Homem vai às lágrimas ao reencontrar o seu cachorro roubado

Titan, um pitbull, foi roubado do veículo do tutor e quase foi sacrificado antes do reencontro.

Por mais alguns dias, o reencontro de Titan com o seu tutor não teria sido possível. Barry Gearhart, um homem residente em West Palm Beach (Flórida, EUA), passou mais de um ano procurando o seu cachorro, desde que ele foi roubado da traseira da caminhonete.

Barry é um educador físico que atua em diversas academias do Condado de Palm Beach. Ele vive com o pitbull desde que era um filhote e a dupla chegou a ficar famosa pelas postagens nas redes sociais.

Em uma delas, o homem declara: “Eu realmente amo o meu garoto. Todas as manhãs, eu ganho um beijo de bom dia”. A postagem é acompanhada por uma foto de Barry e Titan ainda na cama. Como se pode observar, o tutor é realmente apaixonado pelo peludo.

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O roubo

O pitbull preto e branco foi roubado do bagageiro da caminhonete do tutor. Titan estava acostumado a acompanhar Barry em seus deslocamentos por algumas academias da cidade. Trata-se de um animal dócil, mas Barry acredita que ele deu trabalho para os ladrões, porque o cachorro é desconfiado e tímido com estranhos.

Provavelmente, Titan foi abandonado depois do roubo, por não ter se adaptado às novas condições de vida. Barry passou mais de um ano procurando o parceiro. Ele chegou a publicar mensagens em redes de achados e perdidos, mas o paradeiro do peludo continuava desconhecido.

O reencontro

Certo dia, navegando no Facebook, Barry recebeu uma mensagem de uma mulher, que acreditava ter visto Titan. Ela reconheceu o pitbull através de fotos publicadas na página Loxahatchee Lost and Found (Loxahatchee é uma cidade da Flórida, distante cerca de 30 km de West Palm Beach).

A página pertence a um abrigo na cidade, que acolhe cães perdidos, providencia os cuidados básicos e tenta encontrar lares adotivos para eles, caso os tutores não sejam localizados. O problema é que, de acordo com a legislação americana, depois de um prazo predeterminado, os animais não reclamados são abatidos.

Em 2018, por exemplo, 2,7 milhões de cachorros foram recolhidos aos mais de 13 mil canis cadastrados, tratados e encaminhados para lares definitivos pelos abrigos oficiais. Em contrapartida, no mesmo ano, 2,6 milhões de animais foram exterminados.

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Titan estava na lista de espera do abate – ele já estava no abrigo havia mais de dez meses quando Barry finalmente recebeu notícias sobre o peludo. O tutor verificou as fotos no site, certificou-se de que se tratava do companheiro e foi imediatamente para Loxahatchee.

Felizmente, Barry chegou a tempo. Titan estava isolado no canil, mas estava bem nutrido e saudável. No reencontro, a aproximação da dupla fez com que os voluntários sentissem que o tempo de ausência havia desaparecido.

O vídeo mostra o momento em que Barry avista Titan. Ele diz apenas: “Ei, garoto!”, mas as palavras parecem ser uma senha mágica. Imediatamente, o pitbull corre em direção ao tutor e abraça o amigo, que acreditava ter perdido para sempre.

Barry não conseguiu conter a emoção. Com lágrimas nos olhos, o tutor diz: “Ele apareceu. Ele está de volta. Ele está aqui”. Perder um animal de estimação é uma situação desesperadora, e Barry passou mais de um ano sem ter notícias do pitbull. O reencontro não compensa o tempo perdido, mas sinaliza para um futuro de novas aventuras e muita cumplicidade.

Evitando problemas

Titan já era um pitbull adulto quando foi roubado. Provavelmente, Barry nunca imaginou que alguém teria a ousadia de furtar um cachorro tido como agressivo e violento, mas os tutores podem tomar algumas precauções para evitar situações como esta. Os cuidados têm início dentro de casa e são ainda mais importantes durante os passeios.

Por mais obediente e leal que um cachorro seja, ele sempre corre riscos de se perder, de se assustar, sair correndo e não conseguir encontrar os tutores e, claro, de ser roubado por pessoas inescrupulosas.

Não existe nenhuma raça mais predisposta a fugas, mas alguns animais mais ativos e independentes podem resolver passear por conta própria – e não conseguir mais voltar para casa. Em outros casos, os cães muito dóceis, que fazem festa para qualquer pessoa, são os principais alvos dos ladrões – existem inclusive os que roubam peludos e depois pedem resgates.

Os tutores responsáveis devem seguir algumas instruções simples, que dificultam a perda e o roubo, além de facilitar a identificação e devolução em caso de acidentes. Os cachorros devem ter algum tipo de identificação na coleira, para facilitar o trabalho das autoridades e de bons samaritanos que cruzem o caminho de animais extraviados.

Em algumas cidades, o registro animal é obrigatório – é como se fosse necessário fazer uma carteira de identidade para cães e gatos. Alguns tutores optam pelos microchips de identificação. São cápsulas com informações que podem ser lidas com scanners em alguns abrigos, centros de zoonoses e distritos policiais.

Observar as condições da coleira e da guia também é uma providência importante, especialmente entre os cães que gostam de “puxar”, isto é, decidir o trajeto dos passeios. Se a coleira estiver frouxa, gasta ou em mau estado, o risco de rompimento é bem maior.

Quem vive em casas térreas nunca deve deixar o portão aberto. No caso de carga e descarga, recomenda-se prender o cachorro em outro espaço – são apenas alguns minutos. Por mais que ele esteja acostumado com o movimento, qualquer coisa pode assustá-lo e resultar em uma “fuga alucinada” – uma buzina fora de hora, por exemplo.

Da mesma forma, os cachorros não devem ser autorizados a passear sozinhos. Por mais que eles estejam acostumados com a vizinhança, os peludos podem se distrair seguindo um rastro e não encontrar o caminho de volta.

No caso dos machos não castrados, o perigo é ainda maior. Os cães conseguem farejar um eventual parceiro sexual a mais de um quilômetro de distância (isto vale também para as fêmeas). Além disso, existe o risco de se envolver em disputas totalmente desnecessárias.

Não deixe o cachorro sozinho por períodos muito longos. Caso seja inevitável, disponibilize alguma coisa para ele fazer – abrir uma garrafa pet para ter acesso aos petiscos guardados nela, por exemplo.

Quando um animal fica sozinho, sem nada para fazer, ele pode desenvolver uma série de transtornos: pode ficar destrutivo, ansioso, agressivo ou deprimido. E também pode tentar arranjar algo para fazer: pular uma janela ou passar pelas grades do portão, por exemplo.

Nos passeios de carro, a guia deve ficar presa ao cinto de segurança e, por mais que seja atraente sentir o vento no rosto, não é aconselhável permitir que o cachorro ponha a cabeça para fora. Se ele cair ou saltar, fica muito difícil fazer o retorno para encontrá-lo.

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