É um grande susto para toda a família. Confira o que fazer quando um cachorro está engasgado.

É uma situação comum, mas que pode gerar problemas sérios. Um cachorro pode ficar engasgado com um brinquedo ou um pedaço de osso (os piores são os das aves, por serem ocos e partirem-se com facilidade). Os mais gulosos e afoitos chegam a engasgar com a própria ração. É preciso manter o sangue frio e providenciar ajuda imediata: não há tempo hábil para levá-lo a uma clínica veterinária.

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Quando um cachorro está engasgado, além do pânico que ele revela, surgem outros sinais: ele tosse, baba excessivamente, tenta limpar a boca com as patas, como se estivesse querendo retirar o objeto que o incomoda, apresenta dificuldades de respiração (pela oclusão ou compressão da traqueia).

Também manifesta agonia excessiva, fica bastante ofegante e, em alguns casos, pode sofrer desmaios. Um cachorro demonstra falta de ar posicionando a cabeça e o pescoço abaixados, em linha reta. Em algumas situações, ele não consegue ficar de pé.

Os primeiros passos

Nos instantes iniciais, é necessário observar. O animal pode conseguir livrar-se do engasgamento sozinho.

seja como for, mantenha-se próximo, a postos para auxiliar. Algumas pessoas da família podem se revelar bastante descontroladas. Peça para que elas se tranquilizem, ou, em último caso, para que deixem o ambiente. Já basta o nervosismo do acidentado.

Em seguida, é necessário tentar acalmar, na medida do possível, o cachorro que está engasgado. Converse calmamente e faça alguns afagos, para ele sentir que está em um ambiente seguro, mesmo com toda a ansiedade. Mesmo assim, ele tentará morder e fugir.

Muitos cães procuram se esconder debaixo de móveis quando estão sentindo algum desconforto físico. É preciso ser rápido (mas não brusco, para não assustá-lo ainda mais) e segurá-lo antes que ele encontre um esconderijo, de onde sempre é mais difícil retirá-lo. O importante é que ele fique menos agitado, para que a respiração se torne mais fácil.

Encoraje o seu cachorro a engolir. Sopre e belisque as suas narinas, para estimular o movimento de deglutição, ou esfregue suavemente o pescoço. Se o objeto estiver bloqueando a maior parte da garganta, no entanto, ele não irá conseguir. Neste caso, abandone a providência imediatamente.

O que fazer se seu cachorro engasgar?

Ligue imediatamente para o veterinário, para que ele possa avaliar a situação e orientar sobre os procedimentos mais indicados. Se necessário, a clínica pode providenciar a remoção do paciente; os primeiros socorros devem ser ministrados enquanto o socorro médico está a caminho.

Tente visualizar o objeto que está obstruindo as vias aéreas. Com bastante calma e delicadeza, abra a boca do cachorro, segurando a mandíbula firmemente. Coloque seus dedos entre os dentes e os lábios do animal, exercendo pressão suave.

Ao abrir a boca do cachorro, se for possível identificar o objeto que está causando o engasgamento, tente retirá-lo com delicadeza. É preciso tomar muito cuidado com objetos pontiagudos, que podem provocar outros ferimentos. Vale lembrar que os ossos de galinha partem-se em cantos pontiagudos e são extremamente perigosos, podendo causar hemorragias na boca e na garganta.

Se o objeto não estiver visível, for difícil de remover e o cachorro for de pequeno porte, existe outro método: pegue-os pelas patas traseiras, segure-o de cabeça para baixo e dê um chacoalhão (com cuidado para não ferir outras estruturas orgânicas). Se não der certo, pequenos tapas no dorso ajudam a expelir o objeto.

Cães maiores devem ser deitados no chão, em posição lateral (os muitos grandes podem ser colocados deitados sobre as costas). Coloque a mão no tórax do animal, pressione ligeiramente para frente (o emprego de força depende do porte, estrutura e idade do animal). Repita a operação algumas vezes, até que o cachorro consiga cuspir o objeto.

Em qualquer caso, é preciso consultar o médico veterinário, mesmo que o cachorro tenha conseguido expelir totalmente o fator que o deixou engasgado. Ele pode ter sofrido machucados internos. No caso de o animal apresentar cianose (boca e língua arroxeadas ou acinzentadas) ou desmaios, é o momento de correr para a clínica, em busca de ajuda especializada.

Se o animal não conseguir respirar mesmo depois que estiver desengasgado, é possível proceder à respiração boca a boca. Coloque os dedos no centro do peito do cachorro, estique o pescoço para trás e assopre as narinas em intervalos de três segundos.

Se for necessário, pode-se recorrer à massagem cardíaca: pressionar o tórax, manter contando até dois e soltar. Repita o movimento por no mínimo 60 vezes a cada minuto. A pressão deve ser firme, mas sempre tomando cuidado para não ferir as costelas do cão. Estas manobras de ressuscitamento só são possíveis depois de retirado o objeto que provocou o engasgamento. Do contrário, podem determinar a entrada pela faringe e até o esôfago.

Fique atento!

Muitos cães apresentam problemas de palato mole e língua grande demais para caber na boca. Isto acontece especialmente com os braquicéfalos (aqueles com o focinho curto demais), tais como pug, pequinês, buldogue inglês, lhasa apso e shih itzu, embora também possa afetar cães pequenos, tais como spitz, poodle toy, dachsund e pomeranian.

Quando um cachorro que apresenta esta condição respira bruscamente, ele suga a extremidade do palato mole e tem a traqueia bloqueada. Isto restringe a capacidade respiratória, mas é uma condição temporária, que desaparece sem necessidade de nenhuma intervenção.

A tosse do canil é uma infecção que torna as vias respiratórias doloridas, inflamadas e irritadas. Mesmo a aspiração de uma lufada de ar frio pode provocar longas crises de tosse, muitas vezes confundidas com engasgamento.

As doenças cardíacas também podem prejudicar a respiração. Um coração inchado pressiona laringe, traqueia e pulmões, enquanto uma arritmia pode interferir na entrada e saída do ar. Nestas condições, um cachorro respira de forma angustiada, tosse bastante e pode apresentar sinais de cianose.

Em qualquer um destes quadros, o veterinário deve avaliar boca, garganta e as vias respiratórias superiores em um exame de rotina, para eventualmente indicar algum tratamento. Em geral, porém, o desconforto cessa em poucos instantes.

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