11 coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

Todos queremos o melhor para os cães, mas às vezes fazemos coisas prejudiciais sem perceber.

Apesar de os cães serem os melhores amigos dos humanos, o inverso nem sempre é verdadeiro. Algumas atitudes humanas são prejudiciais para os peludos e fazemos muitas coisas nocivas sem perceber.

Seja na alimentação, seja no adestramento, em muitas ocasiões estimulamos condutas inadequadas que podem prejudicar a saúde física e mental dos nossos cães. Até mesmo nas brincadeiras e na convivência diária, os humanos “pisam na bola” sem perceber.

As coisas prejudiciais

A seguir, relacionamos alguns hábitos e atitudes que prejudicam a saúde, a qualidade de vida, o sossego e a saúde dos cães. Os tutores que não praticam nenhuma destas atitudes estão de parabéns. Os demais estão aprendendo e sempre podem melhorar.

01. Deixar o cachorro preso

Os cachorros são animais gregários: desde que eles surgiram, vivem em grupos organizados, com diversas funções para serem realizadas. Deixar o cachorro preso, no fundo do quintal, impede que ele desenvolva a sociabilidade.

Coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

Ao contrário do que imagina o senso comum, o lobo (ancestral dos nossos peludos) não é um animal agressivo e violento. Na maior parte do tempo, ele avalia as situações e prefere afastar-se a partir para o confronto direto.

Um cachorro que fica preso o tempo todo não tem a opção de “fugir”: se alguma coisa errada acontecer – ou se ele entender que o que está acontecendo é errado –, a única atitude possível é partir para a briga.

Com o tempo, o cachorro se acostuma com a solidão. Em alguns casos, ele pode até mesmo defender o espaço: parte dos cães exibe tendências dominantes e territorialistas, que devem ser atenuadas no adestramento.

Os cachorros precisam de contatos diários: brincadeiras, passeios, até mesmo um “dolce far niente” ao lado dos tutores. Eles são naturalmente defensores e, no caso de uma provável agressão, no mínimo eles darão um alerta.

Mas, quando eles ficam presos o tempo todo, qualquer situação fora da rotina passará a ser encarada como uma ameaça que merece resposta. Isto inclui uma criança brincando no quintal, um estranho que se aproxima (mesmo no caso de uma visita ou prestador de serviços), etc.

02. Deixar de passear com o cachorro

A correria do dia a dia muitas vezes impede que os tutores consigam dar conta de todas as tarefas da agenda: as atividades parecem se multiplicar, enquanto as horas e os minutos continuam contados.

Apesar disso, quem toma a decisão de adotar um cachorro precisa saber: eles têm de passear diariamente. Além de ser um exercício físico completo, que favorece o desenvolvimento e a manutenção do organismo, o passeio é a oportunidade de os peludos conhecerem o mundo.

É nos passeios ao lado do tutor que os cães descobrem que existem outros animais (inclusive humanos), além de passarem a tolerar as pequenas ameaças cotidianas, como a aproximação de carros e motos. Durante as caminhadas, eles aprendem a conviver com os outros – e, na imensa maioria das vezes, os estranhos não são ameaças a eles e à família.

Coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

Os passeios precisam respeitar algumas regras. Nos dias quentes (que é a maior parte do tempo no Brasil), as caminhadas devem ser feitas preferencialmente antes das 10h ou depois das 16h. os cachorros não se importam com chuvas fracas e moderadas, mas devem ser muito bem enxugados ao voltarem para casa.

Os animais de pelo curto e claro podem sofrer com queimaduras de Sol (especialmente os de pequeno porte). Cabe aos tutores escolher os caminhos que alternem Sol e sombra. Outra providência necessária é sempre levar uma garrafa de água, para hidratar os cães regularmente.

Os passeios são uma excelente oportunidade para exercitar o adestramento. Alguns animais podem correr, escalar, saltar obstáculos, etc. Outros apenas fortalecem o treinamento dos comandos básicos (“sim”, “não”, “senta”, “junto”, etc.). estas ordens são importantes para a convivência diária.

Outro benefício dos passeios é fortalecer os elos entre tutores e cachorros. A caminhada é um momento único do dia, em que a atenção é voltada quase exclusivamente para os peludos. Além disso, passear com crianças, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção também ensina uma série de regras de convivência.

