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    Cachorro viraliza na internet por dormir com chupeta

    O bebê cachorro pertence a moradores de rua e já ganhou até chupeta.

    Um bebê cachorro está fazendo sucesso nas praias e ruas de São Vicente (litoral sul de São Paulo). Ele pertence a moradores de rua da cidade praiana e as fotos estão viralizando nas redes sociais: o cãozinho aparece nas imagens divulgadas descansando em uma caminha, com direito a travesseiro, cobertas e até mesmo uma chupeta!

    Foto: Renata Macedo de Jesus

    Na cama improvisada, o bebê cachorro, aparece ao lado de um urso de pelúcia. Pelo jeito, aconchego e boa companhia não faltam a este peludo de quatro patas recém-chegado ao planeta.

    Veja também: Como alimentar um cão de rua?

    A postagem na internet

    O post do cachorro bebê de São Vicente já conta com algumas dezenas de milhares de visualizações. As fotos chegaram às redes sociais através dos cliques de Renata Macedo de Jesus, de 37 anos, uma fotógrafa que reside em São Vicente. A profissional não resistiu quando viu a cena.

    No dia 03/08/2019, o casal, com seu cachorro bebê, circulava pela Rua Quinze de Novembro, no centro da cidade, poucas quadras distante da orla marítima, quando se viu frente a frente com Renata. A rua é um dos principais polos comerciais e financeiros da cidade, razão por que está sempre cheia de pessoas.

    Veja também: Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines

    O olho da fotógrafa, porém, não se deixou iludir: ali estava uma cena digna de ser registrada. É Renata quem narra o encontro: “eu atravessei a rua para conversar com eles, pedi para fotografar e divulgar, para ver se  podia conseguir alguma ajuda”.

    Foto: Renata Macedo de Jesus

    O casal concordou no mesmo instante. Eles posaram para as fotos e elogiaram o resultado – como faria, aliás, qualquer casal orgulhoso por ver seu filho em destaque.

    Fazendo a diferença

    Além da solidariedade e do olho profissional, Renata tem outro motivo para clicar o bebê diferente que vive nas ruas de São Vicente: ela também adotou dois cachorros, com quem divide a casa e a vida atualmente. Quem é pai ou mãe de um cãozinho sempre se sensibiliza ao ver animais em condições inadequadas.

    Não se engane: apesar de o cachorro bebê de São Vicente ter algumas regalias, como uma chupeta e uma caminha quente, ele e os seus pais adotivos são moradores de rua e sofrem com todos os transtornos decorrentes desta condição.

    Renata afirma que o que chamou a sua atenção foi o fato de que o cachorrinho está agasalhado e assistido. Tem até uma chupeta para sonhar com os dias em que mamava tranquilo na mãe. Os tutores também estão asseados e vestidos, mas moram na rua, onde ninguém deveria morar, independente dos motivos que os levaram para lá.

    Foto: Renata Macedo de Jesus

    A fotógrafa diz que pretende reencontrar o casal, que “vive entre o centro e a praia”, para entregar as fotos que pretende revelar. Nos comentários feitos nas postagens, muitos identificam o casal.

    Um internauta comentou: “casal querido, eles amam cachorros. Não podem ver um solto na rua e já adotam”. Um belo gesto, concordam? O mundo está repleto de bons exemplos de piedade, caridade, empatia e amor. E você, já fez alguém feliz hoje?

    O mundo fica melhor quando nos apoiamos uns aos outros. Isto é verdadeiro para cães, gatos, humanos… Isto vale para todo o mundo!

    Nota da Redação: Apesar de parecer fofo e muito lindo, chupetas são prejudiciais para os cachorros. Mas sobre isso vamos comentar em outro artigo, em breve.

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    Créditos: g1.globo.com

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    Prefeitura dá desconto no IPTU para quem adotar cão de rua

    A boa notícia vem de um município do Paraná: quem adotar um cão de rua terá até 50% de desconto no IPTU.

    Quinta do Sol é uma cidade do centro-oeste paranaense, com menos de 6.000 habitantes, fundada em 1964. A prefeitura do município passou a conceder, em julho de 2019, descontos entre 30% e 50% sobre o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), para os contribuintes que adotarem cães de rua.

    De acordo com o prefeito João Cláudio Romero (PP), a medida não causará grande impacto na economia de Quinta do Sol. A medida já foi implantada, depois da sanção da lei pelo prefeito. Estudos realizados pela Divisão de Proteção aos Animais do município apontam que existem cerca de 150 cachorros perambulando pelas ruas da cidade.

    Veja também: Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines

    O projeto de lei 2.005/2019 foi batizado de Programa de Resgate de Cães de Rua. Além do abatimento no imposto, os novos tutores ganham uma casinha de cachorro, além do eventual atendimento veterinário necessário antes da adoção (castração, vacinação básica, etc.).

    Além das adoções, o projeto sancionado prevê a construção de um abrigo público temporário para acolher cães resgatados (ou em situação de vulnerabilidade), onde os pets receberão microchip de identificação e serão cadastrados no Sistema de Identificação Animal (SAI), uma espécie de RG canino.

    Caberá à equipe do abrigo acompanhar o relacionamento da “nova família”: em caso de maus tratos, os animais serão recolhidos e o abatimento no imposto, cancelado.

    Em 2017, Quinta do Sol já havia demonstrado sensibilidade em relação aos cães de rua, punindo rigorosamente os maus tratos contra animais no município. A legislação local prevê a aplicação de multas de até R$ 20 mil, de acordo com a gravidade da ocorrência.

    Veja também: Shopping center na Turquia abriga cães de rua nas noites frias

    Ainda de acordo com a nova lei, os valores arrecadados com as penalidades precisam ser repassados obrigatoriamente para o Fundo Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Quinta do Sol, órgão que desenvolve projetos e ações ambientais relacionados ao bem-estar dos pets. Os infratores que não pagarem as multas terão o nome inscrito na Dívida Pública do município.

