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    Falar com os cães os deixam felizes?

    Quem convive com cães certamente já se pegou falando com eles, nem que seja um “sai daí” ou um “muito bem”. No entanto, muitos de nós nos perguntamos se falar com cães é algo realmente necessário. Os especialistas são unânimes em dizer que sim.

    Esqueça os mitos e lendas sobre a possibilidade de os cachorros saírem falando. Mas, conversando frequentemente com eles, os pets se tornarão mentalmente mais ágeis e participantes do cotidiano da família. Quando estiver apenas “jogando conversa fora”, sem necessidade de ensinar ou advertir, fale tranquila e pausadamente.

    Para manter uma boa relação com os cães, é necessário estabelecer canais de comunicação. Até a década de 1970, os cachorros, em sua maioria, eram considerados apenas seres inferiores que viviam em nossos quintais. De lá para cá, muita coisa mudou. Eles entraram definitivamente em nossas casas e se tornaram nossos filhos ou netos.

    Quando falamos com os nossos cães, nós estamos admitindo este fato. Eles não estão ao nosso lado apenas para nos proteger, fazer companhia ou distrair as crianças. Os cães fazem parte da família e, como tais, devem ficar felizes para que se tornem equilibrados e sociáveis.

    Como conversar com os cães?

    Um estudo realizado na Universidade de Saint Etienne, na França, demonstrou que falar com os cães filhotes com voz infantil, com palavras pronunciadas mais lentamente e melódicas, realmente funciona. Eles aprendem mais rapidamente e ficam mais felizes.

    Os especialistas concluíram que as pessoas tendem a falar com os cachorros como se eles fossem bebês. Efetivamente, a maioria dos cachorros adultos apresenta inteligência similar à de uma criança de dois anos. No entanto, a técnica funciona apenas com os cachorrinhos. Para falar com os adultos e idosos, é necessário utilizar outro tom de voz, mais firme e taxativa.

    No estudo francês, coordenado por Nicholas Mathevon, foram empregadas 30 voluntárias, às quais foram apresentadas fotos de cães filhotes e de pessoas adultas. Para os pets, as mulheres utilizaram tons de voz mais agudos e musicais, enquanto que, para os humanos, elas pronunciaram frases (como “muito bem, garoto” e “vem aqui, doçura) com o tom normal de voz.

    O estudo ainda descobriu que os filhotes reagiram imediatamente ao tom de voz adocicado. Todos os pets empregados na pesquisa reagiram positivamente. Ao serem confrontados com gravações (sem a presença humana), os cãezinhos começavam a abanar o rabo e a procurar de onde vinha o som.

    Veja também: Sinais que seu cachorro adora você.

    Já os cães adultos não reagiram às frases melosas e, quando as gravações foram apresentadas, demonstraram indiferença. É possível que os resultados fossem outros se as frases tivessem sido pronunciadas por pessoas conhecidas e queridas. Seja como for, os animais adultos tendem a ser mais seletivos e só obedecer aos humanos que lhes são familiares.

    Só falta falar!

    Esta é uma frase muito comum entre os tutores de cães: “meu cachorro é muito esperto, só falta falar”. Na realidade, eles já estão falando. Não com palavras humanas (o que seria impossível, já que eles são de outra espécie), mas os cães realmente desejam que nós falemos com eles.

    Mais que isto, eles realmente anseiam pelo contato com os tutores. Estão loucos por isto. Quando retornamos para casa, depois de um dia de trabalho, eles esperam que dediquemos alguns minutos para o diálogo. Certamente, eles não entenderão todas as nossas palavras, mas ficarão gratos pela nossa atenção.

    Para nós, é igualmente positivo falar com os cachorros. Um animal de estimação não pode substituir o contato com outros seres humanos, mas pode ser uma forma para nós aliviarmos as pressões do dia a dia e relaxarmos depois de um dia corrido.

    Aprenda a ouvir o seu cachorro. Ele fala pelo movimento corporal e com os latidos. Geralmente, ele late para chamar a sua atenção e usa os ganidos para alertar sobre um perigo, mesmo que este não seja real. Quando ele empina o traseiro, está “dizendo” que quer brincar. Quando ele encara um estranho sem demonstrar camaradagem, é indício de que está prestes a atacar.

    Fale sempre com ele, desde que o cachorro chegar à casa. Use frases curtas em tom firme. Experimente utilizar tons distintos para comandos diferentes. Quando um cachorro percebe que a atenção está sendo dirigida a ele, sempre imagina que deve fazer alguma coisa.

    A nossa linguagem corporal é muito importante para os cães. Preste atenção na sua postura quando falar com eles. Mandar um cachorro sair para o quintal com um tom de voz normal não significará nada para ele.

    Você pode falar longamente com os seus cães, mas tenha certeza de que eles não entenderão quase nada, nem darão muita importância a isto. Para os comandos, utilize palavras e frases curtas e não estenda o diálogo, especialmente nos momentos de bronca.

    Nunca empregue apenas o “não” para impedir que os cães não façam o que você não quer. A palavra ficará banalizada e não servirá para nada. Utilize “sai”, “entra” “fica”, “sentado”, “rola”, “do lado” e outros comandos simples. Acompanhe as palavras com gestos significativos, para que eles consigam perceber o que você está esperando deles.

    Repreenda os seus cães no momento da travessura. Eles não conseguirão entender uma bronca algumas horas depois da “arte”. A exceção fica por conta das travessuras ocorridas quando você não está em casa. Neste caso, repreenda-os assim que entrar em casa e identificar os malfeitos.

    A nossa parte

    Falar com os cães é uma atitude absolutamente natural e faz bem para os dois “falantes”. Existe uma área da ciência – a antrozoologia – que estuda especificamente a interação entre humanos e os outros animais, especialmente os domésticos. Ela estuda as ligações emocionais, as percepções e crenças humanas em relação a outros animais, o vínculo entre tutores e pets, etc.

    Os humanos tendem a atribuir pensamentos e significados para todas as coisas da vida. É por isto que nós ficamos bravos com uma caneta porque a tinta acabou ou discutimos com um computador travado (apesar de este comportamento ser corrigido rapidamente, porque sabemos as diferenças entre os nossos interlocutores). Assim, conversar com os nossos cachorros se torna ainda mais especial.

    Pessoas solitárias (que moram sozinhas, por exemplo) são mais propensas a descrever os seus cães e outros animais de estimação com palavras que sugerem que eles oferecem apoio emocional. Já os mais independentes, que querem ter mais autonomia, raramente fazem isto.

    Continue conversando com os seus cães. Provavelmente, os sons serão incompreensíveis para eles, mas este diálogo estreita os laços entre cães e tutores. Utilize também estímulos visuais e linguagem corporal. Mas, se for apenas para desabafar (ou comemorar), fale pelos cotovelos. Eles certamente irão retribuir.

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    Sinais de que o seu cachorro adora você

    Os cães amam os tutores incondicionalmente. A parceria entre humanos e caninos, que já perdura milhares de anos (ou centenas de milhares, como indicam alguns indícios arqueológicos), é prova de que o relacionamento deu muito, muito certo. Trata-se de uma história com final feliz, no estilo “foram felizes para sempre”.

    Nossos pets, no entanto, não possuem o dom de falar. Por isto, o seu cão expressa que adora você através de muitos sinais – as atitudes do dia a dia – que são responsáveis pelas expressões de carinho, cuidado e vigilância que ele nutre em relação aos tutores.

    Os cachorros fazem parte da família e merecem atenção, cuidado, educação e saúde, que devem ser proporcionados pelos tutores. Eles demonstram o amor que sentem de maneiras diferentes. Relacionamos algumas delas aqui, mas é possível que o seu cachorro revele o quanto adora você de formas muito especiais. Fique atento a eles; afinal, cada cachorro é único.

    Rabo abanando

    Este é talvez o sinal mais clássico de que os nossos cães nos amam. A alegria de nos ver de volta para casa, depois de um longo dia de ausência, é demonstrada pela cauda movendo-se freneticamente, seguida de saltos, lambidas nas mãos e no rosto, numa demonstração incondicional de afeto.

    O motivo do rabo abanando é bastante simples. Ao agitar a cauda, os cães liberam feromônios, hormônios aromáticos (exalados pelo ânus) com que os animais se comunicam. No caso do contato com os tutores, o feromônio empregado é o de aproximação, indicando que a presença do recém-chegado é prazerosa e bem-vinda.

    Fique atento, porém: existe um abanar de cauda que não se relaciona à alegria. Quando o rabo está bem erguido, com movimentos curtos e rápidos e dobrado sobre o dorso, isto pode significar tensão e ameaça. Esta atitude em geral é empregada por cães dominantes e não deve ser encorajada; afinal, em casa, o “macho alfa” é o próprio tutor.

    Veja também: Como eliminar a agressividade canina

    Já o movimento tímido, com a cauda rente às pernas traseiras, é quase sempre atribuído a um pet amedrontado. O famoso “rabo entre as pernas” é uma forma de inibir a liberação do feromônios. Nestas ocasiões, é muito provável que o cão tenha feito alguma arte – é uma espécie de pedido antecipado de desculpas.