03. Dar comida inadequada para os cães

A forma mais simples de alimentar os cães é fornecer ração de qualidade. Existem produtos balanceados disponíveis no mercado, que oferecem todos os nutrientes necessários nas diversas etapas da vida.

Por exemplo: existem rações específicas para filhotes, idosos, gestantes e nutrizes, animais com atividade física intensa, convalescentes de traumas e portadores de doenças e deficiências. São alimentos enriquecidos com vitaminas e minerais específicos, que melhoram a saúde e a qualidade de vida.

Os tutores também podem optar por fazer comida caseira para os cachorros, lembrando que eles são animais preferencialmente carnívoros: alimentam-se basicamente de carne, com a ingestão de alguns vegetais como suporte. A regra geral é 70/30 (70% de proteína animal e 30% de verduras, frutas, legumes, etc.).

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É importante lembrar que os petiscos precisam ser dosados. Desta forma, ao fornecer um snack, frutas, legumes e até mesmo sucos, a quantidade de ração diária deve ser reduzida proporcionalmente, para evitar sobrepeso e obesidade.

Os cães podem receber alimentação exclusivamente vegetariana, se esta for a opção dos tutores. Existem rações balanceadas sem proteína animal, mas é muito difícil fazer a comida em casa, com todos os nutrientes. Os cachorros não se tornam veganos: apenas se acostumam com os hábitos e o estilo de vida dos tutores.

Entre os alimentos humanos que não devem entrar na dieta canina, os mais prejudiciais são: chocolate, frutas gordurosas (abacate e coco), frutas com sementes, uvas, temperos e condimentos, alho e cebola, ossos, massa crua de pães e bolos, café e leite.

Os cachorros também não devem receber ração para gatos (e vice-versa): o teor de proteína animal é mais elevado na comida dos bichanos, que são animais exclusivamente carnívoros – na natureza, os primos dos gatos ingerem apenas os vegetais contidos nas vísceras das presas abatidas.

Como um prêmio (uma recompensa durante o adestramento, por exemplo), os cães podem ganhar algumas oleaginosas, como nozes e amêndoas. A oferta precisa ser moderada, porque estas frutas são ricas em gorduras vegetais. A exceção fica por conta da macadâmia, que pode causar fraqueza orgânica mesmo em pequenas quantidades.

04. Dar alguns remédios humanos

Muitos tutores tratam as doenças, incômodos e desconfortos dos cachorros com remédios humanos. Os principais motivos para isso são o preço e a disponibilidade: os medicamentos veterinários são mais caros e as drogarias especializadas não são muito fáceis de serem encontradas.

O ideal é não dar nenhum remédio para os cachorros sem orientação do especialista. Alguns analgésicos podem apenas mascarar os sintomas, ocultando problemas mais graves que podem ser eliminados ou atenuados com o tratamento adequado.

Basta pensar na situação contrária: você tomaria um medicamento, vacina ou antiparasita formulado para cachorros? A resposta certamente é negativa. Portanto, o inverso pode causar os mesmos efeitos.

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Alguns remédios humanos, no entanto, podem ser dados para os cachorros – muitas vezes, o próprio veterinário indica o produto e a dosagem. É o caso do ácido acetilsalicílico (AAS) e da dipirona, medicamentos comuns na farmacinha caseira.

É preciso, de qualquer forma, estar muito atento à posologia, para evitar efeitos colaterais. O uso precisa ser indicado pelo veterinário ou, em casos corriqueiros, informado ao profissional na primeira consulta médica.

O paracetamol e o ibuprofeno, drogas igualmente comuns nos lares brasileiros – empregadas como anti-inflamatórios, antipiréticos e analgésicos –, não devem ser usados para o tratamento dos cachorros.

Eles são tóxicos mesmo em pequenas doses (5 mg por quilo de peso corporal já podem causar efeitos adversos, como enjoos e vômitos, desconfortos abdominais, cólicas, diarreias e até mesmo vertigens, convulsões e desmaios.

05. Deixar produtos de higiene e limpeza ao alcance dos cães

Ninguém deixa produtos de limpeza ou de higiene pessoal à disposição dos cachorros. O problema é que os nossos peludos são animais extremamente curiosos e, se puderem abrir um armário com o focinho e as patas, eles não pensarão duas vezes.

O olfato canino é extremamente apurado: junto com a audição, é o sentido mais empregado pelos cães para entender e interpretar o mundo à sua volta. E os produtos de higiene e limpeza quase sempre são formulados com essências e aromas que, por serem diferentes, atraem a atenção dos peludos.

