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    Menina de 7 anos cata latinhas para comprar ração para cachorros de rua

    O mais impressionante é que a ração é para cães de rua. Confira e emocione-se.

    Uma menina de apenas sete anos que vive na capital gaúcha está dando um exemplo que deve ser seguido não apenas por crianças. Isabel – este é o nome da nossa jovem heroína – é apaixonada por animais. Os pais contam que a atração se tornou visível quando ela ainda era pequena.

    Isabel parece ter um carinho especial pelos cães de rua. Os olhinhos dela não escondem: se pudesse, levaria todos eles para casa.

    Da mesma forma, ela não pode alimentar todos os cães que encontra pela frente. A família desta menina não teria condições financeiras para arcar com a despesa. Foi isto que os pais explicaram para a pequena Isabel, que ainda não tinha completado sete anos.

    As latinhas

    A menina começou a pensar em como resolver o problema – afinal, os seus amigos de quatro patas que vivem nas rua têm fome, e já foi dito que “quem tem fome, tem pressa”.

    Isabel encontrou uma solução inusitada: catar latinhas, para vender em cooperativas de reciclagem. A família da menina não incentivou, mas também não proibiu a iniciativa: todos imaginaram que a garotinha iria se cansar e encontrar outra coisa para se distrair.

    Não foi isto que aconteceu. Todos os dias, depois das aulas, Isabel sai pelas ruas próximas à sua casa com um saco plástico em busca de latinhas. Todo o dinheiro arrecadado (que, na verdade, é muito pouco) é usado para comprar ração para os cães de rua.

    Ao que tudo indica, a recompensa de Isabel é ver a alegria dos animais. Muitos deles já conhecem a menina e seguem-na nas suas andanças em busca de latinhas. E Isabel segue firme em sua missão de melhorar a vida dos animais.

    Na verdade, a recompensa é infinitamente maior. De forma inconsciente, ela sabe que os cães – de raça ou de rua, não importa – são seres leais, amorosos e puros, que querem dar apenas amor e carinho. É isto que Isabel recebe no dia a dia, mas algumas surpresas sempre surgem no caminho da menina.

    Glória do desporto nacional

    A menina tímida de sete anos tem outra paixão além dos cães. Mas não é segredo: sempre que pode, ela sai para catar latinhas vestindo a camisa do seu time de futebol do coração: o Sport Club Internacional. Isabel gosta em especial de um jogador: Andrés D’Alessandro, o craque argentino, meio-campista do Inter.

    As andanças de Isabel em busca de latinhas e o seu empenho em comprar ração para os cães de rua não demoraram para chegar à internet.

    Os internautas (milhares deles) decidiram fazer uma campanha através das redes sociais. A ideia era que os vídeos da menininha andando pelas ruas atrás de latinhas chegassem até o jogador do Internacional, o que não foi nada difícil.

    O jogador também se convenceu com a história e a persistência de Isabel. D’Alessandro, porém, não se limitou a curtir as postagens que contavam parte da história desta menina de sete anos. O atleta de 37 anos decidiu conhecer a menina e ajudá-la em sua campanha em favor dos cães de rua.

    Isabel foi levada até o centro de treinamento do Inter, onde conheceu o seu ídolo e vários outros jogadores do time. A menina ganhou cestas básicas, material escolar, brinquedos e, é claro, muitos quilos de ração para cães. Os vira-latas de Porto Alegre – pelo menos os que conhecem Isabel – agradecem.

    Veja o vídeo:

    O alumínio

    Isabel segue o exemplo de milhares de brasileiros, que diariamente recolhem latas de alumínio para a reciclagem. O material é abundante: pesquisas indicam que cada brasileiro consome 54 latinhas a cada ano.

    Há 18 anos, o Brasil é campeão mundial em reciclagem de alumínio: 98,4% desse material é reaproveitado (no mundo, o percentual é de 75%).

    A atividade informal, adotada por pessoas sem emprego formal (na maioria dos casos, nem mesmo informa), injeta mais de R$ 800 milhões a cada ano. Em apenas um mês, uma latinha pode ser comprada, usada, coletada, reciclada e transportada em latinha de novo.

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    Cachorro que ficava nas Casas Bahia é adotado por funcionário

    O nome do cachorro é Dock e ele foi adotado por um funcionário das Casas Bahia. Confira a história.

    A foto de um cachorro dormindo em um sofá acabou viralizando na segunda quinzena de maio 2019 nas redes sociais. Poderia ser apenas mais um cãozinho dormindo tranquilamente, se não fosse um fato inusitado: o sofá em questão estava em exposição numa loja das Casas Bahia em Suzano (região metropolitana de São Paulo).

    De acordo com as informações recolhidas, o cachorro, de porte médio, estava frequentando a loja há diversas semanas, provavelmente atraído pelo alimento, segurança e carinho oferecidos pelos funcionários. Mas o final desta história é ainda mais comovente.

    A postagem nas redes sociais

    A jovem responsável pelo tuíte passou pela loja, viu o cachorro dormindo tranquilamente e não se conteve: perguntou a uma funcionária das Casas Bahia sobre o “hóspede”. A resposta da vendedora foi simples:

    você viu, menina, ele não sai mais daqui, nós adotamos ele.

    Logo em seguida, a internauta postou:

    “Casas Bahia pisando e me fazendo lembrar do incidente no Carrefour. Eu perguntei pra moça se ela sabia que tinha um doguinho dormindo no sofá da loja e ela falou: cê viu?”

    A jovem fez referência ao triste episódio ocorrido em dezembro de 2018, quando um cachorro foi espancado até a morte por um segurança, no estacionamento do hipermercado Carrefour. O cão vivia no estacionamento e era alimentado por funcionários e clientes. A ativista pelos direitos dos animais Luíza Mell mostrou as imagens na delegacia de polícia e em suas redes sociais.

    O caso do cachorro acolhido nas Casas Bahia rendeu muitas postagens – o equivalente a uma estratégia gratuita de marketing. Muitos internautas afirmaram que, nas próximas compras, se lembrarão da rede varejista. Por outro lado, ao Carrefour, sobraram críticas.

    A história continua

    De acordo com o gerente da loja de Suzano, Wilson Moreira, o cachorro Dock estava “visitando” as Casas Bahia já fazia cerca de um mês. Moreira disse que é uma prática comum: “aqui já temos uma rotina voltada para sempre ajudar, pois, por ser uma região central, sempre aparecem animais por aqui”.

    Em nota, a direção das Casas Bahia parabenizou a equipe e afirmou esperar que “atitudes como esta sejam exemplos a serem seguidos por outras unidades lojas que representam a marca”.

