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    Cão de rua é adotado por skatistas em Votuporanga

    Della Rua é uma forma elegante de dizer “da rua”. E esta é a história de um cão abandonado de Votuporanga, município da região noroeste do Estado de São Paulo. De acordo com o zelador da pista de skate local, Fábio Audi Rogério, Della Rua, que tem aproximadamente três anos de idade, foi abandonado por uma família que se mudou do bairro e ficou preso durante alguns dias na casa vazia.

    Ao ser resgatado, o cão de rua conheceu o amor e o companheirismo das pessoas que frequentam a pista de skate da cidade. Della Rua foi adotado pelos esportistas e ganhou até mesmo uma casa construída com shapes e decorada com partes e peças de skate. “decoração” que casou perfeitamente com a nova moradia.

    O abandono do cão

    De acordo com o depoimento do zelador da pista Skate Park, o cão de rua ficou preso na casa abandonada por cerca de dois anos, alimentando-se de restos e bebendo água da chuva. Um amigo de Fábio Rogério decidiu soltar o animal.

    A partir de então, Della Rua passou a vagar pelas ruas do bairro Parque Industrial I até decidir fixar-se na pista de skate. O zelador tomou a iniciativa de construir uma casinha com restos de madeira – com direito a identificação do proprietário.

    Fábio Rogério informou à imprensa local que o cachorro originalmente se chamava Beethoven, mas as novas amizades com os frequentadores da pista de skate determinaram o novo nome: Della Rua (Da Rua). No entanto, nada está mais distante de ser um cão de rua do que este personagem de Votuporanga.

    Della Rua também recebeu uma coleira com identificação, inclusive com a ilustração de um pequeno skate, para que todos que cruzem com este cachorro saibam que ele recebe cuidados, não é mais um vira-latas.

    Um atleta polivalente

    Ou, pelo menos, uma mascote e tanto, além de ser um fiel escudeiro dos skatistas de Votuporanga. Praticamente todos os frequentadores o descrevem como um cão dócil, mas bastante agitado. Ainda de acordo com o zelador da pista de skate, Della Rua não fica confinado no local. Ele pode sair para passear, mas, quando demora, o tutor sai em seu encalço.

    Della Rua, no entanto, não é apenas um “skatista”: ele também é um torcedor empolgado, tanto assim, que roubou a cena durante a partida final da Copa Paulista. Definitivamente, o futebol é a paixão nacional. Até mesmo dos cachorros.

    Na tarde de 25/11/18, mais de cinco mil torcedores foram à Arena Plínio Marin, em Votuporanga, para acompanhar a primeira partida do final do campeonato. A quantidade de torcedores, no entanto, não foi a principal característica do jogo.

    Aos 18 minutos do primeiro tempo, um cão invadiu o gramado e interrompeu o duelo por longos três minutos. A invasão determinou a aplicação de multa, por parte da Federal Paulista de Futebol, ao time de Votuporanga, pela interrupção da partida.

    Quem era? Se você respondeu Della Rua, está absolutamente correto. Um frequentador da pista de skate decidiu levar o cachorro para assistir à partida e, aparentemente, ele não se contentou em ser apenas um espectador.

    Finalmente, um dos gandulas da Arena conseguiu controlar Della Rua, que foi devolvido para a arquibancada. O jogo, entre o Votuporanguense e a Ferroviária de Araraquara, terminou empatado. No jogo de volta, em Araraquara, a decisão foi para os pênaltis, quando finalmente o time de Della Rua pode soltar o grito: “é campeão”.

    O antigo cão de rua tornou-se o amuleto da sorte do time da cidade. Belo progresso para quem estava abandonado em uma casa vazia até poucos meses atrás, não é?

    Fotos: Fábio Audi Rogério

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    Shopping center na Turquia abriga cães de rua nas noites frias

    Apesar do clima quente característico da primavera e verão turcos, no outono e inverno as temperaturas em Istambul são rigorosas, oscilando entre -16ºC e +1ºC de outubro a março, com algumas nevascas ocasionais. Por isto, o Atrium Mall decidiu que, quando as portas das lojas, lanchonetes e cinemas do shopping se fecham para os clientes, é o momento de recolher os cães de rua.

    A iniciativa teve início no inverno de 2017 (janeiro a março no hemisfério norte). Em algumas áreas da cidade, o volume de neve chegou a 65 centímetros de altura. Em 2019, portanto, será a terceira edição do programa que garante abrigo para os cães de rua; boa parte deles desenvolveria doenças e até mesmo morreria de hipotermia se fossem deixados nas ruas.

    Existem outros projetos para abrigar cães e gatos de rua. Um dos comerciantes de Istambul, Selçuk Bayal, decidiu acolher gatos em sua loja. Ao ser criticado por alguns clientes, o empresário não teve dúvidas: afixou uma placa na porta do estabelecimento, informando que as pessoas incomodadas com os bichanos não são bem-vindas.

    O projeto

    Os comerciantes do Atrium Mall decidiram abrigar cães de rua em janeiro de 2017, depois que uma forte tempestade de neve caiu sobre a região de Istambul, que é uma cidade litorânea (ocupa os dois lados do estreito de Mármara, que separa a Europa da Ásia), mas, mesmo assim, sofre com as baixas temperaturas.

    Os cães de rua recolhidos podem se aquecer e dormir nas instalações do shopping e também recebem alimento e água, além da segurança de descansar em um local fechado. Para atrair os animais, alguns funcionários do shopping center circulam pelas ruas próximas oferecendo alimento e petiscos.

    Veja também: Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines.

    Pela manhã, eles voltam para as ruas para “ganhar o dia”, mas muitos clientes e funcionários decidiram adotar alguns dos animais. Como é esperado, os mais sortudos são os animais jovens e bonitos.

    A iniciativa do Atrium Mall também recebe a contribuição de voluntários residentes em Istambul e até mesmo de turistas. Estes anjos oferecem brinquedos, forros de papelão (para que os animais não durmam no piso frio), cobertores e alguns veterinários da cidade avaliam as condições de saúde dos cães de rua.

    É interessante observar que os turcos são apaixonados por animais de estimação, mas a “preferência nacional” recai sobre os gatos (as raças turco van e angorá são nativas do país e eles já erigiram diversas estátuas em parques e praças representando os bichanos).

    Mesmo assim, o shopping center decidiu abrigar cães de rua, porque o número deles é muito maior do que o dos gatos vadios. Os cães vira-latas de Istambul são contados aos milhares. O Atrium Mall abriga centenas deles.

    Veja também: Um vira-lata no presépio.

    A ideia de recolher cães desconhecidos pode parecer estranha, até mesmo uma temeridade para algumas pessoas que não estão acostumadas com resgate de animais abandonados. Afinal, os cães de rua passam boa parte do tempo apavorados, sofrendo agressões e abusos. Eles são medrosos e desconfiados, podendo inclusive mostrar-se violentos.

    No entanto, os cães de rua de Istambul parecem ter se acostumado rapidamente à atenção e carinho dos funcionários e voluntários. Alguns deles, com a chegada do frio, já se postam à frente do Atrium Mall, à espera de alimento, calor e afeto.

    O Brasil é caracterizado pelo clima tropical quente e úmido, mas, em muitas regiões, as massas de ar polar avançam. A região Sul é conhecida pelas geadas e precipitações leves de neve, mas as frentes frias, em alguns dias, atingem até mesmo a região Norte. É o que os cidadãos do Acre e de Rondônia chamam de “friagem”. De qualquer forma, as chuvas tropicais também são motivos para abrigar os animais.

    A iniciativa do Atrium Mall é uma boa inspiração para que também os nossos cães de rua (e também as pessoas em condição de rua) sejam abrigados nos dias mais frios. Aliás, esta é uma inspiração para o mundo inteiro.

    Gostou? Compartilhe e nos ajude divulgando histórias incríveis sobre os cachorros.

