Família adota cachorra que entrou na casa para se proteger do frio

A cachorra queria apenas se proteger contra o frio, mas acabou ganhando uma família amorosa.

Quando Emily Jokinen acordou o marido em plena madrugada, ele não conseguiu entender direito o que estava acontecendo. Uma cachorra havia entrado na varanda da casa, para se proteger do frio, e acabou se encontrando com a proprietária.

A história aconteceu na Filadélfia, a maior cidade da Pensilvânia, na costa atlântica dos EUA. Era inverno e fazia muito frio – na região, a temperatura dificilmente ultrapassa os 7°C durante o dia e, nas madrugadas, quase sempre fica abaixo de zero.

A adoção de Suzy

Emily acordou no meio da noite para procurar a chupeta da filha de um mês. Alguns ruídos provenientes da entrada da casa chamaram a sua atenção e ela decidiu checar. Ao acessar as imagens da câmera de segurança da residência, a mulher viu a cachorra.

Eram pouco mais de 3h. Emily não encontrou a chupeta, mas percebeu a presença da “invasora”, que estava sentada no chão da entrada, tentando se proteger contra o frio da madrugada. A mulher ficou emocionada com a cena.

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Créditos: Jack Jokinen

A dona da casa subiu novamente as escadas, entrou no quarto e acordou o marido Jack com uma informação que ele não conseguiu processar imediatamente: “O bebê está bem, mas há um cachorrinho em nossa casa”.

Jack Jokinen não entendeu prontamente o que estava acontecendo. Seria mais um presente de Natal acompanhado de um enigma? Ele ouviu as palavras, mas não conseguiu perceber o significado exato.

Suzy é uma cachorra sem raça definida – uma vira-lata caramelo. Por causa do porte, o casal Jokinen imaginou que se tratava de um filhote. Jack abriu a porta e colocou a cachorra para dentro – ela estava enregelada e adorou o “convite”.

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Créditos: Jack Jokinen

Jack e Emily passaram o restante da madrugada acordados, pensando no que fazer. Eles acessaram o controle de animais do município, que informou ser possível identificar alguns dados sobre a cachorra, caso ela tivesse um chip implantado sob a pele.

O casal não gostou da informação. Suzy estava ferida e faminta. Entregá-la em um canil, para uma possível identificação, não parecia ser uma boa solução para o problema. Jack e Emily resolveram que a cachorra ficaria com eles, pelo menos até o amanhecer.

No dia seguinte, ao levar Suzy ao veterinário, Emily e Jack descobriram que a cachorra já era adulta – uma senhora de idade, com sete a nove anos de vida. Além do pequeno porte, o médico constatou que ela estava desnutrida e muito abaixo do peso ideal – ela deveria ter entre 35 kg e 40 kg, mas pesava apenas 19 kg –, fato que contribuiu para o tamanho diminuto.

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Créditos: Jack Jokinen

No exame de rotina, não se constatou nenhum problema de saúde mais grave, além dos muitos parasitas – pulgas e carrapatos. A cachorra estava mancando, mas era um ferimento superficial nas almofadas plantares, provavelmente provocado pelo frio e pelo tempo excessivo de perambulação nas ruas. Os profissionais também não encontraram nenhum chip de identificação implantado.

Ao pegar a cachorra no colo na noite anterior, Jack já tinha percebido que ela estava muito magra – as costelas saltavam nas costas e era possível identificar as vértebras da coluna dorsal. De qualquer forma, depois do exame clínico, o casal considerou ter sido uma sorte que nenhum chip tivesse sido localizado.

Resultado: o casal voltou para casa com o novo membro da família. Ao verificar mais uma vez as imagens da câmera de segurança, Jack percebeu que, na noite anterior, quando saiu para passear com o cachorro, ele sem querer deixou o portão entreaberto, o que facilitou a invasão de Suzy.

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Créditos: Jack Jokinen

Uma piada antiga diz: “Por que o cachorro entra na igreja? Porque a porta está aberta”. Foi por isso que Suzy entrou. Ela encontrou um local aquecido e decidiu passar a noite ali.

O que a cachorra não poderia imaginar é que, muito mais do que um pouso por uma noite, ela iria conseguir um lar definitivo, com pai, mãe, uma irmãzinha humana e George, o irmão de quatro patas.

O vídeo mostra que Suzy entrou na propriedade às 3h16min. Ela mancava e estava se movendo apenas com três pernas. A cachorra deve ter percorrido um longo caminho até encontrar um portão aberto e um local para se proteger.

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Créditos: Jack Jokinen

É possível que Suzy tenha sido atraída pelas luzes da varanda. O cheiro de George, quase imperceptível para os humanos, mas muito forte para os cães, também deve ter contribuído. O fato é que a cachorra aventurou-se em uma casa desconhecida, para sobreviver por mais uma noite.

Jack e Emily ainda postaram fotos da cachorra nas redes sociais, para ver se eventualmente algum tutor iria se manifestar. Ninguém apareceu. Por outro lado, muitos internautas foram solidários e espontaneamente ajudaram a pagar as contas do veterinário – entre consultas, exames e remédios, o casal gastou US$ 15.000.

Depois de alguns dias fazendo sucesso na internet, Suzy agora quer apenas o “aconchego do lar”. Ela se adaptou à vida em família, é muito amorosa com o bebê e parece extremamente satisfeita por viver em um lar.

Veja o vídeo:

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