    Enquanto alguns agridem e maltratam, esta rede varejista parece ter encontrado o caminho certo, incentivando o acolhimento e o carinho. Afinal, não existem animais de rua: existem animais que vivem nas ruas em função da negligência de seres humanos irresponsáveis.

    Um final feliz

    Toda história merece um final feliz, não é verdade? E, no caso de Dock, não poderia ser diferente. Não há príncipes encantados nem fadas madrinhas, mas há um funcionário das Casas Bahia.

    Durante a sua “hospedagem” na loja de Suzano, Dock era muito bem tratado, recebia alimento e água trazida pelos empregados, descansava tranquilamente nos sofás em exposição, mas, no momento de fechar a loja, ele tinha de voltar para as ruas.

    O tempo verbal está correto: tinha, não tem mais. Henrique Ferreira, de 33 anos, um dos empregados das Casas Bahia, parecia mais empenhado em cuidar de Dock. Tanto assim que muitas colegas insistiam: “por que você não adota o cachorro?”.

    Foram tantos os pedidos, “tão sinceros, tão sentidos”, que Henrique decidiu adotar Dock. Na noite de 26 de maio, o cachorro despediu-se pela última vez dos empregados das Casas Bahia e seguiu com o novo tutor para casa. Sim, desde esta data, Dock tem um lar para chamar de seu.

    É Henrique quem conta: “apesar dos problemas financeiros (o rapaz foi assaltado recentemente: levaram o seu automóvel, que ainda está sendo pago), não pensei duas vezes em levá-lo para casa. Peguei um pouco de ração na minha mãe e no dia seguinte comprei um pacote de ração de 15 quilos e uma coleira”.

    A narrativa continua: “Um amigo, com quem divido a moradia, fez uma casinha improvisada, com um edredom quentinho. Quando ele quer fazer as suas necessidades na rua, ele me chama. Amei isso, porque estou um pouco gordinho, ele está me incentivando a andar com mais frequência”.

    Henrique conclui o novo capítulo desta história: “Dock já está no meu coração. A bondade e a gratidão dele me fizeram esquecer qualquer dificuldade. Hoje, eu tenho um amigo, um filho de quatro patas”.

    Uma bela história, dois belos exemplos: um humano, outro canino. <3

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    Jovem adota cachorro com câncer para dar a ele um lar em seus últimos dias

    Ele queria dar um lar para o cachorro, antes que dele morrer. Conheça a história deste jovem argentino e emocione-se!

    Esta é a história de Luciano Karosas, um jovem de 21 anos que vive em Berazategui, um município (ou “partido”, como dizem os nossos irmãos portenhos) da Grande Buenos Aires, capital da Argentina. É também a história de um cachorro com câncer: o seu nome é Coco – ou melhor, Thanos, o nome escolhido para a última etapa de vida. Certamente, a melhor.

    Luciano e Thanos (Foto: Instagram/Reprodução)

    Antes de conhecer Luciano, Coco viveu com quatro famílias, que o rejeitaram por causa da doença. Os tumores provocados pelo câncer deformaram a cabeça do cachorro. Se já é difícil encontrar quem queira adotar um cão idoso, imagine quando este cão está desfigurado pela doença.

    O encontro

    Griselda, outra personagem desta história, está acostumada a resgatar animais que vivem nas ruas da capital argentina – ela faz isto há anos. Esta boa samaritana encontrou Coco mais uma vez depois do último abandono; Griselda encontrou as quatro famílias adotivas, mas teve a tristeza e desilusão de ver o cão devolvido quatro vezes.

    Ela levou o animal para casa mais uma vez, ofereceu os cuidados de que ele necessitava e decidiu encontrar um novo tutor para Coco, custasse o que custasse; desta vez, um tutor definitivo.

    Thanos (Foto: Instagram/Reprodução)

    Era necessário encontrar alguém que quisesse dar todo o amor do mundo – ao menos, por alguns meses, ou mesmo poucos dias. Não era preciso ser especialista para verificar que Coco não conseguiria resistir por muito tempo ao câncer, cujas múltiplas metástases o desfiguravam.

    Então, Luciano Karosas entrou na história. Foi amor à primeira vista, mas a primeira missão do jovem tutor era levar Coco – então rebatizado como Thanos – para uma avaliação veterinária. O prognóstico não foi nada otimista: disseram para o jovem que o cachorro com câncer teria pouco mais de um mês de vida. Talvez, 40 dias.

    O melhor amigo do cachorro

    Esta é a melhor definição para Luciano Karosas, que é músico e ator. O jovem decidiu que, se não tinha muito tempo para ficar com Coco, teria de transformar este curto período em um período de muito amor. Luciano afirma:

    Tudo o que eu quero é mimá-lo, tentar dar-lhe muito amor e diminuir a dor que ele sente antes que ele se vá. Achei difícil adaptar-me à ideia do pouco tempo que nós vamos passar juntos.

    Thanos continua vivendo com Luciano Karosas, que decidiu procurar um veterinário especializado em tratamentos com células-tronco (estruturas que podem se transformar em células para praticamente todas as áreas do corpo).

    Na verdade, o jovem Luciano queria apenas algum fio de esperança. O especialista, contudo, foi categórico: o câncer está em estágio avançado e não há tratamento que possa reverter o quadro clínico, nem aumentar a expectativa de vida.

    O tutor argentino afirmou, em entrevista para o jornal “El Clarín”, que saiu do consultório médico “com o coração partido”. Mesmo assim, manteve a decisão de adotar Thanos e dar-lhe os últimos dias de vida com dignidade e felicidade.

    Talvez por isto, Thanos continua brincalhão e está muito feliz na companhia do tutor. Luciano publica fotos do cachorro nas redes sociais. A história de Thanos, aliás, ficou famosa na rede mundial. O cachorro, cujas fotos começaram a ser publicadas em abril de 2019, já é famoso no Twitter e no Instagram.

    Há poucos dias, Luciano postou que quer viver os últimos dias de Thanos “com câncer, com tumores, com metástases, com o que for, porque o amor e a alegria deste cachorro me contagiam e emocionam”.

    Há poucos dias, Luciano Karosas postou:

    Thanos é o melhor cachorro que já tive na minha vida. Um feliz primeiro mês juntos, gordo do papai.

    Não se sabe quanto tempo de vida resta para o cãozinho com câncer. Seja como for, ele parece mais forte e saudável. Talvez seja o amor. Talvez fosse isto que Thanos estava esperando antes de descansar: um amigo em quem confiar. Mesmo assim, Luciano afirma: “ainda há Thanos por um bom tempo”.