    Fonte: Europapress.es

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    Fogos sem barulho na Paulista no réveillon: Um alívio aos animais

    No dia 23/05/2015, o prefeito Bruno Covas sancionou a lei que proíbe fogos de artifícios barulhentos (como os rojões). A lei nº 16.897/18 ainda não foi regulamentada, mas, pela primeira vez, o Réveillon da Paulista não terá estes artefatos. A multa prevista para os infratores é de R$ 2.000, com penalidade em dobro no caso de reincidência em 30 dias. O valor é quadruplicado caso seja registrada uma terceira reincidência em 30 dias.

    O barulho dos fogos de artifício afeta crianças pequenas (especialmente as autistas), portadores de deficiência, idosos, enfermos e, claro, os animais.

    Na edição de 2019, pelo menos na principal festa de réveillon da cidade, que reúne dois milhões de cidadãos, este incômodo – que inclusive já provocou mortes de humanos e de animais – não se repetirá. Na virada para 2019, será mais colorida e menos barulhenta. Se tudo correr como é esperado, a partir do próximo ano, a explosão de fogos muito barulhentos se tornará coisa do passado.

    De acordo com o prefeito de São Paulo, ainda não existe tecnologia disponível para eliminar totalmente os ruídos. Bruno Covas declarou para a imprensa, no entanto, que o barulho será bem menor do que o verificado em anos anteriores.

    Veja também: Como proteger seu cachorro do barulho dos fogos

    De acordo com fabricantes e comerciantes destes artefatos, não é possível produzir fogos de artifício sem ruídos. O presidente da Associação Brasileira de Pirotecnia, Eduardo Tsugiyama, estes artefatos precisam de pólvora de propulsão para o lançamento e também para a abertura da bomba. E a pólvora, em contato com fogo, provoca barulhos fortes.

    A festa na Paulista

    A festa na Paulista conta com apresentações musicais, espaços gastronômicos, ações sociais e kids places, além da tradicional queima de fogos que, em 2018 durou mais de 20 minutos. No próximo Réveillon da Paulista, as luzes dos fogos de artifício (que podem ser vistas de diversos pontos da cidade, uma vez que a avenida está em um dos locais mais altos de São Paulo) continuarão brilhando, mas o barulho será restringido.

    Um noticiário brasileiro de grande audiência, no entanto, realizou testes comparativos entre foguetes de estampido e foguetes de cores. A conclusão não é muito favorável: a diferença do ruído é muito pequena, quase imperceptível aos ouvidos humanos.

    A medida

    A Prefeitura de São Paulo anunciou, em 04/12/2018, que a queima de fogos da virada, na região central da cidade, contará apenas com fogos de artifício de efeitos visuais, sem estampidos nem tiros. É possível que o exemplo do Réveillon da Paulista incentive outros organizadores de festas a deixarem os rojões de lado.

    No entanto, a maioria das cidades da Região Metropolitana de São Paulo não possui legislação para coibir o barulho excessivo. Além disto, muitos moradores desafiarão a legislação (muitos “cidadãos” consideram que os fogos de efeitos visuais não têm graça). Desta forma, os fogos barulhentos continuarão prejudicando os paulistanos, ao menos por algum tempo.

    A gestão municipal, no entanto, ainda não apresentou detalhes do novo projeto do Réveillon da Paulista. Questionada por órgãos de imprensa, a prefeitura não revelou o nome da empresa responsável pelo espetáculo visual, nem o custo da queima de fogos; não se sabe, por exemplo, se o custo será maior ou menor para os cofres públicos.

    A proibição do barulho

    A legislação municipal proíbe o uso, manuseio, queima e soltura de fogos de artifício barulhentos. A lei nº 16.897/18, no entanto, não criminaliza a produção destes artefatos. Em outras palavras, as fábricas podem produzir, mas apenas para venda fora do município.

    Embora tenha sido votada e sancionada em maio, a legislação ainda não está em vigor. A pedido do Sindicato das Indústrias de Explosivos do Estado de Minas Gerais (SindiEMG), o Tribunal de Justiça de São Paulo TJ-SP), a proibição foi derrubada através de uma liminar, em junho, às vésperas da Copa do Mundo FIFA. Isto impede que órgãos de fiscalização verifiquem as atividades das fábricas.

    O sindicato havia entrado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, argumentando que há leis federais e estaduais regulamentando a prática dos fogos de artifício e uma lei municipal não poderia se sobrepor a estas leis mais amplas.

    A liminar foi derrubada em setembro, pelo plenário do TJ-SP. Mesmo assim, a prefeitura de São Paulo ainda não regulamentou a nova lei contra fogos barulhentos, fato que, na prática, a torna inócua contra os prejuízos para idosos, crianças, enfermos e animais de estimação.

    O principal apoio ao uso de fogos de efeitos visuais veio principalmente das organizações de defesa dos animais paulistanas. A medida do prefeito, no entanto, está sendo bem recebida pelos hospitais da região da Avenida Paulista, alguns deles de grande porte, como o Hospital das Clínicas, Hospital Santa Catarina e Maternidade Pró-Matre.

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    Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines

    A loja é a Ikea, uma rede bastante conhecida na Europa, especializada em móveis e decorações. O magazine instalado na Catânia, na região da Sicília, decidiu proteger os cães de rua neste inverno, utilizando-os como elementos de decoração das suas vitrines.

    Catânia não é uma cidade muito fria, para os padrões de Europa. Neste final de primavera, a temperatura durante o dia fica em torno dos 18ºC e, à noite, cai para cerca de 12ºC. Mesmo assim, é bastante fria para os cães vira-latas que perambulam pelas ruas, procurando abrigo e alimento.

    Protegido do frio, cão faz parte da exposição dos móveis na loja IKEA, na Itália.
    Foto: Instagram.com/gscalone82

    A proteção

    Diversos clientes da Ikea registraram a presença dos cães de rua nas vitrines da loja e foram muitas publicações nas redes sociais. Os funcionários decidiram ir além das vendas a abrigar os animais, para protegê-los do frio, que deve aumentar nos próximos meses, com a chegada do inverno.

    Os animais se alimentam e dormem junto aos tapetes e móveis. As vitrines da Ikea estão atraindo a atenção dos consumidores e as vendas já registraram um aumento considerável. Martine Taccia descobriu a nova atração em sua viagem pela Itália. Vídeos e fotos foram postados nas redes sociais pela filha da turista.

    Os cachorros de ruas estão dormindo confortavelmente nas vitrines, graças a este gesto generoso. Sem esta iniciativa, muitos destes animais teriam morrido nas madrugadas e chuvosas de Catânia. E a Ikea conseguiu projeção favorável de graça com a boa ação. As imagens já receberam mais de um milhão de visualizações.

    De acordo com a turista, “a primeira reação foi de pura surpresa”. Taccia, impressionada com a fato incomum, disse depois que a loja havia decidido abrir as suas portas para os animais de rua, para lhes dar refúgio e conforto.

    As vitrines enfeitadas com cães foram parar em diversos sites. Taccia compartilhou a novidade no The Dodo, que está sediado em Nova York (EUA). Este site é especializado em bem-estar animal, trazendo muitas novidades sobre o mundo dos pets.

    Os cães recebem alimento e agrados diários dos vendedores e dos clientes da Ikea. Alguns animais chegaram a ser adotados por consumidores, impressionados com a atitude da equipe da loja, e conseguiram uma nova família para servir e proteger.

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    #Ikea #dog #love #halloween ❤️

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    A Ikea não está explorando comercialmente o recolhimento dos cães de rua. A iniciativa não foi divulgada em anúncios comerciais, nem no site da loja. Os clientes, no entanto, estão fazendo “propaganda gratuita”.

    Outro cliente, Beppe Liotta, também se empolgou com a nova prática. Ele é um dos consumidores que postaram fotos nas redes sociais. Nas palavras de Liotta, “tive uma sensação de profunda ternura e grande felicidade ao ver cães no espaço de exposição na entrada da loja”. Uma rápida pesquisa nas redes sociais mostra que muitos outros italianos e turistas aprovaram a iniciativa.

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    Dove c'è Ikea c'è casa…. 😂

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    Como denunciar maus-tratos contra animais

    As leis brasileiras não são muito detalhadas quando o assunto é denunciar maus-tratos contra animais. Não existe uma legislação nacional sobre o assunto, com exceção da preservação de espécies nativas; nestes casos, a repressão fica a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

    A legislação sobre maus-tratos contra animais

    As denúncias de maus-tratos contra animais são legitimadas pelo artigo nº 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais):

    Artigo nº 32 – Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos e domesticados, nativos ou exóticos.