    Um grude só

    Muitos cães passam o tempo inteiro seguindo os seus tutores. Até mesmo nos deslocamentos dentro de casa, eles não “desgrudam” de nós. Existe um motivo ancestral para isto: os cães são animais gregários e bastante hierarquizados.

    Seguir o dono é uma forma de o cão demonstrar que aceita a liderança – e, ao contrário do que muitos podem pensar, ele está satisfeito com isto. Afinal, fazer parte da matilha é uma garantia de alimento e também de segurança.

    Veja também: Cachorro latindo muito: o que fazer?

    Os cães também podem simplesmente decidir seguir o membro da família que seja mais afetuoso ou que ofereça mais petiscos, especialmente fora das refeições. Este comportamento precisa ser desencorajado, porque, para garantir o perfeito equilíbrio físico e emocional, os pets precisam aprender os horários e a rotina da família.

    Lambidas em profusão

    Mais um gesto de amor e afeto dos cães em relação aos seus tutores. Em quase todas as ocasiões, é exatamente isto que acontece. Os cachorros demonstram carinho lambendo as mãos e o rosto dos demais membros da família (inclusive outros animais da casa).

    Nas alcateias, os lobos lambem os animais de que mais gostam. Ao serem trazidos para o convívio humano, os cães trouxeram este hábito instintivo. A atitude, no entanto, também pode revelar certa dose de oportunismo. Os filhotes lambem a boca das mães para estimular que elas regurgitem alimento e é possível que, em muitas ocasiões, elas tentem repetir isto conosco.

    Campeões em salto

    Mais um hábito que revela a satisfação que os nossos cães fazem para demonstrar contentamento nos reencontros. Os pulos são utilizados pelos pets porque eles percebem o mundo principalmente pelo olfato (os cachorros conseguem perceber o aroma de uma gota caindo de um galho de árvore).

    Veja também: Entendendo a linguagem corporal dos cachorros

    Eles apenas querem se aproximar das mãos e do tronco dos tutores para sentir o cheiro que estes trazem da rua (ou seja lá de onde os donos vieram). O hábito de pular é mais comum nos animais de pequeno porte, até porque cães maiores devem ser desestimulados, uma vez que podem derrubar pessoas (especialmente crianças e idosos) e provocar acidentes sem perceber o que estão fazendo.

    Se os pulos são excessivos, no entanto, os cães devem ser ensinados a reprimir estes movimentos – ou pelo menos a amenizá-los. Se for este caso, ao chegar a casa, não dê atenção imediata aos pets: guarde as compras, troque de roupa e só depois volte-se para cumprimentá-lo. No início da manhã, também não dê muita atenção: em poucos dias, os cães conseguirão entender o que se espera deles.

    Mais motivos

    O amor não é um sentimento que pode ser mensurado. Ele não pode ser colocado na balança, nem medido com uma trena. As manifestações de afeto ocorrem das mais diversas maneiras. Por isto, os cachorros também demonstram que nos adoram por outras razões:

    lealdade – cães equilibrados são extremamente leais aos donos. Eles cumprem fielmente as suas tarefas, mesmo em situações de risco à integridade deles. É muito provável que os cães sejam os animais mais leais do planeta;

    busca de apoio – os cachorros gostam de se encostar em nós. Basta que estejamos parados ou sentados e eles já se apoiam em nossas pernas e braços, fazendo sentir a sua presença próxima. O apoio é uma forma de pedir carinho. O contato físico transmite segurança e sensação de bem-estar;

    todo sorrisos – baforadas, boca semiaberta, respiração ofegante e relaxamento da musculatura. Estas são as características dos sorrisos caninos. Sim, assim como nós, eles demonstram alegria e cumplicidade com estas atitudes, geralmente acompanhadas pelo abanar do rabo. Pode ter certeza: eles estão demonstrando a felicidade com a companhia dos tutores;

    cheiradas inconvenientes – apesar de muitos tutores não gostarem e reprovarem, os cães gostam de cheirar os fundilhos. Como já foi dito, nossos pets exalam feromônios pelo ânus e, ao aspirar nosso traseiro, eles estão apenas tentando identificar se nós estamos tão felizes quanto eles;

    dormir junto – assim como os lobos, os cães gostam de se aninhar na hora de dormir. É uma forma de garantir a segurança e o calor. Alguns tutores não permitem que os cães subam à cama, enquanto outros até mesmo os estimulam. Seja como for, se você não gosta que o seu pet tenha tanta intimidade, estimule-o a deitar-se aos seus pés. O contato físico é importante para eles;

    xixi na nossa frente – não é uma forma de expressar desrespeito. Alguns cachorros ficam tão excitados no momento das festas que relaxam o esfíncter e molham o chão. Isto acontece especialmente entre os filhotes, em momentos de grande excitação;

    olhar fixo – em muitos momentos, observamos os nossos cães com os olhos “grudados” em nós. E, quando dispensamos alguns momentos para corresponder a este olhar, eles parecem se extasiar com a nossa atitude. E eles realmente estão extasiados. O simples contato visual entre cachorros e tutores é responsável por liberar endorfinas (neurotransmissores relacionados à felicidade, prazer e bem-estar). Esta é uma via de mão dupla: nós também nos beneficiamos com a troca;

    bocejos – é uma continuidade do olhar fixo. Entre os humanos, os bocejos são contagiantes. Entre outros animais, não é uma reação automática. A relação entre humanos e caninos faz com que, quando eles nos observam longamente, podem bocejar quando veem que nós estamos bocejando: é mais uma prova de afeto e de proximidade;

    “enfermagem” – esta é uma atitude comum inclusive a cães desequilibrados, que exibem comportamentos agressivos ou destrutivos. Ao perceber que um membro da família está doente (e pode ser um simples resfriado), nossos peludos imediatamente se postam no quarto (ou ao pé da cama). É difícil inclusive convencê-los a deixar o posto para se alimentar ou fazer as suas necessidades.

    Conclusão

    A personalidade de cada pet é única. Cada cachorro possui um temperamento diferente. Alguns são efusivos, outros são mais tímidos e contidos. As reações também tendem a se modificar com o avanço da idade, especialmente a partir dos oito anos de vida.

    Não é necessário que o seu cão exiba todos os comportamentos aqui relacionados para que você tenha a prova de que ele o adora. Uma única conduta é suficiente para demonstrar os laços que unem você e sua família – inclusive os membros caninos.

    Quem convive com um cão, no entanto, especialmente quando esta relação ultrapassa as dificuldades dos primeiros meses, em que é preciso ter muita disciplina para garantir um aprendizado eficaz, sabe que ele nos ama – e o amor não precisa ser provado, ele é demonstrado nos pequenos gestos do dia a dia.

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    Disque-denúncia contra maus tratos a animais é criado em SP

    O governo do Estado de São Paulo deu início em setembro de 2018 a um serviço de denúncia contra maus tratos a animais domésticos. Anteriormente, as denúncias só podiam ser feitas através do número da Polícia Militar (190). Agora, quem identifica violência contra animais tem um número específico para fazer as denúncias: 0800-600-6428.

    O serviço está disponibilizado para os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, a maior do país e uma das dez mais populosas do mundo, que reúne 21,5 milhões de habitantes. Em 2017, a Polícia Militar recebeu 22 mil denúncias de maus tratos envolvendo animais domésticos na região.

    Órgão especial

    Em junho de 2018, o governador Márcio França criou a Subsecretaria de Defesa dos Animais, vinculada à Casa Militar do Estado. Desde então, o governo oferece apoio aos municípios em programas de adoção, controle populacional, vacinação, esterilização e microchipagem de animais domésticos – é o programa Pet São Paulo.

    A subsecretaria é responsável por coordenar o SIEDA – Sistema Estadual de Defesa dos Animais, um comitê gestor responsável por gerenciar e apoiar projetos e ações públicas de proteção a cães e gatos em todo o território paulista.

    Também em junho, começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado o projeto de lei 417/2018, que dispõe sobre condutas infracionais contra animais domésticos, que também cria o cadastro geral de cães e gatos em São Paulo. Uma vez que o PL seja aprovado, os maus tratos contra animais domésticos passarão a ser tratados como crime, e não mais como contravenção.

    Como denunciar maus tratos a animais

    Através do número 0800-600-6428, qualquer morador da região metropolitana de São Paulo pode realizar denúncias contra maus tratos a animais e receber auxílio especializado. Uma vez que seja registrada a ocorrência, um médico veterinário acompanha os policiais até o local em que a agressão foi verificada.

    Confirmados os maus tratos, o especialista em saúde animal elabora um laudo técnico, que pode servir como prova para o estabelecimento de um processo criminal junto ao Ministério Público. Os animais maltratados podem inclusive ser retirados dos tutores, que podem sofrer sanções administrativas.

    Os animais maltratados são encaminhados e acolhidos pelo Resgate Pet, que os internam em abrigos para garantir a recuperação da saúde. Depois de terem a saúde garantida e com autorização judicial, cães e gatos podem ser adotados por novas famílias, através de feiras de adoção promovidas pela Subsecretaria de Defesa dos Animais.

