InícioHistórias FelizesCachorra encontra ninhada de gatos na floresta e se torna mãe adotiva

Cachorra encontra ninhada de gatos na floresta e se torna mãe adotiva

Ela encontrou uma caixa no bosque cheia de gatos, salvou os filhotes e tornou-se mãe.

Banner é um husky siberiano que trabalha ajudando a tutora Whitney Braley a lidar com problemas emocionais. Mas esta cachorra encontrou um tempinho para encontrar uma ninhada de gatos em uma caixa no bosque perto de casa. Apesar da aparência selvagem, Banner salvou os filhotes e passou a cuidar deles como mãe adotiva.

A própria tutora treinou Banner, que tem três anos e foi adotada ainda filhote, a lidar com os sintomas do transtorno do estresse pós-traumático. A cachorra alerta Whitney quanto aos horários da medicação e também em crises de enxaqueca e ansiedade, controle de atitudes impulsivas e de episódios de automutilação.

A família Braley mora na Geórgia, sul dos EUA. O dia a dia de Banner é muito movimentado, auxiliando a tutora a superar os transtornos emocionais. A cachorra, no entanto, também é responsável por cuidar dos animais resgatados por Whitney.

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Os gatos

Há dois anos, Whitney adotou um filhote ainda não desmamado jogado em uma vala à beira da estrada. Banner se responsabilizou por cuidar do novo pet, aquecendo e lembrando a tutora dos horários das mamadeiras. Esta gatinha ainda vive com a família Braley, mas, deste então, a cachorra assumiu os cuidados de pelo menos outros dez filhotes.

Recentemente, Banner participou de um caso de partir o coração. Ela encontrou uma caixa de papelão no bosque próximo à casa, que estava lacrada com fitas adesivas. A cachorra praticamente arrastou a tutora até o “pacote”.

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A cachorra tem o hábito de andar pela mata próxima à casa, inspecionando o local: Banner apresenta forte instinto de proteção e guarda em relação à tutora. Foi numa dessas caminhadas que ela encontrou a caixa.

Ao abrir, Whitney teve uma surpresa: havia sete gatinhos recém-nascidos, que um provável tutor irresponsável decidiu “jogar fora”, como se fosse lixo. Em vez de esterilizar a pet, ele deve ter achado mais fácil livrar-se das crias.

Em entrevista ao site Bored Panda, a tutora contou que alguém “deve ter colocado os filhotes na caixa de papelão, fechado a tampa e jogado na mata, pensando que ninguém jamais os encontraria. Eu mesma não sei como Banner os encontrou”.

Os filhotes estavam com a temperatura muito baixa, entrando em hipotermia. Mais alguns instantes e eles não teriam resistido: os gatinhos já nem miavam mais, mas felizmente todos conseguiram resistir. Whitney os aqueceu e providenciou a fórmula especial para alimentá-los, sob o olhar vigilante de Banner.

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“Fico doente só em pensar que alguém possa fazer uma coisa dessas com pequenos animais inocentes. É uma atitude muito cruel e sem coração”, declarou a tutora.

Desde o momento do encontro, Banner não se afastou mais dos sete gatinhos. Ela os adotou como se realmente fossem filhotes seus. A husky siberiano foi esterilizada quando tinha 18 meses, ainda antes de atingir a maturidade sexual, mas sempre apresentou forte instinto maternal.

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Estes sentimentos ajudaram muito no relacionamento entre Banner e Whitney, que, desde criança, sempre teve a iniciativa de levar cães e gatos perdidos e abandonados para casa. A husky siberiano se parece fisicamente com uma loba feroz, mas tem o coração de um cordeirinho.

A cultura do extermínio

Os EUA contam com um sistema eficiente de recolhimento de animais. Em praticamente todos os condados, há grupos de resgate e abrigos para acolher cães e gatos encontrados nas ruas. No entanto, a política de saúde pública sobre pets, que já foi chamada de “cultura do extermínio”, é um assunto polêmico entre os americanos.

De acordo com o Fórum Nacional de Ativistas e Protetores de Animais, em 2010 (dados mais recentes), o controle populacional de cães e gatos resgatou, acolheu e tratou milhões de animais: 2,7 milhões de pets foram adotados.

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Em contrapartida, 2,6 milhões de cães e gatos foram submetidos à eutanásia: quase um empate entre a vida e a morte. É um processo rápido e eficiente. Na maioria dos condados, o prazo para adoção é de 72 horas.

Uma vez esgotado, os animais são sacrificados e os corpos, cremados. Um processo rápido, higiênico e muito simples, mas também cruel e violento. Os animais de rua são encarados como “problema de saúde pública”, e não como seres que sentem e, portanto, têm direito à vida.

Whitney está procurando tutores responsáveis para adotar os gatinhos, assim que eles forem desmamados. O abrigo de animais abandonados da região sacrifica os filhotes três dias depois do resgate, caso não encontre lares substitutos. E a tutora de Banner não pode nem pensar em aceitar uma coisa dessas.

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A situação nos EUA vem mudando nos últimos anos, graças à atuação de diversas entidades não governamentais, como a Humane Society (criada em 1991 em Washington DC, presente em quase todos os 50 Estados e atualmente uma associação também internacional).

A maior parte do trabalho, no entanto, é feita por pessoas como Whitney e Banner, que acolhem cães e gatos das ruas de forma anônima e providenciam novos lares para eles. O nosso mundo precisa de mais cachorros como Banner, a heroína desta história.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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