    Exemplos de iniciativas semelhantes

    Não é somente Quinta do Sol que decidiu cuidar melhor dos cidadãos caninos. Desde 2016, o governo de Araquari (SC), também oferece abatimentos no IPTU para os proprietários que adotam cães de rua.

    A medida conta com o apoio de uma ONG de proteção de animais do município, responsável por cadastrar os moradores interessados, bem como de alojar temporariamente os cachorros, castrá-los, vaciná-los e finalmente transferi-los para a nova família.

    Cães de rua?

    Vale a pena considerar que, assim como não existem pessoas de rua, também não existem cães de rua. As primeiras passaram a morar nas ruas em função de problemas financeiros graves, enquanto os animais “sem dono” são cães abandonados por tutores irresponsáveis, que não hesitam em se desfazer de seus companheiros.

    Muitos seres humanos abandonam cães e gatos porque “não têm espaço para eles”, porque “chegou um bebê e a família cresceu”, porque “um parente veio morar na casa e ele é alérgico”, porque “os animais se tornaram arredios ou violentos”, porque “precisou viajar e não tinha com quem deixar o animal de estimação”.

    Tutores de animais, sejam eles quem forem, precisam se conscientizar de que cães e gatos (além de aves, cavalos, etc.) são seres vivos, que estabelecem relações de amor e amizade, que precisam da ajuda dos humanos para crescer adequadamente – ou mesmo apenas para sobreviver.

    Cães e gatos não são coisas das quais nós possamos nos desfazer num momento de dificuldade ou de contrariedade. Quem pensa assim jamais deve adotar um pet: compre um bicho de pelúcia, que pode ser atirado ao lixo quando surgirem contratempos, ou quando a curiosidade acabar.

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    Via: bemparana.com.br

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    Projeto de lei quer que animais deixem de ser coisas

    O projeto, apelidado de “animal não é coisa”, deve ser votado ainda no segundo semestre de 2019.

    De acordo com a legislação brasileira, animais são “bens móveis”. O artigo nº 82 do nosso Código Civil determina que: são bens móveis “aqueles que possuem movimento próprio, tais como animais selvagens, domésticos ou domesticados, além dos suscetíveis de remoção por força alheia, desde que não se altere a substância ou destinação econômico-social”.

    Um projeto de lei que está tramitando no Senado da República, no entanto, quer mudar esta história. Trata-se do PLC 27/2018, de autoria da Câmara dos Deputados, através da iniciativa do deputado Ricardo Izar (PSD-SP). A ementa (uma espécie de resumo do projeto) acrescenta dispositivo à lei nº 9.605/1998, para dispor sobre “a natureza jurídica dos animais não humanos”.

    Veja também: Cães são “coisa” ou “gente”?

    A explicação

    O PLC, já votado na Câmara dos Deputados e aprovado na Comissão de Meio Ambiente do Senado, determina que:

    • os animais não humanos possuem natureza jurídica sui generis (de gênero próprio, em condições especiais) e são sujeitos de direitos despersonificados, dos quais devem gozar e obter tutela jurisdicional em caso de violação, vedado o seu tratamento como coisa.

    Em outras palavras, animais como cães e gatos possuem natureza jurídica – e, desta forma devem ter os seus direitos preservados nas diversas áreas: penal, comercial, etc., no âmbito público ou privado.

    A lei não equipara humanos a não humanos. Com a lei, os animais passarão a ser dotados de direitos despersonificados – todos eles têm os mesmos direitos, que devem ser defendidos pelos tutores ou, na sua ausência ou invalidação (quando os próprios tutores são os agentes da ação criminosa, como maus tratos, por exemplo), recebem a defesa da sociedade, através dos órgãos de segurança e justiça.

     O projeto já foi aprovado na Comissão do Meio Ambiente do Senado. O próximo passo é a discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e, em seguida, a votação em plenário (com posterior sanção da Presidência da República).

    Veja também: Lei proíbe deixar cachorros acorrentados e sempre presos.

    Os direitos dos animais

    Apesar de o Brasil ser o campeão da biodiversidade – já foram classificadas mais de 103 mil espécies animais na nossa fauna, ainda precisamos evoluir bastante no tocante aos direitos dos animais. Com poucas exceções, a legislação brasileira delega ao poder público e à coletividade a defesa dos animais. Isto está expresso na Constituição Federal, promulgada em 1988.

    De acordo com o capítulo 6º da Carta Magna, o estado e a sociedade têm:

    • o dever de respeitar a vida, a liberdade corporal e a integridade física dos seres vivos;
    • de proibir as práticas que coloquem em risco a função ecológica;
    • de impedir a extinção de espécies;
    • de coibir a violência e a crueldade contra qualquer animal.

    Mesmo assim, apenas alguns municípios e unidades da federação desenvolveram legislações específicas. No caso da nova lei, que altera o Código Civil, impedirá que os animais sejam tratados como coisas.

    As instituições jurídicas poderão enxergar os animais como seres detentores de direitos e, assim, juízes, promotores e defensores poderão tomar medidas capazes de impedir, minimizar ou corrigir os danos causados por pessoas e empresas.

    O caso da ursa Marsha

    Reynaldo Velloso, presidente da Comissão Nacional de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cita um exemplo emblemático: a ursa Marsha.

    O animal é um urso-pardo siberiano, espécie que vive na Sibéria (Mongólia e leste da Rússia). Marsha, que ganhou o apelido de “a ursa mais triste do mundo”, foi levada do frio siberiano para viver no calor do Piauí, onde trabalhou durante vários anos apresentando-se em circos.

    A situação de Marsha foi denunciada e teve início uma longa disputa judicial. Se ela fosse considerada um “ser detentor de direitos”, poderia ser retirada do circo em apenas alguns dias; bastaria que um advogado impetrasse um habeas corpus.

    Mas Marsha, aos olhos da legislação, era apenas um “bem móvel”, uma coisa, a propriedade de alguém. Ela teve de esperar, apesar dos evidentes maus tratos, algumas décadas até finalmente ser transferida para um santuário de animais em Joanópolis (SP).