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    Cachorro vomitando amarelo: o que pode ser?

    Um cachorro vomitando amarelo é uma grande preocupação para os tutores, e nem poderia deixar de ser de outro modo, uma vez que o vômito é sempre um sinal de desconforto: algo pode estar errado com a saúde do animal.

    Geralmente, o cachorro vomita uma espuma amarela, indicativa da presença de excesso de bílis no aparelho digestório. A bílis é um líquido produzido pelo fígado e armazenado na vesícula biliar, cuja função principal é quebrar as moléculas de gorduras ingeridas na alimentação, permitindo o aproveitamento destes nutrientes.

    Nos casos de jejum prolongado, o vômito se apresenta líquido, sem a presença de alimentos semidigeridos. Nestes casos, é necessário identificar a causa do problema, ou seja, descobrir por que o cachorro está se recusando a aceitar a ração.

    A bílis

    A bílis é uma secreção amarelada, que é liberada lentamente pela vesícula biliar, passando pelo intestino, antes de os cães se alimentarem. A gordura começa a ser quebrada em partículas menores, que servirão como um estoque de energia para os períodos de jejum.

    No organismo, a gordura é depositada sobre os músculos e, sempre que necessária, é transformada em glicose, nutriente que permite a respiração celular – juntamente com o oxigênio aspirado, é a glicose que fornece energia para todas as células.

    O excesso de bílis é a responsável, por exemplo, pela icterícia, doença que determina a pele amarelada, especialmente entre recém-nascidos humanos. Nos cachorros, além do vômito amarelo, esta condição também altera as fezes, deixando-as mais claras e menos consistentes.

    Nos seres humanos, a bílis é liberada no momento em que os alimentam chegam ao estômago. Nos cães, ao contrário, esta liberação é praticamente contínua. Por isto, está sempre presente no trato gastrointestinal, o que causa irritação na mucosa gástrica e os quadros de refluxo quando os animais não estão se alimentando de forma adequada.

    O que fazer se o cachorro vomitar amarelo?

    A primeira providência dos tutores é observar atentamente o animal que está vomitando: verificar a frequência dos vômitos, a consistência e a eventual presença de outras substâncias:

    verifique a frequência dos vômitos. Alguns episódios de vômito amarelo, quando são esporádicos, não costumam ser sinais de que o cachorro esteja doente. No entanto, se o vômito ocorre diariamente (mesmo que seja apenas pela manhã, após um período de jejum mais longo), é necessário ficar atento;

    • no caso de surgirem outros sintomas, como diarreia, apatia, febre e recusa do animal em se alimentar, é preciso levá-lo ao consultório do veterinário;

    verifique os sinais depois que o episódio acontecer. Cães doentes podem demonstrar estar sentindo náuseas, indicando que o problema não foi um fato isolado. Eles também podem salivar em excesso, recusar brincadeiras e febre;

    normalmente, os cães, depois do vômito, procuram ingerir alguns vegetais. Se possível, plante erva-cidreira para que eles mesmo se mediquem (se esta erva não estiver disponível, a tendência é a de que eles comam qualquer planta verde, inclusive grama; certifique-se de que não haja plantas tóxicas no jardim ou varanda);

    continue atento aos sinais, porque nem sempre os remédios caseiros funcionam de maneira adequada. Na maioria dos casos, depois de comer plantas, os animais as vomitam quase inteiras, misturadas com secreções do estômago. Se as crises de vômito continuarem, é provável que esteja ocorrendo uma emergência veterinária;

    hidrate o seu pet. Depois de vomitar, todos nós ficamos desidratados. Você pode oferecer água gelada, soro fisiológico ou mesmo água de coco. Se o cão recusar, é possível hidratá-lo com o uso de uma seringa;

    o soro fisiológico pode ser feito de forma caseira. A receita é: três colheres (sopa) de açúcar, uma colher (chá) de sal, meia colher (chá) de bicarbonato de sódio e sumo de meio limão, diluídos em um litro de água. Ofereça o soro de acordo com o porte do animal;

    • alguns cães são muito esfomeados, devoram a ração do dia em poucos minutos (ou segundos). Se o seu peludo é deste tipo, convém dividir a quantidade diária em pequenas porções, para evitar que o aparelho digestório fique sobrecarregado.

    Causas emocionais dos vômitos amarelos

    Além dos jejuns prolongados, principal causa do vômito amarelo, cachorros podem apresentar este quadro quando estão ansiosos ou estressados. Eles podem não gostar de ficar sozinhos e, nestes casos, alguns não se alimentam até que os tutores voltem para casa.

    Nestas condições, que podem se prolongar por períodos consideráveis, os cães podem desenvolver doenças gastrointestinais, além de passar a desenvolver comportamentos inadequados, como hábitos destrutivos ou agressividade excessiva.

    É preciso estar atento ao estado geral da saúde dos cães: física, mental e emocional. Cães que recusam a ração quando ficam sozinhos podem ser estimulados a comer com algumas brincadeiras, como oferecer o alimento oculto em brinquedos e bolinhas. Também existem no mercado ossos nutritivos, que atenuam o quadro.

    O estresse e a ansiedade podem ser combatidos com hábitos saudáveis: os passeios e brincadeiras devem ser diários e os momentos de aconchego dos cachorros com os seus tutores, bastante generosos, mesmo que o tempo disponível seja reduzido.

    As doenças que causam vomito amarelo

    Cachorro vomitando amarelo com muita frequência pode ser sintoma de uma série de doenças mais graves, tais como pancreatite, gastroenterite, obstrução intestinal e diversos tipos de câncer. Por isto, é importante não negligenciar a rotina de consultas com o veterinário, o profissional especializado para identificar problemas de saúde.

    Quando é vômito é constante, lembre-se de identificar possíveis outros sinais, como desinteresse por atividades que antes eram as preferidas, diarreia, cansaço sem causa aparente (alguns cães chegam a ficar ofegantes), etc.

    Estas informações também serão importantes para que o veterinário possa chegar a um diagnóstico preciso e rápido:

    • o intervalo entre os vômitos;
    • o aspecto e consistência dos vômitos;
    • presença de salivação excessiva;
    • recusa à alimentação.
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    Cachorro latindo muito: o que fazer?

    Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que os cachorros latem. Esta é a forma como eles se comunicam conosco e com outros animais. No entanto, o barulho pode se tornar uma grande dor de cabeça. Por isto, é preciso encontrar formas para impedir que um cachorro fique latindo muito e por muito tempo.

    Muitas pessoas, especialmente as que moram em edifícios ou casas geminadas, enfrentam tensões com vizinhos nervosos, que reclamam por não poder descansar ou assistir à TV, por exemplo. Apesar de haver muitas reclamações infundadas, cachorros latindo muito podem prejudicar bastante, mas com algumas dicas é possível contornar o problema.

    Algumas raças de cães, como o beagle, o poodle toy, o pinscher miniatura e o pastor alemão latem muito, enquanto outras, como o buldogue francês, o lhasa apso, o pug e o whippet, são mais silenciosas. No entanto, é importante ter em mente que estas são médias estatísticas e os comportamentos variam de indivíduo para indivíduo.

    Por que os cachorros latem?

    É importante lembrar que cachorros que vivem em quintais, exercendo funções de guarda e segurança, naturalmente irão reagir ao que entenderem ser uma ameaça. Isto pode estar associado à raça – o fila brasileiro, por exemplo, foi desenvolvido como cão boiadeiro e, por isto, pode entender que automóveis e motocicletas são reses desgarradas e tentarão resgatá-las.

    Os cães de guarda, que nos acompanham há milhares de anos, possuem informações genéticas relacionadas à agressividade, que geram os avanços violentos e os latidos correspondentes. Afinal, eles circulam por quintais e jardins exatamente para impedir o acesso de intrusos.

    No entanto, durante o adestramento inicial (o aprendizado de comandos como “pare”, “fique”, “não”, etc.), é possível ensinar os pets o que eles podem e não podem fazer. Basta ter um pouco de paciência e muita firmeza nos treinamentos. Eles precisam aprender “quem manda no pedaço”.

    Maus hábitos

    Os cachorros são animais gregários. Para eles, nós formamos uma matilha. Por estas características, eles precisam ser sociabilizados desde filhotes. As caminhadas devem ser diárias, preferencialmente por locais com muita movimentação de pessoas e de outros cães.

    Os pets criados isolados tendem a desenvolver comportamentos inadequados: destruir objetos, roubar peças penduradas nos varais, tornar-se agressivos e, claro ficar latindo muito e gerando muitos inconvenientes. Os tutores precisam ser responsáveis pela saúde e equilíbrio dos pets e, assim, reduzir os problemas.

    Especialistas em adestramento afirmam que muitos tutores que não gostam de latidos são exatamente os que ensinam seus cachorros a fazer muita algazarra, especialmente entre os tutores que satisfazem os desejos e necessidades dos pets imediatamente, sempre que eles pedem.

    Desta forma, os cães são estimulados a latir – e muito. É necessário firmeza na criação de um cachorro, para impedir que eles desenvolvam maus hábitos – e isto também inclui reduzir a agressividade e as condutas destrutivas. Na maioria dos casos, os comportamentos inadequados são gerados pela família humana.