    Pena: detenção de três meses a um ano e multa.

    § 1º – Incorre nas mesmas penas quem realiza experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos e científicos, quando existirem recursos alternativos.

    § 2º – A pena é aumentada de um sexto a um terço, quando ocorre a morte do animal.

    A Constituição Nacional, outorgada em 1988, em seu artigo nº 23, afirma que é de competência comum da União, estados e municípios protegerem o meio ambiente, adotando medidas como:

    • proteger a fauna e a flora;
    • adotar medidas para combater as práticas que coloquem em risco a função ecológica de animais e plantas;
    • proibir as práticas que coloquem espécies vegetais e animais em risco de extinção;
    • coibir atitudes que submetam os animais a crueldade.

    Diversas cidades brasileiras possuem legislação específica sobre maus-tratos contra animais, mas não existe um conjunto de leis que norteie as denúncias. As penas para quem é condenado por esta prática (que poderia ser chamada de tortura) são brandas: de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa, cujo valor é definido pelo juiz responsável pelo caso, de acordo com a capacidade financeira dos apenados.

    É importante lembrar que os maus-tratos contra animais são considerados crimes.

    As liberdades dos animais

    Não é apenas a violência física que caracteriza os maus-tratos contra animais. Em casa ou em seu habitat natural, os animais possuem cinco liberdades:

    • para serem livres do medo e do estresse;
    • para serem livres da fome e da sede;
    • para serem livres da dor e das doenças;
    • para poderem expressar seu comportamento natural;
    • para serem livres do desconforto.

    Portanto, o conjunto de maus-tratos contra animais inclui a negligência no trato diário (alimentação), a falta de exercícios físicos, a repressão das manifestações da conduta instintiva, a falta de cuidados com a saúde (o que inclui a vacinação adequada) e a carência de estímulos para o desenvolvimento emocional adequado.

    “todos os animais existentes no território nacional são tutelados pelo Estado”

    Como denunciar maus-tratos contra animais?

    Os fatos mais comuns, no entanto, são as agressões físicas, o abandono (muito comum na época das férias – a família vai viajar e simplesmente abandona o pet, muitas vezes em rodovias de tráfego intenso) e a manutenção de cães presos por longas horas, sem ração nem água. O corte estético de orelhas e caudas também pode ser denunciado como mutilação.

    Caso tenha conhecimento, você também pode denunciar a manutenção de cães, aves e touros para “entretenimento” – os animais são utilizados para lutar em rinhas, em touradas, farras do boi, etc. Todas estas atividades são ilegais no país.

    Apesar de não haver uma legislação unificada, é importante lembrar que os maus-tratos contra animais são considerados crimes – e não atos ilícitos ou contravenções. Caso não haja uma delegacia especializada em crimes ambientais, qualquer denunciante pode registrar um boletim de ocorrência em qualquer delegacia das Polícias Civil e Militar.

    Denunciar nas delegacias

    Na delegacia, o policial ou escrivão que se recusar a recepção da denúncia e registrar os maus-tratos contra animais comete crime de prevaricação e pode ser enquadrado no artigo nº 319 do Código Penal: retardar ou deixar praticar ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa em lei, para satisfazer interesse ou desejo pessoal.

    As denúncias também podem ser formalizadas:

    • nos Centros de Controle de Zoonoses;
    • nas agências do IBAMA (tanto para animais silvestres, como para os domésticos);
    • nas Promotorias de Justiça do Meio Ambiente;
    • na Vigilância Sanitária;
    • no Ministério Público.

    Denunciar no Ministério Público

    O Ministério Público também pode ser acionado. O MP de São Paulo disponibiliza uma Cartilha de Defesa Animal em sua página na internet.

    Garantia de sigilo ao denunciar maus-tratos

    As autoridades garantem o sigilo dos denunciantes. Desta forma, quando a denúncia é formalizada, os riscos de represália por parte do agressor são mínimos. Diversas ONGs espalhadas pelo Brasil também estão comprometidas com a adoção e posse de animais.

    Para se certificar onde comparecer para efetuar a denúncia, basta ligar para 190, o telefone do Serviço de Operações da Polícia Militar (COPOM). Os sites das secretarias de Segurança Pública também recebem denúncias online de maus tratos contra animais. Os endereços são diferentes em cada unidade da federação, mas, como regra geral, o: www.ssp.[UF].gov.br.

    No Estado de São Paulo, os defensores dos animais podem registrar o BO na DEPA – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal. Nestes casos, os denunciantes precisam se identificar, mas o sigilo é garantido. O endereço é www.ssp.sp.gov.br/depa. Cada denúncia recebe um número de protocolo, com o qual é possível acompanhar as novidades sobre o caso.

    No Rio de Janeiro, as denúncias podem ser apresentadas à DEMA – Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, através dos telefones (21) 3399-3290, 3399-3298 ou 2589-3133.

    Denunciar para o IBAMA

    As denúncias podem ser feitas através do site www.ibama.gov.br ou pelo telefone 0800-618080.

    O IBAMA investiga principalmente os casos de tráfico de animais da fauna brasileira, como aves, répteis e anfíbios. Os traficantes geralmente mantêm e transportam estes animais aprisionados em péssimas condições. A maioria chega a feiras irregulares em más condições de saúde e boa parte deles chega morta aos pontos de comércio. Vale lembrar que existem penalidades tanto para os traficantes quanto para os compradores destes animais de estimação.

    Quanto aos animais exóticos (que não pertencem à fauna do Brasil), a situação é mais complicada: os apaixonados por répteis podem criar uma píton-reticulada (nativa do sudeste da Ásia), desde que comprovem a importação, mas só podem manter uma sucuri ou uma jiboia se adquirirem o pet em um criadouro autorizado pelo IBAMA.

    As características das denúncias

    Caso você tenha provas das agressões e maus-tratos (tais como fotos e vídeos), o processo corre mais rapidamente. Por exemplo, é possível gravar imagens de um cachorro mantido acorrentado, sem abrigo contra o frio e a chuva, subalimentado, sem iluminação ou ventilação, etc.

    Ao registrar o BO, anote os fatos observados nos mínimos detalhes. Se as agressões forem recorrentes, anote data e hora em que os maus-tratos foram observados. A opinião de um médico veterinário também é valiosa para materializar a denúncia. Se possível, identifique o nome e endereço do agressor.

    De acordo com a legislação brasileira (artigo 1º do decreto nº 24.645/1934), “todos os animais existentes no território nacional são tutelados pelo Estado”. Desta forma, os denunciantes não se tornam autores do processo para investigar maus-tratos contra animais. O autor (e responsável pelo trâmite da investigação) é o conjunto de autoridades responsáveis – da União, dos estados e das prefeituras.

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    Jovem é multada por maus tratos contra a sua cadela

    O fato aconteceu no dia 07/11/18, no Mato Grosso do Sul, em Nova Andradina, a 288 quilômetros de Campo Grande, capital do estado. Vizinhos de uma jovem de 19 anos denunciaram as más condições de uma cadelinha ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município.

    Fonte: CCZ de Nova Andradina

    Na casa, os agentes da Polícia Militar Ambiental de Batayporã (município vizinho a Nova Andradina), com as informações do CCZ, encontraram a cadela sem raça definida de pequeno porte no bairro Alvorada, no centro da cidade. O caso foi apresentado e registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil.

    Os maus tratos contra o animal consistem em abandono geral: a cadela estava doente, com sarna em grande parte do corpo, tinha perdido quase todos os pelos, estava sem água nem comida. A presença de excrementos no local de permanência dos pets se configura como “condição degradante”.

    A jovem irá responder por crime ambiental e já foi autuada em R$ 1.000. além da situação de saúde bastante precária, a cadela estava suja de terra, sinais de que ela era mantida permanentemente no quintal, que tinha muitos restos de fezes e urina e não recebia a devida higienização por parte dos moradores.