Sempre que possível, os tutores devem optar por produtos mais simples para a limpeza geral (inclusive o local destinado ao xixi e cocô). Os itens mais indicados são hipoclorito de sódio (água sanitária) diluído em água na proporção 10:1, detergente neutro (sem perfume) ou soluções de amônia quaternária, encontradas em pet shops.

Os três produtos são bastante eficientes para o combate a micro-organismos prejudiciais, como vírus, bactérias e fungos. A água sanitária pode ser empregada inclusive para lavar e higienizar roupas e brinquedos dos cachorros.

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Evidentemente, todos querem deixar a casa limpa e cheirosa. Os especialistas sugerem, no entanto, que alguns produtos sejam evitados – ou que os cachorros sejam retirados durante a faxina e mantidos à distância por pelo menos 30 minutos. É o caso de compostos de amônia, bissulfeto de sódio, cloro, hidróxido de sódio, potássio e trietolamina, prejudiciais não apenas para os cães, mas também para os gatos, aves e peixes ornamentais.

Os produtos de higiene também devem ficar longe dos cachorros: xampus, hidratantes, sabonetes, perfumes e cremes são formulados para a pele humana e podem causar desequilíbrios na acidez da pele canina. Nestes casos, basta deixar estes itens fora do alcance e nunca usá-los nos banhos dos peludos.

A naftalina, que já foi muito usada para absorver mau cheiro e deixar insetos distantes de armários e gavetas, também é prejudicial aos cachorros. Quase sempre, eles evitam se aproximar das bolinhas brancas, mas o composto é nocivo inclusive quando está em sublimação – passando do estado sólido para o gasoso.

Ingerida ou inalada, a naftalina afeta o sistema nervoso e o fígado dos cachorros. Ela pode provocar vômitos e diarreias, ou prejudicar a coordenação motora, causar confusão e levar a vertigens e convulsões. Em alguns casos, a absorção pode ser fatal.

06. Esquecer o cachorro dentro do carro

É relativamente comum encontrar casos nos quais cachorros foram deixados no interior de automóveis. A justificativa é quase sempre a mesma: o tutor não iria demorar muito, a janela ficou parcialmente aberta, ninguém imaginou que “poderia acontecer uma tragédia”.

Os cachorros, como todos os mamíferos e aves, são animais termorreguláveis: eles têm a capacidade de ajustar a temperatura corporal, independentemente das condições do ambiente. Mas essa capacidade tem limites.

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Deixar animais presos no carro em dias quentes (mesmo que o céu esteja nublado) pode levá-los à morte em pouco tempo. em um dia com temperatura de 25°C, a temperatura interna em um automóvel pode elevar-se para até 39°C em poucos minutos: esta é uma armadilha fatal para qualquer ser vivo.

Os cachorros não possuem glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo. Elas se concentram na língua e nas almofadas das patas, os chamados coxins plantares. A pouca quantidade dessas glândulas reduz a capacidade de eliminar o calor, levando ao superaquecimento orgânico em questão de minutos.

Mesmo que tenha ficado à sombra e com as janelas parcialmente abertas, o cachorro sente os efeitos da elevação da temperatura. Os primeiros sinais são a respiração ofegante e a salivação excessiva. Mantidas estas condições, quando a temperatura atinge 41°C, os peludos podem sofrer com enjoos e vômitos, convulsões, desmaios e até mesmo a morte.

07. Treinar para o ataque

Os cachorros são naturalmente defensores. Habituados a manter a estabilidade dos grupos, quando os primeiros cães passaram a viver com os humanos, eles trouxeram estas características de guarda e defesa.

No entanto, eles não são animais agressivos. Obviamente, eles são predadores e também defendem os filhotes e jovens, mas o ataque é um atributo ensinado pelos humanos para os cães – em épocas passadas, eles já foram usados inclusive como armas de guerra.

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Nem todos os peludos, no entanto, podem ser treinados como cães de guarda. Algumas raças consideradas agressivas na verdade são dóceis e não revelam as características necessárias para a defesa da vida ou do patrimônio. É o caso, por exemplo, dos pitbulls.

Independentemente do porte e da raça, alguns cachorros simplesmente não exibem os dons necessários. Alguns traços psicológicos são necessários e certos peludos não se mostram dominantes ou territorialistas. De qualquer forma, a maior parte dos cães é adotada atualmente como companhia.