    O problema piora quando os tutores deixam de atender aos pedidos insistentes, o que quase sempre ocorre quando os cães crescem – e os latidos também. O pet late, o tutor não o satisfaz e acontece uma queda-de-braço quase sempre vencida pelo pet. Mais uma vez, é preciso firmeza no adestramento: resista e, em pouco tempo, você obterá bons resultados.

    Em casa

    Em geral, cachorros equilibrados não fazem muito barulho quando estão acompanhados por pelo menos um membro da família, mas entram em verdadeiro desespero quando são deixados sozinhos em casa. Mas não é difícil resolver a situação:

    bloqueie a vista – Muitos cachorros latem muito quando são estimulados por algo estranho que está acontecendo na rua, que pode ser o ronco do motor de um carro ou os passos de um vizinho caminhando no corredor. Quando os pets ficarem sozinhos, basta fechar os acessos – janelas e portas de terraços ou varandas – e também as cortinas;

    mantenha uma fonte sonora – você pode deixar a TV ou o som ligado. Os barulhos “familiares” passam a impressão, para o cachorro, de que está tudo em ordem na casa. Desta forma, eles param de latir – ou latem muito pouco;

    altere a rotina dos passeios – Saia para caminhar com o seu cachorro antes de sair para o trabalho ou a escola. Isto fortalece os laços de afeto entre você e seu pet, reduz a ansiedade da separação e deixa o cão cansado; assim, provavelmente ele passará a maior parte do dia dormindo;

    deixe brinquedos – Cada cachorro tem os seus objetos prediletos – brinquedos, ossos para roer, etc. Entre as “rondas” pela casa – um cachorro está sempre alerta, pronto para defender a casa e os tutores –, ele poderá se distrair com algumas das suas brincadeiras preferidas;

    ofereça brinquedos inteligentes para seu cão, como bolinhas recheadas de ração, que eles precisam descobrir a forma de abri-las. Isto ocupará um bom tempo do animal deixado sozinho e, de quebra, permitirá um melhor desenvolvimento físico, emocional e intelectual do pet;

    reforce os bons comportamentos – O reforço positivo é a melhor maneira de adestramento. Quando você estiver em casa, premie o seu cão sempre que ele atender o comando para parar de latir. Em poucos dias, até mesmo um filhote entenderá que latidos constantes não são atitudes que se esperam deles. Lembre-se: nossos pets sempre querem nos agradar;

    ainda sobre filhotes – Muitos cães latem para chamar a atenção ou para pedir alguma coisa. Quando estas situações ocorrerem, não interaja com o seu pet. Recuse carinhos e qualquer forma de aproximação. Em pouco tempo, eles aprenderão que latir não é a melhor forma de obter o que pretendem;

    • se você é do tipo atlético, comece a praticar agility com o seu cachorro. Isto ajudará na sociabilização do pet e queimará o excesso de energia. Lembre-se de que, para este tipo de exercício, é necessário levar em conta o porte, tipo físico e idade do animal.

    O medo

    Em muitos casos, especialmente com os cães de pequeno porte (mas que também pode acontecer com os grandões), os cães latem muito porque sentem medo. Especialmente entre os animais isolados, o contato com pessoas estranhas – mesmo que sejam visitantes ou prestadores de serviços – pode ser bastante estressante.

    Isto pode ser evitado mantendo a rotina de caminhadas desde que as primeiras vacinas tenham sido providenciadas, a partir dos dois meses de idade. Quando os cães são adotados já adultos, os primeiros passeios podem ser mais rápidos, para que eles entendam que os estranhos não são necessariamente uma ameaça.

    Coleira antilatido (não aconselhamos a utilização)

    O uso deste acessório ainda é muito polêmico; a maioria dos veterinários contraindica o uso da coleira antilatido. No caso das que emitem pequenos choques, é desnecessário que elas nunca devem ser utilizadas, porque causam desconforto e sofrimento aos cachorros.

    A coleira antilatido com recursos sonoros é a mais popular no Brasil. Ela funciona com baterias de lítio e um sensor percebe quando um cachorro está latindo muito. Imediatamente, é emitido um silvo (imperceptível para os humanos) que é bem desagradável para os pets. Em pouco tempo, ele associa os latidos ao ruído.

    O volume do som emitido por esta coleira pode ser reduzido durante o treinamento, mas, mesmo no nível mais baixo, o ruído ainda é desconfortável para o cachorro. Seja como for, antes de adquirir o produto, o melhor é consultar um especialista, que poderá fornecer dicas menos drásticas para reduzir os latidos.

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    Remédio de vermes para cachorros

    Vermes parasitas provocam grandes problemas para os cachorros. Vômitos, náuseas, dores abdominais e diarreias são alguns dos sinais de infestação nos cachorros. Mas, não é necessário esperar que os sinais apareçam para dar remédio contra vermes: é preciso vermifugar os cães regularmente.

    Os vermífugos – remédios contra vermes para cachorros – atuam tanto na prevenção como no tratamento para eliminar os parasitas. É importante estar atento à dosagem e à periodicidade, de acordo com o porte e a idade dos pets. O ideal é seguir as prescrições do veterinário.

    Para que serve o remédio de vermes?

    O medicamento atua na prevenção e no combate aos parasitas. No combate, é necessário seguir a indicação dos especialistas, porque cada verme demanda um remédio diferente para um tratamento eficaz. Os sintomas também são importantes, porque os vermes podem prejudicar o funcionamento de diversos órgãos, como o estômago e o intestino.

    Na vermifugação preventiva, o remédio de vermes atua eliminando um possível parasita que ainda não tenha comprometido as funções gastrointestinais dos cachorros. No tratamento, a medicação impede o desenvolvimento dos vermes.

    Quando vermifugar?

    Ao receber um cachorro em casa, é necessário administrar o remédio contra vermes. Em geral, os pets nascidos em canis (animais de raça) já recebem as primeiras doses do vermífugo, como forma de prevenção. Os filhotes são mais suscetíveis às infestações, principalmente quando vão morar em casas térreas.

    A vermifugação tem início quando o cachorro completa a segunda semana de vida, sendo administrada a cada 15 dias até que ele complete 12 semanas. A partir de então, a dose do remédio para vermes deve ser mensal. A partir da fase adulta, é preciso fazer a prevenção a cada seis meses.

    Esta indicação pode variar de acordo com as condições de saúde de cada animal. Filhotes de cadelas infestadas, por exemplo, podem ter de receber o remédio para vermes assim que nascem. Por isto, a avaliação de um especialista é sempre necessária.

    O veterinário poderá alterar este protocolo médico de acordo com a idade, sexo, local em que o cachorro mora e risco de contágio. Por exemplo, cachorros que permanecem em hotéis sofrem um risco maior de serem infestados por vermes parasitas.

    Nos casos de infestação confirmada através de exame de fezes, o tratamento será específico para o tipo de verme. Na maioria dos casos, os vermes não podem ser vistos nas fezes dos cachorros, com exceção dos segmentos de tênias e das lombrigas; mesmo assim, apenas quando a infestação já está bastante avançada.

    Tipos comuns de vermes

    Os tipos mais comuns de vermes que infestam os cachorros são os seguintes:

    • lombrigas;
    • tênias;
    • ancilostomídeos;
    • vermes do coração;
    • vermes do chicote.

    Alguns tipos são mais fáceis de identificar. Quando ocorre uma infestação por tênias, é comum verificar segmentos que se parecem com grãos de arroz nas fezes. As lombrigas são mais evidentes: vermes inteiros ou em partes, que se parecem com um fio de macarrão espaguete com três ou quatro centímetros de comprimento.

    No caso dos vermes do coração, no entanto, os animais são assintomáticos ou os sintomas são muito sutis, até que a doença esteja em um estágio avançado. A doença, chamada dirofilariose, é transmitida por mosquitos infectados pelo Dirofilaria immitis, que entra na corrente sanguínea dos cachorros e, quando adulto, se instala no lado direito do coração, afetando também os vasos sanguíneos conectados com o coração.

    Inicialmente, os filhotes infestados pelo verme do coração apresentam tosse e dificuldade para respirar. Em estágios mais avançados, o músculo cardíaco pode ser dilacerado, provocando coágulos de sangue no sistema cardiorrespiratório. A doença, se não diagnosticada e tratada com eficiência, pode ser fatal.

    As tênias são transmitidas por pulgas e carrapatos hospedeiros. Por isto, é importante inspecionar frequentemente a pelagem dos cachorros, para eliminar estes parasitas. As lombrigas, que também se instalam no intestino, geralmente são transmitidas pelas mães ou quando os animais caçam roedores infectados. Estes vermes podem ser transmitidos para seres humanos que entram em contato com as fezes dos pets.

    Os vermes do chicote (Trichuris trichiura) e os ancilostomídeos (Ancylostoma caninum) são muito pequenos. Os espécimes adultos não chegam a atingir 10 milímetros de comprimento. Por isto, a identificação é muito difícil. Alguns estudos científicos afirmam que até 80% dos cães nascem infestados por ancilostomídeos.