    A legislação

    De acordo com a legislação sul-mato-grossense, a pena para quem comete maus tratos contra animais domésticos é de três meses a um ano de reclusão e até R$ 3.000 de multa pecuniária. Por enquanto, a jovem, que não teve a identidade revelada, foi autuada administrativamente, pela Polícia Civil de Nova Andradina, em R$ 1.000 e espera as determinações da justiça para a conclusão do caso.

    Existem práticas que podem ser consideradas como tortura. É o caso de morte, atropelamento seguido de fuga do motorista, espancamento, etc. Mas o não suprimento das necessidades básicas também é considerado crime ambiental. Animais de estimação precisam receber água, alimento, atendimento veterinário, boas condições para abrigo e descanso.

    As penalidades poderiam ser maiores. Em março de 2018, o deputado estadual Márcio Fernandes (MDB) apresentou projeto de lei impedindo que condenados por maus tratos contra animais adotem novos pets pelo prazo de cinco anos, a contar da autuação.

    O deputado, que também é médico veterinário, afirmou que a proposta visa reduzir os casos de violência contra animais domésticos. O projeto ainda está tramitando pelas comissões da Assembleia Legislativa, para depois ser votado em plenário e sancionado pelo governador do Mato Grosso do Sul.

    Na região de Nova Andradina, denúncias sobre maus tratos contra animais podem ser registradas nas delegacias de Polícia. Também é possível acionar a Polícia Militar Ambiental pelo telefone (67) 3443-1095, ou o CCZ, pelo telefone (67) 3441-4715. O Mundo Pet, uma ONG que se dedica à conscientização dos tutores de animais, pelo telefone/ Whatsapp (67) 9 9988-8472.

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    Cachorro morre após ser espancado e envenenado no Carrefour de Osasco

    Um cachorro que vivia na rua foi espancado na filial de Osasco (região metropolitana da Grande São Paulo) dos hipermercados Carrefour, no dia 28/11/18. Integrantes de ONGs que defendem os direitos se manifestaram contra a violência. Revoltados, os participantes do ato público, no dia 03/12, denunciaram a atitude para os clientes da rede.

    E não é de menos, não é mesmo? É realmente revoltante.

    O cachorro teria sido espancado e envenenado por um segurança da rede. Ele teve as patas fraturadas e possivelmente em decorrência da hemorragia. O cão sem dono estaria procurando alimento nas lixeiras do hipermercado.

    O Cachorro teria sido envenenado e espancado por um funcionário do Carrefour

    De acordo com relato de Isabela Marcelino, também ativista dos direitos dos animais, o cachorro estava rondando as imediações do Carrefour havia uma semana, em busca de comida. Aparentemente, tratava-se de um animal dócil, sem traços de violência, mas, mesmo assim, foi atacado pelo segurança, a pedido do superior do homem, que não teve ainda sua identidade revelada.

    Veja também: Como denunciar maus tratos aos cães

    No Facebook, Isabela postou que o cachorro foi morto a pauladas, porque alguns diretores da rede iriam visitar a loja de Osasco e o segurança queria “fazer bonito”. As ordens para matar o animal surgiram “como se não fossem nada: mandaram eliminar o cão da pior forma possível”. O post já teve 22 mil visualizações.

    O inquérito

    Bruno Lima, delegado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e deputado estadual eleito pelo PSL, abriu um inquérito na Delegacia Especial de Osasco para apurar detalhes da agressão. Ele foi ao hipermercado e ouviu testemunhas da violência. Integrantes da ONG Bendita Adoção contaram que o cachorro foi recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos. Outras ONGS estão se manifestando através das redes sociais.

    O vereador Ralfi Silva (Podemos), defensor dos direitos dos animais na Câmara Municipal de Osasco, afirmou que irá solicitar as imagens das câmeras de vigilância da Avenida dos Autonomistas e do estacionamento do hipermercado, para anexar ao inquérito. O prefeito da cidade, Rogério Lins, também do Podemos, disse que também irá acompanhar as investigações.

    Ainda no Facebook, o delegado Bruno Lima, em contraposição, afirmou que a tentativa de responsabilizar o CCZ pela morte do animal agredido é um “comunicado ridículo”, uma vez que diversas testemunhas presenciaram a agressão e comprovaram o grau de violência empregado pelo segurança.

    Também nas redes sociais, o vereador Ralpi Silva também defendeu o CCZ, em nota de repúdio e indignação ao comunicado do Carrefour. Silva postou um vídeo do momento em que os profissionais do CCZ atenderam o cachorro com “muito carinho durante o resgate”.

    Em vídeo no Facebook, delegado afirma que o crime não vai ficar impune:

    Nota do Carrefour

    Em nota, o Carrefour afirmou que repudia qualquer forma de agressão aos animais e irá acompanhar o inquérito e está à disposição para esclarecer dúvidas. De acordo com o porta-voz do hipermercado, o cachorro foi encontrado ferido e imediatamente encaminhado para a Zoonoses.

    A rede de hipermercados afirmou que o vira-lata morreu porque o CCZ foi acionado diversas vezes, mas demorou para providenciar o socorro necessário. No momento da abordagem dos profissionais de imobilização, o cachorro desfaleceu em razão do uso de um enforcador, um tipo de equipamento de contenção.

    O que diz a prefeitura?

    A Prefeitura de Osasco informou que o Departamento de Fauna e Bem-Estar foi acionado no dia 28 “para prestar socorro a um cachorro ferido e sangrando, possivelmente vítima de atropelamento”. Ainda de acordo com a nota, somente no sábado (1º.12) o departamento recebeu denúncias de que se tratava de um caso de maus tratos.

    A Defesa Animal estadual, subordinada à Subsecretaria Estadual de Defesa dos Animais Domésticos (que, por sua vez, é subordinada à Chefia da Casa Militar), afirmou que a pena para maus tratos a animais é de encarceramento de três meses e um ano, além do pagamento de multa.

    Denuncie!

    As leis brasileiras não são detalhadas o suficiente quando se trata de maus tratos a animais e, por isto, muitas pessoas não sabem como proceder para denunciar estas situações. As penas são brandas – de três meses a um ano –, mas, mesmo assim, a crueldade contra pets precisa ser denunciada.

    A legislação varia de município para município. Alguns projetos de lei tramitam no Congresso Nacional, mas ainda serão motivo de muita discussão até que se tornem eficazes.

    As maiores vítimas são animais silvestres, que são traficados para os grandes centros urbanos e comercializados entre pessoas desavisadas. A aquisição de serpentes, papagaios e araras, por exemplo, quase sempre é feita à revelia da lei. Os tutores responsáveis devem recusar os animais sem certificação de procedência: é o primeiro passo para impedir os maus tratos e as más condições de transporte.

    Os animais de estimação têm direito a cinco liberdades mínimas:

    • liberdade do medo e do estresse;
    • liberdade da fome e da sede;
    • liberdade do desconforto;
    • liberdade da dor e das doenças;
    • liberdade para expressar seu comportamento natural.

    Dependendo da cidade onde você vive, existem delegacias especializadas em maus tratos aos animais. Caso você não encontre a disponibilidade deste serviço, as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia de polícia ou nos Centros de Controle de Zoonoses, na Vigilância Sanitária, na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, no Ministério Público ou no Ibama.

    Abandono, mutilação (o que inclui o corte estético de orelhas e caudas), envenenamento, espancamento, falta de higiene, privação de alimento, espaço inadequado, criação de rinhas de cães e galos, tração de carroças, são algumas das situações que podem gerar um boletim de ocorrência.

    É importante coletar provas. Isto pode ser feito com fotografias e vídeos das condições degradantes ou que expõem os pets a riscos. Anote datas e horários. Se você conhecer um médico veterinário, peça para ele avaliar as condições.

    As denúncias podem ser feitas por um ou mais vizinhos, mas é o Estado (prefeitura, governo do Estado ou a União) que irá proceder ao inquérito, porque, de acordo nº 24.645/1934, todos os animais do país, domésticos ou silvestres, são tutelados pelo Estado. Desta forma, o nome dos denunciantes nem sequer aparecerá nos processos.