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    Nina, a cadelinha que sofria maus-tratos adotada por Boechat

    Boa parte dos seres humanos, quando realiza uma boa ação, costuma apregoá-la aos quatro ventos. Não foi isto, no entanto, que aconteceu com o jornalista Ricardo Boechat, âncora do “Jornal da Band” (Grupo Bandeirantes de Comunicação).

    Há pouco mais de três anos, no final de 2015, o jornalista conheceu um canil, em Porto Alegre (RS), que resgata animais que sofreram maus-tratos, seja na rua, seja na casa em que moravam. O caso de Nina se enquadra na segunda opção.

    Boechat e sua mulher, Veruska, se apaixonaram por Nina à primeira vista. Levaram-na para casa e, desde então, a cadelinha faz parte da família, que agora não conta mais com o amor do pai.

    Ricardo Boechat

    O jornalista Ricardo Boechat, que em seu currículo conta com passagens em “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de São Paulo” e “Jornal do Brasil”, trabalhava no Grupo Bandeirantes – na rádio Band News e na TV Bandeirantes, onde apresentava o principal noticiário, além de assinar uma coluna semanal da revista “Isto É”.

    Autodidata (nunca frequentou uma faculdade de Jornalismo), Boechat é um dos profissionais mais premiados do Brasil – venceu por três vezes o prêmio Esso e por diversas vezes o prêmio Comunique-se. O jornalista não nasceu no país. Ele era argentino – o pai, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores há 66 anos, quando Ricardo Boechat nasceu.

    O jornalista morreu no dia 11/02/19, quando o helicóptero que o transportava caiu na Rodovia Anhanguera (que liga São Paulo à região central do Estado). Boechat voltava de uma palestra em Campinas.

    Existe uma orientação evangélica para que nós não apregoemos as nossas boas ações; que nós as façamos em segredo. No entanto, o que se verifica, na maioria das vezes, é a divulgação exagerada, para que todos saibam. Boechat, contudo, não fez questão de se apresentar como “defensor dos animais maltratados”. Apenas apaixonou-se por Nina e levou-a para casa.

    De acordo com Veruska Boechat, o jornalista era “o ateu que mais praticava o mandamento mais importante de todos, que é o amor ao próximo, porque sempre se preocupou com todo mundo, sempre teve coragem”. Pelo que podemos ver, o “próximo” incluía também os nossos amigos de quatro patas.

    Esta história permaneceria em sigilo, se não fosse por um post, no dia 12/02/19, de Lourdes Sprenger nas redes sociais, solidarizando-se com a família. Sprenger é vereadora em Porto Alegre, considerada a primeira parlamentar eleita pela causa ambiental.

    A vereadora gaúcha já apresentou projetos para o apadrinhamento de cães e gatos e também para a proibição da fabricação e venda de fogos de artifício. Graças à iniciativa da parlamentar, a capital gaúcha não permite a soltura de fogos desde novembro de 2016.

    Agora, sabemos que, além de um excelente profissional da comunicação, Ricardo Boechat também se preocupava com o meio ambiente e com o cuidado com os pets. Precisamos mais de “Ricardos Boechats” no país. O jornalista já está fazendo falta.

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    Latidos de cachorro ajuda a resgatar criança desaparecida

    O fato ocorreu no povoado de Barbosilândia, entre Posse e Damianópolis, a cerca de 500 km de Goiânia, capital do Estado. Uma menina se perdeu e, depois de muitas tentativas, família e vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros de Goiás.

    A criança, de apenas três anos de idade, estava desaparecida, em uma mata do povoado, desde a madrugada do dia 12/02/19. Ela se afastou de casa junto com o seu cãozinho, e foi o animal quem deu o alarme para que os bombeiros pudessem agir. Os militares encontraram a menina adormecida, abraçada ao animal.

    Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros

    Entenda o caso

    O cachorro herói, que guiou os bombeiros ao local do salvamento, também deixou rastros pelo caminho – pegadas, galhos quebrados de plantas, etc., de acordo com oficiais da corporação. Isto facilitou o resgate. A menina estava desaparecida desde logo depois do jantar, por volta das 18h30min.

    Os pais, naturalmente, estavam desesperados com a ausência da criancinha, alertaram toda a vizinhança, mas as buscas iniciais foram em vão. Ninguém conseguia encontrar a menina, que acabou adormecendo em uma trilha da mata de Barbosilândia, na Fazenda Palmeirinha.

    Ao todo, foram oito horas de buscas. Os bombeiros, que foram acionados à meia-noite, encontraram a menina sozinha, com bastante frio e muito assustada, mas, felizmente, sem ferimentos. A criança despertou apenas com o barulho provocado pelas ações de resgate. Não foi necessário levar a criança para o hospital.

    Logo depois que os militares do Corpo de Bombeiros, guiados pelos latidos do cachorro, identificaram a criancinha, ela pôde ser entregue aos pais, sem necessidade de atendimento médico.

    O comportamento canino

    Os cachorros naturalmente protegem os seus tutores e também o patrimônio. É comum identificar animais em guarda de uma casa ou terreno, sem que tenham tido qualquer adestramento para isto.

    Nos cuidados com a família – sim, os cães entendem que nós fazemos parte da família –, nossos melhores amigos não poupam esforços. Eles podem inclusive se colocar em situação de risco para proteger a “matilha” humana. É por isto que são empregados em ações policiais e já foram inclusive “soldados” em diversas guerras da nossa história.

    Neste comportamento, existe uma boa dose de empatia – nossos cachorros nos amam e querem nos ver felizes e satisfeitos. Mas há também outra razão para a conduta de defesa. Na natureza, os ancestrais dos cães andam sempre em grupo – são as alcateias dos lobos.

    Apesar de identificarem os seus próprios filhotes, os lobos cuidam de todas as “crianças” do grupo. Instintivamente, eles sabem que, se um membro da alcateia estiver em perigo, todos estão em perigo. Por isto, desenvolveram técnicas de defesa e ataque – afinal, lobos (e cães) são animais carnívoros.

    Quando humanos e caninos passaram a conviver e cooperar, os peludos trouxeram esta conduta para a nova parceria: eles são fiéis, tenazes e extremamente companheiros. Para nossa sorte, eles são “pau para toda obra” e estarão sempre ao nosso lado – seja em um perigo, seja no momento do cafuné.

