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Saiba como calcular a idade real dos cachorros

Multiplicar por sete não está correto: descubra como calcular a idade real dos cachorros.

Como calcular a idade real dos cachorros? Na verdade, “idade” é um conceito humano, que não se traduz imediatamente para outras espécies. Além disso, existe mais um complicador: as diversas raças caninas amadurecem e envelhecem em velocidades diferentes, o que torna o cálculo mais difícil.

Até bem pouco tempo atrás, havia uma regra simples adotada inclusive por alguns veterinários: bastava multiplicar a idade do cachorro (em anos) por sete e encontrava-se a idade real dos peludos.

Por esta métrica, um filhote com um ano de idade já teria o equivalente a sete anos “humanos”, enquanto um senhor de dez anos teria atingido 70 anos de vida – seria praticamente um Matusalém.

A multiplicação por sete pode dar uma ideia aproximada da idade do cachorro, mas ela é inexata. Com a aplicação desta regra, um peludo de 18 meses teria dez anos e seis meses, mas a maioria dos cães, nesta idade, já atingiu a puberdade e deve ser considerado um adolescente.

Saiba como calcular a idade real dos cachorros

O avançar dos “anos”

Os cães de grande porte se desenvolvem fisicamente de maneira bem mais rápida: em média, um São Bernardo macho de dois meses pesa um pouco mais de 20 kg. A maturidade sexual só é atingida aos 22 meses, quando este cachorrão ultrapassa os 70 kg: em 20 meses, ele engorda 50 kg – e cresce proporcionalmente.

Já um pequeno chihuahua nasce pesando, em média, entre 80 e 120 gramas. O crescimento e o aumento de peso são interrompidos normalmente aos oito meses, quando o cãozinho atinge, no máximo três quilos. Em oito meses, um chihuahua ganha pouco mais de dois quilos.

Crescer, no entanto, aumenta o total de radicais livres presentes no organismo. Todas as atividades metabólicas geram, como subproduto, estes radicais livres, que nada mais são do que átomos instáveis (íons), que ganharam ou perderam elétrons na respiração, digestão, excreção, etc.

Os radicais livres estão associados, nos cachorros (e em nós também), ao envelhecimento das células, que se oxidam e perdem a viabilidade. Isto não é um fato ruim em si, mas é a explicação do motivo por que os cachorros de grande porte envelhecem mais rapidamente do que os pequenos e médios.

Para descobrir a idade dos cachorros, o primeiro passo é determinar o porte. Tanto a expectativa de vida, quanto o início e fim das diferentes etapas (infância, adolescência, maturidade e velhice) variam de acordo com o tamanho.

O porte do cachorro

Os cálculos da idade real dos cachorros são sempre aproximados. De concreto, nós sabemos apenas que os cães vivem menos do que os humanos, um indicativo de que eles envelhecem mais rapidamente.

No entanto, o universo canino é muito vasto. Cachorros podem pesar entre três e 90 quilos – eles são os mamíferos mais diversos do planeta; desta forma, fica difícil encontrar um meio de calcular a idade real para todos eles.

Apesar disso, todos os nossos adoráveis peludos pertencem à mesma espécie: Canis lupus familiaris, não importa se exibem o tamanho e a estrutura anatômica de um mastim napolitano ou de um buldogue francês.

Geneticamente, o organismo de um rottweiler e o de um bichon frisé são idênticos e funcionam de maneiras muito semelhantes. A velocidade de crescimento e o desgaste natural são os fatores que determinam quais raças vivem mais – e os pequenos apresentam ampla vantagem.

Para efeitos práticos, as faixas de tamanho dos cachorros são as seguintes:

  • até dez quilos – pequeno porte;
  • entre 11 kg e 25 kg – porte médio;
  • entre 26 kg e 45 kg – porte grande;
  • mais de 46 kg – porte gigante (molossoide).

Como calcular a idade real do cachorro

O cálculo da idade real do cachorro é fácil. Não é um cálculo exato, mas dá uma ideia mais exata de quantos anos o peludo teria se fosse um ser humano – e como ele reage às situações objetivas da vida. Para fazer as contas, é preciso determinar o porte do cão a ser avaliado: há um coeficiente que varia de acordo com o tamanho:

  • para cães de pequeno porte – multiplique os dois primeiros de vida por 12,5 e acrescente 4,5 para cada novo ano completado;
  • para cães de médio porte – multiplique os dois primeiros anos de vida por 10,5 e acrescente 6 para cada novo ano completado;
  • para cães de porte grande e molossoides – multiplique os dois primeiros anos de vida por 9 e acrescente 8 a cada novo ano completado.

Desta forma, para cachorros de cinco anos, de acordo com o tamanho, nós temos as seguintes probabilidades:

  • cães pequenos: (12,5 x 2) + (4,5 x 3) = 25 + 13,5 = 38,5;
  • cães médios: (10,5 x 2) + (6 x 3) = 21 + 18 = 39;
  • cães grandes e gigantes: (9 x 2) + (8 x 3) = 18 + 24 = 42.

Por esta regra, nos primeiros anos de vida, os cães pequenos crescem mais rápido, enquanto, a partir dos três anos, os médios e grandes vão ficando progressivamente “mais velhos”.

Por isso, a expectativa de vida dos nanicos é maior. Um pinscher miniatura ou chihuahua vive em média 18 anos, enquanto um dogue alemão ou São Bernardo atinge dez ou doze anos.

A longevidade, no entanto, está associada a outros fatores, tais como herança genética e qualidade de vida, que engloba a alimentação, cuidados de saúde, exercícios físicos, diversão e lazer, etc.

O ideal, contudo, seria estabelecer uma regra para cada etapa da vida dos cachorros. Depois de uma rápida fase de crescimento, completada entre um e dois anos de vida, o metabolismo canino desacelera e se mantém constante até por volta dos sete ou oito anos.

A partir dessa idade, os peludos podem ser considerados idosos. O desgaste físico é acelerado e a maioria das doenças hereditárias começa a ocorrer nesta fase. Mas o aspecto subjetivo é também muito importante: há cães de 12 ou 15 anos com plena capacidade física, enquanto outros desenvolvem doenças da senilidade com apenas cinco ou seis anos.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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