    Frequentemente, os cachorros infestados por estes vermes não apresentam sintomas. Em estágio avançado, os animais podem sofrer com dor abdominal, cansaço sem motivo aparente e diarreia com sangue. Nestes casos, os pets podem desenvolver anemia e desnutrição.

    Vermes do chicote e ancilostomídeos proliferam em ambientes úmidos, como jardins gramados ou areais, por exemplo. A ancilostomose (ou ancilostomíase) também se desenvolve em seres humanos. Cachorros que consomem vegetais não lavados, como frutas e verduras, também podem ser contaminados.

    Os sintomas

    Na maioria dos casos, as infestações de vermes são assintomáticas nos estágios iniciais. Quando o número de vermes aumenta no organismo dos cachorros, estes podem apresentar os seguintes sintomas:

    • tosse – em cães com lombrigas e ancilostomídeos, além de se apresentar na dirofilariose avançada;

    • vômito – a maioria dos cachorros infestados apresenta náuseas e vômitos. As lombrigas podem ser observadas, quando a infestação é muito intensa;

    • diarreia – muito comum nas infestações por parasitas. Nos casos de ancilostomídeos, podem ser identificados traços de sangue;

    • cansaço e letargia – os cachorros podem demonstrar menos energia e desinteresse por brincadeiras;

    • barriga inchada – este sintoma é mais comum entre os cachorros que adquiriram vermes durante a gestação;

    • perda de apetite e de peso – especialmente entre os animais infestados por lombrigas;

    • pelagem com aparência fosca, seca e áspera;

    • coceira e inflamações alérgicas na pele;

    • vermes visíveis nas fezes ou nos pelos.

    É muito comum que os cachorros com vermes esfreguem o ânus no chão, para aliviar a coceira provocada pelos parasitas. No entanto, este sinal também pode indicar problemas nas glândulas anais.

    Como dar o remédio de vermes para cachorros?

    A maioria dos tutores tem receio na hora de administrar qualquer remédio prescrito pelo veterinário para os pets, que quase sempre apresentam bastante resistência, inclusive demonstrando agressividade em alguns casos.

    Para os filhotes, quase sempre são receitados medicamentos líquidos (em suspensão), que são mais fáceis. Neste caso, o risco é que o pet cuspa o remédio ou aspire o produto para os pulmões. Para os cachorros adultos, são ministrados comprimidos, que são a grande dor de cabeça dos tutores. No entanto, já existe um acessório para ministrar o remédio para verme com segurança.

    Para dar comprimidos, espere que o pet esteja calmo, sem muita agitação. Acaricie-o para que ele se tranquilize. Em seguida, com a mão esquerda, pressione o maxilar, segurando-o para que a boca seja aberta. Com a outra mão, coloque a drágea o mais perto possível da garganta. Segure a boca fechada do cachorro: isto o obrigará a engolir.

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    Posso dar soro caseiro para cachorros? Veja como fazer!

    Sim, você pode dar soro caseiro para seu cachorro. Neste artigo vamos tirar todas as suas dúvidas, como fazer, quais os benefícios e quando usar o soro caseiro nos cachorros.

    Diarreia, vômito e febre podem causar desidratação em cachorros, cujo organismo é composto por 60% de água. Além disto, dias quentes com pouca oferta de água podem prejudicar os pets. Nos casos mais simples, isto pode ser resolvido com o soro caseiro.

    A perda de apenas 5% da água do organismo já é suficiente para causar a desidratação. Para descobrir se o cachorro está com problemas de hidratação, basta beliscar a pele (o procedimento é indolor no dorso). Ao soltá-la, caso ela não volte imediatamente ao normal, é um sinal de problemas.

    Também é possível identificar a desidratação nas gengivas. Pressione com um dedo, para que a região deixe de ser momentaneamente irrigada pela circulação sanguínea. Depois de eliminar a pressão, a região deverá voltar a ficar avermelhada em dois segundos. Do contrário, o animal estará desidratado.

    Causas e sintomas da desidratação

    A desidratação acontece quando o volume de líquidos perdidos pelos cachorros é maior do que a ingestão de água. Os animais afetados podem apresentar os seguintes sinais:

    • gengivas secas;
    • língua seca;
    • olhos secos ou arregalados;
    • perda de apetite;
    • respiração ofegante;
    • frequência cardíaca acelerada;
    • letargia;
    • desinteresse por brincadeiras;
    • perda de elasticidade da pele.

    Também é possível observar as almofadas dos dedos (a parte que toca o chão). Caso elas estejam mais claras do que é normalmente, a desidratação poderá estar presente. No entanto, muitos pets não apresentam nenhum sintoma; por isto, é importante estar atento à oferta de água, especialmente nos dias quentes.

    Vale lembrar que esta condição provoca a perda de eletrólitos, minerais que ajudam a regular as funções dos nervos e músculos, entre outras reações orgânicas. Esta doença é conhecida como hiponatremia, ou perda de sódio.

    Veja também: Posso dar dipirona para cachorro?

    Como tratar

    É muito fácil fazer o soro para cachorros. No entanto, é importante que a desidratação tenha sido causada por problemas corriqueiros, como a ingestão de alimentos inadequados ou a permanência sob o Sol por longos períodos. Caso contrário, o veterinário deverá ser consultado.

    Como fazer soro caseiro para cachorros

    É possível encontrar soros de reidratação oral em qualquer farmácia. Os produtos indicados para os humanos também podem ser utilizados pelos nossos pets. No entanto, é fácil fazer o soro em casa, com ingredientes bastante comuns em nossas cozinhas. O soro caseiro, inclusive, é recomendado pela OMS para o tratamento de todos os animais.

    Para fazer o soro caseiro para cachorros, você vai precisar de:

    • um litro de água;
    • três colheres (sopa) de açúcar;
    • uma colher (chá) de sal;
    • sumo de meio limão galego ou taiti;
    • meia colher (chá) de bicarbonato de sódio.

    Coloque a água em uma panela e leve-a para o fogão. Quando iniciar a ebulição, desligue o fogo e despeje a água em um recipiente que não seja de plástico.

    Acrescente os ingredientes restantes e misture até a completa diluição. O soro caseiro para cachorros tem validade de 24 horas e deve substituir a água oferecida para os pets. Espere até que o soro esteja em temperatura ambiente antes de colocar na tigela dos animais e, caso o cachorro recuse o líquido, leve-o para o veterinário.

    Atenção!

    O soro caseiro deve ser oferecido para os cachorros apenas em situações corriqueiras, uma vez que a desidratação por períodos mais longos pode ser sinal de doenças mais graves. Além disto, não se deve obrigar o pet a ingerir líquidos, porque o excesso também pode prejudicar a saúde canina.

    Nos casos mais graves, pode ser necessário internar o animal em uma clínica veterinária, para receber fluidoterapia, que pode ser feita de forma oral, intravenosa, intraóssea ou subcutânea. Em algumas situações, pode ser preciso sedar o pet.

    Uma condição anômala que causa desidratação é o refluxo de líquidos do sistema digestório, como a bílis. Neste caso, os animais parecem vomitar uma substância líquida e amarelada, sem a presença de restos de alimentos. Gastrites e infecções também desencadeiam os mesmos sintomas.

    A diarreia, que também causa desidratação, é um sinal de diversas doenças. O soro caseiro só consegue resolver o problema nos casos simples, como troca de ração, ingestão de alimentos estragados ou impróprios, como acontece quando nossos pets “assaltam” alimentos da despensa.

    A desidratação também pode ser provocada por problemas gastrointestinais e do sistema imunológico, parasitas, estresse e é um dos principais sinais da cinomose, enfermidade que apresenta alta letalidade, mas que pode ser evitada com a vacinação.

    Dicas importantes

    A hidratação adequada é fundamental para garantir a saúde integral dos cachorros. A água oferecida deve ser trocada pelo menos uma vez por dia e não pode ficar exposta ao Sol. Além disto, a desidratação pode ser evitada com as seguintes dicas:

    • para os animais adultos, ofereça a ração no final do dia, quando a temperatura está mais amena. Isto irá melhorar a digestão;

    • ofereça ração úmida, de modo que o pet também se hidrate com o alimento;

    • nunca ofereça comida antes das brincadeiras e caminhadas. Os excessos físicos podem causar vômitos e até mesmo uma torção gástrica;

    • em dias muito quentes, deixe um ventilador ligado no ambiente em que o cachorro descansa;

    • cuidado com o sobrepeso e a obesidade. A camada mais espessa de gordura provoca mais calor e aumenta o risco de desidratação. A melhor maneira de manter o pet em forma é a prática de exercícios;

    • passeie com o cachorro antes das 10h ou depois das 16h (se possível, em áreas que ofereçam locais sombreados);

    • nos passeios, não se esqueça de levar uma garrafa de água fresca;

    • nunca deixe o cachorro sozinho no carro. Em apenas dez minutos sob o Sol, a temperatura do veículo pode subir de 23ºC para 32ºC. Isto pode inclusive levar o animal à morte;

    • evite usar focinheiras de náilon, porque elas não permitem que o cachorro possa arfar, condição comum durante as marchas.