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    Fonte: Dia Online

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    Cão de rua é adotado por skatistas em Votuporanga

    Della Rua é uma forma elegante de dizer “da rua”. E esta é a história de um cão abandonado de Votuporanga, município da região noroeste do Estado de São Paulo. De acordo com o zelador da pista de skate local, Fábio Audi Rogério, Della Rua, que tem aproximadamente três anos de idade, foi abandonado por uma família que se mudou do bairro e ficou preso durante alguns dias na casa vazia.

    Ao ser resgatado, o cão de rua conheceu o amor e o companheirismo das pessoas que frequentam a pista de skate da cidade. Della Rua foi adotado pelos esportistas e ganhou até mesmo uma casa construída com shapes e decorada com partes e peças de skate. “decoração” que casou perfeitamente com a nova moradia.

    O abandono do cão

    De acordo com o depoimento do zelador da pista Skate Park, o cão de rua ficou preso na casa abandonada por cerca de dois anos, alimentando-se de restos e bebendo água da chuva. Um amigo de Fábio Rogério decidiu soltar o animal.

    A partir de então, Della Rua passou a vagar pelas ruas do bairro Parque Industrial I até decidir fixar-se na pista de skate. O zelador tomou a iniciativa de construir uma casinha com restos de madeira – com direito a identificação do proprietário.

    Fábio Rogério informou à imprensa local que o cachorro originalmente se chamava Beethoven, mas as novas amizades com os frequentadores da pista de skate determinaram o novo nome: Della Rua (Da Rua). No entanto, nada está mais distante de ser um cão de rua do que este personagem de Votuporanga.

    Della Rua também recebeu uma coleira com identificação, inclusive com a ilustração de um pequeno skate, para que todos que cruzem com este cachorro saibam que ele recebe cuidados, não é mais um vira-latas.

    Um atleta polivalente

    Ou, pelo menos, uma mascote e tanto, além de ser um fiel escudeiro dos skatistas de Votuporanga. Praticamente todos os frequentadores o descrevem como um cão dócil, mas bastante agitado. Ainda de acordo com o zelador da pista de skate, Della Rua não fica confinado no local. Ele pode sair para passear, mas, quando demora, o tutor sai em seu encalço.

    Della Rua, no entanto, não é apenas um “skatista”: ele também é um torcedor empolgado, tanto assim, que roubou a cena durante a partida final da Copa Paulista. Definitivamente, o futebol é a paixão nacional. Até mesmo dos cachorros.

    Na tarde de 25/11/18, mais de cinco mil torcedores foram à Arena Plínio Marin, em Votuporanga, para acompanhar a primeira partida do final do campeonato. A quantidade de torcedores, no entanto, não foi a principal característica do jogo.

    Aos 18 minutos do primeiro tempo, um cão invadiu o gramado e interrompeu o duelo por longos três minutos. A invasão determinou a aplicação de multa, por parte da Federal Paulista de Futebol, ao time de Votuporanga, pela interrupção da partida.

    Quem era? Se você respondeu Della Rua, está absolutamente correto. Um frequentador da pista de skate decidiu levar o cachorro para assistir à partida e, aparentemente, ele não se contentou em ser apenas um espectador.

    Finalmente, um dos gandulas da Arena conseguiu controlar Della Rua, que foi devolvido para a arquibancada. O jogo, entre o Votuporanguense e a Ferroviária de Araraquara, terminou empatado. No jogo de volta, em Araraquara, a decisão foi para os pênaltis, quando finalmente o time de Della Rua pode soltar o grito: “é campeão”.

    O antigo cão de rua tornou-se o amuleto da sorte do time da cidade. Belo progresso para quem estava abandonado em uma casa vazia até poucos meses atrás, não é?

    Fotos: Fábio Audi Rogério

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    Shopping center na Turquia abriga cães de rua nas noites frias

    Apesar do clima quente característico da primavera e verão turcos, no outono e inverno as temperaturas em Istambul são rigorosas, oscilando entre -16ºC e +1ºC de outubro a março, com algumas nevascas ocasionais. Por isto, o Atrium Mall decidiu que, quando as portas das lojas, lanchonetes e cinemas do shopping se fecham para os clientes, é o momento de recolher os cães de rua.

    A iniciativa teve início no inverno de 2017 (janeiro a março no hemisfério norte). Em algumas áreas da cidade, o volume de neve chegou a 65 centímetros de altura. Em 2019, portanto, será a terceira edição do programa que garante abrigo para os cães de rua; boa parte deles desenvolveria doenças e até mesmo morreria de hipotermia se fossem deixados nas ruas.

    Existem outros projetos para abrigar cães e gatos de rua. Um dos comerciantes de Istambul, Selçuk Bayal, decidiu acolher gatos em sua loja. Ao ser criticado por alguns clientes, o empresário não teve dúvidas: afixou uma placa na porta do estabelecimento, informando que as pessoas incomodadas com os bichanos não são bem-vindas.

    O projeto

    Os comerciantes do Atrium Mall decidiram abrigar cães de rua em janeiro de 2017, depois que uma forte tempestade de neve caiu sobre a região de Istambul, que é uma cidade litorânea (ocupa os dois lados do estreito de Mármara, que separa a Europa da Ásia), mas, mesmo assim, sofre com as baixas temperaturas.

    Os cães de rua recolhidos podem se aquecer e dormir nas instalações do shopping e também recebem alimento e água, além da segurança de descansar em um local fechado. Para atrair os animais, alguns funcionários do shopping center circulam pelas ruas próximas oferecendo alimento e petiscos.

    Veja também: Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines.

    Pela manhã, eles voltam para as ruas para “ganhar o dia”, mas muitos clientes e funcionários decidiram adotar alguns dos animais. Como é esperado, os mais sortudos são os animais jovens e bonitos.

    A iniciativa do Atrium Mall também recebe a contribuição de voluntários residentes em Istambul e até mesmo de turistas. Estes anjos oferecem brinquedos, forros de papelão (para que os animais não durmam no piso frio), cobertores e alguns veterinários da cidade avaliam as condições de saúde dos cães de rua.

    É interessante observar que os turcos são apaixonados por animais de estimação, mas a “preferência nacional” recai sobre os gatos (as raças turco van e angorá são nativas do país e eles já erigiram diversas estátuas em parques e praças representando os bichanos).

    Mesmo assim, o shopping center decidiu abrigar cães de rua, porque o número deles é muito maior do que o dos gatos vadios. Os cães vira-latas de Istambul são contados aos milhares. O Atrium Mall abriga centenas deles.

    Veja também: Um vira-lata no presépio.

