin. Não parou só aí. Kevin ainda ganhou um hidrante e diploma. As fotos com o prefeito ficaram demais! Veja como Kevin estava elegante de terno e gravata!

    O evento foi um sucesso e o abrigo está organizando mais homenagens. Uma empresa já se prontificou em produzir biscoitos na forma de hidrante com a carinha e o nome de Kevin na embalagem.

    Os voluntários do abrigo só tem um objetivo: fazer com Kevin viva intensamente o que resta da sua vida.

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    O amor desconhece longas distâncias

    Ele só tem 13 anos e vive em Deft, uma das comunidades mais carentes de Cidade do Cabo, na África do Sul. Neste lugar as casas são humildes e a violência está presente todos os dias. Faltam alimentos para todos, inclusive para os animais de estimação.

    A cachorrinha do garoto ficou gravemente doente. Ela não conseguia comer e beber. Para agravar o caso, a diarréia que a acometeu era sanguinolenta. Desesperado, o menino pegou a cadela nos braços e caminhou mais de três quilômetros para buscar ajuda.

    Ao lado de Deft há outra comunidade onde as coisas também não são nada fáceis. Três mulheres sul-africanas, Dinielle, Rosie e Clarina se reuniram para auxiliar os animais de estimação das pessoas da comunidade. Tin Can Town passou a oferecer assistência gratuita para os cães e gatos de Blikkiesdorp. A organização oferece aos domingos cuidados básicos veterinários, alimentos e dicas. Serviços de esterilização também são prestados. Foi para lá que o garoto levou sua cadelinha com um desesperado pedido de ajuda.

    Dinielle conta como a cadelinha chegou ao local:

    “Ela era muito magra e o menino disse que não tinha dinheiro suficiente para comprar comida.”

    Imediatamente as três mulheres prometeram se empenhar em salvar a cachorrinha e após encaminhá-la para um lar amoroso. O doutor Rozanne Visser, voluntário da Tin Can Town sugeriu levá-la para a Sunset Beach, uma clínica veterinária, para um diagnóstico mais preciso.

    Infelizmente, o quadro de Nanuk, como ela foi chamada, era muito grave. O animal estava com uma doença chamada “parvo vírus”. Além de atacar o intestino, a enfermidade é mortal senão for corretamente tratada. Os sintomas são vômitos, diarréia e perda de peso e é necessária hospitalização. O parvo vírus pode ser evitado com uma vacina, mas as condições da família do garoto nunca permitiram que isto acontecesse.

    Os médicos colocaram Nanuk no soro para combater os enjoos. Mesmo com a medicação, Nanuk não conseguia segurar a comida no estômago. Ela começou a emagrecer, pois se recusava a comer. A tentativa de alimentá-la através de um tubo de ensaio também não deu resultado. Ela ficou pior ainda.

    Depois de cinco dias tentando fazer com que a cachorrinha se alimentasse, a equipe de veterinários começou a jogar a toalha. Rosie e Clarina foram avisadas que se Nanuk não tivesse nenhuma melhora significativa nas próximas 24 horas, ela teria que ser eutanizada.

    A notícia abalou as duas mulheres que, apesar da péssima notícia, recusaram-se a aceitar aquele diagnóstico. Como último recurso providenciaram a visita especial de dois gatinhos. Mesmo sendo uma doença bem contagiosa, gatos não correm o risco de serem contaminados por ela.

    A visita dos bichanos logo começou a produzir mudanças positivas. Nanuk ficou contente com seus novos amigos e chegou mesmo a cheirar e abraçá-los. No dia seguinte, o milagre: Nanuk conseguiu comer todinha sua porção de comida.

    Todos ficaram muito felizes. O caminho para a recuperação ainda era longo, mas o primeiro passo já havia sido dado. Clarina acredita que a presença dos gatinhos aliada às palavras de amor e carinho das mulheres deram força à Nanuk.

    Tudo parece em paz com a cachorrinha. Com a saúde quase em dia, agora ela está em busca de um novo lar.

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    Cão idoso procura um lar para passar seus últimos dias

    Scruffy é um cão muito simpático e que conta com uma grande peculiaridade. Ele é um dos cães mais antigos da Grã-Bretanha. Scruffy tem 17 anos, mas a idade canina corresponde a 119. Atualmente ele vive em um abrigo esperando sua nova família.

    Sarah Fortey é a coordenadora do Home From Dogs Trust Evesham. Ela diz que a média de idade dos cães em abrigos é quatro vezes menos que a de Scruffy. Este é o motivo por ele estar demorando tanto a ser adotado.

    Mas há vantagens em adotar um cão mais velho. Sim, eles também podem se tornar grandes companheiros, não precisam se exercitar com tanta frequência, têm personalidade e ficam mais satisfeitos quando estão quietinhos em casa.

    Scruffy, por exemplo, não precisa de grandes passeios, pois ele se cansa mais rápido. A visão ainda está boa, porém a audição não é das melhores, mas certamente Scruffy escutará quando você o chamar para jantar. Cães mais velhos são mais confiáveis.

    A família que adotar Scruffy não terá muito trabalho. Ele gosta mesmo é de ficar no jardim, receber abraços e sentar no sofá para descansar.

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