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    Mulher é expulsa do voo após fingir ter alergia para retirar dois cães de avião

    O fato ocorreu em Baltimore (Estado de Maryland, EUA). Trata-se de mais uma situação polêmica envolvendo companhias aéreas e passageiras expulsos com violência de aviões. Uma mulher alegava ter alergia severa a cães e havia dois animais de estimação a bordo.

    No entanto, a passageira do voo, com destino a Los Angeles (Califórnia) não portava um certificado médico que comprovasse a sua condição e, por isto, ela acabou sendo expulsa do avião. Os dois cães prosseguiram na viagem. A situação foi filmada por outro passageiro e é possível verificar a mulher sendo arrastada para fora da aeronave com violência por agentes da polícia americana.

    A polêmica

    Ao perceber a presença dos cães, a jovem chamou um comissário de bordo, informou a sua condição e pediu que os animais fossem retirados da aeronave. Ao saber que isto não seria possível, ela solicitou um tipo específico de medicamento, para atenuar os sintomas da alergia.

    A situação ficou complicada, porque a passageira não portava uma receita médica e, desta forma, a tripulação não poderia medicá-la. O avião ficou parado na pista de decolagem, até que a polícia foi acionada. A jovem pretendia visitar o pai, que passou por uma cirurgia no dia seguinte ao da viagem.

    O caso ocorreu em julho de 2017 e o vídeo caiu nas redes sociais. Os policiais agiram com certa truculência, a passageira foi finalmente retirada e só então o avião conseguiu decolar. De acordo com assessoria de imprensa da polícia, a jovem foi presa assim que desceu da aeronave.

    Os motivos da prisão foram os seguintes: interrupção da ordem pública, violação da ordem razoável e lícita e obstrução do trabalho da polícia. A mulher foi solta no mesmo dia, depois de pagar a fiança estipulada pela justiça americana.

    A companhia Southwest Airlines pediu desculpas com a seguinte nota: “Estamos publicamente pedindo desculpas a esta cliente pela experiência desagradável e entraremos em contato diretamente com ela para tratar de suas preocupações”.

    Veja o vídeo do momento da retirada:

    A legislação no Brasil

    No Brasil, também é permitido transportar cães de pequeno e médio porte nos voos domésticos. Os grandões, a menos que sejam cães-guia, precisam viajar no compartimento de bagagem. Uma nova lei, aprovada no início de 2018, impede que o peso dos animais seja incluído na franquia de bagagem, mas permite que a companhia aérea sobre um valor adicional.

    Os deficientes visuais têm o direito de embarcar e permanecer com o seu cão-guia ao seu lado, independente do porte do animal. Nestes casos, os passageiros são isentos da taxa adicional.

    A legislação permite que animais de até oito quilos sejam transportados nas viagens aéreas, limitando o número de cães a dois a bordo por voo. Os passageiros devem informar à companhia aérea que viajarão com os seus pets com no mínimo dois dias de antecedência.

    Cabe à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) estabelecer os critérios de higiene e segurança no voo. Se você pretende viajar com o seu cãozinho, confira as condições com a ANAC e a companhia aérea. Para o transporte dos pets, é necessário:

    • apresentar um atestado veterinário certificando boas condições de saúde, expedido com no máximo 15 dias antes da viagem;

    • carteira de vacinação atualizada, com a certificação de pelo menos imunização contra a raiva.

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    Originalmente visto aqui: abc.net.au

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    Por que os cachorros vivem tão pouco tempo?

    Por que os cachorros vivem tão pouco tempo? Talvez esta dúvida seja criada pelos nossos temores de perdermos os nossos companheiros mais fiéis. Não é uma realidade fácil de ser aceita, mas a explicação para uma vida tão curta é relativamente fácil.

    Cada espécie animal tem o seu tempo próprio de vida. Os jabutis, por exemplo, podem alcançar os 200 anos de idade, enquanto alguns moluscos do Atlântico norte atingem os 500. Já as águas-vivas que nadam no mar Mediterrâneo, próximo à costa italiana, têm o dom de voltar à idade infantil depois de atingir a maturidade sexual. Elas são chamadas de águas-vivas imortais.

    Tempo de vida dos cachorros

    Os cães vivem de dez a 13 anos, o que é muito pouco se compararmos com a expectativa de vida dos brasileiros, em torno dos 75 anos. Perder um animal de estimação pode ser doloroso, mas é uma situação inevitável. Seja como for, a doença e a morte podem ser um aprendizado sobre o ciclo vital, especialmente para as crianças e adolescentes.

    Cães das raças de pequeno porte vivem mais do que os grandalhões. Os cães sem raça definida (SRD) também são mais longevos.

    De acordo com o Livro Guinness dos Recordes, o cão mais velho do mundo viveu 30 anos e era uma mistura de dachshund e beagle, com algumas características dos terriers. Já foram conhecidos casos de animais que viveram mais tempo, mas não foi possível homologar o recorde por falta de documentos.

    Os motivos para a vida mais longa são diferentes: enquanto os cães vira-latas adquirem as qualidades físicas de diversas raças, tornando-se assim mais resistentes, os pequenos apresentam menos radicais livres de oxigênio no organismo quando são filhotes.

    Os “nanicos” também apresentam desenvolvimento físico mais lento do que os de grande porte. Este é o motivo por que estes últimos apresentam mais radicais livres durante a infância. O crescimento acelerado é o responsável pelas diferenças de idade.

    Além disto, os cães pequenos normalmente passam boa parte do tempo dentro de casa, descansando e divertindo-se, enquanto os maiores recebem atribuições como animais de trabalho (segurança, vigilância, guia, etc.). Também por isto, estes últimos estão expostos a maiores riscos.

    Os cachorros com maior expectativa de vida (atingem até 18 anos) pertencem às seguintes raças: pug, schnauzer miniatura, boston terrier, dachshund, lhasa apso, lulu da Pomerânia, beagle, maltês, poodle toy e chihuahua. Todos estes pets, no entanto, podem sofrer com algumas doenças peculiares à raça, que pode encurtar o tempo de vida.

    O metabolismo dos cães

    Mas porque os cachorros vivem tão pouco? O segredo está no metabolismo, que, no caso dos cães, é bastante acelerado. Basta pensar na rapidez com que os filhotes se tornam adultos – em geral, aos 18 meses, mas muitos animais SRD já estão prontos para reproduzir com apenas seis ou sete meses de vida.

    Uma cadela pode engravidar com poucos meses e a gestação dura pouco mais de dois meses. Depois do nascimento, os filhotes permanecem dois ou três meses com a mãe e em seguida são vendidos ou doados. Este é apenas um exemplo de como é diferente o ciclo biológico de humanos e caninos.

    Nós, humanos, atingimos a maturidade sexual por volta dos 12 anos, mas aí começa a adolescência, um longo período de desenvolvimento físico e emocional em que ainda precisamos ser tutelados pelos pais. Na vida selvagem, os cães começam a procurar os seus parceiros com apenas um ano e já sabem caçar e se defender dos agressores.

    Metabolismo é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos seres vivos. Estas transformações são responsáveis pela síntese e degradação dos nutrientes no interior das células. Uma sequoia, por exemplo, apresenta metabolismo bastante lento e, por isto, vive milhares de anos: uma sequoia gigante pode ser vista na Califórnia (EUA) e tem a idade estimada em 4.650 anos.

    O envelhecimento está ligado a fatores genéticos, mas é sempre determinado pela diminuição dos telômeros, estruturas responsáveis por retardar a destruição do DNA, que é inevitável, mas ocorre de formas diferentes em cada espécie de organismos vivos.

    Mais qualidade

    Se os cachorros vivem tão pouco, eles certamente têm (em maioria), uma qualidade de vida muito melhor do que a maioria dos seres humanos – e também da observada em animais selvagens. Adotados por tutores responsáveis, os cães têm garantida uma vida intensa, saudável e equilibrada, em função da boa alimentação, cuidados médicos, passeios e exercícios físicos.

    A Medicina Veterinária tem feito grandes progressos nas últimas décadas e os cuidados médicos vêm se popularizando. Com mais cuidados e com o calendário de vacinas em dia, é natural que os cães vivam mais e melhor. Mesmo assim, eles continuarão vivendo bem menos do que nós. A mãe natureza quis assim.

    Os cães estão sempre disponíveis para agradar a família. Não importa a hora, nem a temperatura: ao chegarmos, eles correm para nos receber e o fazem com muita alegria. As caminhadas diárias também são importantes: eles gostam de correr, brincar, explorar e, sendo animais gregários, de sociabilizar com outros humanos e cachorros.

    Nossos melhores amigos tiram cochilos curtos várias vezes por dia e, quando acordam, alongam o corpo antes de partir para as atividades. Além da fidelidade, a persistência é uma característica básica dos cães: se eles querem encontrar alguma coisa enterrada, eles cavam até achar.

    Os cachorros nao têm vergonha de demonstrar amor incondicional: eles saltam, lambem, abanam a cauda, movimentam-se sem parar quando os tutores de aproximam. Estão sempre atentos às novidades, gostam de ser tocados e não se acanham de se deitar à sombra, a qualquer momento.