    Em tempo: a ursa passa bem, obrigado. Mudou o nome para Rovena e hoje tem direito a um grande gramado e uma piscina no sítio em que foi acolhida. Se as leis tivessem sido alteradas há mais tempo, Rovena – e outros milhões de animais pelo Brasil – não precisariam sofrer tanto.

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    Menina de 7 anos cata latinhas para comprar ração para cachorros de rua

    O mais impressionante é que a ração é para cães de rua. Confira e emocione-se.

    Uma menina de apenas sete anos que vive na capital gaúcha está dando um exemplo que deve ser seguido não apenas por crianças. Isabel – este é o nome da nossa jovem heroína – é apaixonada por animais. Os pais contam que a atração se tornou visível quando ela ainda era pequena.

    Isabel parece ter um carinho especial pelos cães de rua. Os olhinhos dela não escondem: se pudesse, levaria todos eles para casa.

    Da mesma forma, ela não pode alimentar todos os cães que encontra pela frente. A família desta menina não teria condições financeiras para arcar com a despesa. Foi isto que os pais explicaram para a pequena Isabel, que ainda não tinha completado sete anos.

    As latinhas

    A menina começou a pensar em como resolver o problema – afinal, os seus amigos de quatro patas que vivem nas rua têm fome, e já foi dito que “quem tem fome, tem pressa”.

    Isabel encontrou uma solução inusitada: catar latinhas, para vender em cooperativas de reciclagem. A família da menina não incentivou, mas também não proibiu a iniciativa: todos imaginaram que a garotinha iria se cansar e encontrar outra coisa para se distrair.

    Não foi isto que aconteceu. Todos os dias, depois das aulas, Isabel sai pelas ruas próximas à sua casa com um saco plástico em busca de latinhas. Todo o dinheiro arrecadado (que, na verdade, é muito pouco) é usado para comprar ração para os cães de rua.

    Ao que tudo indica, a recompensa de Isabel é ver a alegria dos animais. Muitos deles já conhecem a menina e seguem-na nas suas andanças em busca de latinhas. E Isabel segue firme em sua missão de melhorar a vida dos animais.

    Na verdade, a recompensa é infinitamente maior. De forma inconsciente, ela sabe que os cães – de raça ou de rua, não importa – são seres leais, amorosos e puros, que querem dar apenas amor e carinho. É isto que Isabel recebe no dia a dia, mas algumas surpresas sempre surgem no caminho da menina.

    Glória do desporto nacional

    A menina tímida de sete anos tem outra paixão além dos cães. Mas não é segredo: sempre que pode, ela sai para catar latinhas vestindo a camisa do seu time de futebol do coração: o Sport Club Internacional. Isabel gosta em especial de um jogador: Andrés D’Alessandro, o craque argentino, meio-campista do Inter.

    As andanças de Isabel em busca de latinhas e o seu empenho em comprar ração para os cães de rua não demoraram para chegar à internet.

    Os internautas (milhares deles) decidiram fazer uma campanha através das redes sociais. A ideia era que os vídeos da menininha andando pelas ruas atrás de latinhas chegassem até o jogador do Internacional, o que não foi nada difícil.

    O jogador também se convenceu com a história e a persistência de Isabel. D’Alessandro, porém, não se limitou a curtir as postagens que contavam parte da história desta menina de sete anos. O atleta de 37 anos decidiu conhecer a menina e ajudá-la em sua campanha em favor dos cães de rua.

    Isabel foi levada até o centro de treinamento do Inter, onde conheceu o seu ídolo e vários outros jogadores do time. A menina ganhou cestas básicas, material escolar, brinquedos e, é claro, muitos quilos de ração para cães. Os vira-latas de Porto Alegre – pelo menos os que conhecem Isabel – agradecem.

    Veja o vídeo:

    O alumínio

    Isabel segue o exemplo de milhares de brasileiros, que diariamente recolhem latas de alumínio para a reciclagem. O material é abundante: pesquisas indicam que cada brasileiro consome 54 latinhas a cada ano.

    Há 18 anos, o Brasil é campeão mundial em reciclagem de alumínio: 98,4% desse material é reaproveitado (no mundo, o percentual é de 75%).

    A atividade informal, adotada por pessoas sem emprego formal (na maioria dos casos, nem mesmo informa), injeta mais de R$ 800 milhões a cada ano. Em apenas um mês, uma latinha pode ser comprada, usada, coletada, reciclada e transportada em latinha de novo.

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    Cachorro que ficava nas Casas Bahia é adotado por funcionário

    O nome do cachorro é Dock e ele foi adotado por um funcionário das Casas Bahia. Confira a história.

    A foto de um cachorro dormindo em um sofá acabou viralizando na segunda quinzena de maio 2019 nas redes sociais. Poderia ser apenas mais um cãozinho dormindo tranquilamente, se não fosse um fato inusitado: o sofá em questão estava em exposição numa loja das Casas Bahia em Suzano (região metropolitana de São Paulo).

    De acordo com as informações recolhidas, o cachorro, de porte médio, estava frequentando a loja há diversas semanas, provavelmente atraído pelo alimento, segurança e carinho oferecidos pelos funcionários. Mas o final desta história é ainda mais comovente.

    A postagem nas redes sociais

    A jovem responsável pelo tuíte passou pela loja, viu o cachorro dormindo tranquilamente e não se conteve: perguntou a uma funcionária das Casas Bahia sobre o “hóspede”. A resposta da vendedora foi simples:

    você viu, menina, ele não sai mais daqui, nós adotamos ele.

    Logo em seguida, a internauta postou:

    “Casas Bahia pisando e me fazendo lembrar do incidente no Carrefour. Eu perguntei pra moça se ela sabia que tinha um doguinho dormindo no sofá da loja e ela falou: cê viu?”

    A jovem fez referência ao triste episódio ocorrido em dezembro de 2018, quando um cachorro foi espancado até a morte por um segurança, no estacionamento do hipermercado Carrefour. O cão vivia no estacionamento e era alimentado por funcionários e clientes. A ativista pelos direitos dos animais Luíza Mell mostrou as imagens na delegacia de polícia e em suas redes sociais.