    No Estado de São Paulo, as testemunhas podem contar com a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal, que garante o sigilo dos denunciantes. Os fatos anômalos podem ser registrados pela internet. Ao cadastrar os fatos presenciados, é gerado um protocolo, para que as testemunhas possam acompanhar o andamento das denúncias.

    Vamos atualizar a notícia assim que novas informações forem surgindo. Estaremos em nossas redes sociais cobrando justiça, para que os maus-tratos aos animais acabem.

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    Falar com os cães os deixam felizes?

    Quem convive com cães certamente já se pegou falando com eles, nem que seja um “sai daí” ou um “muito bem”. No entanto, muitos de nós nos perguntamos se falar com cães é algo realmente necessário. Os especialistas são unânimes em dizer que sim.

    Esqueça os mitos e lendas sobre a possibilidade de os cachorros saírem falando. Mas, conversando frequentemente com eles, os pets se tornarão mentalmente mais ágeis e participantes do cotidiano da família. Quando estiver apenas “jogando conversa fora”, sem necessidade de ensinar ou advertir, fale tranquila e pausadamente.

    Para manter uma boa relação com os cães, é necessário estabelecer canais de comunicação. Até a década de 1970, os cachorros, em sua maioria, eram considerados apenas seres inferiores que viviam em nossos quintais. De lá para cá, muita coisa mudou. Eles entraram definitivamente em nossas casas e se tornaram nossos filhos ou netos.

    Quando falamos com os nossos cães, nós estamos admitindo este fato. Eles não estão ao nosso lado apenas para nos proteger, fazer companhia ou distrair as crianças. Os cães fazem parte da família e, como tais, devem ficar felizes para que se tornem equilibrados e sociáveis.

    Como conversar com os cães?

    Um estudo realizado na Universidade de Saint Etienne, na França, demonstrou que falar com os cães filhotes com voz infantil, com palavras pronunciadas mais lentamente e melódicas, realmente funciona. Eles aprendem mais rapidamente e ficam mais felizes.

    Os especialistas concluíram que as pessoas tendem a falar com os cachorros como se eles fossem bebês. Efetivamente, a maioria dos cachorros adultos apresenta inteligência similar à de uma criança de dois anos. No entanto, a técnica funciona apenas com os cachorrinhos. Para falar com os adultos e idosos, é necessário utilizar outro tom de voz, mais firme e taxativa.

    No estudo francês, coordenado por Nicholas Mathevon, foram empregadas 30 voluntárias, às quais foram apresentadas fotos de cães filhotes e de pessoas adultas. Para os pets, as mulheres utilizaram tons de voz mais agudos e musicais, enquanto que, para os humanos, elas pronunciaram frases (como “muito bem, garoto” e “vem aqui, doçura) com o tom normal de voz.

    O estudo ainda descobriu que os filhotes reagiram imediatamente ao tom de voz adocicado. Todos os pets empregados na pesquisa reagiram positivamente. Ao serem confrontados com gravações (sem a presença humana), os cãezinhos começavam a abanar o rabo e a procurar de onde vinha o som.

    Veja também: Sinais que seu cachorro adora você.

    Já os cães adultos não reagiram às frases melosas e, quando as gravações foram apresentadas, demonstraram indiferença. É possível que os resultados fossem outros se as frases tivessem sido pronunciadas por pessoas conhecidas e queridas. Seja como for, os animais adultos tendem a ser mais seletivos e só obedecer aos humanos que lhes são familiares.

    Só falta falar!

    Esta é uma frase muito comum entre os tutores de cães: “meu cachorro é muito esperto, só falta falar”. Na realidade, eles já estão falando. Não com palavras humanas (o que seria impossível, já que eles são de outra espécie), mas os cães realmente desejam que nós falemos com eles.

    Mais que isto, eles realmente anseiam pelo contato com os tutores. Estão loucos por isto. Quando retornamos para casa, depois de um dia de trabalho, eles esperam que dediquemos alguns minutos para o diálogo. Certamente, eles não entenderão todas as nossas palavras, mas ficarão gratos pela nossa atenção.

    Para nós, é igualmente positivo falar com os cachorros. Um animal de estimação não pode substituir o contato com outros seres humanos, mas pode ser uma forma para nós aliviarmos as pressões do dia a dia e relaxarmos depois de um dia corrido.

    Aprenda a ouvir o seu cachorro. Ele fala pelo movimento corporal e com os latidos. Geralmente, ele late para chamar a sua atenção e usa os ganidos para alertar sobre um perigo, mesmo que este não seja real. Quando ele empina o traseiro, está “dizendo” que quer brincar. Quando ele encara um estranho sem demonstrar camaradagem, é indício de que está prestes a atacar.

    Fale sempre com ele, desde que o cachorro chegar à casa. Use frases curtas em tom firme. Experimente utilizar tons distintos para comandos diferentes. Quando um cachorro percebe que a atenção está sendo dirigida a ele, sempre imagina que deve fazer alguma coisa.

    A nossa linguagem corporal é muito importante para os cães. Preste atenção na sua postura quando falar com eles. Mandar um cachorro sair para o quintal com um tom de voz normal não significará nada para ele.

    Você pode falar longamente com os seus cães, mas tenha certeza de que eles não entenderão quase nada, nem darão muita importância a isto. Para os comandos, utilize palavras e frases curtas e não estenda o diálogo, especialmente nos momentos de bronca.

    Nunca empregue apenas o “não” para impedir que os cães não façam o que você não quer. A palavra ficará banalizada e não servirá para nada. Utilize “sai”, “entra” “fica”, “sentado”, “rola”, “do lado” e outros comandos simples. Acompanhe as palavras com gestos significativos, para que eles consigam perceber o que você está esperando deles.

    Repreenda os seus cães no momento da travessura. Eles não conseguirão entender uma bronca algumas horas depois da “arte”. A exceção fica por conta das travessuras ocorridas quando você não está em casa. Neste caso, repreenda-os assim que entrar em casa e identificar os malfeitos.

    A nossa parte

    Falar com os cães é uma atitude absolutamente natural e faz bem para os dois “falantes”. Existe uma área da ciência – a antrozoologia – que estuda especificamente a interação entre humanos e os outros animais, especialmente os domésticos. Ela estuda as ligações emocionais, as percepções e crenças humanas em relação a outros animais, o vínculo entre tutores e pets, etc.

    Os humanos tendem a atribuir pensamentos e significados para todas as coisas da vida. É por isto que nós ficamos bravos com uma caneta porque a tinta acabou ou discutimos com um computador travado (apesar de este comportamento ser corrigido rapidamente, porque sabemos as diferenças entre os nossos interlocutores). Assim, conversar com os nossos cachorros se torna ainda mais especial.

    Pessoas solitárias (que moram sozinhas, por exemplo) são mais propensas a descrever os seus cães e outros animais de estimação com palavras que sugerem que eles oferecem apoio emocional. Já os mais independentes, que querem ter mais autonomia, raramente fazem isto.

    Continue conversando com os seus cães. Provavelmente, os sons serão incompreensíveis para eles, mas este diálogo estreita os laços entre cães e tutores. Utilize também estímulos visuais e linguagem corporal. Mas, se for apenas para desabafar (ou comemorar), fale pelos cotovelos. Eles certamente irão retribuir.

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    Sinais de que o seu cachorro adora você

    Os cães amam os tutores incondicionalmente. A parceria entre humanos e caninos, que já perdura milhares de anos (ou centenas de milhares, como indicam alguns indícios arqueológicos), é prova de que o relacionamento deu muito, muito certo. Trata-se de uma história com final feliz, no estilo “foram felizes para sempre”.

    Nossos pets, no entanto, não possuem o dom de falar. Por isto, o seu cão expressa que adora você através de muitos sinais – as atitudes do dia a dia – que são responsáveis pelas expressões de carinho, cuidado e vigilância que ele nutre em relação aos tutores.

    Os cachorros fazem parte da família e merecem atenção, cuidado, educação e saúde, que devem ser proporcionados pelos tutores. Eles demonstram o amor que sentem de maneiras diferentes. Relacionamos algumas delas aqui, mas é possível que o seu cachorro revele o quanto adora você de formas muito especiais. Fique atento a eles; afinal, cada cachorro é único.