Muitos tutores, no entanto, insistem em criar verdadeiros animais de combate. Vale notar que qualquer cachorro defende a família de eventuais ataques. Mesmo um pequeno chihuahua consegue demonstrar que alguma coisa está errada. Os animais de médio e grande porte nem precisam atacar: basta que sejam ensinados a fazer rondas e nenhum estranho se atreverá a “invadir o território”.

O maior problema em treinar os cães para o ataque é que o feitiço pode se voltar contra o feiticeiro. Se, desde filhote, um cachorro é estimulado a mostrar comportamento agressivo, será difícil para ele entender em que situações é necessário manter-se calmo e controlado.

O resultado é o surgimento de ataques a pessoas estranhas, como vizinhos, prestadores de serviços e visitantes, mas também a pessoas da própria casa. Incentivar a violência é dizer explicitamente: “você é o líder da matilha”.

Na posição de líder, o cachorro pode desenvolver outros hábitos, como controlar o território e determinar o que os outros membros do bando podem ou não fazer. O ideal é que os cachorros se tornem submissos aos tutores.

A subordinação não é uma condição vergonhosa para os peludos: eles simplesmente passam a encarar o tutor como o “alfa” do grupo, aceitando as regras da casa. Estimular o comportamento agressivo é prejudicial à família inteira e pode tornar os cachorros infelizes e desajustados emocionalmente.

08. Mudar as regras

Os cachorros são extremamente inteligentes, mas precisam de rotina e previsibilidade para aprender. As regras da casa devem ser claras, para que eles as assimilem e respeitem. Felizmente, os cachorros também são muito apegados aos tutores e fazem tudo o que podem para agradar.

Por exemplo: para um cachorro, não há nada errado em fazer xixi no tapete. Se estivessem soltos na natureza, qualquer lugar seria adequado para as necessidades fisiológicas. Mesmo assim, eles aprendem que os tutores “não gostam” e admitem que existe um “lugar certo” para o xixi e o cocô.

Coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

O problema começa quando as regras mudam a cada instante. Em um momento, eles podem fazer festas efusivas, pular sobre os tutores, apropriar-se de objetos, etc. No instante seguinte, o comportamento é reprimido, às vezes com gritos e castigos físicos. Os peludos não conseguem assimilar as diferenças.

Cada família determina os locais por onde os cachorros podem transitar – e as regras podem inclusive ser diferentes nas casas com dois ou mais cães. Em alguns lares, os cães não podem entrar; em outros, podem chegar até a cozinha.

Há famílias que permitem que os cães circulem pelos ambientes, mas eles não podem subir nos móveis. Em outras, dormir no sofá ou na cama, às vezes ao lado dos tutores, não apenas é aceito, mas incentivado.

Não há problemas em definir regras e a maioria dos cachorros submete-se a elas com facilidade. Mas os tutores precisam ficar atentos para não mudar as normas. Se o peludo não pode subir no sofá, ele simplesmente não pode.

09. Tratar os cães como bebês humanos

O tratamento humanizado, como a expressão diz, é indicado apenas para humanos. Os cachorros não querem ser humanos. Eles entendem que todos nós fazemos parte de um mesmo grupo ou família, mas também sabem que nós somos diferentes.

Muitos tutores inadvertidamente tratam os cachorros como se fossem bebês humanos. Os peludos estão sempre no colo, enfeitados com roupas e fitas. Esta forma de “humanização” é prejudicial porque, afinal, eles são caninos.

Evidentemente, os cães adoram colo – especialmente os pequenos. É difícil carregar um rottweiler ou um dogue alemão no colo, mas eles podem repousar a cabeça ou as patas dianteiras nas pernas dos tutores. Isso fortalece os vínculos e contribui para o desenvolvimento emocional dos peludos.

Mantê-los o tempo todo no colo, no entanto, é prejudicial. Alguns cães preferem “sombra e água fresca”, mas isto não está relacionado ao porte: o dálmata e o boxer são exemplos de “cachorros folgados”.

Coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

Por outro lado, o yorkshire terrier foi desenvolvido para caçar ratos em minas de carvão. O poodle, para mergulhar em lagoas frias e recuperar aves abatidas no voo pelos tutores. Com toda esta energia, ficar no colo é, no mínimo, perda de tempo.

Os tutores podem usar roupas e enfeites para tornar os cachorros mais bonitos: é tudo uma questão de estilo. Devem apenas evitar acessórios que prejudiquem os movimentos ou causem desconforto: os demais objetos de decoração estão liberados.

