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Mulher encontra 8 cachorrinhos colocados em um saco de ração e jogados no lixo

Australiana encontrou os cachorros no lixo por acaso. Um deles acabou sendo adotado por ela.

Australiana encontrou os cachorros no lixo por acaso. Um deles acabou sendo adotado por ela.

Nicole Olsen estava viajando pela Austrália com a filha Harper, de seis anos. Ao parar em um posto de gasolina para almoçar, a mulher se deparou com uma cena dantesca: uma ninhada de cachorros havia sido jogada no lixo. Os cãezinhos estavam infestados por pulgas e vermes.

Ao todo, eram oito filhotes. Eles foram colocados em um saco de ração e jogados no lixo. Alguns já estavam mortos quando Nicole encontrou a ninhada.

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IMAGEM RSCPA

O salvamento

Em uma parada de descanso da viagem de carro, entre Kingston e Wigley Flat (sul da Austrália), Nicole e a filha encontraram filhotes mestiços de kelpie – uma raça canina desenvolvida no país. Havia oito animais jogados no lixo e dois não resistiram à violência.

A mulher e a criança haviam parado para almoçar, quando ouviram gemidos vindos da lata de lixo. Era um recipiente metálico, chumbado com concreto. Sob um calor de 25°C, a lata era um verdadeiro forno.

Nicole abriu a tampa e encontrou dois sacos grandes de ração para cachorro, lacrados com fios de arame. Com a ajuda da filha, a mulher conseguiu abrir os pacotes e encontrou os cãezinhos, com cerca de cinco semanas de vida. Eles estavam empilhados um em cima do outro, como se fossem descartáveis.

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IMAGEM RSCPA

Sem perder tempo, a mulher deu água e levou os filhotes, que davam sinais evidentes de desidratação, a um veterinário local. Dois cãezinhos, que estavam no fundo do saco, não resistiram. Eles já estavam cheios de vermes de moscas.

O médico conseguiu controlar a temperatura corporal de seis cachorros. Nicole e a filha estavam voltando para casa, em Gawler, depois de terem participado de um evento familiar na zona rural de Renmark.

O grupo viajava em grupo, com os familiares divididos em três carros e os animais sobreviventes – três machos e três fêmeas – foram rapidamente embarcados nos automóveis e alimentados durante a viagem.

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IMAGEM RSCPA

Nicole comprou uma fórmula especial para amamentar os cãezinhos durante o percurso. Todos os parentes que viajavam juntos se revezaram para tentar garantir a integridade e bem-estar dos peludinhos.

Mais um filhote morreu no trajeto para Gawler. Ao chegar em casa, Nicole levou os cinco animais restantes ao veterinário. Na clínica, outro cãozinho teve de ser sacrificado, porque não conseguiria resistir aos danos causados pelas larvas e vermes.

A mulher levou os quatro cãezinhos para a RSPCA (Royal Society for The Prevention of Cruelty to Animals) da Austrália do Sul, em Adelaide, metrópole mais próxima a Gawler. Os filhotes foram reabilitados e alocados em lares substitutos, até que tenham idade suficiente para serem adotados.

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IMAGEM RSCPA

A diretora da RSPCA, Andrea Lewis, disse ao Daily Mail (tabloide britânico que também circula na Austrália) que o incidente “se insere entre os fatos mais cruéis que envolvem o tratamento insensível aos animais”.

Lewis completou: “Esses filhotes foram encontrados por uma casualidade, felizmente por alguém de bom coração, e não temos ideia de quanto tempo eles ficaram na lixeira. Quem fez isso não queria que os filhotes sobrevivessem”.

A diretora pediu que quem tiver informações sobre o caso entre em contato com a RSPCA. Assim como no Brasil, a negligência, abandono e maus tratos são considerados crimes de acordo com a legislação australiana.

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IMAGEM RSCPA

Nicole e a filha decidiram adotar um dos cachorrinhos. É o único ruivo da ninhada e já ganhou uma família, depois do tratamento degradante que recebeu nos primeiros dias de vida. A tutora decidiu chamar o cãozinho de Angel (“anjo”, em inglês).

Depois de recuperado, Angel foi recebido na casa dos Olsen, onde está morando com Nicole, o marido Michael, a “irmã” Harper e outra cadela já idosa, de dez anos, que adora a companhia de outros animais.

A ideia da família era adotar todos os sobreviventes encontrados, mas a maioria já havia encontrado um lar definitivo, graças aos esforços do abrigo. Nicole declarou ao Daily Mail, para finalizar a narração deste crime:

“Todos nós estamos decididos a dar a Angel a melhor vida que um cão pode ter. Nós nos sentimos abençoados por ter este peludinho conosco.”

Não é necessário gostar de cães e uma ninhada realmente é uma grande responsabilidade. O ideal seria que a mãe tivesse sido castrada, já que os tutores irresponsáveis não tinham interesse em criar kelpies.

Mas há uma diferença muito grande entre não gostar e maltratar. O abandono desses cãezinhos no sul da Austrália é um crime com requintes de crueldade. Eles poderiam ter sido entregues a um abrigo, mas nunca terem sido jogados em uma lata de lixo: são seres vivos e merecem dignidade e respeito.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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