    Rabo abanando

    Este é talvez o sinal mais clássico de que os nossos cães nos amam. A alegria de nos ver de volta para casa, depois de um longo dia de ausência, é demonstrada pela cauda movendo-se freneticamente, seguida de saltos, lambidas nas mãos e no rosto, numa demonstração incondicional de afeto.

    O motivo do rabo abanando é bastante simples. Ao agitar a cauda, os cães liberam feromônios, hormônios aromáticos (exalados pelo ânus) com que os animais se comunicam. No caso do contato com os tutores, o feromônio empregado é o de aproximação, indicando que a presença do recém-chegado é prazerosa e bem-vinda.

    Fique atento, porém: existe um abanar de cauda que não se relaciona à alegria. Quando o rabo está bem erguido, com movimentos curtos e rápidos e dobrado sobre o dorso, isto pode significar tensão e ameaça. Esta atitude em geral é empregada por cães dominantes e não deve ser encorajada; afinal, em casa, o “macho alfa” é o próprio tutor.

    Veja também: Como eliminar a agressividade canina

    Já o movimento tímido, com a cauda rente às pernas traseiras, é quase sempre atribuído a um pet amedrontado. O famoso “rabo entre as pernas” é uma forma de inibir a liberação do feromônios. Nestas ocasiões, é muito provável que o cão tenha feito alguma arte – é uma espécie de pedido antecipado de desculpas.

    Um grude só

    Muitos cães passam o tempo inteiro seguindo os seus tutores. Até mesmo nos deslocamentos dentro de casa, eles não “desgrudam” de nós. Existe um motivo ancestral para isto: os cães são animais gregários e bastante hierarquizados.

    Seguir o dono é uma forma de o cão demonstrar que aceita a liderança – e, ao contrário do que muitos podem pensar, ele está satisfeito com isto. Afinal, fazer parte da matilha é uma garantia de alimento e também de segurança.

    Veja também: Cachorro latindo muito: o que fazer?

    Os cães também podem simplesmente decidir seguir o membro da família que seja mais afetuoso ou que ofereça mais petiscos, especialmente fora das refeições. Este comportamento precisa ser desencorajado, porque, para garantir o perfeito equilíbrio físico e emocional, os pets precisam aprender os horários e a rotina da família.

    Lambidas em profusão

    Mais um gesto de amor e afeto dos cães em relação aos seus tutores. Em quase todas as ocasiões, é exatamente isto que acontece. Os cachorros demonstram carinho lambendo as mãos e o rosto dos demais membros da família (inclusive outros animais da casa).

    Nas alcateias, os lobos lambem os animais de que mais gostam. Ao serem trazidos para o convívio humano, os cães trouxeram este hábito instintivo. A atitude, no entanto, também pode revelar certa dose de oportunismo. Os filhotes lambem a boca das mães para estimular que elas regurgitem alimento e é possível que, em muitas ocasiões, elas tentem repetir isto conosco.

    Campeões em salto

    Mais um hábito que revela a satisfação que os nossos cães fazem para demonstrar contentamento nos reencontros. Os pulos são utilizados pelos pets porque eles percebem o mundo principalmente pelo olfato (os cachorros conseguem perceber o aroma de uma gota caindo de um galho de árvore).

    Veja também: Entendendo a linguagem corporal dos cachorros

    Eles apenas querem se aproximar das mãos e do tronco dos tutores para sentir o cheiro que estes trazem da rua (ou seja lá de onde os donos vieram). O hábito de pular é mais comum nos animais de pequeno porte, até porque cães maiores devem ser desestimulados, uma vez que podem derrubar pessoas (especialmente crianças e idosos) e provocar acidentes sem perceber o que estão fazendo.

    Se os pulos são excessivos, no entanto, os cães devem ser ensinados a reprimir estes movimentos – ou pelo menos a amenizá-los. Se for este caso, ao chegar a casa, não dê atenção imediata aos pets: guarde as compras, troque de roupa e só depois volte-se para cumprimentá-lo. No início da manhã, também não dê muita atenção: em poucos dias, os cães conseguirão entender o que se espera deles.

    Mais motivos

    O amor não é um sentimento que pode ser mensurado. Ele não pode ser colocado na balança, nem medido com uma trena. As manifestações de afeto ocorrem das mais diversas maneiras. Por isto, os cachorros também demonstram que nos adoram por outras razões:

    lealdade – cães equilibrados são extremamente leais aos donos. Eles cumprem fielmente as suas tarefas, mesmo em situações de risco à integridade deles. É muito provável que os cães sejam os animais mais leais do planeta;

    busca de apoio – os cachorros gostam de se encostar em nós. Basta que estejamos parados ou sentados e eles já se apoiam em nossas pernas e braços, fazendo sentir a sua presença próxima. O apoio é uma forma de pedir carinho. O contato físico transmite segurança e sensação de bem-estar;

    todo sorrisos – baforadas, boca semiaberta, respiração ofegante e relaxamento da musculatura. Estas são as características dos sorrisos caninos. Sim, assim como nós, eles demonstram alegria e cumplicidade com estas atitudes, geralmente acompanhadas pelo abanar do rabo. Pode ter certeza: eles estão demonstrando a felicidade com a companhia dos tutores;

    cheiradas inconvenientes – apesar de muitos tutores não gostarem e reprovarem, os cães gostam de cheirar os fundilhos. Como já foi dito, nossos pets exalam feromônios pelo ânus e, ao aspirar nosso traseiro, eles estão apenas tentando identificar se nós estamos tão felizes quanto eles;

    dormir junto – assim como os lobos, os cães gostam de se aninhar na hora de dormir. É uma forma de garantir a segurança e o calor. Alguns tutores não permitem que os cães subam à cama, enquanto outros até mesmo os estimulam. Seja como for, se você não gosta que o seu pet tenha tanta intimidade, estimule-o a deitar-se aos seus pés. O contato físico é importante para eles;

    xixi na nossa frente – não é uma forma de expressar desrespeito. Alguns cachorros ficam tão excitados no momento das festas que relaxam o esfíncter e molham o chão. Isto acontece especialmente entre os filhotes, em momentos de grande excitação;

    olhar fixo – em muitos momentos, observamos os nossos cães com os olhos “grudados” em nós. E, quando dispensamos alguns momentos para corresponder a este olhar, eles parecem se extasiar com a nossa atitude. E eles realmente estão extasiados. O simples contato visual entre cachorros e tutores é responsável por liberar endorfinas (neurotransmissores relacionados à felicidade, prazer e bem-estar). Esta é uma via de mão dupla: nós também nos beneficiamos com a troca;

    bocejos – é uma continuidade do olhar fixo. Entre os humanos, os bocejos são contagiantes. Entre outros animais, não é uma reação automática. A relação entre humanos e caninos faz com que, quando eles nos observam longamente, podem bocejar quando veem que nós estamos bocejando: é mais uma prova de afeto e de proximidade;

    “enfermagem” – esta é uma atitude comum inclusive a cães desequilibrados, que exibem comportamentos agressivos ou destrutivos. Ao perceber que um membro da família está doente (e pode ser um simples resfriado), nossos peludos imediatamente se postam no quarto (ou ao pé da cama). É difícil inclusive convencê-los a deixar o posto para se alimentar ou fazer as suas necessidades.

    Conclusão

    A personalidade de cada pet é única. Cada cachorro possui um temperamento diferente. Alguns são efusivos, outros são mais tímidos e contidos. As reações também tendem a se modificar com o avanço da idade, especialmente a partir dos oito anos de vida.

    Não é necessário que o seu cão exiba todos os comportamentos aqui relacionados para que você tenha a prova de que ele o adora. Uma única conduta é suficiente para demonstrar os laços que unem você e sua família – inclusive os membros caninos.

    Quem convive com um cão, no entanto, especialmente quando esta relação ultrapassa as dificuldades dos primeiros meses, em que é preciso ter muita disciplina para garantir um aprendizado eficaz, sabe que ele nos ama – e o amor não precisa ser provado, ele é demonstrado nos pequenos gestos do dia a dia.