    A ideia de recolher cães desconhecidos pode parecer estranha, até mesmo uma temeridade para algumas pessoas que não estão acostumadas com resgate de animais abandonados. Afinal, os cães de rua passam boa parte do tempo apavorados, sofrendo agressões e abusos. Eles são medrosos e desconfiados, podendo inclusive mostrar-se violentos.

    No entanto, os cães de rua de Istambul parecem ter se acostumado rapidamente à atenção e carinho dos funcionários e voluntários. Alguns deles, com a chegada do frio, já se postam à frente do Atrium Mall, à espera de alimento, calor e afeto.

    O Brasil é caracterizado pelo clima tropical quente e úmido, mas, em muitas regiões, as massas de ar polar avançam. A região Sul é conhecida pelas geadas e precipitações leves de neve, mas as frentes frias, em alguns dias, atingem até mesmo a região Norte. É o que os cidadãos do Acre e de Rondônia chamam de “friagem”. De qualquer forma, as chuvas tropicais também são motivos para abrigar os animais.

    A iniciativa do Atrium Mall é uma boa inspiração para que também os nossos cães de rua (e também as pessoas em condição de rua) sejam abrigados nos dias mais frios. Aliás, esta é uma inspiração para o mundo inteiro.

    Gostou? Compartilhe e nos ajude divulgando histórias incríveis sobre os cachorros.

    Fonte: Europapress.es

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    Fogos sem barulho na Paulista no réveillon: Um alívio aos animais

    No dia 23/05/2015, o prefeito Bruno Covas sancionou a lei que proíbe fogos de artifícios barulhentos (como os rojões). A lei nº 16.897/18 ainda não foi regulamentada, mas, pela primeira vez, o Réveillon da Paulista não terá estes artefatos. A multa prevista para os infratores é de R$ 2.000, com penalidade em dobro no caso de reincidência em 30 dias. O valor é quadruplicado caso seja registrada uma terceira reincidência em 30 dias.

    O barulho dos fogos de artifício afeta crianças pequenas (especialmente as autistas), portadores de deficiência, idosos, enfermos e, claro, os animais.

    Na edição de 2019, pelo menos na principal festa de réveillon da cidade, que reúne dois milhões de cidadãos, este incômodo – que inclusive já provocou mortes de humanos e de animais – não se repetirá. Na virada para 2019, será mais colorida e menos barulhenta. Se tudo correr como é esperado, a partir do próximo ano, a explosão de fogos muito barulhentos se tornará coisa do passado.

    De acordo com o prefeito de São Paulo, ainda não existe tecnologia disponível para eliminar totalmente os ruídos. Bruno Covas declarou para a imprensa, no entanto, que o barulho será bem menor do que o verificado em anos anteriores.

    Veja também: Como proteger seu cachorro do barulho dos fogos

    De acordo com fabricantes e comerciantes destes artefatos, não é possível produzir fogos de artifício sem ruídos. O presidente da Associação Brasileira de Pirotecnia, Eduardo Tsugiyama, estes artefatos precisam de pólvora de propulsão para o lançamento e também para a abertura da bomba. E a pólvora, em contato com fogo, provoca barulhos fortes.

    A festa na Paulista

    A festa na Paulista conta com apresentações musicais, espaços gastronômicos, ações sociais e kids places, além da tradicional queima de fogos que, em 2018 durou mais de 20 minutos. No próximo Réveillon da Paulista, as luzes dos fogos de artifício (que podem ser vistas de diversos pontos da cidade, uma vez que a avenida está em um dos locais mais altos de São Paulo) continuarão brilhando, mas o barulho será restringido.

    Um noticiário brasileiro de grande audiência, no entanto, realizou testes comparativos entre foguetes de estampido e foguetes de cores. A conclusão não é muito favorável: a diferença do ruído é muito pequena, quase imperceptível aos ouvidos humanos.

    A medida

    A Prefeitura de São Paulo anunciou, em 04/12/2018, que a queima de fogos da virada, na região central da cidade, contará apenas com fogos de artifício de efeitos visuais, sem estampidos nem tiros. É possível que o exemplo do Réveillon da Paulista incentive outros organizadores de festas a deixarem os rojões de lado.

    No entanto, a maioria das cidades da Região Metropolitana de São Paulo não possui legislação para coibir o barulho excessivo. Além disto, muitos moradores desafiarão a legislação (muitos “cidadãos” consideram que os fogos de efeitos visuais não têm graça). Desta forma, os fogos barulhentos continuarão prejudicando os paulistanos, ao menos por algum tempo.

    A gestão municipal, no entanto, ainda não apresentou detalhes do novo projeto do Réveillon da Paulista. Questionada por órgãos de imprensa, a prefeitura não revelou o nome da empresa responsável pelo espetáculo visual, nem o custo da queima de fogos; não se sabe, por exemplo, se o custo será maior ou menor para os cofres públicos.

    A proibição do barulho

    A legislação municipal proíbe o uso, manuseio, queima e soltura de fogos de artifício barulhentos. A lei nº 16.897/18, no entanto, não criminaliza a produção destes artefatos. Em outras palavras, as fábricas podem produzir, mas apenas para venda fora do município.

    Embora tenha sido votada e sancionada em maio, a legislação ainda não está em vigor. A pedido do Sindicato das Indústrias de Explosivos do Estado de Minas Gerais (SindiEMG), o Tribunal de Justiça de São Paulo TJ-SP), a proibição foi derrubada através de uma liminar, em junho, às vésperas da Copa do Mundo FIFA. Isto impede que órgãos de fiscalização verifiquem as atividades das fábricas.

    O sindicato havia entrado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, argumentando que há leis federais e estaduais regulamentando a prática dos fogos de artifício e uma lei municipal não poderia se sobrepor a estas leis mais amplas.

    A liminar foi derrubada em setembro, pelo plenário do TJ-SP. Mesmo assim, a prefeitura de São Paulo ainda não regulamentou a nova lei contra fogos barulhentos, fato que, na prática, a torna inócua contra os prejuízos para idosos, crianças, enfermos e animais de estimação.

    O principal apoio ao uso de fogos de efeitos visuais veio principalmente das organizações de defesa dos animais paulistanas. A medida do prefeito, no entanto, está sendo bem recebida pelos hospitais da região da Avenida Paulista, alguns deles de grande porte, como o Hospital das Clínicas, Hospital Santa Catarina e Maternidade Pró-Matre.

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    Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines

    A loja é a Ikea, uma rede bastante conhecida na Europa, especializada em móveis e decorações. O magazine instalado na Catânia, na região da Sicília, decidiu proteger os cães de rua neste inverno, utilizando-os como elementos de decoração das suas vitrines.

