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Cãozinho cego abandonado abre um buraco para se enterrar

Sentindo-se inútil e abandonado, um cãozinho abriu um buraco para se enterrar e morrer. Mas graças a humanos bondosos, sua vida ganhou outro sentido…

Além de ser um crime com punição prevista na lei, o abandono de animais está entre as atitudes mais cruéis e egoístas que um ser humano pode tomar. Os cães oferecem aos tutores as melhores energias que possuem, mas às vezes são deixados de lado. Este cãozinho ficou tão triste que preferiu abrir um buraco na terra e desistir da vida.

Depois de conviver durante anos com o tutor, este cãozinho começou a apresentar problemas na visão. Percebendo que o animal estava cada vez mais “inútil”, o dono irresponsável decidiu abandoná-lo à própria sorte. Sem ter a quem recorrer, o animal cavou um buraco na terra e se deitou, pronto para encerrar a jornada.

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A doença

O cachorro desta história desenvolveu catarata, uma doença óptica geralmente de caráter hereditário, caracterizada pela opacidade do cristalino, a lente dos olhos, responsável pelo foco das diversas distâncias que caracterizam a visão.

Os cães com catarata apresentam progressivamente olhos esbranquiçados ou azulados e acabam perdendo a noção de perspectiva. Um dos principais sinais que chama a atenção dos tutores é que os animais começam a esbarrar em móveis e objetos.

A doença também pode ser causada por traumas, degenerações da retina, doenças metabólicas (como diabetes), infecções e inflamações. Diagnosticada precocemente, a catarata pode ser corrigida com cirurgia.

O cãozinho cego

O tutor irresponsável não deu atenção aos primeiros sinais da doença. Aos poucos, o animal passou a apresentar problemas para se locomover e orientar, esbarrando em móveis e derrubando objetos pela casa.

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Com o avanço da catarata, as brincadeiras e correrias também se tornaram cada vez mais raras. O cãozinho preferia se esconder, deitar-se em um cantinho e ficar quieto. O dono considerou que ele estava se tornando um estorvo.

Muitas pessoas encaram os animais de estimação como objetos de decoração. Eles são divertidos, brincalhões, companheiros, mas quando a idade ou a doença impedem a interação e aumentam a necessidade de cuidados, essas pessoas consideram que podem se desfazer dos pets, como se fossem coisas imprestáveis.

O abandono

Foi o que fez o tutor. Levou o animal para um terreno baldio, longe de casa, e abandonou- o. O animal deve ter tentado se localizar, identificar cheiros e sons familiares, mas concluiu que ele estava sozinho. Ele não conseguia entender por quê, mas estava sozinho.

Se, em casa, já estava ficando difícil caminhar de um cômodo para outro, em um local estranho, a tarefa era quase impossível. O cãozinho não sabia como se agasalhar, onde encontrar água e alimento, como encontrar um lugar seguro para tirar uma soneca.

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Principalmente, ele não conseguia entender por que o tutor – a única referência que ele tinha – havia desaparecido. De repente, no meio de uma caminhada, o velho amigo não estava mais ao lado. Sumira, como se tivesse evaporado.

O cãozinho aparentemente decidiu que não valia a pena continuar. O tutor não dava sinais de que voltaria, o dia estava cada vez mais frio e, com o entardecer, ele estava enxergando ainda menos do que o normal.

No meio de tantas dúvidas, de tanto sofrimento, o animal começou a escavar a terra. Ele abriu um buraco e tentou se enterrar. Talvez o seu desejo fosse desaparecer. “Dormir, dormir, talvez sonhar”, deve ter pensado o animal destituído do abrigo, do carinho e da segurança.

Uma nova chance

O cachorrinho tinha tudo decidido, em seu confuso entendimento da situação. É possível que ele se culpasse. Talvez julgasse ter feito alguma coisa errada e, por isso, estava sendo castigado. Ele já havia destruído algumas almofadas e chinelos anteriormente, mas nos últimos tempos não conseguia se lembrar de ter feito nada que desagradasse o tutor.

Então, passou um homem no terreno baldio. Um estranho, daqueles a quem não se deve aproximar-se. O cãozinho ficou ainda mais quieto, praticamente sem se mexer no buraco escavado no chão com as últimas forças que conseguiu reunir.

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Mas o estranho não seguiu adiante em seu caminho. Ele percebeu o cãozinho sozinho, escondido, com medo, frio e fome. Quando se aproximou, o homem pôde constatar que o animal mal conseguia enxergar à sua volta.

O homem decidiu levar o cãozinho para casa. Ele o alimentou, agasalhou e fez carinho. o cachorro não conseguia entender como um estranho o tratava tão bem, no mesmo instante em que o tutor – o grande amigo – o abandonara.

Dias depois, o novo amigo decidiu levar o cãozinho ao veterinário. O médico apalpou, apertou, virou o peludo do avesso, pediu uma série de exames. Receitou alguns remédios e tratou os olhos do animal.

O cãozinho não recuperou a visão totalmente, mas, com o tratamento, começou a enxergar melhor. Eram apenas vultos e sombras, alguns clarões. Mas era o suficiente para que ele pudesse resolver para onde ir – e de que forma chegar.

O estranho cuidou do cachorro, providenciou o melhor tratamento possível, restabeleceu parte da visão e toda a autoestima do animal. Em troca, recebeu carinho, lealdade e companheirismo a toda prova. Nessa troca, certamente o estranho levou a melhor.

Agora, ele não é mais estranho. Ele é o melhor amigo do cãozinho, que descobriu outros motivos para continuar vivendo. Ele não precisa mais cavar um buraco para se esconder: quando sente medo, basta pular no colo do novo tutor, que está sempre ao lado para acolhê-lo.

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