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    Disque-denúncia contra maus tratos a animais é criado em SP

    O governo do Estado de São Paulo deu início em setembro de 2018 a um serviço de denúncia contra maus tratos a animais domésticos. Anteriormente, as denúncias só podiam ser feitas através do número da Polícia Militar (190). Agora, quem identifica violência contra animais tem um número específico para fazer as denúncias: 0800-600-6428.

    O serviço está disponibilizado para os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo, a maior do país e uma das dez mais populosas do mundo, que reúne 21,5 milhões de habitantes. Em 2017, a Polícia Militar recebeu 22 mil denúncias de maus tratos envolvendo animais domésticos na região.

    Órgão especial

    Em junho de 2018, o governador Márcio França criou a Subsecretaria de Defesa dos Animais, vinculada à Casa Militar do Estado. Desde então, o governo oferece apoio aos municípios em programas de adoção, controle populacional, vacinação, esterilização e microchipagem de animais domésticos – é o programa Pet São Paulo.

    A subsecretaria é responsável por coordenar o SIEDA – Sistema Estadual de Defesa dos Animais, um comitê gestor responsável por gerenciar e apoiar projetos e ações públicas de proteção a cães e gatos em todo o território paulista.

    Também em junho, começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado o projeto de lei 417/2018, que dispõe sobre condutas infracionais contra animais domésticos, que também cria o cadastro geral de cães e gatos em São Paulo. Uma vez que o PL seja aprovado, os maus tratos contra animais domésticos passarão a ser tratados como crime, e não mais como contravenção.

    Como denunciar maus tratos a animais

    Através do número 0800-600-6428, qualquer morador da região metropolitana de São Paulo pode realizar denúncias contra maus tratos a animais e receber auxílio especializado. Uma vez que seja registrada a ocorrência, um médico veterinário acompanha os policiais até o local em que a agressão foi verificada.

    Confirmados os maus tratos, o especialista em saúde animal elabora um laudo técnico, que pode servir como prova para o estabelecimento de um processo criminal junto ao Ministério Público. Os animais maltratados podem inclusive ser retirados dos tutores, que podem sofrer sanções administrativas.

    Os animais maltratados são encaminhados e acolhidos pelo Resgate Pet, que os internam em abrigos para garantir a recuperação da saúde. Depois de terem a saúde garantida e com autorização judicial, cães e gatos podem ser adotados por novas famílias, através de feiras de adoção promovidas pela Subsecretaria de Defesa dos Animais.

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    Cachorro vomitando amarelo: o que pode ser?

    Um cachorro vomitando amarelo é uma grande preocupação para os tutores, e nem poderia deixar de ser de outro modo, uma vez que o vômito é sempre um sinal de desconforto: algo pode estar errado com a saúde do animal.

    Geralmente, o cachorro vomita uma espuma amarela, indicativa da presença de excesso de bílis no aparelho digestório. A bílis é um líquido produzido pelo fígado e armazenado na vesícula biliar, cuja função principal é quebrar as moléculas de gorduras ingeridas na alimentação, permitindo o aproveitamento destes nutrientes.

    Nos casos de jejum prolongado, o vômito se apresenta líquido, sem a presença de alimentos semidigeridos. Nestes casos, é necessário identificar a causa do problema, ou seja, descobrir por que o cachorro está se recusando a aceitar a ração.

    A bílis

    A bílis é uma secreção amarelada, que é liberada lentamente pela vesícula biliar, passando pelo intestino, antes de os cães se alimentarem. A gordura começa a ser quebrada em partículas menores, que servirão como um estoque de energia para os períodos de jejum.

    No organismo, a gordura é depositada sobre os músculos e, sempre que necessária, é transformada em glicose, nutriente que permite a respiração celular – juntamente com o oxigênio aspirado, é a glicose que fornece energia para todas as células.

    O excesso de bílis é a responsável, por exemplo, pela icterícia, doença que determina a pele amarelada, especialmente entre recém-nascidos humanos. Nos cachorros, além do vômito amarelo, esta condição também altera as fezes, deixando-as mais claras e menos consistentes.

    Nos seres humanos, a bílis é liberada no momento em que os alimentam chegam ao estômago. Nos cães, ao contrário, esta liberação é praticamente contínua. Por isto, está sempre presente no trato gastrointestinal, o que causa irritação na mucosa gástrica e os quadros de refluxo quando os animais não estão se alimentando de forma adequada.

    O que fazer se o cachorro vomitar amarelo?

    A primeira providência dos tutores é observar atentamente o animal que está vomitando: verificar a frequência dos vômitos, a consistência e a eventual presença de outras substâncias:

    verifique a frequência dos vômitos. Alguns episódios de vômito amarelo, quando são esporádicos, não costumam ser sinais de que o cachorro esteja doente. No entanto, se o vômito ocorre diariamente (mesmo que seja apenas pela manhã, após um período de jejum mais longo), é necessário ficar atento;

    • no caso de surgirem outros sintomas, como diarreia, apatia, febre e recusa do animal em se alimentar, é preciso levá-lo ao consultório do veterinário;

    verifique os sinais depois que o episódio acontecer. Cães doentes podem demonstrar estar sentindo náuseas, indicando que o problema não foi um fato isolado. Eles também podem salivar em excesso, recusar brincadeiras e febre;

    normalmente, os cães, depois do vômito, procuram ingerir alguns vegetais. Se possível, plante erva-cidreira para que eles mesmo se mediquem (se esta erva não estiver disponível, a tendência é a de que eles comam qualquer planta verde, inclusive grama; certifique-se de que não haja plantas tóxicas no jardim ou varanda);

    continue atento aos sinais, porque nem sempre os remédios caseiros funcionam de maneira adequada. Na maioria dos casos, depois de comer plantas, os animais as vomitam quase inteiras, misturadas com secreções do estômago. Se as crises de vômito continuarem, é provável que esteja ocorrendo uma emergência veterinária;

    hidrate o seu pet. Depois de vomitar, todos nós ficamos desidratados. Você pode oferecer água gelada, soro fisiológico ou mesmo água de coco. Se o cão recusar, é possível hidratá-lo com o uso de uma seringa;

    o soro fisiológico pode ser feito de forma caseira. A receita é: três colheres (sopa) de açúcar, uma colher (chá) de sal, meia colher (chá) de bicarbonato de sódio e sumo de meio limão, diluídos em um litro de água. Ofereça o soro de acordo com o porte do animal;

    • alguns cães são muito esfomeados, devoram a ração do dia em poucos minutos (ou segundos). Se o seu peludo é deste tipo, convém dividir a quantidade diária em pequenas porções, para evitar que o aparelho digestório fique sobrecarregado.

    Causas emocionais dos vômitos amarelos

    Além dos jejuns prolongados, principal causa do vômito amarelo, cachorros podem apresentar este quadro quando estão ansiosos ou estressados. Eles podem não gostar de ficar sozinhos e, nestes casos, alguns não se alimentam até que os tutores voltem para casa.

    Nestas condições, que podem se prolongar por períodos consideráveis, os cães podem desenvolver doenças gastrointestinais, além de passar a desenvolver comportamentos inadequados, como hábitos destrutivos ou agressividade excessiva.

    É preciso estar atento ao estado geral da saúde dos cães: física, mental e emocional. Cães que recusam a ração quando ficam sozinhos podem ser estimulados a comer com algumas brincadeiras, como oferecer o alimento oculto em brinquedos e bolinhas. Também existem no mercado ossos nutritivos, que atenuam o quadro.

    O estresse e a ansiedade podem ser combatidos com hábitos saudáveis: os passeios e brincadeiras devem ser diários e os momentos de aconchego dos cachorros com os seus tutores, bastante generosos, mesmo que o tempo disponível seja reduzido.

    As doenças que causam vomito amarelo

    Cachorro vomitando amarelo com muita frequência pode ser sintoma de uma série de doenças mais graves, tais como pancreatite, gastroenterite, obstrução intestinal e diversos tipos de câncer. Por isto, é importante não negligenciar a rotina de consultas com o veterinário, o profissional especializado para identificar problemas de saúde.