    Catânia não é uma cidade muito fria, para os padrões de Europa. Neste final de primavera, a temperatura durante o dia fica em torno dos 18ºC e, à noite, cai para cerca de 12ºC. Mesmo assim, é bastante fria para os cães vira-latas que perambulam pelas ruas, procurando abrigo e alimento.

    Protegido do frio, cão faz parte da exposição dos móveis na loja IKEA, na Itália.
    Foto: Instagram.com/gscalone82

    A proteção

    Diversos clientes da Ikea registraram a presença dos cães de rua nas vitrines da loja e foram muitas publicações nas redes sociais. Os funcionários decidiram ir além das vendas a abrigar os animais, para protegê-los do frio, que deve aumentar nos próximos meses, com a chegada do inverno.

    Os animais se alimentam e dormem junto aos tapetes e móveis. As vitrines da Ikea estão atraindo a atenção dos consumidores e as vendas já registraram um aumento considerável. Martine Taccia descobriu a nova atração em sua viagem pela Itália. Vídeos e fotos foram postados nas redes sociais pela filha da turista.

    Os cachorros de ruas estão dormindo confortavelmente nas vitrines, graças a este gesto generoso. Sem esta iniciativa, muitos destes animais teriam morrido nas madrugadas e chuvosas de Catânia. E a Ikea conseguiu projeção favorável de graça com a boa ação. As imagens já receberam mais de um milhão de visualizações.

    De acordo com a turista, “a primeira reação foi de pura surpresa”. Taccia, impressionada com a fato incomum, disse depois que a loja havia decidido abrir as suas portas para os animais de rua, para lhes dar refúgio e conforto.

    As vitrines enfeitadas com cães foram parar em diversos sites. Taccia compartilhou a novidade no The Dodo, que está sediado em Nova York (EUA). Este site é especializado em bem-estar animal, trazendo muitas novidades sobre o mundo dos pets.

    Os cães recebem alimento e agrados diários dos vendedores e dos clientes da Ikea. Alguns animais chegaram a ser adotados por consumidores, impressionados com a atitude da equipe da loja, e conseguiram uma nova família para servir e proteger.

    A Ikea não está explorando comercialmente o recolhimento dos cães de rua. A iniciativa não foi divulgada em anúncios comerciais, nem no site da loja. Os clientes, no entanto, estão fazendo “propaganda gratuita”.

    Outro cliente, Beppe Liotta, também se empolgou com a nova prática. Ele é um dos consumidores que postaram fotos nas redes sociais. Nas palavras de Liotta, “tive uma sensação de profunda ternura e grande felicidade ao ver cães no espaço de exposição na entrada da loja”. Uma rápida pesquisa nas redes sociais mostra que muitos outros italianos e turistas aprovaram a iniciativa.

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    Dove c'è Ikea c'è casa…. 😂

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    Como denunciar maus-tratos contra animais

    As leis brasileiras não são muito detalhadas quando o assunto é denunciar maus-tratos contra animais. Não existe uma legislação nacional sobre o assunto, com exceção da preservação de espécies nativas; nestes casos, a repressão fica a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

    A legislação sobre maus-tratos contra animais

    As denúncias de maus-tratos contra animais são legitimadas pelo artigo nº 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais):

    Artigo nº 32 – Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos e domesticados, nativos ou exóticos.

    Pena: detenção de três meses a um ano e multa.

    § 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos e científicos, quando existirem recursos alternativos.

    § 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço, quando ocorre a morte do animal.

    A Constituição Nacional, outorgada em 1988, em seu artigo nº 23, afirma que é de competência comum da União, estados e municípios protegerem o meio ambiente, adotando medidas como:

    • proteger a fauna e a flora;
    • adotar medidas para combater as práticas que coloquem em risco a função ecológica de animais e plantas;
    • proibir as práticas que coloquem espécies vegetais e animais em risco de extinção;
    • coibir atitudes que submetam os animais a crueldade.

    Diversas cidades brasileiras possuem legislação específica sobre maus-tratos contra animais, mas não existe um conjunto de leis que norteie as denúncias. As penas para quem é condenado por esta prática (que poderia ser chamada de tortura) são brandas: de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa, cujo valor é definido pelo juiz responsável pelo caso, de acordo com a capacidade financeira dos apenados.

    É importante lembrar que os maus-tratos contra animais são considerados crimes.

    As liberdades dos animais

    Não é apenas a violência física que caracteriza os maus-tratos contra animais. Em casa ou em seu habitat natural, os animais possuem cinco liberdades:

    • para serem livres do medo e do estresse;
    • para serem livres da fome e da sede;
    • para serem livres da dor e das doenças;
    • para poderem expressar seu comportamento natural;
    • para serem livres do desconforto.

    Portanto, o conjunto de maus-tratos contra animais inclui a negligência no trato diário (alimentação), a falta de exercícios físicos, a repressão das manifestações da conduta instintiva, a falta de cuidados com a saúde (o que inclui a vacinação adequada) e a carência de estímulos para o desenvolvimento emocional adequado.

    “todos os animais existentes no território nacional são tutelados pelo Estado”

    Como denunciar maus-tratos contra animais?

    Os fatos mais comuns, no entanto, são as agressões físicas, o abandono (muito comum na época das férias – a família vai viajar e simplesmente abandona o pet, muitas vezes em rodovias de tráfego intenso) e a manutenção de cães presos por longas horas, sem ração nem água. O corte estético de orelhas e caudas também pode ser denunciado como mutilação.

    Caso tenha conhecimento, você também pode denunciar a manutenção de cães, aves e touros para “entretenimento” – os animais são utilizados para lutar em rinhas, em touradas, farras do boi, etc. Todas estas atividades são ilegais no país.

    Apesar de não haver uma legislação unificada, é importante lembrar que os maus-tratos contra animais são considerados crimes – e não atos ilícitos ou contravenções. Caso não haja uma delegacia especializada em crimes ambientais, qualquer denunciante pode registrar um boletim de ocorrência em qualquer delegacia das Polícias Civil e Militar.

    Denunciar nas delegacias

    Na delegacia, o policial ou escrivão que se recusar a recepção da denúncia e registrar os maus-tratos contra animais comete crime de prevaricação e pode ser enquadrado no artigo nº 319 do Código Penal: retardar ou deixar praticar ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa em lei, para satisfazer interesse ou desejo pessoal.

    As denúncias também podem ser formalizadas:

    • nos Centros de Controle de Zoonoses;
    • nas agências do IBAMA (tanto para animais silvestres, como para os domésticos);
    • nas Promotorias de Justiça do Meio Ambiente;
    • na Vigilância Sanitária;
    • no Ministério Público.