    O caso do cachorro acolhido nas Casas Bahia rendeu muitas postagens – o equivalente a uma estratégia gratuita de marketing. Muitos internautas afirmaram que, nas próximas compras, se lembrarão da rede varejista. Por outro lado, ao Carrefour, sobraram críticas.

    A história continua

    De acordo com o gerente da loja de Suzano, Wilson Moreira, o cachorro Dock estava “visitando” as Casas Bahia já fazia cerca de um mês. Moreira disse que é uma prática comum: “aqui já temos uma rotina voltada para sempre ajudar, pois, por ser uma região central, sempre aparecem animais por aqui”.

    Em nota, a direção das Casas Bahia parabenizou a equipe e afirmou esperar que “atitudes como esta sejam exemplos a serem seguidos por outras unidades lojas que representam a marca”.

    Enquanto alguns agridem e maltratam, esta rede varejista parece ter encontrado o caminho certo, incentivando o acolhimento e o carinho. Afinal, não existem animais de rua: existem animais que vivem nas ruas em função da negligência de seres humanos irresponsáveis.

    Um final feliz

    Toda história merece um final feliz, não é verdade? E, no caso de Dock, não poderia ser diferente. Não há príncipes encantados nem fadas madrinhas, mas há um funcionário das Casas Bahia.

    Durante a sua “hospedagem” na loja de Suzano, Dock era muito bem tratado, recebia alimento e água trazida pelos empregados, descansava tranquilamente nos sofás em exposição, mas, no momento de fechar a loja, ele tinha de voltar para as ruas.

    O tempo verbal está correto: tinha, não tem mais. Henrique Ferreira, de 33 anos, um dos empregados das Casas Bahia, parecia mais empenhado em cuidar de Dock. Tanto assim que muitas colegas insistiam: “por que você não adota o cachorro?”.

    Foram tantos os pedidos, “tão sinceros, tão sentidos”, que Henrique decidiu adotar Dock. Na noite de 26 de maio, o cachorro despediu-se pela última vez dos empregados das Casas Bahia e seguiu com o novo tutor para casa. Sim, desde esta data, Dock tem um lar para chamar de seu.

    É Henrique quem conta: “apesar dos problemas financeiros (o rapaz foi assaltado recentemente: levaram o seu automóvel, que ainda está sendo pago), não pensei duas vezes em levá-lo para casa. Peguei um pouco de ração na minha mãe e no dia seguinte comprei um pacote de ração de 15 quilos e uma coleira”.

    A narrativa continua: “Um amigo, com quem divido a moradia, fez uma casinha improvisada, com um edredom quentinho. Quando ele quer fazer as suas necessidades na rua, ele me chama. Amei isso, porque estou um pouco gordinho, ele está me incentivando a andar com mais frequência”.

    Henrique conclui o novo capítulo desta história: “Dock já está no meu coração. A bondade e a gratidão dele me fizeram esquecer qualquer dificuldade. Hoje, eu tenho um amigo, um filho de quatro patas”.

    Uma bela história, dois belos exemplos: um humano, outro canino. <3

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    Jovem adota cachorro com câncer para dar a ele um lar em seus últimos dias

    Ele queria dar um lar para o cachorro, antes que dele morrer. Conheça a história deste jovem argentino e emocione-se!

    Esta é a história de Luciano Karosas, um jovem de 21 anos que vive em Berazategui, um município (ou “partido”, como dizem os nossos irmãos portenhos) da Grande Buenos Aires, capital da Argentina. É também a história de um cachorro com câncer: o seu nome é Coco – ou melhor, Thanos, o nome escolhido para a última etapa de vida. Certamente, a melhor.

    Luciano e Thanos (Foto: Instagram/Reprodução)

    Antes de conhecer Luciano, Coco viveu com quatro famílias, que o rejeitaram por causa da doença. Os tumores provocados pelo câncer deformaram a cabeça do cachorro. Se já é difícil encontrar quem queira adotar um cão idoso, imagine quando este cão está desfigurado pela doença.

    O encontro

    Griselda, outra personagem desta história, está acostumada a resgatar animais que vivem nas ruas da capital argentina – ela faz isto há anos. Esta boa samaritana encontrou Coco mais uma vez depois do último abandono; Griselda encontrou as quatro famílias adotivas, mas teve a tristeza e desilusão de ver o cão devolvido quatro vezes.

    Ela levou o animal para casa mais uma vez, ofereceu os cuidados de que ele necessitava e decidiu encontrar um novo tutor para Coco, custasse o que custasse; desta vez, um tutor definitivo.

    Thanos (Foto: Instagram/Reprodução)

    Era necessário encontrar alguém que quisesse dar todo o amor do mundo – ao menos, por alguns meses, ou mesmo poucos dias. Não era preciso ser especialista para verificar que Coco não conseguiria resistir por muito tempo ao câncer, cujas múltiplas metástases o desfiguravam.

    Então, Luciano Karosas entrou na história. Foi amor à primeira vista, mas a primeira missão do jovem tutor era levar Coco – então rebatizado como Thanos – para uma avaliação veterinária. O prognóstico não foi nada otimista: disseram para o jovem que o cachorro com câncer teria pouco mais de um mês de vida. Talvez, 40 dias.

    O melhor amigo do cachorro

    Esta é a melhor definição para Luciano Karosas, que é músico e ator. O jovem decidiu que, se não tinha muito tempo para ficar com Coco, teria de transformar este curto período em um período de muito amor. Luciano afirma:

    Tudo o que eu quero é mimá-lo, tentar dar-lhe muito amor e diminuir a dor que ele sente antes que ele se vá. Achei difícil adaptar-me à ideia do pouco tempo que nós vamos passar juntos.

    Thanos continua vivendo com Luciano Karosas, que decidiu procurar um veterinário especializado em tratamentos com células-tronco (estruturas que podem se transformar em células para praticamente todas as áreas do corpo).