    Quando é vômito é constante, lembre-se de identificar possíveis outros sinais, como desinteresse por atividades que antes eram as preferidas, diarreia, cansaço sem causa aparente (alguns cães chegam a ficar ofegantes), etc.

    Estas informações também serão importantes para que o veterinário possa chegar a um diagnóstico preciso e rápido:

    • o intervalo entre os vômitos;
    • o aspecto e consistência dos vômitos;
    • presença de salivação excessiva;
    • recusa à alimentação.
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    Cachorro latindo muito: o que fazer?

    Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que os cachorros latem. Esta é a forma como eles se comunicam conosco e com outros animais. No entanto, o barulho pode se tornar uma grande dor de cabeça. Por isto, é preciso encontrar formas para impedir que um cachorro fique latindo muito e por muito tempo.

    Muitas pessoas, especialmente as que moram em edifícios ou casas geminadas, enfrentam tensões com vizinhos nervosos, que reclamam por não poder descansar ou assistir à TV, por exemplo. Apesar de haver muitas reclamações infundadas, cachorros latindo muito podem prejudicar bastante, mas com algumas dicas é possível contornar o problema.

    Algumas raças de cães, como o beagle, o poodle toy, o pinscher miniatura e o pastor alemão latem muito, enquanto outras, como o buldogue francês, o lhasa apso, o pug e o whippet, são mais silenciosas. No entanto, é importante ter em mente que estas são médias estatísticas e os comportamentos variam de indivíduo para indivíduo.

    Por que os cachorros latem?

    É importante lembrar que cachorros que vivem em quintais, exercendo funções de guarda e segurança, naturalmente irão reagir ao que entenderem ser uma ameaça. Isto pode estar associado à raça – o fila brasileiro, por exemplo, foi desenvolvido como cão boiadeiro e, por isto, pode entender que automóveis e motocicletas são reses desgarradas e tentarão resgatá-las.

    Os cães de guarda, que nos acompanham há milhares de anos, possuem informações genéticas relacionadas à agressividade, que geram os avanços violentos e os latidos correspondentes. Afinal, eles circulam por quintais e jardins exatamente para impedir o acesso de intrusos.

    No entanto, durante o adestramento inicial (o aprendizado de comandos como “pare”, “fique”, “não”, etc.), é possível ensinar os pets o que eles podem e não podem fazer. Basta ter um pouco de paciência e muita firmeza nos treinamentos. Eles precisam aprender “quem manda no pedaço”.

    Maus hábitos

    Os cachorros são animais gregários. Para eles, nós formamos uma matilha. Por estas características, eles precisam ser sociabilizados desde filhotes. As caminhadas devem ser diárias, preferencialmente por locais com muita movimentação de pessoas e de outros cães.

    Os pets criados isolados tendem a desenvolver comportamentos inadequados: destruir objetos, roubar peças penduradas nos varais, tornar-se agressivos e, claro ficar latindo muito e gerando muitos inconvenientes. Os tutores precisam ser responsáveis pela saúde e equilíbrio dos pets e, assim, reduzir os problemas.

    Especialistas em adestramento afirmam que muitos tutores que não gostam de latidos são exatamente os que ensinam seus cachorros a fazer muita algazarra, especialmente entre os tutores que satisfazem os desejos e necessidades dos pets imediatamente, sempre que eles pedem.

    Desta forma, os cães são estimulados a latir – e muito. É necessário firmeza na criação de um cachorro, para impedir que eles desenvolvam maus hábitos – e isto também inclui reduzir a agressividade e as condutas destrutivas. Na maioria dos casos, os comportamentos inadequados são gerados pela família humana.

    O problema piora quando os tutores deixam de atender aos pedidos insistentes, o que quase sempre ocorre quando os cães crescem – e os latidos também. O pet late, o tutor não o satisfaz e acontece uma queda-de-braço quase sempre vencida pelo pet. Mais uma vez, é preciso firmeza no adestramento: resista e, em pouco tempo, você obterá bons resultados.

    Em casa

    Em geral, cachorros equilibrados não fazem muito barulho quando estão acompanhados por pelo menos um membro da família, mas entram em verdadeiro desespero quando são deixados sozinhos em casa. Mas não é difícil resolver a situação:

    bloqueie a vista – Muitos cachorros latem muito quando são estimulados por algo estranho que está acontecendo na rua, que pode ser o ronco do motor de um carro ou os passos de um vizinho caminhando no corredor. Quando os pets ficarem sozinhos, basta fechar os acessos – janelas e portas de terraços ou varandas – e também as cortinas;

    mantenha uma fonte sonora – você pode deixar a TV ou o som ligado. Os barulhos “familiares” passam a impressão, para o cachorro, de que está tudo em ordem na casa. Desta forma, eles param de latir – ou latem muito pouco;

    altere a rotina dos passeios – Saia para caminhar com o seu cachorro antes de sair para o trabalho ou a escola. Isto fortalece os laços de afeto entre você e seu pet, reduz a ansiedade da separação e deixa o cão cansado; assim, provavelmente ele passará a maior parte do dia dormindo;

    deixe brinquedos – Cada cachorro tem os seus objetos prediletos – brinquedos, ossos para roer, etc. Entre as “rondas” pela casa – um cachorro está sempre alerta, pronto para defender a casa e os tutores –, ele poderá se distrair com algumas das suas brincadeiras preferidas;

    ofereça brinquedos inteligentes para seu cão, como bolinhas recheadas de ração, que eles precisam descobrir a forma de abri-las. Isto ocupará um bom tempo do animal deixado sozinho e, de quebra, permitirá um melhor desenvolvimento físico, emocional e intelectual do pet;

    reforce os bons comportamentos – O reforço positivo é a melhor maneira de adestramento. Quando você estiver em casa, premie o seu cão sempre que ele atender o comando para parar de latir. Em poucos dias, até mesmo um filhote entenderá que latidos constantes não são atitudes que se esperam deles. Lembre-se: nossos pets sempre querem nos agradar;

    ainda sobre filhotes – Muitos cães latem para chamar a atenção ou para pedir alguma coisa. Quando estas situações ocorrerem, não interaja com o seu pet. Recuse carinhos e qualquer forma de aproximação. Em pouco tempo, eles aprenderão que latir não é a melhor forma de obter o que pretendem;

    • se você é do tipo atlético, comece a praticar agility com o seu cachorro. Isto ajudará na sociabilização do pet e queimará o excesso de energia. Lembre-se de que, para este tipo de exercício, é necessário levar em conta o porte, tipo físico e idade do animal.

    O medo

    Em muitos casos, especialmente com os cães de pequeno porte (mas que também pode acontecer com os grandões), os cães latem muito porque sentem medo. Especialmente entre os animais isolados, o contato com pessoas estranhas – mesmo que sejam visitantes ou prestadores de serviços – pode ser bastante estressante.

    Isto pode ser evitado mantendo a rotina de caminhadas desde que as primeiras vacinas tenham sido providenciadas, a partir dos dois meses de idade. Quando os cães são adotados já adultos, os primeiros passeios podem ser mais rápidos, para que eles entendam que os estranhos não são necessariamente uma ameaça.

    Coleira antilatido (não aconselhamos a utilização)

    O uso deste acessório ainda é muito polêmico; a maioria dos veterinários contraindica o uso da coleira antilatido. No caso das que emitem pequenos choques, é desnecessário que elas nunca devem ser utilizadas, porque causam desconforto e sofrimento aos cachorros.

    A coleira antilatido com recursos sonoros é a mais popular no Brasil. Ela funciona com baterias de lítio e um sensor percebe quando um cachorro está latindo muito. Imediatamente, é emitido um silvo (imperceptível para os humanos) que é bem desagradável para os pets. Em pouco tempo, ele associa os latidos ao ruído.

    O volume do som emitido por esta coleira pode ser reduzido durante o treinamento, mas, mesmo no nível mais baixo, o ruído ainda é desconfortável para o cachorro. Seja como for, antes de adquirir o produto, o melhor é consultar um especialista, que poderá fornecer dicas menos drásticas para reduzir os latidos.

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