    Denunciar no Ministério Público

    O Ministério Público também pode ser acionado. O MP de São Paulo disponibiliza uma Cartilha de Defesa Animal em sua página na internet.

    Garantia de sigilo ao denunciar maus-tratos

    As autoridades garantem o sigilo dos denunciantes. Desta forma, quando a denúncia é formalizada, os riscos de represália por parte do agressor são mínimos. Diversas ONGs espalhadas pelo Brasil também estão comprometidas com a adoção e posse de animais.

    Para se certificar onde comparecer para efetuar a denúncia, basta ligar para 190, o telefone do Serviço de Operações da Polícia Militar (COPOM). Os sites das secretarias de Segurança Pública também recebem denúncias online de maus tratos contra animais. Os endereços são diferentes em cada unidade da federação, mas, como regra geral, o: www.ssp.[UF].gov.br.

    No Estado de São Paulo, os defensores dos animais podem registrar o BO na DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal. Nestes casos, os denunciantes precisam se identificar, mas o sigilo é garantido. O endereço é www.ssp.sp.gov.br/depa. Cada denúncia recebe um número de protocolo, com o qual é possível acompanhar as novidades sobre o caso.

    No Rio de Janeiro, as denúncias podem ser apresentadas à DEMA – Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, através dos telefones (21) 3399-3290, 3399-3298 ou 2589-3133.

    Denunciar para o IBAMA

    As denúncias podem ser feitas através do site www.ibama.gov.br ou pelo telefone 0800-618080.

    O IBAMA investiga principalmente os casos de tráfico de animais da fauna brasileira, como aves, répteis e anfíbios. Os traficantes geralmente mantêm e transportam estes animais aprisionados em péssimas condições. A maioria chega a feiras irregulares em más condições de saúde e boa parte deles chega morta aos pontos de comércio. Vale lembrar que existem penalidades tanto para os traficantes quanto para os compradores destes animais de estimação.

    Quanto aos animais exóticos (que não pertencem à fauna do Brasil), a situação é mais complicada: os apaixonados por répteis podem criar uma píton-reticulada (nativa do sudeste da Ásia), desde que comprovem a importação, mas só podem manter uma sucuri ou uma jiboia se adquirirem o pet em um criadouro autorizado pelo IBAMA.

    As características das denúncias

    Caso você tenha provas das agressões e maus-tratos (tais como fotos e vídeos), o processo corre mais rapidamente. Por exemplo, é possível gravar imagens de um cachorro mantido acorrentado, sem abrigo contra o frio e a chuva, subalimentado, sem iluminação ou ventilação, etc.

    Ao registrar o BO, anote os fatos observados nos mínimos detalhes. Se as agressões forem recorrentes, anote data e hora em que os maus-tratos foram observados. A opinião de um médico veterinário também é valiosa para materializar a denúncia. Se possível, identifique o nome e endereço do agressor.

    De acordo com a legislação brasileira (artigo 1º do decreto nº 24.645/1934), “todos os animais existentes no território nacional são tutelados pelo Estado”. Desta forma, os denunciantes não se tornam autores do processo para investigar maus-tratos contra animais. O autor (e responsável pelo trâmite da investigação) é o conjunto de autoridades responsáveis – da União, dos estados e das prefeituras.

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    Jovem é multada por maus tratos contra a sua cadela

    O fato aconteceu no dia 07/11/18, no Mato Grosso do Sul, em Nova Andradina, a 288 quilômetros de Campo Grande, capital do estado. Vizinhos de uma jovem de 19 anos denunciaram as más condições de uma cadelinha ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

    Fonte: CCZ de Nova Andradina

    Na casa, os agentes da Polícia Militar Ambiental de Batayporã (município vizinho a Nova Andradina), com as informações do CCZ, encontraram a cadela sem raça definida de pequeno porte no bairro Alvorada, no centro da cidade. O caso foi apresentado e registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil.

    Os maus tratos contra o animal consistem em abandono geral: a cadela estava doente, com sarna em grande parte do corpo, tinha perdido quase todos os pelos, estava sem água nem comida. A presença de excrementos no local de permanência dos pets se configura como “condição degradante”.

    A jovem irá responder por crime ambiental e já foi autuada em R$ 1.000. além da situação de saúde bastante precária, a cadela estava suja de terra, sinais de que ela era mantida permanentemente no quintal, que tinha muitos restos de fezes e urina e não recebia a devida higienização por parte dos moradores.

    A legislação

    De acordo com a legislação sul-mato-grossense, a pena para quem comete maus tratos contra animais domésticos é de três meses a um ano de reclusão e até R$ 3.000 de multa pecuniária. Por enquanto, a jovem, que não teve a identidade revelada, foi autuada administrativamente, pela Polícia Civil de Nova Andradina, em R$ 1.000 e espera as determinações da justiça para a conclusão do caso.

    Existem práticas que podem ser consideradas como tortura. É o caso de morte, atropelamento seguido de fuga do motorista, espancamento, etc. Mas o não suprimento das necessidades básicas também é considerado crime ambiental. Animais de estimação precisam receber água, alimento, atendimento veterinário, boas condições para abrigo e descanso.

    As penalidades poderiam ser maiores. Em março de 2018, o deputado estadual Márcio Fernandes (MDB) apresentou projeto de lei impedindo que condenados por maus tratos contra animais adotem novos pets pelo prazo de cinco anos, a contar da autuação.

    O deputado, que também é médico veterinário, afirmou que a proposta visa reduzir os casos de violência contra animais domésticos. O projeto ainda está tramitando pelas comissões da Assembleia Legislativa, para depois ser votado em plenário e sancionado pelo governador do Mato Grosso do Sul.

    Na região de Nova Andradina, denúncias sobre maus tratos contra animais podem ser registradas nas delegacias de Polícia. Também é possível acionar a Polícia Militar Ambiental pelo telefone (67) 3443-1095, ou o CCZ, pelo telefone (67) 3441-4715. O Mundo Pet, uma ONG que se dedica à conscientização dos tutores de animais, pelo telefone/ Whatsapp (67) 9 9988-8472.

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    Cachorro morre após ser espancado e envenenado no Carrefour de Osasco

    Um cachorro que vivia na rua foi espancado na filial de Osasco (região metropolitana da Grande São Paulo) dos hipermercados Carrefour, no dia 28/11/18. Integrantes de ONGs que defendem os direitos se manifestaram contra a violência. Revoltados, os participantes do ato público, no dia 03/12, denunciaram a atitude para os clientes da rede.

