InícioNotíciasCachorro assustado não vai a lugar nenhum sem seu cobertorzinho

Cachorro assustado não vai a lugar nenhum sem seu cobertorzinho

Ele é muito ansioso e o cobertor parece acalmá-lo. Por isso, o cachorro só sai de casa com ele.

Tesouros individuais são difíceis de serem avaliados. Este cachorro não sai de casa sem o seu cobertor, comprado em uma loja “one dollar” (algo equivalente às populares lojinhas de 1 Real brasileiras). Na verdade, ele agarra a preciosidade logo de manhã, quando acorda, e passa o dia inteiro arrastando o pedaço de lã para cima e para baixo.

Flynn é um cachorro extremamente ansioso, que mora em Ontário (Canadá) com a tutora Shauna Halstad e dois irmãos de quatro patas. Ele é muito medroso, apesar do tamanho: o peludo é um mestiço de terra nova com boiadeiro de Berna, que pesa 50 kg.

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IMAGEM/ SHAUNA HALSTAD

Os medos de Flynn

A tutora conta que Flynn tem medo de lugares escuros e de grandes caixas de papelão. O peludo evita chegar perto até mesmo das bolsas de Shauna e fica totalmente apavorado quando o gato da família se aproxima. O detalhe curioso é que o bichano é idoso e já foi resgatado com alguns dentes e garras faltando.

Mas este cão covarde encontrou um meio de enfrentar os perigos do mundo: um cobertor barato. É apenas um cobertorzinho de berço, que não seria suficiente para agasalhá-lo em uma noite fria. Mas Flynn se sente seguro com o pedaço de pano já gasto.

Shauna conta que comprou o cobertor pensando que ele seria útil para limpar as patas dos cachorros, quando eles viessem da rua para dentro de casa. Ela nunca imaginou que o retalho de lã sintética pudesse adquirir tanto valor.

Mas Flynn se apaixonou imediatamente. Ele se deitou sobre o cobertor e decidiu que “cabia direitinho”. Obviamente, fica sobrando cachorro para todos os lados, mas ele tira as sonecas no paninho desde o primeiro dia.

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IMAGEM/ SHAUNA HALSTAD

Quando não está dormindo, ele arrasta o cobertor pela casa toda. Antes das caminhadas diárias, ocorre uma longa negociação com a tutora, para deixar o paninho para trás. Mas, se Flynn perceber que estão saindo para passear de carro, ele precisa levar o tesouro junto com ele.

O cobertor já foi consumido e substituído diversas vezes, desde que Flynn se apaixonou por ele, cerca de quatro meses atrás. Desde então, Shauna se tornou uma cliente habitual da loja de One Dollar, para garantir o suprimento de cobertores para o peludo.

Em casa, é difícil encontrar Flynn sem o cobertor na boca. Ele sai para o quintal e o jardim “equipado” com o pedaço de pano, que volta sempre sujo e enlameado. O cobertor é apenas um pouco maior do que um pano de prato, mas, para o cachorro, é um objeto de valor inestimável.

Cachorros medrosos

Assim como Flynn, diversos cachorros desenvolvem medos indefinidos e irracionais. Um cachorro medroso pode parecer uma contradição – afinal, os peludos são símbolos de guarda e proteção –, mas a covardia, apesar de surpreendente, não é um fato raro entre os peludos.

O medo é sempre um transtorno emocional, que pode dificultar e até mesmo impossibilitar a socialização e influir na agressividade: sim, cães covardes podem se mostrar muito violentos e agressivos.

Em geral, os medos são determinados por traumas. Uma situação marcante, como abandono, maus tratos, negligência, etc., pode marcar o comportamento dos peludos, que permanecem assim durante a vida toda. Os animais que passam muito tempo presos em casa também pode ficar medrosos, por falta de interação com pessoas estranhas e outros animais de estimação.

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IMAGEM/ SHAUNA HALSTAD

Um adestramento inadequado também pode potencializar o medo. O melhor método de treinamento consiste nas recompensas, mas muitos tutores ainda tentam ensinar os peludos com ameaças, gritos e castigos físicos.

As situações que servem como gatilhos para o medo podem ser evitadas, atenuadas ou enfrentadas (com a devida supervisão). Em alguns casos, no entanto, os próprios cachorros encontram formas de defesa para lidar com as experiências que os apavoram.

É o caso de Flynn. Ele associou o cobertor, trazido acidentalmente para casa pela tutora, com segurança, conforto e abrigo. Sempre que ele se aproxima do pedaço de pano, o cérebro faz associações prazerosas e agradáveis.

Desta forma, o peludo pode desafiar os perigos e enfrentar o mundo. Não se sabe o que levou Flynn a desenvolver o medo, mas é certo que ele consegue circular pelo jardim sem problemas, desde que esteja munido com o cobertor.

Em geral, cada cachorro encontra formas mais ou menos eficientes para lidar com os problemas. Os tutores devem observar e interagir de forma que eles se sintam confortáveis com as experiências. Em casos extremos, no entanto, é preciso procurar a ajuda de um especialista, pois o medo excessivo pode inclusive prejudicar seriamente a saúde.

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