    Mas os nossos pets também têm seus maus momentos. Nestas ocasiões, no entanto, eles simplesmente se retiram para um cantinho, ficam quietinhos e não descontam as suas frustrações em ninguém. Talvez nós devêssemos aprender a viver com os nossos animais.

    Uma explicação infantil

    Um veterinário americano, chamado a avaliar Belker, um cachorro irlandês de 13 anos, constatou que o animal estava com um câncer em estágio avançado: Belker estava morrendo. Efetivamente, logo no dia seguinte, o pet morreu cercado pela família.

    O médico, no entanto, surpreendeu-se com a explicação de Shane, o caçula da família. O garotinho parecia estar calmo e acariciou Belker até o último suspiro. As pessoas presentes passaram a discutir por que os cães vivem tão pouco tempo. Shane imediatamente disse saber por quê. Ele disse:

    “A gente vem ao mundo para aprender a ter uma boa vida, como amar os outros o tempo todo e sermos boas pessoas, não é? Bem, como os cães já nascem sabendo como fazer tudo isto, eles não precisam ficar aqui tanto tempo como nós”.

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    Cachorros conseguem perceber que algumas pessoas são más

    Seu cachorro não gosta de alguém? A ciência está começando a comprovar que ele tem razão. Qualquer tutor que convive com cachorros sabe que eles parecem ter um sexto sentido, alguma coisa que os faça evitar algumas pessoas de má índole. No entanto, até recentemente, isto só era percebido de forma empírica, sem provas científicas.

    Cachorros podem não parecer muito inteligentes quando perdem um tempo considerável perseguindo as próprias patas, mas, na verdade, são seres com um grande potencial. Talvez por herança do seu comportamento gregário, eles são muito conscientes socialmente.

    Uma vez que os cachorros são instintivamente protetores, diversas pesquisas já comprovaram que eles conseguem reconhecer rostos felizes, tristes ou irritados, perceber as emoções humanas e de outros pets e até mesmo sentir ciúme.

    Agora, sabe-se que eles vão além destas condições. Aparentemente, eles conseguem perceber se alguém é ou não confiável. E, quando eles percebem condutas agressivas, egoístas ou negativas, eles passam a emitir sinais claros – e é necessário estar atento a eles.

    Uma pesquisa recente indica que este fato pode ser real. Além de reconhecerem pessoas más, os cachorros também sabem quando os tutores estão prejudicando parentes e amigos. Além disto, os pets usam estas informações para decidir como interagir com os humanos.

    Cachorros reconhecem pessoas más? O estudo

    A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Kyoto (Japão), comandados pelo médico neurologista Akiko Takaoka, e publicada em janeiro de 2017 na revista americana “Neuroscience and Biobehavioral Reviews”. O periódico publica artigos de revisão originais que abordam todos os aspectos da neurociência (o estudo científico do sistema nervoso), comportamento, processos psicológicos e temas correlatos.

    Os cientistas japoneses analisaram como 34 cães e seus tutores reagiam a uma situação hipotética: o dono do pet fingia não conseguir abrir uma caixa e pedia ajuda para duas pessoas (na simulação, dois pesquisadores do estudo). Um deles se mostrava prestativo, enquanto o outro se recusava a auxiliar.

    Uma vez realizada a simulação, os dois pesquisadores ofereciam biscoitos caninos para os voluntários de quatro patas. Quanto mais grosseira tenha sido a recusa em ajudar, maior a reação dos cães analisados: eles recusavam a guloseima.

    Na segunda simulação, foram os tutores que recusaram auxílio para um desconhecido em dificuldade. Na sequência, os pets se mostraram – pelo menos inicialmente – a receber carinhos ou a participar de brincadeiras. Os cães adultos demonstraram mais “indignação” do que os filhotes.

    Os cientistas concluíram que os animais de estimação são capazes de identificar se uma pessoa é boa ou má e tratá-la de acordo com a forma como o dono foi tratado. Isto significa que, se o seu cachorro não gosta de uma pessoa, é muito provável que ela seja ruim ou muito egoísta.

    Takaoka e seus colaboradores já haviam determinado que os cachorros conseguem entender o que significa apontar. Apesar de todos nós sabermos que, quando apontamos para um brinquedo ou um osso, eles percebem imediatamente e correm para recolhê-lo.

    Este estudo, publicado na revista alemã “Animal Cognition”, realizou pesquisas com diversos cães, mas os objetos não estavam à mostra. Na primeira rodada de testes, os cientistas apontaram para uma tigela com comida; na segunda, uma tigela vazia. Na terceira, voltaram a apontar para uma das duas.

    Os cães voluntários imediatamente encontraram a comida escondida. Em seguida, os pesquisadores passaram a apontar apenas a tigela vazia. Não houve resposta dos pets. Aparentemente, eles já sabiam que era inútil encontrar a tigela vazia e percebiam que o pesquisador não era confiável.

    Numa quarta rodada, outro pesquisador, desconhecido dos cães, entrou no recinto de testes e apontou novamente para as tigelas. Os cachorros voltaram a seguir as indicações, mesmo que estas se referissem ao prato vazio.

    A equipe afirmou ter ficado surpresa com a rapidez com que os cachorros decidiram em quem poderiam confiar. A inteligência social é muito superior do que imaginávamos anteriormente. Muito provavelmente, esta inteligência se desenvolveu durante os milênios de convivência entre humanos e caninos.

    O próximo passo será realizar testes com lobos, os ancestrais dos cães, para determinar de que forma a domesticação influenciou a inteligência dos cachorros.

    Conclusão

    Os cachorros são atraídos para coisas previsíveis: a rotina é um elemento importante para eles. Uma vez que os eventos do cotidiano se tornem irregulares, eles procurarão outras atividades alternativas. Nossos pets precisam se sentir seguros.

    Quando a imprevisibilidade se torna muito frequente e eles não conseguirem descobrir o que está para acontecer, os cachorros podem se tornar temerosos, agressivos ou estressados. Isto significa que, se os tutores não demonstrarem consistência em suas atitudes, é muito provável que os pets terão transtornos comportamentais.

    Os cachorros são muito sensíveis à conduta dos humanos, mas eles não guardam mágoa (a menos que a conduta hostil se repita com muita frequência). Eles vivem no presente, não conseguem refletir sobre o passado de forma abstrata, nem planejar o futuro. Alguns dias depois, se por acaso encontrassem os pesquisadores agressivos ou enganadores, não demonstrariam medo ou raiva.

    Por outro lado, quando eles convivem com pessoas más, as condutas inadequadas alimentarão o sentimento de desconfiança e a reserva se repetirá em todos os encontros. Aquele “amigo sacana” será sempre mal recebido e evitado, mesmo que ofereça brinquedos e quitutes.

    Cães que seguem sempre o mesmo trajeto nas caminhadas diárias “avisam” os tutores quando eles fazem um caminho diferente. E, se os pets reagem positivamente a determinadas pessoas que frequentam a casa e repentinamente se afastam e evitam contato, é melhor prestar atenção nestas pessoas.

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    Revoltante: Enfermeira atropela cães em São Luís

    Um vídeo de um carro atropelando cães está ganhando repercussão nas redes sociais. O caso ocorreu em 14/03/18, no bairro Residencial Pinheiros, região da COHAMA, em São Luís, capital do Maranhão, mas só foi publicado dois dias depois e acabou viralizando.

    A motorista é Ana Giselly Atan, enfermeira que trabalha na Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). O vídeo, que apresenta imagens fortes (os animais aparecem sangrando e mancando), mostra um carro prata atropelando dois cães da raça pastor alemão – a motorista acelera e passa por cima dos cães, fugindo sem prestar socorro. Um dos animais não conseguiu resistir aos ferimentos; o outro sofreu diversas fraturas.

    Momento do atropelamento. Foto do vídeo.

    A repercussão do caso

    Imediatamente após a postagem do vídeo, o atropelamento dos cães causou indignação entre os internautas. Até alguns famosos, como o humorista Marcelo Adnet, as cantoras Anitta e Preta Gil e a atriz Giovanna Ewbank, se manifestaram sobre o assunto.

    O padre cantor Fábio de Melo comentou: “como é que esta pessoa consegue dormir depois?”, enquanto a apresentadora de TV e ativista ambiental Luísa Mell fez um apelo para que a enfermeira fosse identificada e denunciada às autoridades. “Não tenho palavras para descrever tamanha crueldade”, completou Luísa.

    A legislação

    Ainda não existem leis que versem sobre penalidades contra pessoas que provoquem o atropelamento de animais domésticos no Brasil. No entanto, diversos Estados e municípios já possuem legislação específica para inibir os maus tratos aos pets – e a enfermeira foi enquadrada nesta legislação.

    Mesmo assim, os casos esbarram na falta de denúncias e, no caso de estas serem registradas, na ausência de testemunhas de agressões físicas contra cães e gatos, entre outros pets. No caso específico de atropelamentos, não existem regras para a punição dos motoristas, inclusive dos que não prestam socorros aos animais acidentados.