    E não é de menos, não é mesmo? É realmente revoltante.

    O cachorro teria sido espancado e envenenado por um segurança da rede. Ele teve as patas fraturadas e possivelmente em decorrência da hemorragia. O cão sem dono estaria procurando alimento nas lixeiras do hipermercado.

    O Cachorro teria sido envenenado e espancado por um funcionário do Carrefour

    De acordo com relato de Isabela Marcelino, também ativista dos direitos dos animais, o cachorro estava rondando as imediações do Carrefour havia uma semana, em busca de comida. Aparentemente, tratava-se de um animal dócil, sem traços de violência, mas, mesmo assim, foi atacado pelo segurança, a pedido do superior do homem, que não teve ainda sua identidade revelada.

    Veja também: Como denunciar maus tratos aos cães

    No Facebook, Isabela postou que o cachorro foi morto a pauladas, porque alguns diretores da rede iriam visitar a loja de Osasco e o segurança queria “fazer bonito”. As ordens para matar o animal surgiram “como se não fossem nada: mandaram eliminar o cão da pior forma possível”. O post já teve 22 mil visualizações.

    O inquérito

    Bruno Lima, delegado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e deputado estadual eleito pelo PSL, abriu um inquérito na Delegacia Especial de Osasco para apurar detalhes da agressão. Ele foi ao hipermercado e ouviu testemunhas da violência. Integrantes da ONG Bendita Adoção contaram que o cachorro foi recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos. Outras ONGS estão se manifestando através das redes sociais.

    O vereador Ralfi Silva (Podemos), defensor dos direitos dos animais na Câmara Municipal de Osasco, afirmou que irá solicitar as imagens das câmeras de vigilância da Avenida dos Autonomistas e do estacionamento do hipermercado, para anexar ao inquérito. O prefeito da cidade, Rogério Lins, também do Podemos, disse que também irá acompanhar as investigações.

    Ainda no Facebook, o delegado Bruno Lima, em contraposição, afirmou que a tentativa de responsabilizar o CCZ pela morte do animal agredido é um “comunicado ridículo”, uma vez que diversas testemunhas presenciaram a agressão e comprovaram o grau de violência empregado pelo segurança.

    Também nas redes sociais, o vereador Ralpi Silva também defendeu o CCZ, em nota de repúdio e indignação ao comunicado do Carrefour. Silva postou um vídeo do momento em que os profissionais do CCZ atenderam o cachorro com “muito carinho durante o resgate”.

    Em vídeo no Facebook, delegado afirma que o crime não vai ficar impune:

    Nota do Carrefour

    Em nota, o Carrefour afirmou que repudia qualquer forma de agressão aos animais e irá acompanhar o inquérito e está à disposição para esclarecer dúvidas. De acordo com o porta-voz do hipermercado, o cachorro foi encontrado ferido e imediatamente encaminhado para a Zoonoses.

    A rede de hipermercados afirmou que o vira-lata morreu porque o CCZ foi acionado diversas vezes, mas demorou para providenciar o socorro necessário. No momento da abordagem dos profissionais de imobilização, o cachorro desfaleceu em razão do uso de um enforcador, um tipo de equipamento de contenção.

    O que diz a prefeitura?

    A Prefeitura de Osasco informou que o Departamento de Fauna e Bem-Estar foi acionado no dia 28 “para prestar socorro a um cachorro ferido e sangrando, possivelmente vítima de atropelamento”. Ainda de acordo com a nota, somente no sábado (1º.12) o departamento recebeu denúncias de que se tratava de um caso de maus tratos.

    A Defesa Animal estadual, subordinada à Subsecretaria Estadual de Defesa dos Animais Domésticos (que, por sua vez, é subordinada à Chefia da Casa Militar), afirmou que a pena para maus tratos a animais é de encarceramento de três meses e um ano, além do pagamento de multa.

    Denuncie!

    As leis brasileiras não são detalhadas o suficiente quando se trata de maus tratos a animais e, por isto, muitas pessoas não sabem como proceder para denunciar estas situações. As penas são brandas – de três meses a um ano –, mas, mesmo assim, a crueldade contra pets precisa ser denunciada.

    A legislação varia de município para município. Alguns projetos de lei tramitam no Congresso Nacional, mas ainda serão motivo de muita discussão até que se tornem eficazes.

    As maiores vítimas são animais silvestres, que são traficados para os grandes centros urbanos e comercializados entre pessoas desavisadas. A aquisição de serpentes, papagaios e araras, por exemplo, quase sempre é feita à revelia da lei. Os tutores responsáveis devem recusar os animais sem certificação de procedência: é o primeiro passo para impedir os maus tratos e as más condições de transporte.

    Os animais de estimação têm direito a cinco liberdades mínimas:

    • liberdade do medo e do estresse;
    • liberdade da fome e da sede;
    • liberdade do desconforto;
    • liberdade da dor e das doenças;
    • liberdade para expressar seu comportamento natural.

    Dependendo da cidade onde você vive, existem delegacias especializadas em maus tratos aos animais. Caso você não encontre a disponibilidade deste serviço, as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia de polícia ou nos Centros de Controle de Zoonoses, na Vigilância Sanitária, na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, no Ministério Público ou no Ibama.

    Abandono, mutilação (o que inclui o corte estético de orelhas e caudas), envenenamento, espancamento, falta de higiene, privação de alimento, espaço inadequado, criação de rinhas de cães e galos, tração de carroças, são algumas das situações que podem gerar um boletim de ocorrência.

    É importante coletar provas. Isto pode ser feito com fotografias e vídeos das condições degradantes ou que expõem os pets a riscos. Anote datas e horários. Se você conhecer um médico veterinário, peça para ele avaliar as condições.

    As denúncias podem ser feitas por um ou mais vizinhos, mas é o Estado (prefeitura, governo do Estado ou a União) que irá proceder ao inquérito, porque, de acordo nº 24.645/1934, todos os animais do país, domésticos ou silvestres, são tutelados pelo Estado. Desta forma, o nome dos denunciantes nem sequer aparecerá nos processos.

    No Estado de São Paulo, as testemunhas podem contar com a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal, que garante o sigilo dos denunciantes. Os fatos anômalos podem ser registrados pela internet. Ao cadastrar os fatos presenciados, é gerado um protocolo, para que as testemunhas possam acompanhar o andamento das denúncias.

    Vamos atualizar a notícia assim que novas informações forem surgindo. Estaremos em nossas redes sociais cobrando justiça, para que os maus-tratos aos animais acabem.

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