Mesmo assim, os cachorros precisam ter um tempo para serem eles mesmos: brincar na chuva, explorar um novo ambiente, correr e pular, descobrir rastros, cheirar o traseiro de novos amigos.

Depois de completarem um ano de idade, os cachorros deixam de ser bebês. Com 18 meses, eles já são adultos e gostam de ser tratados desta forma: infantilizada-los prejudica o desenvolvimento físico e emocional.

10. Usar coleiras inadequadas

Em muitos desenhos animados, uma figurinha carimbada é o cachorro usando uma coleira cheia de metais pontiagudos. Geralmente, ele é o vilão da história ou o mandachuva do pedaço.

Não é preciso dizer que essas coleiras são inadequadas, porque podem causar ferimentos no cachorro, nos animais com que ele interage nas caminhadas e nos próprios tutores. Elas também são desnecessárias: não há nenhum predador nas proximidades pronto a se lançar no pescoço dos nossos peludos.

Existem outros acessórios que devem ficar longe dos cachorros. É o caso, por exemplo, dos enforcadores. Este é um tipo de coleira que pressiona o pescoço dos peludos, para evitar que eles façam alguma coisa indesejada.

Os acidentes com enforcadores, no entanto, são muito comuns. O acessório pode ser usado por adestradores profissionais, mas a maioria os rejeita, dando preferência a outras estratégias de condicionamento dos cachorros.

Coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

Menos traumatizantes, pelo menos no aspecto físico, os puxões com as guias “normais” também é prejudicial. Quando um cachorro está passeando, ele não está apenas se exercitando fisicamente: está conhecendo o mundo e aprendendo a interagir com humanos, caninos e máquinas.

É natural que eles parem de tempos em tempos, seja para fazer um xixi (é uma mensagem que diz: “eu estive aqui!”), seja para identificar um cheiro diferente ou interagir com um colega na rua. Os tutores precisam respeitar o tempo dos cachorros, sem puxá-los a cada parada.

Por outro lado, algumas guias são elásticas, permitindo maior liberdade de movimento para os cachorros. Mas elas também podem ser prejudiciais, se o peludo entender que pode decidir a distância entre ele e o tutor.

Vale lembrar: nos passeios, quem conduz é o tutor, responsável pela escolha do trajeto, pela velocidade da marcha, pelas paradas e interações, etc. As caminhadas são um excelente momento de aprendizado, que fica prejudicado se o cachorro puder decidir distâncias e ritmos.

Coleiras inadequadas também podem ser responsáveis por acidentes. Uma situação comum é não trocar o acessório à medida que o cachorro cresce, sujeitando-o a apertos e desconfortos. Mas mesmo a coleira ideal pode causar acidentes: trancos e puxões podem causar lesões no peito e no pescoço, que exigem atendimento de emergência e tratamento prolongado.

11. Agredir fisicamente

Houve um tempo em que os castigos físicos faziam parte do processo educativo. As palmatórias eram considerados excelentes instrumentos pedagógicos há menos de cem anos. Felizmente, a pedagogia evoluiu e hoje sabe-se que o aprendizado, para ser eficiente, precisa ser prazeroso, com forte componente lúdico.

Isto vale para as crianças e também para os cachorros. O adestramento ideal deve eliminar inclusive os gritos e broncas – as agressões físicas são ineficazes, além de serem contraproducentes e cruéis.

Quando um cachorro faz xixi no lugar errado ou pula nas pessoas para demonstrar alegria e afeto, o próprio tutor pode desencorajar os comportamentos que considera inadequados. Um simples “não” é suficiente na maioria dos casos.

Coisas prejudiciais que fazemos sem perceber para os cães

Ignorar os apelos dos cães por alguns instantes, depois que eles praticaram qualquer ato indesejado, também é uma estratégia eficiente para educar os peludos.

Os cachorros precisam de atenção e carinho, além de alimento, abrigo e boas condições. Estas atitudes, aliadas ao treinamento básico, são suficientes para um bom relacionamento entre peludos e humanos.

Alguns tutores, no entanto, não dispõem de tempo ou não se sentem instrumentalizados para educar os cachorros. Nestes casos, é sempre possível contratar um profissional especializado. As agressões físicas não ensinam e podem gerar comportamentos inadequados, como ansiedade, fobias e até depressão, que podem gerar disfunções orgânicas.

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