O Dramin é um dos poucos remédios para uso humano que pode ser dado para cachorros. Porém, fazemos uma ressalva, não dê medicamentos sem a orientação do médico veterinário.

O dimenidrato – princípio ativo do Dramin – é um antiemético e antivertiginoso indicado especialmente nos enjoos e vômitos em viagens, podendo ser usado por grávidas, de acordo com orientação médica. O Dramin pode ser dado também para cachorro enjoado e vomitando.

O Dramin atua no sistema nervoso central (SNC). Ele provoca sono no cachorro e inibe o mal-estar provocado pelas náuseas. É recomendável que o medicamento seja prescrito por um profissional qualificado.

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A partir da avaliação individual, exame clínico e levantamento do histórico do paciente, o veterinário é capaz de indicar a dosagem ideal para cada cachorro, que leva em consideração o porte, idade, sexo, etc., ou receitar medicamentos específicos, mais seguros ou mais fáceis de administrar.

Prós e contras do Dramin

O Dramin atua como um depressor do SNC. O medicamento induz o sono e alivia a sensação de mal-estar. Caso não haja outras intercorrências (doenças, hipersensibilidade ao dimenidrato, etc.), o Dramin é seguro e pode ser dado para cachorros.

Os maiores riscos estão na dosagem do medicamento. Por atuar diretamente no SNC, o Dramin, mal administrado, pode provocar quedas prolongadas da pressão sanguínea, inclusive levando o cachorro à morte, fato mais frequente entre os animais de pequeno porte.

Em casos de automedicação, o cachorro que nunca tomou Dramin pode apresentar sensibilidade ao princípio ativo. Nestes casos, o efeito colateral mais comum é o sono, que pode se prolongar por algumas horas. A sonolência não inspira maiores cuidados, mas um sono pesado pode indicar que o cachorro está sedado e precisa de atenção médica.

Mas os pets também podem apresentar sinais mais graves. Apesar de relativamente raros, o uso inadequado do medicamento pode causar:

  • dores de cabeça;
  • erupções cutâneas, inclusive com a formação de manchas roxas na pele;
  • irritabilidade;
  • retenção de líquidos.

Muito raramente (e, mais uma vez, notadamente entre os cães pequenos), o dramin pode levar a convulsões, náuseas fortes, choque anafilático, síndrome extrapiramidal e óbito. O SNC é formado por cadeias de neurônios piramidais e extrapiramidais e os transtornos da síndrome incluem tremores, movimentos musculares irregulares e involuntários, espasmos musculares e instabilidade postural.

O Dramin, portanto, pode ser dado para cachorros, mas é preciso cautela. Os tutores devem seguir as orientações do veterinário e ficar atentos a possíveis efeitos secundários, para suspender a medicação, caso necessário.

Quando dar Dramin para cachorro?

Geralmente, o Dramin é receitado no caso de viagens longas, de carro ou de avião, em que os cachorros podem passar mal com enjoos e vômitos. Os filhotes são mais suscetíveis, mas muitos cães passam a vida toda sofrendo nos deslocamentos rápidos.

O medicamento também pode ser utilizado em cães que vomitam quando estão ansiosos, como meio de controle auxiliar. Os tutores, nestes casos, deverão procurar corrigir os motivos da ansiedade, e não apenas tratar os sintomas.

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O formato mais prático é o Dramin em gotas. Provavelmente, os cachorros pequenos não conseguiriam ingerir uma cápsula inteira. Ministrar as gotas diluídas em cães grandes e agressivos, no entanto, pode ser um problema.

É importante que os tutores prestem bastante atenção à dosagem indicada pelo veterinário e não aumentem a dose do remédio, “para garantir” ou porque “o remédio ainda não fez efeito”. Recomenda-se dar o Dramin para cachorro uma hora antes da partida. Lembre-se: o cachorro ficará sonolento e talvez tenha de ser conduzido no colo.

Caso o Dramin não seja o remédio determinado pelo médico, em função das condições dos cachorros, recomenda-se alimentar o animal duas horas antes da viagem, em quantidade moderada, e não fornecer mais nada sólido. Ele poderá se alimentar novamente em uma parada na estrada, na metade final da viagem.

Contraindicações do Dramin para cachorro

Em condições normais, o vômito é uma resposta positiva do organismo, que tenta se livrar de alguma substância. Geralmente, os cachorros sentem enjoos quando comem alguma coisa imprópria ou estragada (bandejas de alimentos achadas na lixeira ou alimento fermentado, por exemplo).

Nestes casos, deve-se observar o cachorro, mas não ministrar Dramin nem qualquer outro medicamento. O mais provável é que os enjoos e vômitos cedam paulatinamente, à medida que o organismo se livra das substâncias intoxicantes.

Caso os vômitos sejam provocados por doenças crônicas ou agudas, os tutores devem seguir as recomendações do médico, sem usar qualquer medicamento não informado. Muita gente acaba dando remédios tentando atenuar os sintomas, mas acaba comprometendo ainda mais o quadro de saúde do pet.


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