Cachorrinhos são abandonados em uma caixa na beira da estrada

Dois cachorros filhotes foram encontrados em uma caixa de papelão jogada à beira da estrada.

Foi necessário reduzir a marcha do carro para conseguir entender o que estava ocorrendo. À beira da estrada, em uma caixa de papelão, dois cachorrinhos ainda filhotes foram abandonados à própria sorte.

O caso aconteceu em Mladenovac, cidade situada no Distrito de Belgrado, a capital da Sérvia. Um homem que trabalha com resgate de cães abandonados avistou alguma coisa estranha na beira da estrada que liga o centro da cidade ao abrigo – este é o caminho diário do trabalhador.

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O abandono

Quando o homem parou o carro, foi possível identificar a caixa de papelão – um lugar estranho para jogar lixo, mas o resgatador percebeu que alguma coisa estava errada. A caixa parecia muito bem posicionada, como se ela tivesse sido depositada cuidadosamente na beira da estrada.

Seja como for, a caixa poderia conter uma infinidade de coisas, mas o homem não se perdoaria se não dedicasse alguns minutos do seu tempo para verificar o que estava acontecendo: ele tinha que parar e conferir a situação.

Ao se aproximar, o homem agradeceu ao seu sexto sentido, à intuição que não permitiu que ele seguisse em frente. A caixa de papelão estava “vibrando”. O motivo é que, dentro dela, havia dois cachorrinhos, certamente deixados para morrer.

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Na Sérvia, o inverno é muito rigoroso. Em Belgrado, nas horas mais quentes do dia, a temperatura dificilmente supera os 5°C – frio suficiente para matar e congelar os filhotes. O homem ficou sensibilizado com a situação.

Ele não conseguia entender como alguém pode ser tão cruel a ponto de deixar duas criaturas indefesas e totalmente dependentes, para morrer naquele local. O autor daquele crime poderia ter percorrido mais alguns quilômetros e entregar os cachorrinhos no abrigo.

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Muitas pessoas acabam ficando às voltas com filhotes indesejados. São tutores negligentes, que não esterilizam os animais e permitem que eles saiam sozinhos de casa. Quando as cachorras entram no cio, atraem diversos parceiros e o resultado é um monte de crias que ninguém queria.

Mesmo assim, um erro não conserta o outro. Se o tutor não foi responsável pela castração da mãe dos cachorrinhos, deveria ter tido um pouco de humanidade e levado os filhotes até o abrigo, onde eles certamente teriam chances de se desenvolver e ser adotados por uma nova família.

O resgate

O homem que encontrou os cachorrinhos na estrada imagina que o responsável pelo crime deve ter pensado simplesmente: “Eles são trastes inúteis, não servem para nada, dão muito trabalho e merecem morrer”, como se um ser vivo – qualquer um – não tivesse direito a uma vida digna.

Sem socorro imediato, os cachorrinhos teriam apenas mais algumas horas de vida – talvez, apenas alguns poucos minutos. O homem pegou a caixa com os filhotes e correu para o abrigo: os filhotes estavam em sério risco.

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O ideal, nestas situações, é que as crias sejam mantidas com a mãe durante o período de lactação. Enquanto estão sendo amamentados, os filhotes recebem todos os nutrientes e também ficam protegidos contra diversas doenças.

Naquela condição, era preciso improvisar. Os cachorrinhos foram primeiramente aconchegados e aquecidos, para retomar a temperatura normal. Em seguida, outros trabalhadores do abrigo alimentaram os filhotes com fórmulas especiais, que tentam reproduzir as características do leite das cadelas. Diversas etapas do resgate podem ser vistas no vídeo.

Os cachorrinhos, no entanto, não poderiam ficar no abrigo. Eles eram jovens demais para receber as vacinas básicas e, caso desenvolvessem doenças infectocontagiosas, poderiam transmiti-las para os outros moradores.

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Além disso, os filhotes precisam de cuidados 24 horas por dia, o que um abrigo não tem condições de fornecer. Normalmente, a mãe protege as crias, recolhe os mais curiosos ao ninho, higieniza, conforta, aquece e alimenta. Sem a mãe, seria preciso encontrar uma ama carinhosa e responsável.

Os “dois cachorrinhos da caixa de papelão” foram levados para um lar provisório. O abrigo providenciou algumas garrafas da fórmula especial de nutrientes, para que os tutores voluntários pudessem alimentá-los até que pudessem receber alimento sólido.

Uma jovem da cidade aceitou receber os dois filhotes e já estava esperando na porta de entrada quando o mesmo homem que os resgatou levou-os para o lar provisório, juntamente com as provisões. Ela tinha o necessário para os cachorrinhos: muito amor e dedicação, para que eles pudessem superar os primeiros dias, que seriam difíceis.

Felizmente, não houve outros problemas. Os filhotes se desenvolveram rapidamente e, quando completaram 12 semanas, puderam ser finalmente admitidos no abrigo. Em poucos dias, os dois cachorrinhos encontraram famílias definitivas: eles começaram o ano vivendo em casas confortáveis e seguras, com uma família que quer amá-los para sempre.

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