    Na verdade, o jovem Luciano queria apenas algum fio de esperança. O especialista, contudo, foi categórico: o câncer está em estágio avançado e não há tratamento que possa reverter o quadro clínico, nem aumentar a expectativa de vida.

    O tutor argentino afirmou, em entrevista para o jornal “El Clarín”, que saiu do consultório médico “com o coração partido”. Mesmo assim, manteve a decisão de adotar Thanos e dar-lhe os últimos dias de vida com dignidade e felicidade.

    Talvez por isto, Thanos continua brincalhão e está muito feliz na companhia do tutor. Luciano publica fotos do cachorro nas redes sociais. A história de Thanos, aliás, ficou famosa na rede mundial. O cachorro, cujas fotos começaram a ser publicadas em abril de 2019, já é famoso no Twitter e no Instagram.

    Há poucos dias, Luciano postou que quer viver os últimos dias de Thanos “com câncer, com tumores, com metástases, com o que for, porque o amor e a alegria deste cachorro me contagiam e emocionam”.

    Há poucos dias, Luciano Karosas postou:

    Thanos é o melhor cachorro que já tive na minha vida. Um feliz primeiro mês juntos, gordo do papai.

    Não se sabe quanto tempo de vida resta para o cãozinho com câncer. Seja como for, ele parece mais forte e saudável. Talvez seja o amor. Talvez fosse isto que Thanos estava esperando antes de descansar: um amigo em quem confiar. Mesmo assim, Luciano afirma: “ainda há Thanos por um bom tempo”.

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    Nina, a cadelinha que sofria maus-tratos adotada por Boechat

    Boa parte dos seres humanos, quando realiza uma boa ação, costuma apregoá-la aos quatro ventos. Não foi isto, no entanto, que aconteceu com o jornalista Ricardo Boechat, âncora do “Jornal da Band” (Grupo Bandeirantes de Comunicação).

    Há pouco mais de três anos, no final de 2015, o jornalista conheceu um canil, em Porto Alegre (RS), que resgata animais que sofreram maus-tratos, seja na rua, seja na casa em que moravam. O caso de Nina se enquadra na segunda opção.

    Boechat e sua mulher, Veruska, se apaixonaram por Nina à primeira vista. Levaram-na para casa e, desde então, a cadelinha faz parte da família, que agora não conta mais com o amor do pai.

    Ricardo Boechat

    O jornalista Ricardo Boechat, que em seu currículo conta com passagens em “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de São Paulo” e “Jornal do Brasil”, trabalhava no Grupo Bandeirantes – na rádio Band News e na TV Bandeirantes, onde apresentava o principal noticiário, além de assinar uma coluna semanal da revista “Isto É”.

    Autodidata (nunca frequentou uma faculdade de Jornalismo), Boechat é um dos profissionais mais premiados do Brasil – venceu por três vezes o prêmio Esso e por diversas vezes o prêmio Comunique-se. O jornalista não nasceu no país. Ele era argentino – o pai, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores há 66 anos, quando Ricardo Boechat nasceu.

    O jornalista morreu no dia 11/02/19, quando o helicóptero que o transportava caiu na Rodovia Anhanguera (que liga São Paulo à região central do Estado). Boechat voltava de uma palestra em Campinas.

    Existe uma orientação evangélica para que nós não apregoemos as nossas boas ações; que nós as façamos em segredo. No entanto, o que se verifica, na maioria das vezes, é a divulgação exagerada, para que todos saibam. Boechat, contudo, não fez questão de se apresentar como “defensor dos animais maltratados”. Apenas apaixonou-se por Nina e levou-a para casa.

    De acordo com Veruska Boechat, o jornalista era “o ateu que mais praticava o mandamento mais importante de todos, que é o amor ao próximo, porque sempre se preocupou com todo mundo, sempre teve coragem”. Pelo que podemos ver, o “próximo” incluía também os nossos amigos de quatro patas.

    Esta história permaneceria em sigilo, se não fosse por um post, no dia 12/02/19, de Lourdes Sprenger nas redes sociais, solidarizando-se com a família. Sprenger é vereadora em Porto Alegre, considerada a primeira parlamentar eleita pela causa ambiental.

    A vereadora gaúcha já apresentou projetos para o apadrinhamento de cães e gatos e também para a proibição da fabricação e venda de fogos de artifício. Graças à iniciativa da parlamentar, a capital gaúcha não permite a soltura de fogos desde novembro de 2016.

    Agora, sabemos que, além de um excelente profissional da comunicação, Ricardo Boechat também se preocupava com o meio ambiente e com o cuidado com os pets. Precisamos mais de “Ricardos Boechats” no país. O jornalista já está fazendo falta.

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    Latidos de cachorro ajuda a resgatar criança desaparecida

    O fato ocorreu no povoado de Barbosilândia, entre Posse e Damianópolis, a cerca de 500 km de Goiânia, capital do Estado. Uma menina se perdeu e, depois de muitas tentativas, família e vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros de Goiás.

    A criança, de apenas três anos de idade, estava desaparecida, em uma mata do povoado, desde a madrugada do dia 12/02/19. Ela se afastou de casa junto com o seu cãozinho, e foi o animal quem deu o alarme para que os bombeiros pudessem agir. Os militares encontraram a menina adormecida, abraçada ao animal.

    Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros

    Entenda o caso

    O cachorro herói, que guiou os bombeiros ao local do salvamento, também deixou rastros pelo caminho – pegadas, galhos quebrados de plantas, etc., de acordo com oficiais da corporação. Isto facilitou o resgate. A menina estava desaparecida desde logo depois do jantar, por volta das 18h30min.

    Os pais, naturalmente, estavam desesperados com a ausência da criancinha, alertaram toda a vizinhança, mas as buscas iniciais foram em vão. Ninguém conseguia encontrar a menina, que acabou adormecendo em uma trilha da mata de Barbosilândia, na Fazenda Palmeirinha.

