InícioHistórias FelizesCachorro milagrosamente sobrevive à eutanásia e acaba encontrando uma família

Cachorro milagrosamente sobrevive à eutanásia e acaba encontrando uma família

Este cachorro mestiço sobreviveu à tentativa de eutanásia e acabou encontrando uma família.

Rudolph é um cachorro mestiço de pitbull que foi abandonado em um abrigo de Oklahoma (na região central dos EUA) quando tinha sete ou oito meses de idade – portanto, ainda um filhote. Encerrado o prazo legal e sem encontrar candidatos à adoção, ele recebeu uma injeção letal. A eutanásia, no entanto, não se efetivou.

O veterinário que aplicou a droga em Rudolph decidiu então dar uma segunda chance para o peludo, recusando-se a submetê-lo a uma segunda tentativa. Como o local estava superlotado, o cachorro foi transferido para outro abrigo – desta vez, em Iowa (centro-oeste do país): o King’s Harvest Pet Rescue No Kill, em Davenport.

Cachorro milagrosamente sobrevive à eutanásia e acaba encontrando uma família

A adoção

De acordo com o relato postado na página do King’s Harvest no Facebook, “Rudolph estava em um abrigo superlotado, então o veterinário local decidiu sacrificá-lo. Mas Deus tinha um plano diferente, porque Rudolph acordou. Graças a Deus, o veterinário disse que não faria a sedação mais uma vez. Então, nós o trouxemos para cá, na esperança de que alguém venha a dar a ele uma nova oportunidade”.

A história de Rudolph foi divulgada pela imprensa americana e causou certa comoção no país. Provavelmente, o cachorro mestiço recebeu uma dose de drogas tóxicas insuficiente para provocar a morte, mas muita gente acreditou que Rudolph estava, de certa forma, predestinado à salvação.

A notícia do milagre também se espalhou pelas redes sociais, com certa dose de “análises” sobre a sorte do cachorro. Com isso, o canil de Iowa que abrigou Rudolph começou a receber dezenas de propostas de adoção.

Cachorro milagrosamente sobrevive à eutanásia e acaba encontrando uma família

Muitas famílias, sensibilizadas com a história da eutanásia, queriam acolher Rudolph, oferecer a ele uma nova casa e uma segunda chance na vida. Nos dias seguintes às primeiras reportagens, filas chegaram a se formar na entrada do abrigo.

Finalmente, a equipe se decidiu por uma família para receber Rudolph. Joyce Valentine e seu filho Mitchell, que rapidamente providenciaram a documentação, pagaram as taxas e levaram o mestiço para a casa nova.

Mais tarde, Mitchell disse à reportagem da rede de televisão CBS: “É incrível, quase um milagre mesmo. Nós sabemos que havia muitas pessoas interessadas, mas nós simplesmente nos apaixonamos por ele”.

Mais tarde, já em casa, Joyce afirmou aos repórteres que “Há algo sobre este cachorro e o motivo por que ele deveria estar aqui. Existe um plano para ele. Eu não sei o que é, mas estou feliz por fazer parte deste plano”.

Rudolph é agora tratado pelo apelido carinhoso de “Rudy”. Ele é o caçula da família, já que os Valentines também vivem com Thatchet, um pitbull de quatro anos de idade. Os dois peludos fizeram amizade rapidamente e agora são companheiros de brincadeiras e fazem tudo juntos, desde a hora em que acordam até o descanso da noite.

Sem dúvida, é muito bom ver Rudolph aninhado a Thatchet, brincando tranquilamente, sem saber que quase foi abatido em uma providência burocrática e cruel. O abrigo tem uma boa oportunidade para aproveitar a história do cão mestiço e conquistar adotantes para mais e mais cachorros.

A legislação americana

Na maioria dos estados americanos, as regras de controle da população de animais de rua são muito rígidas. O abate de cães e gatos doentes, idosos ou ignorados é bastante comum – um terço dos peludos recolhidos a cada ano sofre eutanásia.

Em alguns condados do país, as leis estabelecem um prazo de 72 horas para que os animais resgatados nas ruas encontrem adotantes ou sejam reclamados pelos antigos tutores. Do contrário, eles devem ser abatidos.

A maioria dos abrigos acaba encontrando soluções menos drásticas, transferindo cães e gatos indesejados para santuários e abrigos não governamentais, garantindo a sobrevivência. Mesmo assim, a superpopulação gera uma série de problemas.

Os animais abrigados não encontram condições adequadas para o desenvolvimento físico e o equilíbrio emocional. As equipes envolvidas com o atendimento não contam com a estrutura ideal para desenvolver um bom atendimento.

Além disso, a presença de animais abandonados nas ruas e em abrigos é também um problema de saúde pública. Cães e gatos doentes podem transmitir infecções para animais das redondezas e, em caso de zoonoses, também para os humanos.

É importante que as pessoas se conscientizem e adotem cães e gatos, retirando-os das ruas e dos abrigos. Quando surge um caso que atrai a atenção da imprensa, logo surgem centenas de candidatos à adoção, mas, assim que a notícia cai no esquecimento, a velha rotina volta a se estabelecer.

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