Labrador resgatado adota gatinhos órfãos

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Esta é a história de Bertie, um Labrador que ajudou a cuidar de sete gatinhos abandonados.

Bertie, um adorável retriever do Labrador preto que vive com Rachel, tomou para si a tarefa de cuidar de uma ninhada de sete gatinhos órfãos, aquecê-los e tratar deles até que estivessem em condições de ser adotados.

O cachorro tem pouco mais de um ano de idade e foi recolhido ao Abrigo Battersea pouco depois do nascimento. Na organização, ele auxilia a tutora Rachel, que atua como enfermeira-chefe. Foi através destas atividades que Bertie conheceu a ninhada de gatinhos. Atualmente, Bertie vive na casa de Rachel, mas ajuda nos trabalhos da ONG em todos os plantões da enfermeira.

Os cães da raça são dóceis e amorosos. Não é incomum que eles façam amizade com animais de outras espécies e até adotem alguns que encontram pelo caminho. Bertie, no entanto, surpreendeu pela incrível paciência para lidar com sete filhotes ao mesmo tempo.

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Os gatos

Sete gatinhos órfãos, sem raça definida, foram encaminhados para Battersea no início de junho de 2021, depois de terem sido encontrados na beira de uma estrada, sem nenhum sinal da mãe gata nas imediações.

Os filhotes foram submetidos a exames veterinários. Os médicos constataram que eles estavam com fome, mas em bom estado de saúde. A enfermeira-chefe prontificou-se a cuidar deles – e imediatamente passou a ser coadjuvada pelo retriever do Labrador.

Aparentemente, os gatinhos nasceram no mesmo parto e são vira-latas. Um deles é preto e branco, dois são totalmente pretos e os outros quatro são tigrados.

Rachel conta que os gatinhos deram muito trabalho. Inicialmente, eles precisavam ser amamentados, uma vez que ainda não conseguiam se alimentar sozinhos. Bertie ajudou em todo o processo, especialmente quando os filhotes começaram a explorar a enfermaria – e descobriram que podiam escalar estantes, escrivaninhas e mesas de exames.

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Bertie cuidou deles desde o primeiro momento, protegendo-os e fixando limites para as brincadeiras. Os gatinhos órfãos se tornaram confiantes e sociáveis, além de ficarem entretidos e não muito bagunceiros.

Os filhotes permaneceram exclusivamente sob os cuidados de Bertie enquanto ainda não conseguiam comer sozinhos e usar a caixa de areia. Quando eles se tornaram um pouco mais independentes, os gatos voltaram para as instalações coletivas de Battersea, onde foram adotados por famílias amorosas.

A enfermeira afirma que cuidar de filhotes recém-nascidos é uma experiência gratificantes, porque ela e Bertie puderam observá-los se transformando – de bebês indefesos a animais com personalidade única, prontos para continuar a vida.

Rachel disse ter ficado triste por ver os gatinhos órfãos partirem, mas se consola em saber que ela e Bertie puderam garantir um bom começo de vida para eles. Por fim, a enfermeira declarou para a imprensa:

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“Como ex-residente de Battersea, é especialmente comovente observar um animal de estimação ajudando a resgatar outros animais necessitados. Estou muito orgulhosa pela maneira como Bertie cuidou dos gatinhos nas últimas semanas. Ele ainda não tem dois anos – mal é um adulto – mas é incrível ver quão paciente e atencioso ele tem sido com os filhos postiços.”

Rachel percebe que Bertie sente muito a falta dos tutelados, mas suspeita que, agora ele esteja aliviado com a paz e o sossego, depois que os gatinhos partiram. O retriever do Labrador realmente merece uma folga, depois de todo o empenho demonstrado pelos filhotes abandonados.

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Battersea

O cachorro trabalha em Battersea Dogs & Cats, um abrigo para cães e gatos fundado em 1860 – um dos mais antigos do mundo. A primeira sede da ONG foi instalada em Holloway, um distrito no centro de Londres, a capital do Reino Unido.

Em 1871, transferiu-se para Battersea. O bairro londrino surgiu no entorno de uma antiga termelétrica. Atualmente, é uma região em franca ascensão, conhecida principalmente pelo parque homônimo, bastante frequentado por turistas e moradores locais.