    No Brasil, maltratar animais é considerado crime ambiental, conforme prevê o art. 32 da Lei nº 9.605, de 1998, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

    A enfermeira

    Ana Giselly Atan, que atropelou dois cães em São Luís, a situação parece ser um pouco diferente e pode marcar o início de uma nova maneira de encarar os maus tratos. O caso recebeu a atenção da Comissão de Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (seção Maranhão).

    De acordo com a presidente da comissão, Luciana Lauande, a Delegacia Especial de Meio Ambiente (DEMA) foi acionada e identificou a motorista, que foi afastada das suas funções na EMSERH, de acordo com Vanderley Ramos, presidente da empresa. A afirmação foi publicada no Twitter.

    Ramos postou: “apesar de o episódio ter ocorrido no âmbito da sua vida privada, quero expressar o sentimento de profunda indignação e desaprovação de toda a empresa, informando que a empregada já se encontra suspensa de suas funções”.

    O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (COREN-MA) também se pronunciou sobre o atropelamento dos cães pela profissional filiada à entidade: “o COREN-MA esclarece que repudia veementemente o ato supostamente praticado pela profissional inscrita neste conselho. Estamos aguardando os desdobramentos do caso para auxiliar no que for cabível”.

    A tutora

    A professora universitária Leila Cristina Oliveira, tutora dos dois cães atropelados pela enfermeira, está atualmente em Salvador (BA), concluindo o curso de doutorado. Até quinta-feira (16), ela acreditava que o atropelamento havia sido apenas um acidente.

    Leila disse que quer justiça, mas não concorda com a onda de violência contra Ana Atan que tomou conta das redes sociais: “eu quero justiça, mas as coisas estão tomando uma proporção e eu estou assustada, com dor e raiva, mas não passa vingança pela minha cabeça. Não concordo com isto, não é assim que as coisas têm de ser”, concluiu.

    A docente atua na Universidade Ceuma, Em São Luís, mas está licenciada para concluir o seu doutorado na Bahia. De acordo com ela, os cães estavam na rua por causa de uma tentativa de invasão na residência da família. A professora acredita que a tentativa foi frustrada pelos dois cães, mas o portão foi danificado e os animais conseguiram escapar.

    ‘Peppe’ sobreviveu ao atropelamento (Foto: Luiza Mell)

    Por volta das 16h do dia 14/03, Leila recebeu uma ligação telefônica informando sobre o acidente. Um vizinho conseguiu segurar Pepe (o cão que sobreviveu ao atropelamento). Duquesa, entretanto, que tinha sete anos, não resistiu. A informação da morte foi transmitida na mesma chamada.

    A advogada da professora afirmou que está tomando as providências judiciais cabíveis. Ela está em contato com colegas em São Luís, que estão acompanhando o inquérito policial. “Foi uma barbaridade o que aconteceu”, afirmou. “Leila está bastante abalada”.

    O depoimento

    Ana Giselly Atan, foi ouvida pela delegada Caroliny Fernanda dos Santos Santana, da DEMA, na tarde de 16/03. A enfermeira se apresentou espontaneamente, acompanhada por advogados, para fornecer a sua versão dos fatos.

    De acordo com a enfermeira, o que ocorreu foi um incidente e não um atropelamento deliberado. Ana afirmou que ela não tinha intenção, de maneira nenhuma, de matar os animais; ela apenas estava acompanhando os cães, que estariam avançando de forma agressiva sobre alguns transeuntes.

    A intenção da motorista, ainda de acordo com o depoimento, era apenas de afastar os cachorros dos pedestres. Ana Atan deve responder pelo crime de maus tratos de animais, agravado pela morte de um deles, mas foi liberada na delegacia logo após ser ouvida, uma vez que não houve flagrante.

    Segundo a delegada, a pena pelo crime que está sendo investigado (maus tratos) é de detenção de até 12 meses, além do pagamento de multa. Uma vez que ocorreu a morte de um dos animais atropelados, a pena é ampliada para 14 meses.

    O procedimento burocrático é o seguinte: a delegacia lavra um termo circunstanciado de ocorrência (TCO), as partes envolvidas (agressora e tutora) são ouvidas e os investigadores procuram localizar testemunhas do fato ocorrido, que, em seguida, é encaminhado para a justiça.

    Veja o momento do atropelamento (cenas fortes):

    Fonte: g1.globo.com

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    Lei proíbe deixar cachorros acorrentados e sempre presos

    Já está valendo: um projeto da vereadora Maria da Graça Dutra (MDB) proíbe que os donos de cães deixem seus pets presos em correntes e coleiras. A parlamentar (única mulher a ter uma cadeira na Câmara Municipal de Florianópolis) é conhecida pela militância a favor dos animais. No caso de animais agressivos, a lei permite o uso de coleiras vai-e-vem, com guias retráteis para permitir o movimento.

    A nova legislação, já vigente na capital catarinense, torna mais rígida a definição do que são maus tratos: maus tutores não são apenas aqueles que praticam agressões físicas com os seus pets, mas também aqueles que ignoram a necessidade que os cães têm de se movimentar livremente.

    Em Florianópolis é possível denunciar.

    Não é natural que os cachorros permaneçam acorrentados. Além de impedir o desenvolvimento adequado dos pets, a manutenção dos cães sempre presos pode despertar os instintos agressivos comuns a todos os cães. sem perceber, os tutores que mantêm os animais sempre nas coleiras e correntes podem estar criando uma bela dor de cabeça

    Os animais violentos são um perigo não apenas para estranhos e vizinhos, mas também para toda a família. Os cães precisam de espaço para crescer, explorar e divertir-se. Mesmo que o objetivo, no momento da adoção, seja o de ter um cão de guarda, ele precisa socializar-se com os demais membros da família e também com outros animais, para ficar equilibrado e estabelecer um relacionamento adequado e satisfatório. Desta forma, o cãozinho se torna feliz e saudável e toda a família ganha com este fato.

    O projeto de lei

    O PL da vereadora Maria da Graça Dutra tramitou na Câmara Municipal de Florianópolis desde 2017, até se tornar a lei nº 17.087/2017. Com a nova legislação, fica proibido “o confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado” de cães e outros animais de estimação.

    O confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado.

    Para efeito da lei, considera-se “inadequado” qualquer meio de restrição à liberdade de locomoção dos animais domésticos. Todos os meios de aprisionamento, permanentes ou rotineiros, tornam-se ilegais. No caso de extrema necessidade de contenção, o animal deverá ser preso a uma corrente do tipo vai-e-vem, com no mínimo oito metros de comprimento.

    Ainda de acordo com a lei, a liberdade de locomoção deverá ser oferecida de modo a não causar qualquer ferimento, dor ou angústia para o animal, observando-se:

    • a corrente utilizada não pode exceder a 10% do peso do animal de estimação;
    • fica proibido o uso de cadeado para fechar a coleira.
    O espaço destinado ao cão deve ser adequado ao seu porte.

    A nova lei, que amplia os efeitos da lei municipal nº 9.643/2014, trata também das necessidades de alojamento dos cães, que deve ter tamanho compatível com o porte dos pets, espaço suficiente para ampla movimentação, incidência de sol, luz, sombra e ventilação, fornecimento de alimento e água limpa, asseio, restrição de contato com animais agressivos e atendimento veterinário.

    Como denunciar

    Qualquer pessoa que observe um cachorro permanentemente preso em coleiras (e também em canis, sem espaço para caminhar e brincar) pode denunciar o fato às autoridades. É necessário registrar um boletim de ocorrência em qualquer delegacia de Florianópolis ou fazê-lo através da internet. O endereço eletrônico é www.delegaciavirtual.sc.gov.br.

    Uma vez registrado o BO, é preciso apresentá-lo à DIBEA (Diretoria de Bem-Estar Animal), vinculada à Rede Solidária Somar Floripa, da prefeitura municipal. Para fazer a denúncia, é importante reunir o máximo possível de provas, com filmagens ou fotografias. A DIBEA é o órgão responsável pela fiscalização.

    Apenas neste ano, a DIBEA já recebeu mais de 170 denúncias de maus tratos com animais. Com a nova legislação, o órgão espera receber 40 notificações a cada mês e garante que todos os casos são investigados rigorosamente.

    Os tutores responsabilizados pela nova lei sobre maus tratos a cães na Polícia Civil e na prefeitura de Florianópolis estão sendo multados. O valor varia de R$ 500 a R$ 3.000 (em caso de reincidência). Vários animais já foram atendidos.

    É o caso, por exemplo, de quatro cachorros que foram resgatados pela DIBEA. Eles estavam presos em um cubículo minúsculo, sem nenhum cuidado, com fezes espalhadas durante vários dias. Outro animal foi recolhido porque não tinha abrigo contra frio e chuva, estava permanentemente acorrentado. O cachorro – Scooby – estava muito magro, adoentado e cego.

    A DIBEA resgata os cães em várias condições de abandono. Os animais são tratados e disponibilizados para adoção. Os interessados podem conhecer os pets na página eletrônica www.somarfloripa.com/dibea ou pessoalmente, na Rodovia SC 401, nº 114, no bairro Itacorubi.

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