    Ao todo, foram oito horas de buscas. Os bombeiros, que foram acionados à meia-noite, encontraram a menina sozinha, com bastante frio e muito assustada, mas, felizmente, sem ferimentos. A criança despertou apenas com o barulho provocado pelas ações de resgate. Não foi necessário levar a criança para o hospital.

    Logo depois que os militares do Corpo de Bombeiros, guiados pelos latidos do cachorro, identificaram a criancinha, ela pôde ser entregue aos pais, sem necessidade de atendimento médico.

    O comportamento canino

    Os cachorros naturalmente protegem os seus tutores e também o patrimônio. É comum identificar animais em guarda de uma casa ou terreno, sem que tenham tido qualquer adestramento para isto.

    Nos cuidados com a família – sim, os cães entendem que nós fazemos parte da família –, nossos melhores amigos não poupam esforços. Eles podem inclusive se colocar em situação de risco para proteger a “matilha” humana. É por isto que são empregados em ações policiais e já foram inclusive “soldados” em diversas guerras da nossa história.

    Neste comportamento, existe uma boa dose de empatia – nossos cachorros nos amam e querem nos ver felizes e satisfeitos. Mas há também outra razão para a conduta de defesa. Na natureza, os ancestrais dos cães andam sempre em grupo – são as alcateias dos lobos.

    Apesar de identificarem os seus próprios filhotes, os lobos cuidam de todas as “crianças” do grupo. Instintivamente, eles sabem que, se um membro da alcateia estiver em perigo, todos estão em perigo. Por isto, desenvolveram técnicas de defesa e ataque – afinal, lobos (e cães) são animais carnívoros.

    Quando humanos e caninos passaram a conviver e cooperar, os peludos trouxeram esta conduta para a nova parceria: eles são fiéis, tenazes e extremamente companheiros. Para nossa sorte, eles são “pau para toda obra” e estarão sempre ao nosso lado – seja em um perigo, seja no momento do cafuné.

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    Fonte: Dia Online

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    Cão de rua é adotado por skatistas em Votuporanga

    Della Rua é uma forma elegante de dizer “da rua”. E esta é a história de um cão abandonado de Votuporanga, município da região noroeste do Estado de São Paulo. De acordo com o zelador da pista de skate local, Fábio Audi Rogério, Della Rua, que tem aproximadamente três anos de idade, foi abandonado por uma família que se mudou do bairro e ficou preso durante alguns dias na casa vazia.

    Ao ser resgatado, o cão de rua conheceu o amor e o companheirismo das pessoas que frequentam a pista de skate da cidade. Della Rua foi adotado pelos esportistas e ganhou até mesmo uma casa construída com shapes e decorada com partes e peças de skate. “decoração” que casou perfeitamente com a nova moradia.

    O abandono do cão

    De acordo com o depoimento do zelador da pista Skate Park, o cão de rua ficou preso na casa abandonada por cerca de dois anos, alimentando-se de restos e bebendo água da chuva. Um amigo de Fábio Rogério decidiu soltar o animal.

    A partir de então, Della Rua passou a vagar pelas ruas do bairro Parque Industrial I até decidir fixar-se na pista de skate. O zelador tomou a iniciativa de construir uma casinha com restos de madeira – com direito a identificação do proprietário.

    Fábio Rogério informou à imprensa local que o cachorro originalmente se chamava Beethoven, mas as novas amizades com os frequentadores da pista de skate determinaram o novo nome: Della Rua (Da Rua). No entanto, nada está mais distante de ser um cão de rua do que este personagem de Votuporanga.

    Della Rua também recebeu uma coleira com identificação, inclusive com a ilustração de um pequeno skate, para que todos que cruzem com este cachorro saibam que ele recebe cuidados, não é mais um vira-latas.

    Um atleta polivalente

    Ou, pelo menos, uma mascote e tanto, além de ser um fiel escudeiro dos skatistas de Votuporanga. Praticamente todos os frequentadores o descrevem como um cão dócil, mas bastante agitado. Ainda de acordo com o zelador da pista de skate, Della Rua não fica confinado no local. Ele pode sair para passear, mas, quando demora, o tutor sai em seu encalço.

    Della Rua, no entanto, não é apenas um “skatista”: ele também é um torcedor empolgado, tanto assim, que roubou a cena durante a partida final da Copa Paulista. Definitivamente, o futebol é a paixão nacional. Até mesmo dos cachorros.

    Na tarde de 25/11/18, mais de cinco mil torcedores foram à Arena Plínio Marin, em Votuporanga, para acompanhar a primeira partida do final do campeonato. A quantidade de torcedores, no entanto, não foi a principal característica do jogo.

    Aos 18 minutos do primeiro tempo, um cão invadiu o gramado e interrompeu o duelo por longos três minutos. A invasão determinou a aplicação de multa, por parte da Federal Paulista de Futebol, ao time de Votuporanga, pela interrupção da partida.

    Quem era? Se você respondeu Della Rua, está absolutamente correto. Um frequentador da pista de skate decidiu levar o cachorro para assistir à partida e, aparentemente, ele não se contentou em ser apenas um espectador.

    Finalmente, um dos gandulas da Arena conseguiu controlar Della Rua, que foi devolvido para a arquibancada. O jogo, entre o Votuporanguense e a Ferroviária de Araraquara, terminou empatado. No jogo de volta, em Araraquara, a decisão foi para os pênaltis, quando finalmente o time de Della Rua pode soltar o grito: “é campeão”.

    O antigo cão de rua tornou-se o amuleto da sorte do time da cidade. Belo progresso para quem estava abandonado em uma casa vazia até poucos meses atrás, não é?

    Fotos: Fábio Audi Rogério

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    Shopping center na Turquia abriga cães de rua nas noites frias

    Apesar do clima quente característico da primavera e verão turcos, no outono e inverno as temperaturas em Istambul são rigorosas, oscilando entre -16ºC e +1ºC de outubro a março, com algumas nevascas ocasionais. Por isto, o Atrium Mall decidiu que, quando as portas das lojas, lanchonetes e cinemas do shopping se fecham para os clientes, é o momento de recolher os cães de rua.

