Cachorro encontrou uma gatinha recém-nascida abandonada em fazenda e salva sua vida

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Este cachorro encontrou um filhote e fez de tudo para salvar a vida da gatinha. 

Cães e gatos dificilmente se tornam grandes amigos, apesar de coexistirem pacificamente (ou quase) em diversos lares. Para o bem-estar geral, no entanto, é recomendado que eles não se aproximem demais. Mas este cachorro é certamente uma exceção: ele encontrou uma gatinha com apenas dois dias de vida e salvou a vida da bichaninha, que ainda não tinha aberto os olhos. 

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A gatinha provavelmente foi abandonada, em uma fazenda. Mesmo que ela conseguisse sobreviver aos ataques de eventuais predadores, seria uma vida bastante difícil, já que ela não sabia procurar alimento por si próprio. Felizmente, havia um cachorro herói no meio do caminho da bichana. 

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O salvamento 

Morgan Webb vive em uma fazenda com seus cinco filhos. Ela disse que começou a ouvir miados, mas não conseguia descobrir o local exato de onde eles vinham. Quem acabou encontrando a gatinha foi o cachorro da família. 

A gatinha estava suja, coberta de pulgas e, claro, muito faminta. Ela deve ter tentado, instintivamente, encontrar algum tipo de comida, mas o animal tinha poucos dias de vida, não sabia como se alimentar, onde procurar comida, nem conhecia os perigos a que estava exposto: por razões óbvias, ela não teve muito sucesso. 

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Morgan não pretendia incluir mais um membro na família, mas tudo mudou quando ela decidiu sair pela fazenda, tentando localizar a origem dos miados. Os ruídos pareciam vir dos fundos do terreno, atrás da casa. 

O local é recoberto de árvores, não havia espaço para se aventurar em busca dos miados. Então, um dos cachorros da fazenda – um retriever do Labrador – foi destacado para procurar. Ele apurou os sentidos e em pouco tempo descobriu o paradeiro da gatinha: ela estava escondida em um oco de árvore. 

A fazendeira, ao ver o tamanho da gatinha, imaginou que a mãe estaria por perto e decidiu deixá-la por lá. Normalmente, depois que dão à luz, as gatas escondem os filhotes e voltam apenas para limpá-los e amamentá-los. É um truque para evitar o ataque de predadores. 

Mas as horas foram passando sem sinal da mãe gata e Morgan entendeu que seria muito arriscado deixar o filhote sozinho, ao relento. A fazenda recebe as “visitas” de muitas raposas e a gatinha facilmente seria transformada em uma refeição especial. 

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Morgan voltou ao toco de árvore com o cachorro, que pegou a gatinha com a boca e levou-a para casa. Ela passou a noite aninhada ao pelo do retriever, depois de ter recebido uma mamadeira preparada pela dona da casa. 

Em família 

No dia seguinte, Morgan deu um belo banho em Polly – é assim que a gatinha foi batizada – para eliminar as pulgas e a sujeira. Polly não gostou muito, mas submeteu-se à tortura da água morna com sabão. 

A fazendeira providenciou um cantinho para que Polly ficasse aquecida e confortável – ela ainda não sabia muito bem o que fazer com a gatinha. Mas Paxton – o retriever do Labrador – parecia ter seus próprios planos em relação à felina resgatada. 

Depois que Polly foi banhada e alimentada, Paxton aproximou-se cuidadosamente e começou a cheirá-la. Morgan estava apreensiva, porque não sabia qual seria a reação do cachorro: ele conseguiria abocanhar a gatinha com uma só mordida. 

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Para espanto de todos, Polly não ficou nem um pouco apreensiva com a presença do cachorro. Ao contrário: quando Paxton se deitou na caminha improvisada por Morgan, a gata se aconchegou nos pelos do cachorro, afofou-os e dormiu tranquilamente. 

Ao que tudo indica, depois de tudo o que sofreu – fome, medo, frio, solidão –, Polly decidiu que deveria aceitar um protetor. Paxton se tornou um amigo, guardião, colega de brincadeiras e um excelente cobertor para o frio.

A bem da verdade, talvez Paxton não tenha se apaixonado apenas pelos atributos da gatinha. Já na primeira mamadeira, o cachorro ficou atento às gotas de leite que ela derramava no pelo – e tratou de lamber tudinho. a gatinha gostou do “carinho”, que os aproximou muito.

A gatinha continuou sendo alimentada com mamadeira durante semanas, enquanto Paxton começou a ensiná-la a comer a ração comprada por Morgan. Polly parecia preferir ficar apenas com o leite, mas o “pai postiço” se mostrou um educador bastante exigente. 

Os dois peludos se tornaram inseparáveis. Paxton está sempre atento aos movimentos de Polly – ele chega a ser um pouco ciumento –, enquanto a gatinha foi se aventurando e se revelando cada vez mais confiante. Ela começou a arriscar explorar a varanda da casa e já brinca na área em frente, sempre vigiada pelo guardião. 

Apesar da diferença de idade – Paxton é um cachorro idoso de 13 anos, enquanto Polly está completando agora cinco meses de vida – os dois amigos se completam e fazem tudo para ficar juntos. Eles dormem, comem, se divertem e dão muito carinho para os humanos da família. Polly e Paxton nasceram um para o outro – mesmo sendo de espécies diferentes. 

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