    A iniciativa teve início no inverno de 2017 (janeiro a março no hemisfério norte). Em algumas áreas da cidade, o volume de neve chegou a 65 centímetros de altura. Em 2019, portanto, será a terceira edição do programa que garante abrigo para os cães de rua; boa parte deles desenvolveria doenças e até mesmo morreria de hipotermia se fossem deixados nas ruas.

    Existem outros projetos para abrigar cães e gatos de rua. Um dos comerciantes de Istambul, Selçuk Bayal, decidiu acolher gatos em sua loja. Ao ser criticado por alguns clientes, o empresário não teve dúvidas: afixou uma placa na porta do estabelecimento, informando que as pessoas incomodadas com os bichanos não são bem-vindas.

    O projeto

    Os comerciantes do Atrium Mall decidiram abrigar cães de rua em janeiro de 2017, depois que uma forte tempestade de neve caiu sobre a região de Istambul, que é uma cidade litorânea (ocupa os dois lados do estreito de Mármara, que separa a Europa da Ásia), mas, mesmo assim, sofre com as baixas temperaturas.

    Os cães de rua recolhidos podem se aquecer e dormir nas instalações do shopping e também recebem alimento e água, além da segurança de descansar em um local fechado. Para atrair os animais, alguns funcionários do shopping center circulam pelas ruas próximas oferecendo alimento e petiscos.

    Veja também: Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines.

    Pela manhã, eles voltam para as ruas para “ganhar o dia”, mas muitos clientes e funcionários decidiram adotar alguns dos animais. Como é esperado, os mais sortudos são os animais jovens e bonitos.

    A iniciativa do Atrium Mall também recebe a contribuição de voluntários residentes em Istambul e até mesmo de turistas. Estes anjos oferecem brinquedos, forros de papelão (para que os animais não durmam no piso frio), cobertores e alguns veterinários da cidade avaliam as condições de saúde dos cães de rua.

    É interessante observar que os turcos são apaixonados por animais de estimação, mas a “preferência nacional” recai sobre os gatos (as raças turco van e angorá são nativas do país e eles já erigiram diversas estátuas em parques e praças representando os bichanos).

    Mesmo assim, o shopping center decidiu abrigar cães de rua, porque o número deles é muito maior do que o dos gatos vadios. Os cães vira-latas de Istambul são contados aos milhares. O Atrium Mall abriga centenas deles.

    Veja também: Um vira-lata no presépio.

    A ideia de recolher cães desconhecidos pode parecer estranha, até mesmo uma temeridade para algumas pessoas que não estão acostumadas com resgate de animais abandonados. Afinal, os cães de rua passam boa parte do tempo apavorados, sofrendo agressões e abusos. Eles são medrosos e desconfiados, podendo inclusive mostrar-se violentos.

    No entanto, os cães de rua de Istambul parecem ter se acostumado rapidamente à atenção e carinho dos funcionários e voluntários. Alguns deles, com a chegada do frio, já se postam à frente do Atrium Mall, à espera de alimento, calor e afeto.

    O Brasil é caracterizado pelo clima tropical quente e úmido, mas, em muitas regiões, as massas de ar polar avançam. A região Sul é conhecida pelas geadas e precipitações leves de neve, mas as frentes frias, em alguns dias, atingem até mesmo a região Norte. É o que os cidadãos do Acre e de Rondônia chamam de “friagem”. De qualquer forma, as chuvas tropicais também são motivos para abrigar os animais.

    A iniciativa do Atrium Mall é uma boa inspiração para que também os nossos cães de rua (e também as pessoas em condição de rua) sejam abrigados nos dias mais frios. Aliás, esta é uma inspiração para o mundo inteiro.

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    Fonte: Europapress.es

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    Fogos sem barulho na Paulista no réveillon: Um alívio aos animais

    No dia 23/05/2015, o prefeito Bruno Covas sancionou a lei que proíbe fogos de artifícios barulhentos (como os rojões). A lei nº 16.897/18 ainda não foi regulamentada, mas, pela primeira vez, o Réveillon da Paulista não terá estes artefatos. A multa prevista para os infratores é de R$ 2.000, com penalidade em dobro no caso de reincidência em 30 dias. O valor é quadruplicado caso seja registrada uma terceira reincidência em 30 dias.

    O barulho dos fogos de artifício afeta crianças pequenas (especialmente as autistas), portadores de deficiência, idosos, enfermos e, claro, os animais.

    Na edição de 2019, pelo menos na principal festa de réveillon da cidade, que reúne dois milhões de cidadãos, este incômodo – que inclusive já provocou mortes de humanos e de animais – não se repetirá. Na virada para 2019, será mais colorida e menos barulhenta. Se tudo correr como é esperado, a partir do próximo ano, a explosão de fogos muito barulhentos se tornará coisa do passado.

    De acordo com o prefeito de São Paulo, ainda não existe tecnologia disponível para eliminar totalmente os ruídos. Bruno Covas declarou para a imprensa, no entanto, que o barulho será bem menor do que o verificado em anos anteriores.

    Veja também: Como proteger seu cachorro do barulho dos fogos

    De acordo com fabricantes e comerciantes destes artefatos, não é possível produzir fogos de artifício sem ruídos. O presidente da Associação Brasileira de Pirotecnia, Eduardo Tsugiyama, estes artefatos precisam de pólvora de propulsão para o lançamento e também para a abertura da bomba. E a pólvora, em contato com fogo, provoca barulhos fortes.

    A festa na Paulista

    A festa na Paulista conta com apresentações musicais, espaços gastronômicos, ações sociais e kids places, além da tradicional queima de fogos que, em 2018 durou mais de 20 minutos. No próximo Réveillon da Paulista, as luzes dos fogos de artifício (que podem ser vistas de diversos pontos da cidade, uma vez que a avenida está em um dos locais mais altos de São Paulo) continuarão brilhando, mas o barulho será restringido.

    Um noticiário brasileiro de grande audiência, no entanto, realizou testes comparativos entre foguetes de estampido e foguetes de cores. A conclusão não é muito favorável: a diferença do ruído é muito pequena, quase imperceptível aos ouvidos humanos.

    A medida

    A Prefeitura de São Paulo anunciou, em 04/12/2018, que a queima de fogos da virada, na região central da cidade, contará apenas com fogos de artifício de efeitos visuais, sem estampidos nem tiros. É possível que o exemplo do Réveillon da Paulista incentive outros organizadores de festas a deixarem os rojões de lado.

    No entanto, a maioria das cidades da Região Metropolitana de São Paulo não possui legislação para coibir o barulho excessivo. Além disto, muitos moradores desafiarão a legislação (muitos “cidadãos” consideram que os fogos de efeitos visuais não têm graça). Desta forma, os fogos barulhentos continuarão prejudicando os paulistanos, ao menos por algum tempo.

    A gestão municipal, no entanto, ainda não apresentou detalhes do novo projeto do Réveillon da Paulista. Questionada por órgãos de imprensa, a prefeitura não revelou o nome da empresa responsável pelo espetáculo visual, nem o custo da queima de fogos; não se sabe, por exemplo, se o custo será maior ou menor para os cofres públicos.

    A proibição do barulho

    A legislação municipal proíbe o uso, manuseio, queima e soltura de fogos de artifício barulhentos. A lei nº 16.897/18, no entanto, não criminaliza a produção destes artefatos. Em outras palavras, as fábricas podem produzir, mas apenas para venda fora do município.

    Embora tenha sido votada e sancionada em maio, a legislação ainda não está em vigor. A pedido do Sindicato das Indústrias de Explosivos do Estado de Minas Gerais (SindiEMG), o Tribunal de Justiça de São Paulo TJ-SP), a proibição foi derrubada através de uma liminar, em junho, às vésperas da Copa do Mundo FIFA. Isto impede que órgãos de fiscalização verifiquem as atividades das fábricas.

    O sindicato havia entrado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, argumentando que há leis federais e estaduais regulamentando a prática dos fogos de artifício e uma lei municipal não poderia se sobrepor a estas leis mais amplas.

    A liminar foi derrubada em setembro, pelo plenário do TJ-SP. Mesmo assim, a prefeitura de São Paulo ainda não regulamentou a nova lei contra fogos barulhentos, fato que, na prática, a torna inócua contra os prejuízos para idosos, crianças, enfermos e animais de estimação.

    O principal apoio ao uso de fogos de efeitos visuais veio principalmente das organizações de defesa dos animais paulistanas. A medida do prefeito, no entanto, está sendo bem recebida pelos hospitais da região da Avenida Paulista, alguns deles de grande porte, como o Hospital das Clínicas, Hospital Santa Catarina e Maternidade Pró-Matre.

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    Loja italiana protege cães de rua em suas vitrines

    A loja é a Ikea, uma rede bastante conhecida na Europa, especializada em móveis e decorações. O magazine instalado na Catânia, na região da Sicília, decidiu proteger os cães de rua neste inverno, utilizando-os como elementos de decoração das suas vitrines.

    Catânia não é uma cidade muito fria, para os padrões de Europa. Neste final de primavera, a temperatura durante o dia fica em torno dos 18ºC e, à noite, cai para cerca de 12ºC. Mesmo assim, é bastante fria para os cães vira-latas que perambulam pelas ruas, procurando abrigo e alimento.

    Protegido do frio, cão faz parte da exposição dos móveis na loja IKEA, na Itália.
    Foto: Instagram.com/gscalone82

    A proteção

    Diversos clientes da Ikea registraram a presença dos cães de rua nas vitrines da loja e foram muitas publicações nas redes sociais. Os funcionários decidiram ir além das vendas a abrigar os animais, para protegê-los do frio, que deve aumentar nos próximos meses, com a chegada do inverno.

    Os animais se alimentam e dormem junto aos tapetes e móveis. As vitrines da Ikea estão atraindo a atenção dos consumidores e as vendas já registraram um aumento considerável. Martine Taccia descobriu a nova atração em sua viagem pela Itália. Vídeos e fotos foram postados nas redes sociais pela filha da turista.

    Os cachorros de ruas estão dormindo confortavelmente nas vitrines, graças a este gesto generoso. Sem esta iniciativa, muitos destes animais teriam morrido nas madrugadas e chuvosas de Catânia. E a Ikea conseguiu projeção favorável de graça com a boa ação. As imagens já receberam mais de um milhão de visualizações.

    De acordo com a turista, “a primeira reação foi de pura surpresa”. Taccia, impressionada com a fato incomum, disse depois que a loja havia decidido abrir as suas portas para os animais de rua, para lhes dar refúgio e conforto.

    As vitrines enfeitadas com cães foram parar em diversos sites. Taccia compartilhou a novidade no The Dodo, que está sediado em Nova York (EUA). Este site é especializado em bem-estar animal, trazendo muitas novidades sobre o mundo dos pets.

    Os cães recebem alimento e agrados diários dos vendedores e dos clientes da Ikea. Alguns animais chegaram a ser adotados por consumidores, impressionados com a atitude da equipe da loja, e conseguiram uma nova família para servir e proteger.

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    #Ikea #dog #love #halloween ❤️

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    A Ikea não está explorando comercialmente o recolhimento dos cães de rua. A iniciativa não foi divulgada em anúncios comerciais, nem no site da loja. Os clientes, no entanto, estão fazendo “propaganda gratuita”.

    Outro cliente, Beppe Liotta, também se empolgou com a nova prática. Ele é um dos consumidores que postaram fotos nas redes sociais. Nas palavras de Liotta, “tive uma sensação de profunda ternura e grande felicidade ao ver cães no espaço de exposição na entrada da loja”. Uma rápida pesquisa nas redes sociais mostra que muitos outros italianos e turistas aprovaram a iniciativa.

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    Dove c'è Ikea c'è casa…. 😂

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